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Revista Brasileira de Farmacognosia

Print version ISSN 0102-695X

Rev. bras. farmacogn. vol.20 no.3 Curitiba June/July 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2010000300001 

EDITORIAL

 

Sobre o 1º fator de impacto da RBFAR no ISI/JCR

 

 

A divulgação do JCR 2009 em que a Revista Brasileira de Farmacognosia aparece com Fator de Impacto (FI) de 3,462, maior que o das grandes e tradicionais revistas da área, indica que precisamos olhar para esse índice com mais cautela. Este FI não representa nossa real inserção na comunidade científica internacional.

O JCR 2009 é resultado do quociente entre o número de citações em artigos publicados por uma revista e o número de publicações nos anos de 2007 e 2008. Comparando os nossos dados publicados no ISI aos de alguns periódicos da área, percebemos que a Revista Brasileira de Farmacognosia, com 1163 citações, não poderia ter FI maior que o conceituado Journal of Natural Products (JNP) com 16000 citações (FI = 3,159), por exemplo. O número de autocitações da RBFAR, nesses dois anos é extremamente alto, 86%, enquanto que o do JNP está na ordem de 7%.

Assumimos a editoria da RBFAR em meados de 2009. Em nosso editorial, publicado no primeiro fascículo de 2010, intitulado "Publicação ou citação: qual deve ser a nossa preocupação?" (Vol. 20 No. 1), mostramos que como editores queremos desenvolver um trabalho consistente dentro dos padrões exigidos para um periódico científico. Assim, estaríamos dando a nossa contribuição à comunidade científica, publicando trabalhos que possam ser relevantes para a nossa área de investigação ao invés de utilizar artifícios para se obter altos índices de impacto.

Queremos esclarecer à comunidade científica que não entendemos ser o valor divulgado pelo ISI, como Fator de Impacto real da RBFAR. Eliminando as autocitações do FI, o valor cairia para 0,327. Este é o valor que a atual diretoria da SBFgnosia assume como sendo, de fato, nosso FI. Demonstraremos, portanto, um crescimento real nos próximos anos caminhando com segurança rumo à valorização científica da Revista Brasileira de Farmacognosia. Não concordamos e não praticamos a política de inserção de autocitações.

Queremos a consolidação da Revista e trabalhar com a mesma postura adotada por periódicos importantes e idôneos no Brasil e no exterior, pois queremos ser avaliados de igual modo, com índices que nos dê condições de administrar bem a revista.

Esse é o nosso desafio.

 

Cid A. M. Santos, Laila S. Espindola-Darvenne,
Luiz Alberto L. Soares e Maique W. Biavatti.