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Revista Brasileira de Farmacognosia

Print version ISSN 0102-695XOn-line version ISSN 1981-528X

Rev. bras. farmacogn. vol.18 no.3 João Pessoa July/Sept. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2008000300020 

DIVULGAÇÃO

 

Própolis: atualizações sobre a química e a farmacologia

 

Propolis: updates on chemistry and pharmacology

 

 

Sarah R. LustosaI; Alexandre B. GalindoI; Lívio C. C. NunesI, II; Karina P. RandauIII; Pedro J. Rolim NetoI, *

ILaboratório de Tecnologia dos Medicamentos, Departamento de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Pernambuco, 50740-521 Recife-PE, Brasil
IINúcleo de Tecnologia Farmacêutica, Universidade Federal do Piauí, 6400-000 Teresina-PI, Brasil
IIILaboratório de Farmacognosia, Departamento de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Pernambuco, 50740-521 Recife-PE, Brasil

 

 


RESUMO

Própolis é uma mistura complexa, formada por material resinoso e balsâmico. Sua composição química é complexa e variada, estando relacionada com a flora de cada região visitada pelas abelhas e com o período de coleta da resina. Inclui flavonóides, ácidos aromáticos, terpenóides e fenilpropanóides, ácidos graxos e vários outros compostos. A própolis tem sido objeto de intensos estudos farmacológicos e químicos nos últimos 30 anos. Em várias partes do mundo é indicada para melhorar a saúde e prevenir doenças. Atualmente, é disponível em várias formas farmacêuticas como cápsulas, extratos, enxaguatório bucal, na forma de pó, entre outras. Ainda são necessários estudos correlacionando a composição química com a atividade biológica, definindo cada tipo de própolis com a sua aplicação terapêutica. É uma tarefa imprescindível para um mercado cada vez maior e exigente em todo o mundo.

Unitermos: Própolis, constituintes químicos, atividade biológica.


ABSTRACT

Propolis (bee glue) is a complex mixture, formed by resinous and balsamic material. Its chemical composition is variable and complex, being related with the flora of each region visited by the bees and with the period of resins collection. Flavonoids, aromatic acids, terpenoids and phenylpropanoids, fatty acids, and other compounds are found in propolis. In the last 30 years, propolis has become subject of intense pharmacological and chemical studies. In different parts of the world it is indicated to improve health and prevent illnesses. Currently, it is available in some pharmaceutical forms as capsules, extracts, mouthrinses, powder form, among others. Indeed, studies correlating the chemical composition with the biological activity are necessary, defining each type of propolis with its therapeutic application. It is an essential task for a market ever bigger and demanding in the whole word.

Keywords: Propolis, chemical composition, biological activity.


 

 

INTRODUÇÃO

A palavra própolis é derivada do grego pro-, em defesa, e polis-, cidade ou comunidade, isto é, em defesa da comunidade (Pereira et al., 2002). É uma mistura complexa, formada por material resinoso e balsâmico coletado pelas abelhas dos ramos, flores, pólen, brotos e exudatos de árvores; além desses, na colméia, as abelhas adicionam secreções salivares e enzimas (Pereira et al., 2002; Franco et al., 2000).

Para produção de própolis, abelhas usam materiais resultantes de uma variedade de processos botânicos em diferentes partes das plantas. São substâncias ativamente secretadas pelas plantas bem como exudatos de feridas nas plantas: materiais lipofílicos nas folhas e germes, látex, resinas, etc (Bankova, 2005b; Capasso & Castaldo, 2002).

As abelhas de fato usam a própolis para protegê-las contra insetos e microrganismos, no reparo de frestas ou danos à colméia, no preparo de locais assépticos para postura da abelha rainha e na mumificação de insetos invasores (Marcucci, 1996).

De modo geral, contém 50 - 60% de resinas e bálsamos, 30 - 40% de ceras, 5 - 10% de óleos essenciais, 5% de grão de pólen, além de microelementos como alumínio, cálcio, estrôncio, ferro, cobre, manganês e pequenas quantidades de vitaminas B1, B2, B6, C e E (Park et al., 2002; Burdock, 1998; Funari & Ferro, 2006; Menezes 2005; Woisky et al., 1998).

A coloração da própolis depende de sua procedência. Varia de marrom escuro passando a uma tonalidade esverdeada até o marrom avermelhado. Possui odor característico que pode variar de uma amostra para outra (Marcucci, 1996).

Na Europa, América do Norte e oeste da Ásia, a fonte dominante de própolis é o exudato do botão de álamo (Populus sp.). Entretanto, na América do Sul a espécie vegetal do gênero Populus não é nativa, existindo uma grande diversidade vegetal para retirada de resina, o que dificulta a correlação da própolis com a fonte produtora (Park et al., 2002). Outras espécies vegetais empregadas como fontes de própolis em várias partes do mundo são pinheiros, carvalho, salgueiro, acácia, entre outras (Markham et al., 1996).

A própolis vermelha é reportada como sendo típica de Cuba e da Venezuela, onde as origens botânicas foram identificadas como Clusia nemorosa (Clusiaceae) e Clusia scrobiculata, respectivamente (Trusheva et al., 2006).

A própolis é um dos muitos produtos naturais que vem sendo utilizado durante séculos pela humanidade (Vargas et al., 2004). Os egípcios conheciam as propriedades anti-putrefativas da própolis e empregavam para embalsamar cadáveres. Além disso, foi reconhecida por suas propriedades medicinais por médicos gregos e romanos como Aristóteles, Dioscorides, Plínio e Galeno (Capasso & Castaldo, 2002). O uso de extratos de própolis na medicina popular data de 300 a.C. (Da Silva et al., 2006).

Na África do Sul, na guerra ao final do século XIX, foi amplamente utilizada devido às suas propriedades cicatrizantes e na segunda guerra mundial foi empregada em várias clínicas soviéticas (Pereira et al., 2002).

A própolis começou a ser apreciada como meio para tratamento de problemas de saúde nos anos de 1950 e 1960 na ex-União Soviética e em países do leste da Europa, como Bulgária, República Tcheca e Polônia. Nos países do oeste europeu, na América do Sul e do Norte e no Japão, própolis não adquiriu popularidade até 1980. Na metade dos anos 80, própolis tornou-se um importante produto na medicina alternativa e complementar. Japão é o principal importador de própolis, com preferência pela própolis brasileira (Salatino et al., 2005).

O termo própolis já era descrito no século XVI na França e a Farmacopéia de Londres do século XVII lista a própolis como droga oficial (Capasso & Castaldo, 2002; Pereira et al., 2002; Cao et al., 2004). Em 1908 surgiu o primeiro trabalho científico sobre suas propriedades químicas e "composição", indexado no Chemical Abstracts (referência n° 192). Em 1968 surgiu no Chemical Abstracts o resumo da primeira patente utilizando a própolis (Romena, para a produção de loções para banho). Até meados do ano 2000, o número de trabalhos publicados citados no Chemical Abstracts totaliza 450, oriundos de 39 países (dos cinco continentes), além de 239 patentes (Pereira et al., 2002). Partindo-se então, de 2003 até início de 2008, uma busca realizada no European Patent Office tomando-se Worldwide como base de dados, mostrou mais de 500 pedidos de patentes relacionados a própolis, o que evidencia um exponencial interesse pela própolis. Esses dados podem ser explicados, também, por um número maior e um maior aprofundamento nos estudos relativos a própolis: sua composição química e atividade biológica.

No Brasil, o interesse pela própolis aconteceu somente na década de 80 com o trabalho pioneiro de Ernesto Ulrich Breyer, demonstrando em seu livro, "Abelhas e saúde", as propriedades terapêuticas da própolis e sua utilização como antibiótico natural (Lima, 2006).

 

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

A composição química é bastante complexa e variada, estando intimamente relacionada com a ecologia da flora de cada região visitada pelas abelhas (Park et al., 2002) e com o período de coleta da resina (Rocha et al., 2003). Além disso, a variabilidade genética das abelhas rainhas também influencia na composição química (Park et al, 1998). Deste modo, um número significativo de trabalhos com a química da própolis foi publicado para entender que sua composição varia grandemente e depende da flora local e da região de coleta (Moreira, 1986; Bankova, 2005a; Sousa et al., 2007).

O melhor indicador da origem botânica da própolis é análise da sua composição química comparada com a provável fonte vegetal. A determinação da origem geográfica e, principalmente, a origem vegetal, se faz importante no controle de qualidade e até mesmo na padronização das amostras de própolis para uma efetiva aplicação terapêutica (Park et al., 2002).

Alguns componentes estão presentes em todas as amostras de própolis, enquanto outros ocorrem somente em própolis derivadas de espécies particulares de plantas (Vargas et al., 2004).

A composição química da própolis inclui flavonóides (como a galangina, quercetina, pinocembrina e kaempferol), ácidos aromáticos e ésteres, aldeídos e cetonas, terpenóides e fenilpropanóides (como os ácidos caféico e clorogênico), esteróides, aminoácidos, polissacarídeos, hidrocarbonetos, ácidos graxos e vários outros compostos em pequenas quantidades (Hu et al., 2005; Hayacibara et al., 2005; Ozkul et al., 2004; Matsuda et al., 2002; Rocha et al., 2003). Há também na sua constituição elementos inorgânicos como o cobre, manganês, ferro, cálcio, alumínio, vanádio e silício (Marcucci, 1996). De todos esses grupos de compostos, certamente o que vem chamando mais atenção dos pesquisadores é o dos flavonóides (Lima, 2006). A eles, bem como aos ácidos fenólicos, são atribuídas as propriedades antibacteriana, antiviral e antioxidante (Volpi & Bergonzini, 2006).

Pelo menos 200 compostos foram identificados em diferentes amostras de própolis, com mais de 100 em cada uma (Marcucci et al., 2001). Em 2000, doze tipos distintos de própolis brasileira foram quimicamente caracterizados e classificados de tipo 1 a 12 (Alencar et al., 2005; Hayacibara et al., 2005).

As amostras tropicais de própolis, especialmente as brasileiras, têm mostrado diferenças significantes nas suas composições químicas em relação à própolis da zona temperada. Por essa razão, a própolis brasileira têm se tornado objeto de grande interesse por parte dos cientistas (Trusheva et al., 2006). A própolis verde brasileira, produzida em São Paulo e Minas Gerais é constituída principalmente de derivados prenilados do ácido p-cumárico e possui grande quantidade de flavonóides, muitos dos quais não estão presentes em própolis da Europa, América do Norte e Ásia (Simões et al., 2004).

As técnicas mais frequentemente utilizadas para a análise e determinação dos constituintes químicos da própolis são a cromatografia gasosa acoplada a espectroscopia de massa (CG-MS) e a cromatografia líquida de alta performance (HPLC) (Bankova, 2005b; Sousa et al., 2007). Recentemente, foi encontrada uma própolis vermelha em colméias localizadas ao longo do mar e costas de rios no nordeste brasileiro a qual foi classificada como própolis do grupo 13 (Daugsch et al., 2006). Foi observado que as abelhas coletavam o exudato vermelho da superfície da Dalbergia ecastophyllum (L) Taub. (Donnelly et al., 1973; Matos et al., 1975), sugerindo que essa é a origem botânica da própolis vermelha. Então analisou-se comparativamente as amostras de exudatos das plantas e da própolis vermelha, mostrando que o perfil cromatográfico da própolis é exatamente o mesmo da D. ecastophyllum (Daugsch et al., 2006). Na Figura 1 apresentamos algumas das principais substancias identificadas nos mais recentes trabalhos de caracterização desse novo tipo de própolis.

 

 

Algumas dessas moléculas apresentadas na Figura 1 são encontradas apenas na própolis vermelha do nordeste do Brasil diferenciando-a dos outros tipos já largamente citadas na literatura. Acredita-se, dessa forma, que tais moléculas possam revelar atividades biológicas ainda não conhecidas em outras amostras.

 

PROPRIEDADES BIOLÓGICAS

A própolis tem sido objeto de estudos farmacológicos devido às suas propriedades antibacteriana, antifúngica, antiviral, antiinflamatória, hepatoprotetora, antioxidante, antitumoral, imunomodulatória, etc. (Bankova, 2005a; Kosalec et al., 2005; Alencar et al., 2005; Simões et al., 2008). Esse potencial biológico se deve a um sinergismo que ocorre entre os muitos constituintes (Marcucci, 1996).

Antimicrobiana

As atividades antibacteriana e antifúngica da própolis têm sido as propriedades biológicas mais extensivamente estudadas (Kujungiev et al., 1999). São atribuídas principalmente à flavonona pinocembrina, ao flavonol galagina e ao éster feniletil do ácido caféico, com um mecanismo de ação baseado provavelmente na inibição do RNA-polimerase bacteriano (Uzel et al., 2005). Outros componentes como os flavonóides, o ácido caféico, ácido benzóico, ácido cinâmico, provavelmente agem na membrana ou parede celular do microorganismo, causando danos funcionais e estruturais (Scazzocchio et al., 2005).

A própolis possui atividade antibacteriana maior contra bactérias Gram-positivas e limitada contra Gram-negativas (Lu et al., 2005; Marcucci et al., 2001). Estudo realizado com extratos de própolis comercializados no Brasil mostrou atividade antimicrobiana pronunciada contra bactérias Gram-positivas, e atividade menos evidente contra Gram-negativos (Rezende et al., 2006; Packer & Luz, 2007).

Até o momento, não se tem dados que respondam o porquê desta menor atividade dos extratos de própolis contra bactérias Gram-negativas. Estas bactérias possuem uma parede celular quimicamente mais complexa e um teor lipídico maior, o que pode explicar essa maior resistência (Vargas et al., 2004).

Própolis também tem demonstrado excelentes atividades fungistática e fungicida, em testes in vitro contra leveduras identificadas como causadores de onicomicoses (Oliveira et al., 2006; Longhini et al., 2007).

Diversos trabalhos tem relatado ao logo de vários anos de pesquisa a atividade sinérgica da própolis associada a diversos antibióticos, inclusive contra cepas resistentes a benzilpenicilina, tetraciclina e eritromicina (Shub et al., 1981), esses e outros autores concluem que a própolis possui ação sinérgica relevante, podendo se constituir como alternativa terapêutica para a resistência microbiana, porem dependente de sua composição (Stepanovic et al., 2003; Fernandes Jr. et al., 2005; Onlen et al., 2007).

Antiinflamatória

A atividade antiinflamatória observada na própolis parece ser devida à presença de flavonóides, especialmente galangina. Este flavonóide apresenta atividade inibitória contra a ciclooxigenase (COX) e lipooxigenase. Tem sido relatado também que o ácido fenil éster caféico (CAPE), possui atividade antiinflamatória por inibir a liberação de ácido aracdônico da membrana celular, suprimindo as atividades das enzimas COX-1 e COX-2 (Borrelli et al., 2002).

A própolis tem demonstrado ação antiinflamatória também por inibir a síntese das prostaglandinas, ativar a glândula timo, auxiliando o sistema imune pela promoção da atividade fagocítica e estimulando a imunidade celular (Kosalec et al., 2005).

Antioxidante

A atividade antioxidante merece especial interesse, pois a própolis poderia ser aplicada topicamente com sucesso para prevenir e tratar a pele danificada (Marquele et al., 2006).

Flavonóides são relatados como os mais abundantes e efetivos antioxidantes na própolis. Existe uma correlação entre o alto conteúdo de flavonóides totais e a atividade anti-radicais livres em extratos de própolis da Argentina (Ahn et al., 2007). Da Silva et al. (2006) sugerem que os flavonóides desempenham importante papel na atividade antioxidante de extratos de própolis brasileira, mas outros fatores poderiam estar envolvidos (Choi et al., 2006). Embora estudos com extratos etanólicos de própolis sejam mais comuns, é relatado que o extrato aquoso possui uma boa atividade antioxidante, associada ao alto teor de compostos fenólicos (Mani et al., 2006; Vicentino & Menezes, 2007).

Antiviral

Não existem muitos relatos sobre a atividade antiviral da própolis. Marcucci (1995) cita uma ação virucida da própolis nos vírus do herpes simplex (HSV) e da estomatite vesicular (VSV). Em estudo realizado na Ucrânia, foi comparada a eficácia de pomada de própolis canadense com pomadas de aciclovir e placebo (veículo) no tratamento de pacientes com herpes genital tipo 2 recorrente. A preparação de própolis contendo flavonóides apresentou-se mais efetiva que as outras duas na cicatrização das lesões e redução dos sintomas locais (Vynograd et al., 2000).

Estudos in vitro sugerem que a própolis tem uma potente atividade antiviral contra as variantes X4 e R5 do HIV-1. Atividade similar foi observada com linfócitos CD4+ operando, pelo menos em parte, como inibidor da entrada viral (Gekker et al., 2005).

Cicatrizante

A propriedade cicatrizante da própolis, assim como várias outras propriedades biológicas, está relacionada com flavonóides e ácidos fenólicos (Arvouet-Grand et al., 1994). Em estudo comparado da propriedade cicatrizante de um creme de própolis com um de sulfadiazina de prata, foi demonstrado que os ferimentos tratados com própolis apresentaram menos inflamação e mais rápida cicatrização do que aqueles tratados com sulfadizina de prata (Gregory et al., 2002).

Imunomodulatória

Sy et al. (2006) demonstraram que o tratamento com extrato de própolis atenua as inflamações das vias aéreas em ratos, provavelmente por sua habilidade em modular a produção de citocina. Sendo assim, seria um novo agente no tratamento da asma. Orsolic et al. (2004) demonstraram que derivados hidrossolúveis de própolis, ácido caféico, éster feniletil do ácido caféico e quercetina poderiam ser extremamente úteis no controle do crescimento tumoral em modelos experimentais. Nos últimos anos muitos estudos tem demonstrado a atividade da própolis no sistema imunológico (ativando macrófagos, aumentando a atividade lítica contra células tumorais, estimulando anticorpos, etc) como apresentado numa extensa revisão realizada por Sforcin (2000), todavia, cita que os mecanismos envolvidos na quimioprevenção ainda não são completamente conhecidos.

Outras propriedades

Há relatos de que a própolis baixa a pressão arterial e os níveis de colesterol no sangue. (Capasso & Castaldo, 2002). Em muitos países, a própolis e o mel são usados para o tratamento de infecções das vias aéreas (Tavares et al., 2006).

Como antiprotozoário, a própolis mostrou-se ativa contra Toxoplasma gondii, Trichomonas spp. e Giardia lamblia (Dantas et al., 2006). Testes in vitro com extratos de própolis foram realizados contra Trypanosoma cruzi e mostraram atividade contra as formas epimastigotas desse parasita, sendo uma possível alternativa para o tratamento da Doença de Chagas (Prytzyk et al., 2003). Giorgio et al. (2006) estudaram a atividade da própolis brasileira no tratamento da leishimaniose observando ser eficaz em culturas de macrófagos infectados, baseado nesse e em outros estudos requisitaram patente para um método de tratamento para leishimania com própolis brasileira. Mais tarde outros estudos realizados com própolis vermelha, oriunda do nordeste do Brasil, mostrou ser ativo contra leishimania sem ser tóxico para os macrófagos (Ayres et al., 2007).

Própolis também tem sido bastante utilizada em odontologia, estando presente em enxagüatórios bucais e cremes dentais para prevenir cáries e tratar gengivites e estomatites (Pietta et al., 2002). Em experimentos na área de Endodontia, Cariologia, Cirurgia Oral, Periodontia e Patologia Oral, teve uma atuação positiva na reorganização tecidual, ação antiinflamatória e antibacteriana (Manara et al., 1999). Recentemente, foi publicada uma patente sobre a própolis intitulada "Composição bucal de uso tópico, exaguatório bucal, solução bucal e dentrifício, bem como o uso da referida composição" reivindicando o uso no combate à formação de placa bacteriana dental prevenindo e/ou controlando a gengivite, problemas periodontais e/ou as cáries, infecções causadas por diferentes etiologias, sem os inconvenientes do manchamento intenso dentário provocado pelo uso contínuo da clorexidina (D'Oliveira, 2007).

 

PANORAMA ATUAL

A própolis é usada em várias partes do mundo onde é indicada para melhorar a saúde e prevenir doenças como inflamação, doenças do coração, diabetes e câncer. (Kadota et al., 2002) Problemas tratados com própolis incluem mau hálito (halitose), eczema, infecções na garganta, úlceras e infecções urinárias. (Pereira et al., 2002).

Atualmente, a própolis é usada como um remédio popular e está disponível na forma de cápsulas, como um extrato (hidroalcoólico ou glicólico), como enxaguatório bucal, na forma de pó, entre outras (Capasso & Castaldo, 2002; Soares et al., 2006). Também é empregada em cosméticos e na indústria alimentícia na forma de alimentos funcionais (Alencar et al., 2005; Sforcin et al., 2000).

Em busca recentemente realizada na internet foi constatado a existência de aproximadamente noventa produtos a base de própolis (dentre eles cápsulas, condicionador, xampu, sabonete, dentrifício, batom, bala, chá, protetor solar, gel pós barba, creme, pomada, etc) disponíveis no mercado brasileiro.

A maioria dos produtos à base de própolis comercializados no Brasil possuem registro no Ministério da Agricultura, que preconiza os limites para fixação de identidade e qualidade da própolis na Instrução Normativa nº 3, de 19 de janeiro de 2001 (Brasil, 2001). Os produtos que contêm própolis e que apresentem indicações terapêuticas podem ser registrados como medicamentos específicos segundo a Resolução-RDC nº 132, de 29 de maio de 2003, D.O.U. de 02/10/2003, sendo classificados como opoterápicos (Brasil, 2003). A comprovação de segurança e eficácia segue a nota técnica da Câmara Técnica de Medicamentos Fitoterápicos (CATEF, 2005).

O consumo de própolis no mundo é estimado em cerca de 700-800 toneladas / ano (Da Silva et al., 2006). Faltam estatísticas oficiais sobre o volume de própolis produzido anualmente no Brasil, o que é exportado e o que é consumido pelo mercado interno. Existem apenas avaliações de produtores e exportadores que situam a produção brasileira entre 49 e 150 toneladas anuais. O cálculo de 150 toneladas pode estar superestimado, mas é mais realista. O consenso é que o Brasil é o segundo maior produtor mundial, logo atrás da China (Lima, 2006).

Nas últimas décadas, foi observado um aumento, em todo o mundo, no uso de produtos naturais (Hayacibara et al., 2005). Entretanto, apesar desse aumento e do fato de existir uma considerável quantidade de informações disponíveis no que concerne aos aspectos químicos e biológicos da própolis, sua aplicação terapêutica ainda pode ser considerada incipiente (Funari & Ferro, 2006).

Atualmente, inúmeros trabalhos demonstram as atividades biológicas da própolis bem como suas aplicações terapêuticas. Essas virtudes conduzem a própolis a um verdadeiro modismo. Porém, é preciso estabelecer alguns pontos importantes. Apesar de ser aceita por órgãos regulatórios como produto com finalidade terapêutica, a própolis precisa ser padronizada quimicamente para garantir sua qualidade, eficácia e segurança. O que não é fácil, pois, como já foi visto vários fatores podem interferir na sua composição química. Também são necessários estudos que relacionem a composição química com a atividade biológica, pois assim seria possível correlacionar o tipo de própolis com a sua aplicação terapêutica. Isso é uma tarefa imprescindível para um mercado cada vez maior e exigente em todo o mundo.

 

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* E-mail: pedro.rolim@pq.cnpq.br

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