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Sociedade e Estado

Print version ISSN 0102-6992

Soc. estado. vol.19 no.1 Brasília Jan./June 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-69922004000100023 

RESUMOS DAS TESES E DISSERTAÇÕES DEFENDIDAS NO PPG-SOL/UnB DE JANEIRO A JUNHO DE 2004
DISSERTAÇÕES

 

Sobreviver na prisão: relações informais e clientelistas

 

 

Maria Isabel Pojo do Rego

Curso: Mestrado em Sociologia
Data de defesa da dissertação: 10 de março de 2004
Orientadora: Profª Drª Christiane Girard Ferreira Nunes

 

 

RESUMO

Esta pesquisa, realizada no sistema penitenciário masculino de segurança máxima de Brasília, a Papuda, teve por objeto de estudo levantar as formas, condições e dimensão do trabalho informal dos presos. As atividades precarizadas, por eles realizadas no interior da prisão, são movidas pela necessidade de garantir a sobrevivência, tendo em vista a baixa oferta de trabalho regulamentado na cadeia, além de permitir uma maior inclusão social, na comunidade carcerária, por meio de relações informais. Estratégias que envolvem tanto os internos, quanto seus familiares, bem como o corpo de funcionários da Instituição.
Nosso objetivo geral foi compreender como as relações de trocas informais se constituem naquela sociedade prisional; em que medida essas relações condicionam e moldam as interações sociais, e de que maneira as relações do trabalho informal definem o modo de sobrevivência dos presos. Mais especificamente, buscamos apreender a rede de trocas informais no presídio, com o intuito de compreender a dinâmica das relações que essa rede impõe.
Nossa conclusão foi de que a rede parece se sustentar e se reproduzir pela lógica do clientelismo, cujas origens remontam à época do Brasil colonial, mas ainda tão presente também na cultura das relações sociais da Capital Federal.

Palavras-chave: trabalho informal; atividades informais; relações informais; clientelismo; sistema penitenciário.