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Revista Brasileira de Farmacognosia

Print version ISSN 0102-695X

Rev. bras. farmacogn. vol.21 no.3 Curitiba May/June 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2011000300001 

JCR 2009 e suas consequências

 

 

Cid Aimbiré M. Santos

Editor-in-chief

 

 

Há um ano, no Editorial do Vol. 20 No. 3, escrevemos sobre o primeiro Fator de Impacto (FI) de 3,462 recebido pela Revista Brasileira de Farmacognosia, publicado no JCR2009. Nossa avaliação foi a de que este FI não refl etia o real impacto da RBFAR devido ao elevado número de autocitações. Naquele momento, encerramos o Editorial afirmando que, desde junho de 2009, estávamos adotando uma nova política editorial na RBFAR, à semelhança de periódicos nacionais e internacionais de excelência acadêmica, pois, nas nossas próprias palavras, queríamos "... ser avaliados de igual modo." Após um ano, na véspera do lançamento do JCR 2010, a Thomson Reuters, responsável pelos critérios que regem o FI, nos comunica que, em decorrência da elevada porcentagem de autocitações, a RBFAR ficará fora do JCR até 2013, ação esta justificada com a seguinte frase: "as métricas resultantesnão refletem com precisão o papel da revista na literatura acadêmica de mesmo escopo..." Ainda, o documento relata que a RBFAR será reavaliada em 2012, a fim "... de determinar se problema  das  excessivas  autocitações  foi  resolvido."

Se, por um lado, esta medida nos coloca, por um tempo, à margem da lista das grandes revistas científicas internacionais, sem referencial de avaliação e expostos negativamente na comunidade científica, por outro lado, corrobora a opção radical feita pela atual diretoria, no sentido de optar por construir um caminho sólido e consistente de produção científica. Mudanças na postura política e no seu corpo editorial têm sido os instrumentos reveladores dessa disposição, comprometida não só com a qualidade, mas também com a internacionalização dos artigos publicados.

Mesmo com a dinâmica que vem sendo desenvolvida desde 2009, estaremos estagnados por mais dois anos. Ainda, prejuízos para toda a área da Farmácia no Brazil, entre eles, a provável permanência da RBFAR como Qualis B3 na CAPES, farão parte do ônus a que estaremos submetidos em decorrência de atitudes equivocadas do passado e que não podem ser justificadas, de forma alguma, pela intenção do ato.

Apesar de pesarosos por assumir este ônus, justamente no mês em que a RBFAR completa 25 anos de existência, seguiremos com o objetivo inicial proposto ao assumirmos a editoria da revista: o aprimoramento contínuo, buscando, de forma transparente e ética, a excelência dos artigos a serem publicados.

Estamos certos de que, em 2013, resultante de suas publicações referentes ao biênio 2010-2011, a RBFAR receberá um FI correto, fruto de um trabalho sério e sem artifícios para projetar-se cientificamente.

Como o leme de um navio em alto mar, as mudanças recentes de rumo só serão percebidas na trajetória da RBFAR daqui a algum tempo. No entanto, nosso objetivo é claro: consolidá-la como uma revista científica nacional e internacional de alto nível.

O desafio continua.