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Revista Brasileira de Farmacognosia

Print version ISSN 0102-695XOn-line version ISSN 1981-528X

Rev. bras. farmacogn. vol.19 no.2b João Pessoa Apr./June 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2009000400018 

ARTIGO

 

Análise morfoanatômica das partes aéreas de Wedelia paludosa DC. (Acmela brasiliensis, Sphagneticola trilobata), Asteraceae

 

Morphoanatomic analysis of aerial parts of Wedelia paludosa DC. (Acmela brasiliensis, Sphagneticola trilobata), Asteraceae

 

 

Thaisa BaccarinI; Alexandra I. CzepulaII; Renê A. FerreiraI; Ruth M. Lucinda-SilvaI, II, *

INúcleo de Investigações Químico-Farmacêuticas, Curso de Farmácia, Universidade do Vale do Itajaí, Rua Uruguai, 458, 88302-202 Itajaí-SC, Brasil
IIPrograma de Mestrado em Ciências Farmacêuticas, Universidade do Vale do Itajaí, Rua Uruguai, 458, 88302-202 Itajaí-SC, Brasil

 

 


RESUMO

O presente trabalho teve por objetivo o estabelecimento de parâmetros para análise morfo-anatômica das partes aéreas (caule e folhas) da planta Wedelia paludosa DC., Asteraceae. A droga vegetal e o respectivo pó foram submetidos às análises macro e microscópica após preparação de lâminas semi-permanentes de cortes transversais e paradérmicos. O pó foi analisado após diafanização com cloral hidratado. É uma planta herbácea com caule castanho-avermelhado, folhas opostas, curto-pecioladas e membranáceas, apresentando pêlos nas duas faces, estreitada em direção à base acima do meio provida de dois pequenos lobos laterais e um terminal, maior e denteado. A planta apresenta secção circular de caule, que em crescimento primário, possui epiderme, colênquima angular, parênquima cortical e cilindro vascular, assim como oxalato de cálcio (várias drusas e alguns cristais prismáticos). A folha é simples, contendo tricomas tectores e estômato anomocítico. O mesofilo possui organização dorso-ventral e a nervura central, em corte transversal, apresenta-se côncavo-convexo com três feixes colaterais e presença de drusas de oxalato de cálcio nas células parenquimáticas. No pó obtido da droga vegetal foram verificadas as mesmas estruturas microscópicas observadas na droga vegetal rasurada. Os parâmetros morfo-anatômicos estabelecidos neste trabalho permitem o controle de qualidade macro e microscópico da planta tanto rasurada como na forma de pó.

Unitermos: Acmela brasiliensis, controle de qualidade, plantas medicinais, Sphagneticola trilobata, Wedelia paludosa, Asteraceae.


ABSTRACT

This study aimed to establish parameters for morphoanatomical analysis of the aerial parts (stem and leaves) of the plant Wedelia paludosa DC., Asteraceae. The drug and its respective powder were characterized by macro and microscopic analysis after obtaining semi-permanent lamina of transverse and paradermal sections. The powder was analyzed after being cleared with chloral hydrate. It is an herbaceous plant with reddish-brown stems, opposite leaves, short-petiolated and membranous, with hair on both faces, narrowed towards the base up the middle provided with two small lateral lobes and a, large and jagged terminal. The plant has circular cross-section of stem, in which the primary growth, has epidermis, angular collenchyma, cortical parenchyma and vascular cylinder, as well as calcium oxalate (several clusters and some prismatic crystals). The leaf is simple, containing trichomes and stomata. The mesophyll has dorsiventral organization and the midrib, in cross section presents concave-convex face with three bundles and presence of calcium oxalate in parenchymal cells. In the powder was found the same structures observed in microscopic drug erased. The morphoanatomical parameters established in this work allow the macro and microscopic quality control of power and sectioned drug.

Keywords: Acmela brasiliensis, quality control, medicinal plant, Sphagneticola trilobata, Wedelia paludosa, Asteraceae.


 

 

INTRODUÇÃO

A espécie Wedelia paludosa DC. (Acmela brasiliensis, Sphagneticola trilobata), pertencente à família Asteraceae, é nativa do Brasil, muito freqüente em regiões litorâneas e em terrenos baldios, sendo conhecida popularmente por pseudo-arnica, margaridão, pingo-de-ouro, mal-me-quer-do-brejo, picão-da-praia ou simplesmente vedélia (Michalak, 1997; Agra 2007; 2008).

Estudos fitoquímicos realizados com a planta demonstraram maior concentração de compostos de natureza terpênica, esteroidal e fenílica (flavonóides) e ausência de alcalóides. As diferentes partes da planta (raiz, caule, folha e flor) possuem perfis cromatográficos distintos, indicando uma constituição química diferente entre elas, porém com alguma similaridade em relação a alguns compostos (Cechinel Filho et al., 2004). O diterpeno ácido caurenóico encontra-se em todas as partes da planta, porém em concentrações maiores na raiz (Bresciani et al., 2004; Batista et al., 2005). Já o flavonóide luteolina está concentrado apenas nas folhas e nas flores. Também foi identificada uma nova lactona eudesmanolide, a paludolactona (Cechinel Filho et al., 2004).

Essa espécie vem despertando um grande interesse, uma vez que, através de pesquisas anteriormente realizadas pelo Núcleo de Investigações Químico Farmacêuticas da UNIVALI (NIQFAR) foram evidenciadas no extrato da planta, promissoras atividades como antiinflamatória (Block, 1997), hipoglicemiante (Dutra & Soares, 1999; Rossi et al., 1998), anti-hiperalgésica (Witek & Bretzke, 1999), antinociceptiva (Scheidt, 1998), tripanosomicida (Batista et al., 1999), antimicrobiana (Cordeiro, 1998) e antifúngica (Schlemper et al., 1998). Os resultados toxicológicos agudos e subagudos demonstram que a DL50 selecionada para o extrato hidroalcóolico da W. paludosa é maior que 4 g/kg, possuindo baixa toxicidade quando administrado pela via oral em camundongos comprovando que o extrato é praticamente destituído de toxicidade em estudos de toxicidade aguda e subaguda (Bürger et al., 2005). Por outro lado, Batista et al. (2009) verificaram que a as frações diclorometânica e aquosa e as substâncias ácido caurenóico e ácido grandiflorênico, de W. paludosa, possuem atividade citotóxica, utilizando-se o bioensaio em Artemia salina.

O presente trabalho realizou a caracterização morfo-anatômica das partes aéreas (caule e folha) da espécie W. paludosa visando parâmetros para controle de qualidade da droga vegetal e produtos derivados.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Material vegetal

O material vegetal foi coletado no Horto Medicinal do Curso de Farmácia da Universidade do Vale do Itajaí em Itajaí, município situado no litoral de Santa Catarina (88º 04'S e 77º 45'W), em novembro de 2004 de exemplar cultivado. A exsicata da planta coletada foi comparada e coincide com a exsicata registrada no Herbário Barbosa Rodrigues (HBR) de Itajaí sob o código V. C. Filho 002.

Análise macro e microscópica

A caracterização macroscópica foi efetuada através de observações a olho nu e com auxílio de estereoscópio (aumento de dez vezes).

Lâminas semi-permanentes foram preparadas utilizando o terço inferior de folhas adultas. O material foi seccionado à mão livre nos sentidos transversal e paradérmico. Os corantes empregados foram azul de toluídina e fucsina básica. Os resultados foram analisados e registrados por meio de fotomicrografias em microscópio Olympus BX50 acoplado à unidade de controle PM -20.

Para caracterização macro e microscópica do pó da droga vegetal, esta foi submetida a secagem em estufa de ar circulante (40 °C) por 48 h. Após secagem, as partes aéreas da planta foram pulverizadas. Para a análise microscópica do pó foi utilizada a técnica de diafanização com cloral hidratado (60%), que consiste de transferir uma pequena porção de pó para a lâmina, adicionar uma a duas gotas de cloral hidratado (60%), cobrir com lâmina, submeter ao aquecimento rápido e em seguida observar em microscópio (Leite & Biavatti, 2005).

O pó foi submetido a análise granulométrica por tamisação.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O material usado neste trabalho foi comparado, a partir de suas características macroscópicas, com a exsicata da planta depositada no Herbário Barbosa Rodrigues (HBR) - Itajaí - SC

Conforme descrito na literatura e apresentado na Figuras 1, a W. paludosa é uma planta herbácea com caule castanho-avermelhado, folhas opostas, curto-pecioladas e membranáceas, apresentando pêlos nas duas faces, mais pronunciadamente na dorsal, estreitada em direção à base acima do meio provida de dois pequenos lobos laterais e um terminal, maior e denteado. As flores ocorrem em capítulos isolados a partir da axila foliar, com receptáculo cônico, carnoso e flores amarelas (Corrêa, 1984; Kissmann & Groth, 1999).

 

 

Cada espécie vegetal tem alguma característica exclusiva, normalmente a identificação inicia-se pelas estruturas maiores, macroscópicas. Assim se a planta é uma erva, observa-se, por exemplo, como é a posição das folhas, organização das flores, ramificação, forma do caule, etc. Contudo na maioria das vezes na indústria farmacêutica a planta já vem triturada do fornecedor, por isso a identificação microscópica é de suma importância no controle de qualidade da droga vegetal evitando que ocorra adulteração (Barbosa et al., 2007; Nunes et al., 2007; Scopel et al., 2007; Engel et al., 2008; Paula et al., 2008; Porto et al., 2008).

A análise microscópica permitiu observar que a W. paludosa apresenta secção circular de caule. A organização do caule, em crescimento primário, possui epiderme, colênquima angular, parênquima cortical e cilindro vascular. Também se observou oxalato de cálcio (várias drusas e alguns cristais prismáticos) (Figura 2).

 

 

A folha é simples, ambas membranas (interna e externa) apresentam células epidermais onduladas, contendo tricomas tectores (uniseriados bicelulares ou tricelulares com a célula basal apresentando cutícula rugosa) e estômato anomocítico (Figura 2). O mesofilo possui organização dorso-ventral, apresenta duas camadas de parênquima palissádico e várias camadas de parênquima esponjoso. A nervura central em corte transversal apresenta-se côncavo-convexo, três feixes colaterais estão presentes e drusas de oxalato de cálcio são visualizados nas células parenquimáticas.

O pó resultante da moagem dos caules e folhas da planta foi submetido à análise granulométrica a fim de obter dados quantitativos sobre o tamanho médio e a distribuição de tamanho do material vegetal utilizado. O tamanho de partícula da droga vegetal pode interferir na sua identificação macroscópica, na conservação química e microbiológica assim como na obtenção de soluções extrativas, principalmente na velocidade de dissolução dos ativos presentes na droga vegetal. Por ser uma forma comum de dispensação e comercialização de drogas vegetais, é imprescindível a identificação microscópica das partes da planta usadas na obtenção do medicamento fitoterápico.

A Tabela 1 apresenta a distribuição de tamanho das partículas do pó obtido após processo de moagem. Cerca de 66 % do material apresentou tamanho entre 0,850 e 1,4 mm. Com base nos dados da análise granulométrica, o tamanho médio calculado das partículas do pó foi de 1,089 mm. Segundo a Farmacopéia Brasileira (1988) o pó é classificado como grosso, quando as partículas passam em sua totalidade pelo tamis com abertura nominal de malha de 1,70 mm e, no máximo, 40 % pelo tamis com abertura nominal de malha de 355 µm. O pó usado neste trabalho pode ser classificado como muito grosso, se comparado ao descrito na farmacopéia.

 

 

A microscopia realizada com o pó da W. paludosa (Figura 3), confirmou estruturas já visualizadas na microscopia da planta seccionada, como a presença de drusas de oxalato de cálcio isoladas e estômatos anomocíticos e que devem ser visualizadas na caracterização da droga vegetal. O pó conteve fragmentos de folha e caule, especialmente tricomas tectores bicelulares uniseriados com a célula basal apresentando cutícula rugosa. A presença de cristais de oxalato de cálcio do tipo drusa presente no tecido parenquimático também foi visualizado, o que auxilia na identificação.

 

 

AGRADECIMENTOS

TC agradece a ProPPEC/UNIVALI pela bolsa de IC.

 

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Received 30 May 2008; Accepted 29 November 2008

 

 

* E-mail: rlucinda@univali.br, Tel. +55-47-3341 7664, Fax +55-47-3341 7932

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