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Revista Brasileira de Farmacognosia

Print version ISSN 0102-695X

Rev. bras. farmacogn. vol.19 no.1b João Pessoa Jan./Mar. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2009000200020 

ARTIGO

 

Perfil fitoquímico e ensaio microbiológico dos extratos da entrecasca de Maytenus rigida Mart. (Celastraceae)

 

Phytochemistry and microbiological assay of the bark extracts of Maytenus rigida Mart. (Celastraceae)

 

 

Charles S. EstevamI, II, *; Amaro M. CavalcantiI; Érica Verena F. CambuiII; Vítor Araújo NetoII; Paulo T. G. LeopoldoII; Roberta P. M. FernandesII; Brancilene S. de AraujoII; Zenaldo PorfírioIII; Antonio Euzébio G. Sant'AnaI

ILaboratório de Pesquisa em Recursos Naturais, Universidade Federal de Alagoas, Tabulerio dos Martins s/n, 57000-000 Maceió-AL, Brasil
IILaboratório de Bioquímica, Universidade Federal de Sergipe, Av. Marechal Rondom s/n, Rosa Elze, 49100-000 São Cristóvão-SE, Brasil
IIILaboratório de Microbiologia, Centro de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Alagoas, Tabulerio dos Martins s/n, 57000-000, Maceió-AL, Brasil

 

 


RESUMO

Maytenus rigida Mart (Celastraceae), conhecida por "Bom-homem", "Bom-nome", "Cabelo-de-negro", "Casca-grossa" e "Pau-de-colher", é uma arvore de pequeno porte. A entrecasca do caule é empregada popularmente no Nordeste do Brasil no tratamento das dores em geral, infecções e inflamações. O presente trabalho avaliou tanto o perfil fitoquímico de M. rigida por meio de um roteiro analítico, quanto à atividade antibiótica dos extratos pelo método de Kirby-Bauer modificado. Os resultados demonstraram que os extratos etanólico, aquoso, clorofórmico, acetato de etila e hidroalcoólico de M. rigida apresentam atividade antibacteriana contra Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, enquanto que a fração hexânica não exibe qualquer atividade. Catequinas, quinonas, esteróides, triterpenos, saponinas, flavonóides e compostos fenólicos foram detectados na análise fitoquímica.

Unitermos: Maytenus rigida, entrecasca do caule, atividade antimicrobiana, perfil fitoquímico.


ABSTRACT

Maynetus rigida Mart (Celastraceae), known as "Bom-homem", "Bom-nome", "Cabelo-de-negro", "Casca-grossa" and "Pau-de-colher", is a small tree. The stem bark is used by the population in the northeast of Brazil to treat aches, infections and inflammations in general. The present work evaluated both the phytochemistry of M. rigida Mart by an analytical routine, and the antimicrobial activity of the bark extracts by the Kirby-Bauer modified method. Our results showed the aqueous, methanol, chloroform, ethyl acetate and hydroalcoolic extracts of M. rigida Mart has antimicrobial activity against Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa and Staphylococcus aureus, while the hexane extract does not have any activity. Catechins, quinones, steroids, triterpenes, saponins, flavonoids and phenolic compounds were detected by the phytochemical analysis.

Keywords: Maytenus rigida, bark, antimicrobial activity, phytochemical analysis.


 

 

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento da resistência de microrganismos a antibióticos correntemente em uso tem sido rápido e progressivo. Este problema, associado à baixa taxa de descoberta de novas substâncias com potencial antimicrobiano, é causa de preocupação. Além do linezolide (Zyvox®), a última classe de antibióticos que chegou ao mercado farmacêutico dos EUA foi há 30 anos (White et al., 2003). Uma das medidas utilizadas na batalha contra a resistência bacteriana é a modificação dos antibióticos em uso; no entanto, pouco sucesso tem sido obtido. Por esses motivos, a descoberta de novas moléculas, de fonte natural ou sintética, com atividade antimicrobiana é assunto de máxima urgência. A diversidade de moléculas encontradas em plantas faz das mesmas promissoras fontes de novos agentes antimicrobianos (Leitão et al., 2006; Silva et al., 2007, 2008; Coutinho et al., 2008).

Maytenus rigida faz parte da família Celastracea que compreende cerca de 85 gêneros. Essa família é composta por aproximadamente 900 espécies de ampla distribuição nas regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo (Barroso, 1991; Brummit, 1992; Joly, 1993). O gênero Maytenus é formado por espécies arbustivas ou arbóreas encontradas em matas e campos (Barroso, 1991; Joly, 1993) que são largamente utilizadas pelos povos da América do Sul. As plantas desse gênero são ricas em metabólitos bioativos da classe dos terpenos ou isoprenóides (Shirota et al., 1994; Niero et al., 2006; Reyes et al., 2006; Gutieerrez et al., 2007) e atividades biológicas tais como antiinflamatória (Sanogo et al., 2006; Reyes et al., 2006; Santos et al., 2007; Sosa et al., 2007), antiulcerogênica (Mota et al., 2008), antimalaria (Muregi et al., 2007; Muthaura et al., 2007), antioxidante (Brunni et al., 2006; Buffa et al., 2004; Vellosa et al., 2006), antinoceptiva (Niero et al., 2006; Sanogo et al., 2006), antitumoral (Shirota et al., 1994; Buffa et al., 2004) e anticonvulsivante (Quintans-Júnior et al., 2008) já foram relatadas para diversas espécies desse gênero. A espécie do gênero Maytenus rigida, conhecida como "Bom-homem", "Bom-nome", "Cabelo-de-negro", "Casca-grossa" e "Pau-de-colher", é uma arvore de pequeno porte, sendo que a entrecasca do caule apresenta aspectos terapêuticos, sendo empregada nos casos de dores em geral, infecções e inflamações (Mota & Albuquerque, 2002; Agra et al., 2007, 2008). Apesar do uso medicinal dessa planta no tratamento de infecções, não existem relatos de testes antimicrobianos usando essa espécie. Este trabalho relata o perfil fitoquímico e atividade antimicrobiana in vitro dos extratos aquoso e etanólico da entrecasca de Maytenus rigida.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Material vegetal

A entrecasca da planta de Maytenus rigida Mart. (Celastraceae), foi coletada fora do período da floração, no povoado Capim Grosso - AL, Brasil. A planta foi identificada pelo Dr. Carlos Dias da Silva Júnior do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Sergipe. Um espécime foi registrado no herbário da Universidade Federal de Sergipe, número 00767. As amostras foram colocadas em estufa (Marconi modelo MA-037) a 37 ºC, com renovação e circulação de ar por 48 h até completa desidratação.

Preparação dos extratos

Preparação do extrato alcoólico

Para o preparo do extrato etanólico foram pesados 1381,4 g do pó das entrecascas que foram misturados com etanol comercial 90% em percolador de aço inoxidável durante cinco dias. Após concentração do solvente em evaporador rotativo sob pressão reduzida, o extrato etanólico bruto da entrecasca (561,9 g) foi obtido. Este extrato etanólico foi então suspenso em uma solução MeOH/H2O (metanol-água, 2:3) e extraído exaustiva e sucessivamente em n-C6H14 (hexano), CHCl3 (clorofórmio) e AcOEt (acetato de etila). Os extratos alcoólicos e suas fases obtidas após a partição foram concentrados em evaporador rotatório (Büchi modelo RE-114B) até total remoção do solvente e submetidos a ensaios fitoquímicos e microbiológico in vitro. Todos os solventes usados para a extração, exceto o etanol, foram da marca VETEC.

Para o ensaio microbiológico, 200 mg do extrato bruto foram solubilizados em 1 mL de MeOH:H2O 1:3. Dessa solução, uma alíquota de 40 mL foi utilizada. Todos os experimentos foram realizados utilizando-se como controle MeOH:H2O 1:3.

Preparação do extrato aquoso

O pó das entrecascas (450 g), após secagem à temperatura ambiente e trituração em moinho mecânico, foi submetido à extração por decocção com 900 mL de água destilada. Após extração, o material foi filtrado à vácuo e liofilizado.

Esse extrato foi submetido aos mesmos ensaios microbiológicos que o extrato alcoólico, onde 200 mg do mesmo foram solubilizados em MeOH:H2O conforme descrito previamente.

Prospecção fitoquímica

Na prospecção fitoquímica, a ocorrência de alcalóides, antocianidinas, antocianinas, ácidos fixos, aurona, catequinas, chalconas, esteróides, flavonóis, flavonóides, fenóis, heterosídeos cianogênicos, leucoantocianidinas, quinonas, resinas, saponinas, taninos e xantonas foi avaliada de acordo com o método proposto por Wagner & Bladt (1995) e Matos (1997).

Ensaio antimicrobiano

Microrganismos

Os isolados bacterianos Staphylococcus aureus (BAC -94), S. aureus (BAC -97), S. aureus (BAC -115), Escherichia coli (BAC -148), Pseudomonas aeruginosa (BAC -104), P. aeruginosa (BAC -135) e Salmonela typhi (BAC -155), bem como os isolados de leveduras do gênero Candida, a saber, Candida albicans (BAC -01), C. kruse (BAC -09) e C. tropicalis (BAC -15) utilizados nos ensaios microbiológicos, foram doadas pelo Laboratório de Patologia Clínica da Santa Casa de Misericórdia de Maceió.

Manutenção dos microrganismos

Os microrganismos foram mantidos em estufa bacteriológica (Marconi modelo MA-037) a 37 ºC por 48 h em meio de cultura BHI, caldo nutriente, bacto-ágar e ágar Mueller-Hinton, que foram preparados de acordo com as instruções do fabricante (DIFCO) e esterilizados em autoclave a 121 ºC durante 15 minutos.

Testes de sensibilidade e resistência das linhagens microbianas aos extratos

Para avaliar a sensibilidade e resistência dos microrganismos aos extratos de M. rigida foi utilizado o método de Kirby-Bauer modificado (difusão em ágar). Poços com capacidade para 50 µL de solução foram produzidos em placas de Petri pela introdução de ponteiras plásticas na superfície de vidro antes da adição do meio de cultura ágar-ágar. Em seguida, uma alíquota da solução do microrganismo a ser testado foi ressuspendida em meio ágar Mueller-Hinton (concentração final de 1 x 103 unidades formadoras de colônia/mL) a 45 ºC. Esta solução foi então vertida na placa de Petri contendo o meio solidificado e após 10 minutos as ponteiras foram retiradas. Em cada poço resultante foram colocados 40 µL dos extratos de M. rigida, sendo que o poço central foi usado como controle (água-metanol 33%). As placas foram mantidas

em estufa bacteriológica aquecida a 37 ºC, por 24 horas, e a atividade antimicrobiana foi determinada de acordo com a medida do halo de inibição do crescimento em volta do poço com auxílio de halômetro. Os extratos foram considerados ativos quando apresentaram halos de inibição superiores a 10 mm.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Plantas do gênero Maytenus são ricas em terpenos da classe dos tripernos (Shirota et al., 1994; Niero et al., 2006; Reyes et al., 2006; Gutieerrez et al., 2007), embora também tenham sido encontrados flavonóides (Sannomiya et al., 1998; Xie et al., 2007; Tiberti et al., 2007), glicolipídios (Mendes et al., 2006) e alcalóides (Corsino et al., 1998). O perfil fitoquímico da entrecasca de M. rigida (Tabela 1) revelou a presença de triterpenos, mas também de outras classes de substâncias: catequinas, quinonas, esteróides, saponinas, flavonóides e compostos fenólicos. Entretanto, não foram detectadas substâncias da classe dos alcalóides, taninos, heterosídeos, resinas, chalconas, ácidos fixos e leucoantocianidinas.

 

 

O extrato etanólico bruto da entrecasca (Tabela 2) apresentou atividade antimicrobiana tanto para a bacteria Gram positiva S. aureus (BAC -97) quanto para a Gram negativa E. coli (BAC -148), não sendo observada qualquer atividade contra as leveduras C. albicans (BAC -01), C. kruse (BAC -09) e C. tropicalis (BAC -15). Com base nesses resultados, o extrato etanólico foi submetido à partição liquído-liquído objetivando a obtenção de frações enriquecidas para o biomonitoramento da atividade antimicrobiana.

 

 

O extrato hexânico (C6H14) não apresentou atividade antibacterina. Os extratos clorofórmico (CHCl3), acetato de etila (AcOEt), hidroalcoólico (H2O/ MeOH) e aquoso liofilizado apresentaram atividade frente as cepas bactérianas S. aureus (BAC -94), S. aureus (BAC -97), S. aureus (BAC -115), E. coli (BAC -148), P. aeruginosa (BAC -104) e P. aeruginosa (BAC -135). O extrato etanólico bruto, que anteriormente não apresentava atividade antimicrobiana contra a bactéria P. aeruginosa (BAC -135), apresentou, após fracionamento, atividade positiva para todas as frações obtidas, excetuando-se a hexânica (Tabela 3). Esse resultado demonstra a importância de um fracionamento preliminar dos extratos para a detecção da atividade antimicrobiana, uma vez que a baixa concentração dos compostos ativos podem mascarar a detecção nos extratos brutos. Nenhuma das frações obtidas da partição do extrato etanólico causou a inibição do crescimento da bactéria S. typhi (BAC -155).

 

 

Entre as substâncias detectadas na análise fitoquímica dos extratos, os flavonóides (Xie et al., 2007), terpenos (González et al., 1996; Wang et al., 2007) e saponinas (Avato et al., 2006) já foram reportados anteriormente por possuírem atividade antimicrobiana. A presença desses compostos nos extratos de M. rigida pode explicar a atividade antibacteriana encontrada.

Em conclusão, demostramos que a planta Maytenus rigida é uma potencial fonte de agentes antibacterianos, o que motiva posteriores estudos para o isolamento e identificação dos principios ativos responsáveis por essa atividade que podem ser usadas na indústria farmacêutica.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem a Dr. Carlos Dias da Silva Júnior pela identificação e caracterização da espécie vegetal. Este trabalho foi financiado pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

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Recebido 26 Setembro 2008; Aceito 27 Fevereiro 2009

 

 

* E-mail: cse@ufs.br