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Psicologia & Sociedade

On-line version ISSN 1807-0310

Psicol. Soc. vol.16 no.3 Porto Alegre Sept./Dec. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-71822004000300012 

Memória e colonização em Carlos Drummond de Andrade

 

Memory and colonization on Carlos Drummond de Andrade

 

 

Fernando Frochtengarten

Universidade de São Paulo

 

 


RESUMO

Tomada como a difusão da produção cultural de um agente social por meio da submissão de uma população e da natureza, a colonização acompanha a globalização em curso no mundo contemporâneo. A partir de alguns poemas de Carlos Drummond de Andrade dedicados aos desdobramentos da extração mineral sobre a paisagem de Itabira, este artigo pretende discutir os impactos de transformações da paisagem orientadas por interesses estranhos à população autóctone sobre a adaptação dos homens ao lugar, seu enraizamento e a memória social. Este artigo sugere que, nessas condições, a memória assume formas de resistência aos males gerados por esta modalidade de contato com um mundo diverso.

Palavras-chave: colonização – memória - desenraizamento


ABSTRACT

Seen as the dissemination of cultural output from a social agent through the submission of a population and nature, colonization follows the ongoing globalization of the contemporary world. From some poems by Carlos Drummond de Andrade on to discuss the consequences of mineral extraction on Itabira's landscape, this article aims the impact of the charging landscape, guided by interests alien to the local population, its roots and social memory. This essay suggests that, in such conditions, the memory takes on forms of resistance to the evils generated by this mode of contact with the outer world.

Key words: colonization – memory - unrooting


 

 

INTRODUÇÃO

A integração entre as sociedades é um elemento central no mundo globalizado. Por meio do deslocamento das pessoas, da circulação de mercadorias e serviços, da interdependência das esferas econômicas e do desenvolvimento de tecnologias de comunicação vêm sendo ampliadas as arestas de contato entre as culturas materiais, idiomáticas e simbólicas de formações sociais outrora distantes.

As feições assumidas pelo encontro entre dois mundos distintos são tantas quantos são os grupos sociais sob esta égide articulados. No seio desse cenário, a colonização se apresenta como uma bem determinada modalidade de difusão cultural. No horizonte histórico brasileiro, o termo se restringe ao período compreendido entre a chegada dos portugueses e a Independência. Tal como definido por Alfredo Bosi (2000, p.11-63), entretanto, o conceito é relativo ao deslocamento dos modos de vida de um agente social por meio do jugo de uma população e da natureza de um lugar. Trata-se de uma dinâmica vigente no mundo contemporâneo, especialmente pela imposição de elementos políticos e econômicos de algumas coletividades sobre outras. Se os empreendimentos mercantis dos séculos XV e XVI já apontavam para uma crescente integração entre as sociedades, a globalização atualmente em curso dá margem à colonização como uma das formas assumidas pelo relacionamento entre as sociedades.

A partir de poemas de Carlos Drummond de Andrade1 que revelam sua relação com o quadro espacial de Itabira, este artigo pretende examinar os impactos gerados por transformações da paisagem regidas por interesses estranhos à coletividade autóctone sobre a memória e o enraizamento sociais. Este estudo psico-social pretende contribuir para o debate sobre fenômenos relevantes em um contexto em que os processos de urbanização pouco respeitam os vínculos participativos dos homens no lugar e em meio a outros homens.

 

O ENRAIZAMENTO E OS QUADROS ESPACIAIS

Rua do Areão, e vou submergindo
na pirâmide fofa ardente, areia
cobrindo olhos dedos pensamento e tudo.
Rua dos Monjolos, e me desfaço milho
pilado lancinante em água.
Rua do Cascalho, arrastam meus despojos
feridos sempremente. Rua Major Laje,
salvai, parente velho, este menino
desintegrado.
Rua do matadouro, eu vi que sem remédio.
Rua Marginal, é sempre ao lado
ao longe o amor.
Ao longe e sem passagem na
Ladeira Estreita.
Rua Tiradentes, aprende e cala a boca.
Travessa da Fonte do Caixão,
e tudo acaba?
Rua da Piedade, Rua da Esperança,
Rua da Água Santa, e ao úmido milagre
me purifico, e vida.

(A rua em mim)

O mapeamento de Itabira é calcado por traços biográficos do poeta. Inversamente, é por meio de um passeio em sua memória que emerge a cidade. Para Maurice Halbwachs (1990, p.131-138), a adaptação de um homem pressupõe a sedimentação de seus hábitos em um lugar onde pensamentos e movimentos se articulem às imagens exteriores. É inerente à adaptação ao meio essa mútua constituição de significações entre o homem e o arranjo material que o cerca.

Somos sabedores dos traumas gerados por transformações abruptas do entorno. Inversamente, é preciso reconhecer que as palavras do poeta deitam sobre uma época em que a adaptação ao lugar era favorecida pela permanência da paisagem e pela imobilidade das pessoas. Ecléa Bosi (1995, p.447) salienta que, quando há estabilidade espacial, as histórias da vida de um grupo são inseparáveis da morfologia do lugar. São condições em que a comunicação com o passado conta com apoios vigorosos da prática coletiva, de objetos biográficos2 e de construções do mundo material.

O conceito de enraizamento legado por Simone Weil (1943b, p.411) considera a participação real, ativa e natural do homem em uma coletividade que conserva heranças do passado e aberturas para iniciativas que poderão revesti-las com novas significações. Em outros termos, diríamos que a relação do homem enraizado com o passado não consiste em sua importação passiva, sua idolatria ou sua contemplação. Ainda segundo Simone Weil (1943a, p.418), onde há enraizamento os princípios da vida moral, intelectual e espiritual recebidos dos antepassados são assimilados, digeridos, recriados no presente e doados ao futuro.

A implementação da atividade mineradora em Itabira consiste, por excelência, na ameaça de desenraizamento que paira sobre a existência do poeta.

Chego à sacada e vejo a minha serra,
a serra de meu pai e meu avô,
de todos os Andrades que passaram
e passarão, a serra que não passa.

Era coisa dos índios e a tomamos
para enfeitar e presidir a vida
neste vale soturno onde a riqueza
maior é sua vista e contemplá-la

De longe nos revela o perfil grave.
A cada volta de caminho aponta
uma forma de ser, em ferro, eterna,
e sopra eternidade na fluência.

Esta manhã acordo e
não a encontro. Britada em bilhões de
lascas deslizando em correia transportadora entupindo 150 vagões
no trem-monstro de 5 locomotivas
- o trem maior do mundo, tomem nota -
foge minha serra, vai
deixando no meu corpo e na paisagem
mísero pó de ferro e este não passa.

(A montanha pulverizada)

As técnicas extrativista,s que aceleram a satisfação da demanda econômica de um mundo estranho, acabam por fazer escapar, por entre os dedos do poeta, a terra outrora vivida como sua.

A abrupta transformação da paisagem abala a comunicação com o pregresso que, desde então, ameaça transformar-se em impostura: finda, em uma manhã, o outrora prometido perpétuo. Essa condição, em que o passado deixa de ser o que era, é acompanhada pela abertura de um hiato entre o homem e o lugar.

O maior trem do mundo
Leva minha terra
Para a Alemanha
Leva minha terra
Para o Canadá
Leva minha terra
Para o Japão
O maior trem do mundo
Puxado por cinco locomotivas a óleo diesel
Engatadas geminadas desembestadas
Leva meu tempo, minha infância,
minha vida
Triturada em 163 vagões de minério e
destruição.
O maior trem do mundo
Transporta a coisa mínima do mundo.
Meu coração itabirano.
Lá vai o maior trem do mundo
Vai serpenteando, vai sumindo
E um dia, eu sei, não voltará
Pois nem terra, nem coração existem.

(O maior trem do mundo)

Uma ruptura biográfica acompanha a experiência de desenraizamento (FROCHTENGARTEN, 2002, p.27-28). A erosão das terras em que o homem espraia raízes igualmente cinde sua história de vida. As promessas da família e da cidade deixam de informar o porvir. O passado e o futuro de algum modo tornam-se excludentes.

 

MEMÓRIA E COLONIZAÇÃO

Convém inserir a metamorfose do entorno itabirano testemunhada pelo poeta em um olhar diacrônico. As transformações que habitam seus versos são como desdobramentos de ondas que se propagam desde tempos remotos. A colonização da região de Itabira teve como pioneiras as incursões territoriais empreendidas pelas bandeiras do século XVIII. Seu intento primeiro foi a busca de metais. Esse ideal de domínio dos recursos naturais se fez acompanhar pela ocupação do espaço e pela sujeição da população indígena que ali vivia. Constituiu-se um pequeno vilarejo, foco da dispersão para o povoamento da região. Seu solo, precocemente dividido em jazidas, foi trabalhado por mão-de-obra escrava mobilizada para os esforços da mineração. A exploração do metal ganharia um implemento no século seguinte, com a ordem joanina para a instalação de uma fábrica dedicada à extração e tratamento do mineral. O empreendimento trouxe, em sua esteira, o crescimento populacional e o fortalecimento dos traços da vida urbana. Já contemporâneos ao poeta foram os investimentos ingleses na extração mineral e a criação, pelo governo federal, da Itabira Iron, companhia que mais tardiamente originaria a Vale do Rio Doce. Técnicas de ponta então apressaram o domínio e a extração dos recursos naturais3. O ferro absorveu a vida da cidade.

A exploração do minério, outrora a mola propulsora para a instalação do núcleo urbano ao qual se vincula o poeta, agora desfaz a paisagem que lhe é familiar. O verbo latino colo, matriz de colonização, remete a um presente incompleto e transitivo. A terra e os homens são objetos aos quais se dirige e nos quais quer completar-se. No movimento de submissão que a preenche, a ação colonizadora se renova e transborda sobre a continuidade da história. O que veio para instaurar um dia há de levar. A serra tomada aos índios, povoada e dividida em jazidas pelos bandeirantes, agora voa pelos ares.

Segundo Alfredo Bosi (2000, p.12), é inerente aos processos de colonização a reiteração de esquemas. Ainda que carreguem as cores de supostos recomeços, as iniciativas dos bandeirantes e do capital estrangeiro repetem uma obediência a interesses que fazem com que as dimensões política e econômica pareçam universais das sociedades humanas.

O inglês da mina é bom freguês.
Secos e molhados finíssimos
Seguem uma vez por mês
Rumo da serra onde ele mora.
Inglês invisível, talvez
Mais inventado que real,
Mas come bem, bebendo bem,
Paga melhor. O inglês existe
Além do bacon, do pâté,
Do White Horse que o projetam
No nevoento alto da serra
Que um caixeirinho imaginoso
Vai compondo, enquanto separa
Cada botelha, cada lata
Para o grande consumidor?
Que desejo de ver de perto
O inglês bebendo, o inglês comendo
Tamanho lote de comibebes.
Ele sozinho? Muitos ingleses
Surgem de pronto na mesa longa
Posta na serra. Comem calados.
Calados bebem, num só inglês.
Talvez um dia? Talvez. Na vez.

(O inglês da mina)

O inglês é figura enigmática, cujo perfil apenas se deixa entrever. Opera desde longe, habitando um espaço impedido à gente da cidade, povoando seu imaginário. O capital estrangeiro converte a serra, então cenário do cotidiano miúdo e do encontro entre os homens, em sede desde onde se instaura a burocratização das relações entre os homens. Ela é caracterizada por Hannah Arendt (1997b, p.238-252) como a prática da invisibilidade. Opõe-se, nessa medida, à condição política (ARENDT, 1997a, p.188-193), em que os homens aparecem uns aos outros de forma imediata, suas identidades se delineando por meio da ação e da palavra. O burocrata, cuja prática funda-se sobre o segredo, escapa à dimensão pública e encarna o impedimento político imposto a populações submetidas a ações colonizadoras. Essa ameaça à liberdade, à igualdade e à pluralidade corresponde àquilo a que José Moura Gonçalves Filho (1998) faz referência como a expulsão de um homem do campo de reconhecimento por outros homens. Fere os vínculos de comunicação com o passado, o campo das iniciativas e da palavra. As ações colonizadoras carregam a sombra do desenraizamento.

Ensina Alfredo Bosi (2000, p.11-19) que o verbo latino colo, matriz de colonização, remete à moradia, à ocupação da terra, ao trabalho e ao cultivo do campo que se dão no tempo presente. A colônia é o lugar que está se ocupando, sujeitando, trabalhando. Seu particípio passado, cultus, está ligado ao solo que vem sendo ocupado e explorado desde ancestrais gerações e, igualmente, à qualidade resultante desse trabalho. O culto, portanto, vincula o ato ao seu efeito, faz ver o processo inerente ao produto, o que foi passado no agora. Culturus é o particípio futuro de colo. Traz a idéia do que se vai trabalhar, cultivar. A cultura abrange uma dimensão de projeto que orienta a ação em curso.

No mundo contemporâneo, a cultura é freqüentemente alinhada à esfera técnico-econômica, deixando-se abraçar por uma ideologia do progresso. Nesse contexto, ganham nitidez as contradições entre cultura e culto, entre o futuro e o passado, o choque entre os empreendimentos colonizadores e as tradições4.

Este é o Sobrado.
Existem outros, mas não se chamem
o Sobrado, peremptoriamente.

A escada de duas subidas já define
sua importância: lembra um trono.
É casa de barão, entre plebeus.

Sob a cimalha vejo a estatueta
de louça lusitana, vejo os vasos
de azul-vaidade, contra o azul do céu.

As sacadas, onde pairam minhas primas
acima das procissões, jovens olímpicas
entre vôo e terra.

Ó século glorioso 19,
reinante no Sobrado, onde a quadrilha
estronda as tábuas do soalho, mal sabendo
que outro tempo chegou para levar
na dança o que é sobrado e contradança.

(Sobrado do Barão Alfié)

No antigo casario, lembranças concretas do poeta brincam em tempos remotos. O curso dos acontecimentos, entretanto, ameaça minar desígnios dos homens antigos em meio aos quais vive o poeta. Se as pedras não resistem aos tempos vindos, seus arranjos resistem como lembrança, contradança que não quer cessar. A comunicação com o passado não assume um caráter meramente evasivo, mas sugere uma dialética entre o lembrar e o esquecer que corresponde à dimensão psicológica da contradição entre o futuro e o passado contida no desenraizamento.

Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas,
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

A vontade de amar, que me paralisa o
trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.

De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
este São Benedito do velho santeiro
Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!

(Confidência do itabirano)

O percurso autobiográfico do nascimento ao presente não é linear. Por meio de idas e vindas no tempo cronológico, aproximações e distanciamentos da cidade-natal, o poeta revela o que pode permanecer em um presente vivido como decadente, cuja vida foi roubada pela funcionalidade do trato burocrático.

Alguns objetos biográficos trazem o passado aderido em si. O São Benedito é elemento que persiste da cultura popular. O couro de anta é relíquia de um tempo de riqueza natural. E o caráter do poeta carrega marcas da gente itabirana. Por meio de suportes mais ou menos tangíveis, a memória luta contra a ameaça da perda de vínculos comunicativos com o pregresso. Sua resistência é a busca por lugares em que o apelo do passado ao presente encontre ressonâncias.

Os escritos de Drummond tomam parte nesta resistência. Tal como o ferro feito pó carece de calor para dar liga, uma biografia fraturada pela experiência da colonização reclama aos homens respostas mentais que possam, em alguma medida, restaurar as amarras entre o passado e o presente. A serra, a terra, o sobrado, o ouro, o gado e as fazendas, perdidos da paisagem, mas moldados em forma de verso, engajam o vivido no mundo atual. É quando a memória pode libertar.

Amar o perdido
Deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

(Memória)

 

NOTAS

1 Os poemas transcritos neste artigo foram extraídos de Antologia Poética (2000) e Nova Reunião (1983).

2 Fazendo referência à Violette Morin, esclarece Ecléa Bosi (1995) que esses objetos "envelhecem com seu possuidor e se incorporam à sua vida (...) Cada um desses objetos representa uma experiência vivida" (p.441).

3 Prefeitura do Município de Itabira, 2004.

4 É o que ocorre não apenas quando pequenas cidades sofrem os abalos da urbanização tradicional, não planejada, promotora do afastamento das pessoas. Igualmente, quando a cultura popular, cuja marca é a oralidade (Bosi, 2000, p.308-345), é relegada a um plano secundário pela cultura letrada ou sufocada pela cultura de massas e pela indústria cultural.

 

REFERÊNCIAS

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ARENDT, Hannah. Origens do totalitarismo. São Paulo, Companhia das Letras, 1997b.         [ Links ]

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Recebido: 16/09/2004
1ª revisão: 17/11/2004
Aceite final: 14/12/2004

 

 

Fernando Frochtengarten é Mestre em Psicologia Social pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.
O endereço eletrônico do autor é:
fernandofrochtengarten@bol.com.br