SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.20 issue2Psychology as social scienceSpace and subjectivity: professional education and social intervention in community psychology author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Article

Indicators

Related links

Share


Psicologia & Sociedade

On-line version ISSN 1807-0310

Psicol. Soc. vol.20 no.2 Porto Alegre May/Aug. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-71822008000200003 

Psicologia organizacional e do trabalho no Brasil: desenvolvimento científico contemporâneo

 

Work and organizational psychology on Brazil: contemporary scientific development

 

 

Aline Maria Tonetto; Mayte Raya Amazarray; Sílvia Helena Koller; William Barbosa Gomes

Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil

 

 


RESUMO

Trata-se de levantamento de artigos publicados em Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT), de 2001 a 2005, nas revistas brasileiras: Estudos de Psicologia, Psicologia e Sociedade, Psicologia em Estudo, Psicologia: Reflexão e Crítica, Psicologia: Teoria e Pesquisa, Psicologia USP, e Psicologia: Organizações e Trabalho. A análise considerou número de artigos, temas, metodologia, referências, formação profissional e área de atuação dos autores. De 1105 textos publicados, 178 (16%) foram em POT. Os artigos foram classificados em nove categorias temáticas. Do total de artigos analisados, 30% eram teóricos e 70% empíricos. A maioria dos autores é de psicólogos e está vinculada às universidades. Dentre os principais resultados, destacam-se a diversidade temática e metodológica da produção científica em POT, bem como a preocupação em contemplar as mudanças sociais, econômicas, políticas e tecnológicas. A produção de conhecimento está voltada tanto para subsidiar intervenções como para impulsionar o desenvolvimento teórico da área.

Palavras-Chave: Trabalho; organizações; produção científica.


ABSTRACT

This paper is a survey about Work and Organizational Psychology (WOP) of articles published from 2001 to 2005 in the following Brazilian journals: Estudos de Psicologia, Psicologia e Sociedade, Psicologia em Estudo, Psicologia: Reflexão e Crítica, Psicologia: Teoria e Pesquisa, Psicologia USP, and Psicologia: Organizações e Trabalho. The analysis examined the number of papers, themes, methodology, references, professional education and the authors' area of practice. Out of 1105 published papers, 178 (16%) were on WOP. The papers were classified in nine theme categories. From the total amount of papers analyzed, 30% were theoretical and 70% empirical. Most authors are psychologists and are connected to universities. Among the main results, it was highlighted the thematic and methodological diversity of scientific production on WOP as well as the concern on social, economic, political and technological changes. The knowledge production provides data for interventions as well as for improving theoretical development of this area.

Keywords: Work; organizations; scientific development.


 

 

Desde 1990, profissionais dedicados à pesquisa e à formação em Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT), reúnem-se, a cada dois anos, por ocasião dos Simpósios da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPPEP) para tratar de temas específicos da área (Borges-Andrade, 2002). Dentre outros fatores, o grupo visa a trocar experiências e articular-se, a fim de obter maior visibilidade diante da comunidade científica (Bastos, 2003). Apesar de ser um grupo recente, relativamente jovem (tempo médio de conclusão do doutorado de 11 anos) e bastante restrito [cerca de 7,2% do total de bolsistas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na área de psicologia], o mesmo tem obtido êxitos na consolidação da área como uma disciplina científica (Zanelli & Bastos, 2004). Como principais marcos desse movimento, têm-se a criação da Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho e da Revista Psicologia: Organizações e Trabalho, ambas em 2001 (Bastos, 2003).

O termo Psicologia Organizacional e do Trabalho, empregado desde a década de 90, tem por objetivo contemplar a atual diversidade da área, de modo a propor a existência de dois grandes eixos de fenômenos que envolvem aspectos psicossociais: as organizações, enquanto ferramenta social formadora de coletivos humanos e o trabalho, enquanto atividade básica do ser humano reprodutora de sua própria existência e da sociedade (Bastos, 2003).

Neste sentido, os fenômenos organizacionais são considerados como processos psicossociais, que estruturam a vida dos indivíduos e o funcionamento das sociedades (Zanelli & Bastos, 2004). De modo semelhante, o trabalho é concebido enquanto elemento transformador não apenas da matéria, mas também da vida psíquica, social, cultural, política e econômica (Malvezzi, 2004).

Um dos principais desafios na área de POT é compreender como interagem os múltiplos aspectos que integram a vida das pessoas, grupos e organizações em um mundo em constante transformação, de modo a propor formas de promover, preservar e restabelecer a qualidade de vida e o bem-estar (Zanelli & Bastos, 2004). Dentre outros aspectos, é preciso evitar que as pessoas tenham que se adaptar a condições que ultrapassem seus próprios limites, como aprender habilidades em prazos mais curtos do que o necessário ou mesmo alterar aspectos de sua identidade (Malvezzi, 2004). Para tanto, faz-se necessária estreita interface com outras áreas do conhecimento, tais como sociologia, antropologia, ciências políticas, educação, economia e administração (Bastos, 2003).

Dado o papel central da investigação científica diante dos desafios que a área enfrenta, o propósito deste estudo consiste em levantar informações sobre a produção científica contemporânea em POT, publicada especificamente em veículos nacionais da psicologia. Nesse sentido o presente estudo propõe-se a identificar: o volume de publicações da área de POT veiculado nos principais periódicos de psicologia; as temáticas priorizadas pelas pesquisas nessa área; se a produção de conhecimento tem contemplado ambos os eixos que constituem a área (organizações e trabalho); se há diversidade metodológica que propicie o desenvolvimento da área; se são basicamente psicólogos que têm publicado sobre POT nos periódicos de psicologia; se a literatura consultada é atual e acompanha o desenvolvimento da área no âmbito internacional; e se a produção contemporânea prioriza a abordagem multidisciplinar conforme a área exige.

Estudos sobre Produção Científica em POT

A partir da revisão da literatura nacional, foram encontrados três estudos dedicados ao exame da produção científica relacionada à área de POT. O primeiro deles foi realizado por Bastos, França, Pinho e Pereira (1997). Os autores examinaram a produção científica sobre comportamento organizacional divulgada em periódicos de administração, de psicologia e de anais do Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (EnANPAD) entre os anos de 1985 e 1995. Foram encontrados 200 artigos. A área de maior contribuição foi a administração e, em segundo lugar, a psicologia, com 17% de autoria dos trabalhos. Os temas mais pesquisados foram: cultura organizacional (14%) e impacto de novas tecnologias (14%), seguidos de processos decisórios, comportamento gerencial, poder e conflito, comprometimento no trabalho e clima organizacional. Com base nesses resultados, os pesquisadores afirmam que houve mudanças nos temas pesquisados entre os anos 80 e 90. Nos anos 80 pesquisava-se sobre clima, motivação, satisfação e produtividade. Na década 90 cresceu o interesse por temas que exploravam os impactos tecnológicos, e o comprometimento e saúde no trabalho.

O segundo estudo foi desenvolvido por Borges-Andrade, Oliveira-Souza, Pilati, Nonato, Silvino e Gama (1997) e também se restringiu à análise do comportamento organizacional. Este estudo, porém, voltou-se à análise de teses e dissertações de psicologia e administração, defendidas entre 1980 e 1995, disponíveis no portal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). No total, foram analisados 186 resumos, dentre os quais 55 eram de psicologia. Foi verificada predominância de investigações sobre saúde do trabalhador (22 trabalhos), o que reafirma o crescente interesse por esta temática, tal como identificado pelo estudo de Bastos et al. (1997). Os outros estudos versavam sobre percepção/comunicação (8), comprometimento (7), desempenho (7), comportamento gerencial (6) e organização do trabalho (5).

Por último, Tonelli, Caldas, Lacombe e Tinoco (2003) analisaram a produção científica divulgada nos principais periódicos de administração e anais do EnANPAD entre 1991 e 2000. Nessa publicação, não foi identificada a área de formação e inserção dos autores. Os resultados revelaram expressivo crescimento da produção científica na área de recursos humanos nos últimos anos. No que se refere às temáticas, houve redução de trabalhos sobre funções de RH (avaliação de desempenho, recrutamento e seleção, cargos e salários) e crescimento de estudos que analisam políticas de RH (qualidade de vida no trabalho, qualificação, gestão de competências, programas de qualidade, gestão participativa, dentre outros). Aumentaram estudos sobre comportamento organizacional (comprometimento, estresse, aprendizagem, gênero, saúde), os quais se tornaram dominantes a partir de 1998. Os autores atribuíram tal fato à redescoberta dessa área por parte dos psicólogos como um veículo fértil e receptivo para a apresentação e publicação de suas pesquisas (Tonelli et al., 2003). Tendo em vista que a maioria dos estudos utilizava uma metodologia que buscava apenas ilustrar teorias consolidadas, os autores concluíram que ainda há muita reprodução do que é publicado fora do país.

Os estudos de Bastos et al. (1997), Borges-Andrade et al. (1997) e Tonelli et al. (2003) ofereceram informações relevantes, mas não trouxeram uma visão geral da produção científica em POT. A revisão de Bastos et al. limitou-se a um único periódico de psicologia e a de Borges-Andrade et al. considerou apenas dissertações e teses. Ambos os estudos foram realizados na década de 1990, indo até o ano de 1995. O levantamento de Tonelli et al. foi mais recente, porém restrito à produção divulgada em periódicos de administração. Assim sendo, o objetivo do presente estudo é realizar um levantamento amplo e detalhado da produção científica nacional contemporânea na área de POT publicada nos principais periódicos de psicologia nos últimos anos.

 

Método

Os dados do presente estudo constituíram-se dos artigos publicados no período de 2001 a 2005, nos periódicos de Psicologia, disponíveis no Portal SciELO (http://www.scielo.br), em agosto de 2006. Desse modo, os veículos de divulgação analisados foram: Estudos de Psicologia, Psicologia e Sociedade, Psicologia em Estudo, Psicologia: Reflexão e Crítica, Psicologia: Teoria e Pesquisa e Psicologia USP. Apesar de não estar disponível no referido portal, também foi analisada a Revista Psicologia: Organizações e Trabalho, por constituir-se em uma publicação específica da área no Brasil.

A inclusão das publicações na área de POT foi definida a partir da análise dos títulos, resumos e palavras-chave dos artigos publicados nos referidos periódicos. Nos casos em que isso não foi suficiente para definir o enquadre das publicações, realizou-se a leitura do texto na íntegra. A classificação das publicações foi realizada a partir de uma compreensão bastante ampla da área de POT, sendo considerado como de seu escopo contribuições teórico-metodológicas e resultados de pesquisas que envolvessem, de alguma forma, o trabalho e/ou as organizações. Foram excluídos da análise resenhas e relatos de experiência.

Os artigos foram analisados por meio de um formulário elaborado com a finalidade de reunir informações sobre: temática; perfil metodológico, origem das referências bibliográficas e áreas de formação e atuação do primeiro autor. A leitura e o preenchimento dos formulários foram divididos entre dois juízes e, posteriormente, revistos por ambos simultaneamente.

No que diz respeito à temática, os critérios de classificação foram estabelecidos a partir das áreas de abrangência do II Congresso Brasileiro de Psicologia Organizacional e do Trabalho (http://www.sbpot.org.br/iicbpot), realizado pela Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho em julho de 2006. Neste evento, as áreas temáticas encontravam-se divididas em três blocos:

1. Formação e políticas (formação em POT; política, produção e divulgação de conhecimento; políticas públicas de trabalho e emprego).

2. Organizações (avaliação e medidas; comportamento do consumidor; comportamento organizacional; diversidade nas organizações e responsabilidade social; gestão de pessoas).

3. Trabalho (ergonomia; qualidade de vida; trabalho e saúde; trabalho, família e outras esferas da vida; trabalho, identidade e subjetivação; trabalho, violência e exclusão).

As áreas de abrangência do referido congresso foram tomadas apenas como base, tendo sido necessárias algumas adaptações para contemplar os conteúdos analisados. Desse modo, foram criadas nove categorias temáticas:

1. Comportamento organizacional (dinâmica da organização; relações interpessoais; atitudes no trabalho).

2. Avaliação e medidas (construção e validação de instrumentos).

3. Gestão de pessoas (recrutamento e seleção; treinamento e desenvolvimento; aconselhamento de carreira; orientação profissional).

4. Trabalho, identidade e subjetivação (trabalho como formador do psiquismo).

5. Trabalho e saúde (bem-estar; adoecimento e sofrimento psíquico associados ao trabalho).

6. Trabalho infanto-juvenil (atividade de crianças e adolescentes).

7. Trabalho e gênero (relações de gênero; exercício da dupla ou tripla jornada das mulheres).

8. Trabalho, violência e responsabilidade social (processos de exclusão; desemprego; igualdade no trabalho; meio ambiente).

9. Formação e atuação profissional (formação universitária e práticas de categorias profissionais).

Quanto à variável perfil metodológico, procedeu-se a classificação dos artigos em teóricos ou teórico-empíricos. Verificou-se, ainda, a abordagem utilizada, se qualitativa, quantitativa ou ambas, a partir do exame de participantes, instrumentos de coletas de dados e estratégias de análises empregadas. Por último, em uma amostra randômica de 25% das publicações em POT de cada periódico, realizou-se uma análise da origem das referências bibliográficas e das áreas de formação e atuação do primeiro autor, por considerá-lo diretamente implicado na produção do artigo. Em relação às referências, verificou-se o número total e a porcentagem de literatura em português e inglês. Também foram analisadas as fontes consultadas, uso de livros e de artigos, assim como o ano de publicação, ou seja, referente aos últimos dez anos ou anterior a este período. Além disso, foi verificado em todos os artigos quais as principais áreas de conhecimento consultadas, a partir das obras listadas nas referências. Por último, foram examinadas as áreas de formação e atuação do primeiro autor por meio de consulta ao Currículo Lattes.

 

Resultados e Discussão

A apresentação dos resultados e discussão segue a mesma ordem de descrição do método. Primeiramente, são apresentadas informações relativas ao volume de publicações em POT no período estudado (2001 a 2005). Logo são analisadas as temáticas, o perfil metodológico, a origem das referências bibliográficas e a área de formação e atuação do primeiro autor.

 

Volume de Publicações em POT

A partir do levantamento realizado, constata-se que todos os periódicos analisados possuem publicações de POT. O número total de artigos publicados em tais periódicos foi 1105, dos quais 178 são da área de POT, representando 16,1% das publicações do período estudado. Ao analisar a distribuição do universo das publicações em POT, verifica-se que 51 (28,65%) foram publicados na Revista Psicologia: Organizações e Trabalho; 37 (20,78%) na Estudos de Psicologia; 29 (16,29%) na Psicologia e Sociedade; 26 (14,60%) na Psicologia em Estudo; 23 (12,92%) na Psicologia: Reflexão e Crítica; 11 (6,17%) na Psicologia: Teoria e Pesquisa e 4 (2,24%) na Psicologia USP.

A distribuição das publicações em POT por periódico (Tabela 1) revela diferenças significativas entre os veículos de divulgação quanto à presença de estudos em POT. Tais diferenças podem ser atribuídas a diversos fatores, entre os quais, a preferência dos autores por determinados veículos de divulgação, ou a especificidade temática de alguns periódicos. A Revista Psicologia: Organizações e Trabalho, por exemplo, é um periódico específico de POT e, portanto, era esperado que a totalidade dos artigos abordasse temas vinculados à área. Na verdade, apenas um artigo da Revista foi excluído do presente estudo por não fazer referência direta à área de POT. O referido artigo era um estudo genérico em metodologia científica.

 

 

A revista Psicologia e Sociedade caracteriza-se por publicar estudos relacionados à Psicologia Social, área de grande interface com a POT. Compreende-se que, em decorrência disso, tenha apresentado um número expressivo de publicações quando comparada aos demais periódicos, considerados veículos de divulgação da Psicologia em geral. Já o periódico Estudos de Psicologia, que apresenta esta mesma característica, chama a atenção quanto ao volume expressivo de publicações em POT, mesmo estando com dois volumes em atraso, na época do levantamento. Constatou-se que esse veículo de divulgação costuma editar dossiês e volumes especiais sobre temas específicos, e, nesse período, dois deles traziam temáticas em POT (dossiê trabalho infantil e volume especial em POT, respectivamente vol. 6, n. 2, 2001 e vol. 7, n. especial, 2002).

Temáticas em POT

As publicações em POT foram classificadas segundo as nove linhas temáticas definidas para o presente estudo, conforme distribuição ilustrada na Figura 1.

 

 

Na linha temática comportamento organizacional, foram encontrados os seguintes itens: (a) modelos de gestão e efetividade organizacional [3]; (b) comunicação nas organizações [1]; (c) comprometimento e participação no trabalho [6]; (d) valores e crenças organizacionais [3]; (e) criatividade [1]; (f) afetividade no trabalho [1]; (g) poder nas organizações [3]; (h) trabalho em equipe [3]; (i) aprendizagem e desenvolvimento organizacional [2]; (j) clima e cultura organizacional [1]; (l) dinâmica de organizações familiares [1]; (m) práticas de autogestão, cooperativismo e economia solidária [4]; e (n) abordagens teórico-metodológicas [6].

Em avaliação e medidas, foram encontrados estudos abordando construção e validação de instrumentos sobre: (a) clima organizacional [3]; (b) cultura organizacional [1]; (c) justiça organizacional [3]; (d) es tilos gerenciais [1]; (e) avaliação de treinamento e desenvolvimento [9]; (f) mudança organizacional [1]; (g) aspectos relacionados ao significado do trabalho [2]; (h) valores relativos ao trabalho [1]; (i) coping no ambiente de trabalho [1]; (j) auto-conceito no trabalho [1]; (l) civismo [1]; (m) criatividade [1]; (n) estresse [2]; (o) síndrome de burnout [2]; (p) gênero e trabalho [1]; (q) orientação profissional [1]; (r) percepção do consumidor sobre responsabilidade social [1]; e (s) trabalho em equipe [1]. Foi encontrado, também, um estudo propondo a técnica projetiva de Rorschach para avaliação de personalidade. A construção de escalas sobre avaliação de treinamento e desenvolvimento destacou-se como o subtema mais freqüente.

A temática trabalho, identidade e subjetivação compreendeu publicações que versam sobre: (a) implicações dos modos de trabalhar na constituição do sujeito, com enfoque no desemprego, na reestruturação produtiva e modelos de gestão [11]; (b) experiências e vivências de categorias profissionais [12]; (c) individualidade e contemporaneidade [2]; (d) relações de poder [2]; e (e) práticas de autogestão, cooperativismo e economia solidária [2].

Já em trabalho e saúde, encontraram-se estudos que abordam: (a) segurança no trabalho [1]; (b) síndrome de burnout [5]; (c) estresse [6]; (d) sofrimento psíquico relacionado a questões como exercício de determinadas ocupações, LER/DORT, reestruturação produtiva, desemprego, injustiça organizacional [11]; (e) condições de trabalho [3]; e (f) abordagens teórico-metodológicas [2].

Por apresentarem menor volume de publicações, as demais linhas temáticas possuem menor diversidade de subtemas. Assim, na linha temática gestão de pessoas, constataram-se publicações que tratam de: (a) recrutamento e seleção [3]; (b) treinamento e desenvolvimento [5]; (c) orientação profissional e desenvolvimento de carreira [9]; e (d) contribuições teórico-metodológicas [3]. Em trabalho infanto-juvenil foram encontrados estudos sobre: (a) trabalho aprendiz [5]; (b) saúde e subjetividade no trabalho precoce [3]; (c) exploração sexual [1]; (d) aspectos ideológicos do trabalho infantil [1]; e (e) políticas públicas [1].

Em formação e atuação profissional, foram encontradas publicações acerca de: (a) prática docente [3]; (b) odontopediatria [2]; (c) jogadores de futebol [1]; e (d) formação universitária [2]. Na temática trabalho e gênero, constataram-se estudos sobre: (a) configurações familiares de mulheres provedoras [1]; (b) empreendedorismo [1]; (c) multiplicidade de papéis e bem-estar psicológico [1]; e (d) divisão sexual do trabalho, com foco nas relações de gênero no âmbito laboral e nos processos de exclusão [4]. Por último, em trabalho, violência e responsabilidade social, encontraram-se estudos que enfocam: (a) desemprego [1]; (b) assédio moral [1]; (c) inclusão de pessoas portadoras de deficiência [1]; (d) gestão ambiental [1]; e (e) implicações da violência na formação da identidade e atitude profissional [2].

A análise dos assuntos abordados por essas últimas temáticas revela sua concentração em recortes específicos do mundo do trabalho, enquanto que as primeiras, com maior volume de publicações, referem-se a áreas mais abrangentes. Desse modo, na linha temática comportamento organizacional, verifica-se maior freqüência e pluralidade de subtemas, enquanto que o mesmo não ocorre, por exemplo, na linha temática trabalho infanto-juvenil, por ser mais pontual. Os subtemas encontrados em comportamento organizacional sugerem que os psicólogos utilizam periódicos da psicologia para publicar estudos de interface com a área de Recursos Humanos, apesar de também publicarem tais temas nos veículos da administração, conforme constatado por Tonelli et al. (2003). De modo geral, os temas abordados em comportamento organizacional são similares aos já apontados por Bastos et al. (1997), Borges-Andrade et al. (1997) e Tonelli et al. Além desses estudos que versam sobre determinada temática, existem trabalhos que oferecem contribuições teórico-metodológicas ao campo, tanto nessa linha temática, como em gestão de pessoas e em trabalho e saúde.

Observa-se que são raros os trabalhos sobre funções tradicionais de Recursos Humanos, como recrutamento e seleção, tal como demonstrado em estudos anteriores (Bastos et al., 1997; Borges-Andrade et al., 1997; Tonelli et al., 2003). Por outro lado, atividades como treinamento continuam apresentando volume expressivo de publicações, sendo que, no período analisado, o enfoque foi o desenvolvimento de habilidades e competências. Verificaram-se, inclusive, esforços no sentido de construir instrumentos que possibilitem avaliar os resultados e impactos dessas intervenções no contexto de trabalho. Já o subtema orientação profissional e desenvolvimento de carreira destaca-se por apresentar o maior número de trabalhos na linha temática gestão de pessoas. Entende-se que esse resultado reflete a retomada do processo de desenvolvimento da área de orientação profissional no Brasil, a partir de 1993 (Sparta, 2003). Por sua vez, os trabalhos em avaliação e medidas concentram seu escopo em aspectos ligados, basicamente, às linhas temáticas comportamento organizacional e gestão de pessoas. Curiosamente, constatou-se que tais linhas temáticas representam praticamente a metade das publicações em POT do período analisado, remetendo de modo mais específico a questões organizacionais.

A outra metade das publicações volta-se para o trabalho enquanto elemento formador do psiquismo humano. Dentre os temas investigados, destacam-se questões relacionadas à saúde, ao gênero, à violência, ao trabalho precoce e aos processos de subjetivação. Salienta-se que o tema trabalho e saúde já foi destacado em estudos anteriores (Bastos et al., 1997; Borges-Andrade et al., 1997; Tonelli et al., 2003) como sendo de crescente interesse por parte dos pesquisadores. Chama a atenção o grande volume de trabalhos que busca compreender as relações entre modelos de gestão, e formas de subjetivação e saúde mental, tanto na linha temática trabalho e saúde como na temática trabalho, identidade e subjetivação. Tal interesse pode ser interpretado como um esforço, por parte da psicologia, para compreender as implicações subjetivas decorrentes dos avanços tecnológicos e novos modos de gestão, como o modelo japonês. Tais modelos pressupõem maior envolvimento e participação dos trabalhadores. Se, por um lado, isso oportuniza o contínuo desenvolvimento de competências e pode levar à realização profissional, por outro, representa riscos para a saúde do trabalhador (Bastos, 1997; Chanlat, 1996). Nesse sentido, a análise das publicações em trabalho e saúde revela predomínio de estudos abordando sofrimento psíquico, estresse e síndrome de burnout. Em tais estudos, priorizam-se fatores da organização do trabalho que levam ao adoecimento, em detrimento de aspectos promotores da saúde mental.

As publicações do período analisado refletem, ainda, os efeitos da nova organização do trabalho na ordem social, tal como o desemprego e a exclusão. Da mesma forma, contemplam modos de organização que têm se apresentado como alternativas capazes de absorver parte da força de trabalho que enfrenta dificuldades de inserção no mercado produtivo, como práticas de autogestão, economia solidária e formação de cooperativas. Quanto à linha temática trabalho infanto-juvenil, verificou-se que as publicações focalizam, de um lado, o antigo problema da exploração do trabalho precoce, e, de outro, o trabalho aprendiz, cuja regulamentação foi atualizada pelo Decreto nº. 5598 em 2005 (Brasil, 2005). Por último, os estudos na linha temática trabalho e gênero apresentam basicamente dois enfoques, ambos voltados para o impacto na saúde mental e bem-estar das mulheres: a conciliação do exercício dos diferentes papéis, e a discriminação e assédio moral sofridos no ambiente de trabalho. Embora tais publicações ainda sejam incipientes, constituem-se em temas pertinentes para o estudo da relação gênero e trabalho, conforme sugerido por pesquisadores da área (Athayde, 1999; Diniz, 2004; Fonseca, 2000; Strey, 1997).

Perfil Metodológico

Quanto ao perfil metodológico, 70% dos artigos são de natureza teórico-empírica, enquanto que 30% são apenas teóricos. No que diz respeito à natureza do delineamento dos estudos teórico-empíricos, 46,8% apresentam uma abordagem quantitativa, 37,3% qualitativa; e 16,6% contemplam ambas as abordagens. A distribuição desses trabalhos entre os periódicos analisados evidencia importantes diferenças, conforme ilustrado na Tabela 2.

 

 

Observa-se que os periódicos tendem a publicar maior volume de trabalhos teórico-empíricos, acompanhando tendências da literatura internacional. No que se refere aos critérios de análise dos dados dos estudos empíricos, verifica-se variações significativas entre os periódicos no sentido de publicar preferencialmente trabalhos quantitativos (Psicologia: Teoria e Pesquisa), qualitativos (Psicologia e Sociedade) ou ambos (Psicologia em Estudo). De qualquer modo, constata-se uma profícua pluralidade metodológica na produção científica em POT, dada a complexidade e diversidade das temáticas estudadas na área.

Origem das Referências e Área de Formação e Atuação do Primeiro Autor

A análise das referências utilizadas e da área de formação e atuação do primeiro autor foi realizada em uma amostra de 45 artigos. Identificou-se que 16 desses (35,5%) apresentam predomínio de literatura internacional, principalmente em inglês. A mesma freqüência de publicações apresenta predomínio de literatura em português, enquanto que em 13 artigos (28,8%) são utilizadas referências tanto nacionais quanto internacionais. Entre os que apresentam predomínio de literatura internacional, verifica-se preferência pela utilização de artigos como a principal fonte de consulta, bem como tendência a referir estudos publicados até o ano de 1995. Por outro lado, os artigos com predomínio de literatura nacional indicam preferência pela utilização de livros, independente do ano de publicação. As publicações que apresentam maior equilíbrio de literatura nacional e internacional, da mesma forma, têm os livros como a fonte de dados mais consultada. Chama a atenção o fato de o livro ser a principal fonte de consulta da produção nacional. Seria interessante investigar por que os periódicos não figuram entre as principais fontes de consulta da literatura nacional, uma vez que os pesquisadores são incentivados a priorizar esses meios de divulgação.

Ao levantar a procedência da fundamentação teórica dos 178 artigos, verificaram-se contribuições de diferentes áreas do conhecimento, tais como: psicologia, administração, ciências sociais, educação, filosofia, economia, ciências biológicas, saúde coletiva, ergonomia e direito. É evidente a utilização, na mesma linha temática, de estudos pertencentes a pelo menos cinco dessas áreas. Algumas temáticas, como Comportamento Organizacional e Trabalho e Saúde, apresentam referências de praticamente todas as áreas do conhecimento acima referidas. A partir desses dados, confirma-se a multidisciplinariedade da produção científica em POT.

No que diz respeito à área de formação e atuação do primeiro autor, verificou-se que, na amostra dos 45 artigos, apenas cinco deles não possuem graduação, mestrado ou doutorado em Psicologia. Também se constatou que 44 desses autores estão vinculados a instituições de ensino superior, em especial cursos ou departamentos de Psicologia. Quanto à filiação institucional dos autores, neste caso, considerando os 178 artigos, somente em três publicações os autores não apresentam vínculo com instituições de ensino superior. Tais artigos citam uma Organização Não-Governamental, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Foram citadas 51 instituições de ensino superior, sendo que apenas cinco são de outros países: uma da Argentina, uma de Portugal e três da Espanha. As universidades que apresentaram maior volume de publicações foram a Universidade de Brasília, com 35 artigos (19,7% do total de artigos); a Universidade Federal de Santa Catarina e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ambas com 12 artigos (6,7% cada); a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com 8 artigos (4,5%); e a Universidade Federal da Bahia, a Universidade de Aveiro/Portugal e a Universidade Católica de Goiás, com 7 artigos cada uma (3,9% cada). Conforme o esperado, o maior volume de publicações foi proveniente de instituições públicas.

Verificou-se que a produção nacional em POT apresentou-se dispersa em várias instituições e em diferentes regiões do país. No que se refere às linhas temáticas, evidenciaram-se concentrações em determinadas universidades. Em Comportamento Organizacional, na Universidade de Brasília, com 7 artigos; na Universidade Federal da Bahia e Universidade Federal de Santa Catarina, ambas com 4. Em Avaliação e Medidas há maior concentração na Universidade de Brasília, com 14; e na Universidade de Aveiro/Portugal, com 4. Em Trabalho, identidade e subjetivação, destacam-se a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com 7 e a Universidade Federal Fluminense, com 4. Em Trabalho e Saúde destaca-se a Universidade de Brasília, com 8; e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com 4. Em Gestão de Pessoas destaca-se a Universidade de Brasília e a Universidade Federal de Santa Catarina, ambas com 4 e a Universidade Federal da Bahia, com 3. Em Trabalho infanto-juvenil destaca-se a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com 3. Nas demais linhas temáticas, não foram constatadas concentrações em alguma universidade.

 

Considerações Finais

Considera-se que o levantamento realizado oferece importantes contribuições para uma maior caracterização da produção científica contemporânea na área de POT no Brasil. A partir deste estudo, evidencia-se a existência de um considerável volume de publicações (16%) envolvendo, de alguma forma, o trabalho e/ou as organizações, nos principais periódicos de psicologia nos últimos anos. Nesse sentido, reafirma-se o interesse da comunidade científica em questões relacionadas à POT, bem como o atual desenvolvimento da área enquanto uma disciplina científica (Zanelli & Bastos, 2004).

No que tange à divulgação da produção científica, demonstra-se que o volume de publicações relacionadas à POT varia notavelmente entre os periódicos dedicados à veiculação de trabalhos procedentes de diferentes campos da psicologia. Ao mesmo tempo, apesar de os veículos de divulgação não manifestarem preferências por trabalhos oriundos de determinadas áreas, constata-se a tendência de os periódicos manterem o espaço ocupado por trabalhos de POT. Por um lado, isso pode ser devido à falta de maior rigor científico dos trabalhos encaminhados ou, ainda, pelo fato de os trabalhos não utilizarem a abordagem metodológica (qualitativa ou quantitativa) priorizada pelo periódico, se essa existir conforme sugerem os dados do presente trabalho. Por outro lado, tais fatos podem estar relacionados com a opção, por parte dos autores, por enviar seus trabalhos a periódicos já reconhecidos pela divulgação da temática abordada. De qualquer forma, entende-se que se tratam de questões as quais requerem atenção da comunidade científica, pois têm impacto na disseminação do conhecimento e no índice de produtividade pelo qual os pesquisadores são avaliados.

Os resultados obtidos evidenciam a diversidade temática e metodológica da produção científica em POT, bem como a preocupação dos pesquisadores em contemplar as decorrências das mudanças sociais, econômicas, políticas e tecnológicas do contexto em que estão inseridos. É o caso, por exemplo, das publicações que abordam formas alternativas de trabalho, como economia solidária e cooperativismo; assim como das questões relacionadas à responsabilidade social e a quadros clínicos que remetem a situações extremas em saúde e trabalho, como a síndrome de burnout. Com isso, conclui-se que os trabalhos de POT publicados nos veículos de divulgação da psicologia não estão voltados para a simples reprodução de modelos desenvolvidos em outros contextos, conforme ocorre com trabalhos publicados em áreas afins (Tonelli et al., 2003). Considerando a diversidade contemplada pelos trabalhos analisados, mostra-se apropriado o uso do termo Psicologia Organizacional e do Trabalho comumente utilizado para designar esse vasto campo de pesquisa e atuação profissional.

Diferentemente do momento de constituição da POT, em que esta área limitava-se a um campo aplicado da psicologia (Jacques, 2006), o levantamento indica que a produção de conhecimento está voltada tanto para subsidiar o planejamento e a execução de intervenções, como para impulsionar o desenvolvimento teórico da área. O expressivo volume de trabalhos dedicados ao estudo da relação trabalho e saúde e trabalho e subjetividade é um indicativo dos esforços de inclusão da categoria trabalho no âmbito teórico da psicologia. Além disso, em boa parte dos artigos, a dimensão do trabalho é tratada como um dos elementos centrais no processo de formação da identidade. Considera-se que tal concepção tem sido fundamental para o avanço da área, no sentido de superar os limites de uma psicologia aplicada e oferecer subsídios para melhor compreender o comportamento humano no contexto de trabalho. Tal compreensão também se mostra relevante para que organizações e governantes de fato reconheçam a interferência dos aspectos afetivos no/do trabalho e busquem contemplá-los em suas respectivas políticas de recursos humanos e políticas públicas (Bastos, 2003; Codo, 2006).

Seria interessante desenvolver estudos que contemplassem períodos mais longos, a fim de viabilizar a identificação de possíveis tendências da produção científica em POT. Outro aspecto interessante seria a inclusão da análise de dissertações e teses realizadas na área, tanto por constituírem-se em importantes fontes de produção científica, como por propiciar a análise dos índices de publicação e principais veículos de divulgação utilizados para disseminação do conhecimento.

 

Referências

Athayde, M. (1999). Psicologia e trabalho: Que relações? In A. M. Jacó-Vilela & D. Mancebo (Eds.), Psicologia social: Abordagens sócio-históricas e desafios contemporâneos (pp. 195-219). Rio de Janeiro, RJ: Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.         [ Links ]

Bastos, A. V. B. (1997). Mudanças tecnológicas, cultura e indivíduo nas organizações: O desafio de construir sistemas de trabalho de alto desempenho. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 13(3), 317-327.         [ Links ]

Bastos, A. V. B. (2003). Psicologia organizacional e do trabalho: Que respostas estamos dando aos desafios contemporâneos da sociedade brasileira? In O. H. Yamamoto & V. V. Gouveia (Eds.), Construindo a psicologia brasileira: Desafios da ciência e da prática psicológica (pp. 139-166). São Paulo, SP: Casa do Psicólogo.         [ Links ]

Bastos, A. V. B., França, A., Pinho, A. P. M., & Pereira, L. (1997). Pesquisa em comportamento organizacional no Brasil: O que foi divulgado nos nossos periódicos científicos? [Resumo]. In Sociedade Interamericana de Psicologia (Ed.), Anais, XXVI Congresso Interamericano de Psicologia (p. 52). São Paulo, SP: Sociedade Interamericana de Psicologia.         [ Links ]

Borges-Andrade, J. E. (2002). Apresentação: Trajetória da Psicologia Organizacional e do trabalho nos simpósios da associação nacional de pesquisa e pós-graduação em Psicologia, antes de 2000 [Edição especial]. Estudos de Psicologia, 7, 7-10.         [ Links ]

Borges-Andrade, J. E., Oliveira-Souza, C. M., Pilati, R., Nonato, A. J., Silvino, A. M. D., & Gama, A. L. G. (1997). Pesquisa em comportamento organizacional no Brasil: Que fizeram nossas pós-graduações e que estão fazendo nossos pesquisadores? [Resumo]. In Sociedade Interamericana de Psicologia (Ed.), Anais, XXVI Congresso Interamericano de Psicologia (p. 52). São Paulo, SP: Sociedade Interamericana de Psicologia.         [ Links ]

Brasil. (2005). Decreto nº. 5598, de 1º de Dezembro de 2005. Diário Oficial da União (Brasília, DF).         [ Links ]

Chanlat, J. (1996). Modos de gestão, saúde e segurança no trabalho. In E. Davel & J. Vasconcelos (Eds.),"Recursos" humanos e subjetividade (pp. 208-229). Petrópolis, RJ: Vozes.         [ Links ]

Codo, W. (2006). Qualidade, participação e saúde mental: Muitos impasses e algumas saídas para o trabalho no final do século XX. In W. Codo (Ed.), Por uma Psicologia do Trabalho: Ensaios recolhidos (pp. 145-182). São Paulo, SP: Casa do Psicólogo.         [ Links ]

Diniz, G. (2004). Mulher, trabalho e saúde mental. In W. Codo (Ed.), O trabalho enlouquece? Um encontro entre a clínica e o trabalho (pp. 105-138). Petrópolis, RJ: Vozes.         [ Links ]

Fonseca, T. M. G. (2000). Gênero, subjetividade e trabalho. Petrópolis, RJ: Vozes.         [ Links ]

Jacques, M. G. C. (2006). Psicologia do Trabalho e/ou o trabalho na Psicologia: Uma revisão histórica. Revista da Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul, 6(1), 43-53.         [ Links ]

Malvezzi, S. (2004). Prefácio. In J. C. Zanelli, J. E. Borges-Andrade & A. V. B. Bastos (Eds.), Psicologia, organizações e trabalho (pp. 13-18). Porto Alegre, RS: Artes Médicas.         [ Links ]

Sparta, M. (2003). O desenvolvimento da orientação profissional no Brasil. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 4, 1-11.         [ Links ]

Strey, M. N. (1997). A mulher, seu trabalho, sua família e seus conflitos. In M. N. Strey (Ed.), Mulher: Estudos de gênero (pp. 59-77). São Leopoldo, RS: Editora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos.         [ Links ]

Tonelli, M. J., Caldas, M. P., Lacombe, B. M. B., & Tinoco, T. (2003). Produção acadêmica em recursos humanos no Brasil: 1991–2000. Revista de Administração de Empresas, 43(1), 105-122.         [ Links ]

Zanelli, J. C., & Bastos, A. V. B. (2004). Inserção profissional do psicólogo em organizações e no trabalho. In J. C. Zanelli, J. E. Borges-Andrade & A. V. B. Bastos (Eds.), Psicologia, organizações e trabalho (pp. 466-491). Porto Alegre, RS: Artes Médicas.         [ Links ]

 

 

Recebido: 03/08/2007
1ª revisão: 22/02/2008
Aceite final: 25/02/2008

 

 

Aline Maria Tonetto é graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), mestre em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e doutoranda em Psicologia pela mesma universidade. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Av. Ramiro Barcelos, 2600, sala 113, Santana, Porto Alegre, RS, 90035-003. Tel.: (51) 3308 5115. alinemtonetto@gmail.com
Mayte Raya Amazarray possui graduação em Psicologia pela UFRGS, mestrado em Psicologia Social e Institucional pela mesma universidade e especialização em Gestão de Serviços Sociais pela Universidad Complutense de Madrid. Atualmente, é doutoranda em Psicologia na UFRGS. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Psicologia, Av. Ramiro Barcelos, 2600, sala 104, Santana, Porto Alegre, RS, 90035-003. Tel.: (51) 9233 9808. maytepsi@gmail.com
Sílvia Helena Koller é psicóloga, professora da UFRGS e coordenadora do Centro de Estudos Psicológicos sobre Meninos e Meninas de Rua (CEP-RUA) desta instituição. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Psicologia, Av. Ramiro Barcelos, 2600, sala 104, Santana, Porto Alegre, RS, 90035-003. Caixa-Postal: 9001. Tel.: (51) 3308 5150; Fax: (51) 3241 1328. silvia.koller@pesquisador.cnpq.br
William Barbosa Gomes possui graduação em Psicologia pela Universidade Católica de Pernambuco, mestrado em Reabilitação Psicológica - Southern Illinois University Carbondale e doutorado interdisciplinar em Higher Education - Southern Illinois University Carbondale. Atualmente é professor adjunto da UFRGS. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Psicologia, Av. Rua Ramiro Barcelos, 2600, Santana, Porto Alegre, RS, 90035-003. Tel.: (51) 3316 5115; Fax: (51) 331 65473. gomesw@ufrgs.br