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Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular

Print version ISSN 0102-7638

Rev Bras Cir Cardiovasc vol.22 no.4 São José do Rio Preto Oct./Dec. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-76382007000400011 

ARTIGO ORIGINAL

 

Plastia da valva mitral com a técnica do "Duplo Teflon". Resultados de 10 anos

 

 

Carlos Manuel de Almeida BrandãoI; Marco Antonio Vieira GuedesII; Marcos Floripes da SilvaIII; Marcelo Luiz VieiraIV; Pablo Maria Alberto PomerantzeffV; Noedir Antonio Groppo StolfVI

IDoutor em Medicina FMUSP (Médico Assistente - Divisão Cirúrgica - InCor - HC - FMUSP Professor Colaborador - FMUSP)
IIMédico Residente - Cirurgia Cardiovascular - InCor HCFMUSP (Médico Residente - Cirurgia Cardiovascular - InCor HCFMUSP)
IIIMédico Residente - Cirurgia Cardiovascular - InCor HCFMUSP (Médico Residente - Cirurgia Cardiovascular - InCor HCFMUSP)
IVDoutor em Medicina FMUSP (Médico Assistente - Divisão de Ecocardiografia - InCor HCFMUSP)
VProfessor Associado do Departamento de Cardiopneumologia da FMUSP (Diretor da Unidade Cirúrgica de Cardiopatias Valvares do InCor - HC - FMUSP)
VIProfessor Titular da Disciplina de Cirurgia Cardiovascular da FMUSP (Diretor da Divisão de Cirurgia do InCor - HC - FMUSP)

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados clínicos tardios da plástica da valva mitral com a técnica do "Duplo Teflon".
MÉTODOS: A plástica de "Duplo Teflon" consiste em técnica de reparo mitral com ressecção quadrangular da cúspide posterior, anuloplastia segmentar com plicatura do anel com de fios com "pledgets" sobre uma tira de Teflon, e sutura borda a borda da cúspide. Entre abril de 1994 e dezembro de 2003, 133 pacientes com diagnóstico de insuficiência mitral degenerativa com alongamento ou rotura de cordas da cúspide posterior foram submetidos à plástica com esta técnica. A idade média foi de 60,4 anos e 60,9% eram do sexo feminino. Quanto à avaliação clínica no pré-operatório, 29,3% dos pacientes estavam em classe funcional IV, 55,7% em classe III e 15,0% em classe II. Técnicas associadas de plástica mitral foram utilizadas em 15,2% dos pacientes, sendo a mais comum o encurtamento de cordas. Vinte e seis (19,5%) pacientes foram submetidos a operações associadas.
RESULTADOS: Houve um (0,75%) óbito hospitalar. No período pós-operatório tardio, 95,5% dos sobreviventes estavam em classe funcional I. As taxas linearizadas de tromboembolismo, reoperação e óbito foram 0,9%, 0,3% e 0,6% pacientes/ano, respectivamente. A sobrevida atuarial em 10 anos foi de 94,1% ± 3,6%. As sobrevidas atuariais livre de tromboembolismo e reoperação foram de 97,3 ± 1,5% e 99,2 ± 0,8%, respectivamente. Não houve casos de endocardite ou hemólise.
CONCLUSÃO: A plástica da valva mitral com a técnica do "Duplo Teflon" apresenta baixa morbi-mortalidade e boa evolução clínica tardia.

Descritores: Insuficiência da valva mitral, cirurgia. Valva mitral, cirurgia. Valvas cardíacas, cirurgia. Mixomatose infecciosa.


 

 

INTRODUÇÃO

O prolapso da valva mitral decorrente de degeneração mixomatosa evolui com uma variedade de síndromes clínicas, que incluem a insuficiência mitral nos seus mais variados graus. O mecanismo mais freqüente desta insuficiência é o alongamento ou rotura de cordas, preferencialmente da cúspide posterior e hoje tem indicação precisa de plástica para a correção valvar. Em vários países, esta é a causa mais freqüente de insuficiência mitral [1]. Em experiência previamente publicada no nosso serviço, esta etiologia correspondeu a 25,9% dos pacientes submetidos à plástica da valva mitral [2]. São aceitas como vantagens da plástica sobre a substituição valvar, menor morbi-mortalidade operatória, menores taxas de tromboembolismo e endocardite, melhores índices de sobrevida, preservação da função ventricular esquerda, necessidades reduzidas de anticoagulação e menores custos [3-6].

Em pacientes portadores de degeneração mixomatosa com rotura ou alongamento de cordas tendíneas da cúspide posterior, realizamos a ressecção quadrangular da cúspide posterior, com resultados similares aos da literatura. Nestes pacientes, desde abril de 1994, utilizamos a técnica do "Duplo Teflon" [7], sem a utilização de anéis protéticos (Figura 1).

 

 

O anel valvar mitral é submetido a alterações periódicas no formato e no tamanho durante o ciclo cardíaco, com evidente contração durante a sístole. A redução da área mitral durante a sístole ocorre principalmente devido à contração do anel posterior [8]. A utilização de anéis protéticos, principalmente os rígidos, dificulta a sua contração normal. Estudos evidenciaram melhor função ventricular esquerda com a utilização de anéis flexíveis para anuloplastia mitral, havendo maior redução do diâmetro sistólico final do ventrículo esquerdo, bem como do volume sistólico final [9]. Em trabalho experimental em carneiros, Dagum et al. [10] evidenciaram diferença significativa na área valvar mitral após a plástica com ou sem a utilização de anel protético.

O objetivo deste estudo é apresentar resultados imediatos e tardios da plástica da valva mitral pela técnica de Duplo Teflon sem a utilização de anel protético, em pacientes com insuficiência mitral secundária à degeneração mixomatosa.

 

MÉTODOS

Entre abril de 1994 e dezembro de 2003, 133 pacientes com diagnóstico de insuficiência mitral, por alongamento ou rotura de cordas tendíneas da cúspide posterior devido à degeneração mixomatosa, foram submetidos à plástica da valva mitral com ressecção quadrangular pela técnica de Duplo Teflon, no Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O trabalho foi aprovado pela Comissão Científica do Instituto do Coração e pelo Comitê de Ética da do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foram incluídos no estudo apenas os pacientes com prolapso da cúspide posterior isolada.

A idade média dos pacientes foi 60,4 ± 11,9 anos, variando entre 25 e 89 anos. Oitenta (60,9%) pacientes eram do sexo masculino e 53 (39,5%), do feminino. Quanto à avaliação clínica no pré-operatório, segundo a classe funcional da New York Heart Association, 29,3% dos pacientes estavam em classe funcional IV, 55,7% em classe funcional III e 15,0% em classe funcional II.

Vinte e seis (19,5%) pacientes apresentavam outras doenças cardiovasculares, sendo submetidos a operações associadas, como revascularização do miocárdio em 18 (13,5%) pacientes, substituição da valva aórtica em quatro (3,0%), comissurotomia aórtica em um (0,7%) e correção de defeito do septo interatrial em três (2,3%).

O achado intra-operatório da lesão valvar mitral evidenciou rotura de cordas em 69 (51,7%) pacientes, alongamento de cordas em 41 (31%) e rotura associada a alongamento em 23 (17,3%). Em seis (4,5%) pacientes, havia calcificação importante do anel posterior mitral. Quanto ao segmento acometido da cúspide posterior, em 32 (24,1%) pacientes era P1, em 78 (58,6%), P2 e, em 23 (17,2%), P3.

Técnicas associadas de plástica mitral foram utilizadas em 15% dos pacientes, sendo a mais comum o encurtamento de cordas em oito (6%), descalcificação do anel mitral em seis (4,5%), ressecção em cunha da cúspide anterior em cinco (3,7%), descalcificação da cúspide posterior em um (0,7%).

O seguimento pós-operatório foi realizado por consultas hospitalares, entrevistas por telefone ou por questionários enviados pelo correio.

Os dados serão apresentados de acordo com os guias revisados de apresentação de dados e nomenclatura [11]. A sobrevida atuarial e livre de eventos foram calculadas pelo método de Kaplan-Meier. As taxas linearizadas dos eventos são expressas por porcentagem por paciente/ano.

 

RESULTADOS

Houve um (0,75%) óbito hospitalar, conseqüente a acidente vascular cerebral, ocorrido no sexto dia de pósoperatório.

No período pós-operatório tardio, 95,5% (124) dos sobreviventes estavam em classe funcional I, três (2,3%) em classe funcional II, dois (1,5%) em classe funcional III e um (0,7%) em classe funcional IV. O seguimento pósoperatório foi de 6684 meses/pacientes.

Houve dois (1,5%) óbitos tardios, um devido a infarto agudo do miocárdio, com 15 meses, e um devido a insuficiência renal, com 6 meses de seguimento. Tromboembolismo (eventos menores) ocorreu em dois (2,3%) pacientes, sendo dois episódios isquêmicos transitórios, com 40 dias e 2 anos de pós-operatório. Um (0,7%) paciente foi reoperado após 72 meses de seguimento, por rotura de outra corda da cúspide posterior, sendo submetido a nova plástica da valva mitral. As taxas linearizadas de tromboembolismo, reoperação e óbito tardio foram 0,9%, 0,3% e 0,6% pacientes/ano, respectivamente. Não houve casos de endocardite ou hemólise nesta série.

A sobrevida atuarial em 10 anos foi de 94,1% ± 3,6% (Figura 2). As curvas atuariais livre de tromboembolismo (Figura 3) e reoperação (Figura 4) foram de 97,3 ± 1,5% e 99,2 ± 0,8% em 10 anos, respectivamente.

 

 

 

 

 

 

DISCUSSÃO

Em pacientes com rotura ou alongamento de cordas tendíneas da cúspide posterior realizamos a ressecção quadrangular da cúspide posterior, anuloplastia posterior segmentar com a técnica do "Duplo Teflon", sem a utilização de anéis protéticos. Autores como Carpentier et al. [12] e Gillinov et al. [13] defendem a utilização de anéis protéticos na ressecção quadrangular com o intuito de estabilizar o anel mitral posterior, impedindo que este se dilate novamente, aumentando assim a durabilidade da plástica mitral. Em nosso meio, Gregory et al. [14] e Carvalho et al. [15] também defendem a utilização de anéis protéticos na plástica da valva mitral, com excelentes resultados. No entanto, como mostramos nesta série, a sobrevida livre de reoperação foi de 99,2% ± 0,8% em 10 anos, o que corrobora com a durabilidade da plástica com esta técnica. Além disso, não existem diferenças histológicas entre o anel mitral de pacientes com degeneração mixomatosa e o de indivíduos normais [16].

Outros autores, como Alvarez et al. [17] mostraram uma estimativa de sobrevida livre de reoperação de 90,1% ± 4% em 10 anos e 84,9% ±11% em 15 anos, empregando técnica de ressecção quadrangular da cúspide posterior e anuloplastia sem o emprego de anel protético, exatamente como na nossa experiência. Estes autores destacam que para o sucesso da plástica de ressecção quadrangular a chave é a estabilidade do anel posterior, com uma anuloplastia localizada que retire a tensão na cúspide reconstruída. Como conseqüência deste procedimento, a cúspide posterior da valva mitral torna-se uma "plataforma" contra a qual a cúspide anterior abre e fecha. Ressaltam ainda os autores que esta técnica não afeta a mobilidade da cúspide anterior e que a não colocação de um anel protético encurta o tempo da operação, facilitando a sua reprodutibilidade.

No entanto, autores como Eisenmann et al. [18] também mostraram resultados semelhantes na ressecção quadrangular da cúspide posterior sem utilização de anéis protéticos, com baixa morbi-mortalidade imediata e sobrevida livre de reoperação de 94% em 8 anos. Barlow et al. [19] também preconizam técnica de ressecção da cúspide posterior sem anuloplastia com anel, obtendo resultados clínicos e ecocardiográficos satisfatórios, o que demonstra a estabilidade da plástica sem a utilização de um implante de anel.

Quanto à mortalidade hospitalar, os nossos resultados (0,7%) apresentados são similares a outras séries da literatura [20,21]. David et al. [21], em estudo com 184 pacientes com valvopatia mitral degenerativa, afirmam que a plástica da valva mitral na insuficiência mitral devido à degeneração mixomatosa é factível na maioria dos pacientes e associada a baixa morbi-mortalidade. A incidência de complicações tardias também foi baixa nesta série, com baixas taxas linearizadas de eventos, semelhantes a outras séries da literatura com a utilização de técnica de ressecção quadrangular com ou sem anuloplastia com anel [19,22]. Em série previamente publicada [7], demonstramos bons resultados ecocardiográficos com a utilização desta técnica.

Em recente meta-análise de 29 estudos clínicos comparando a plástica e a troca valvar mitral, Shuhaiber e Anderson [23] encontraram fortes evidências da vantagem da plástica da valva mitral na etiologia degenerativa, após 30 dias e na sobrevida tardia, o que reforça a aplicação da plástica mitral neste grupo de pacientes. Vários grupos defendem a indicação cirúrgica precoce nestes pacientes, mesmo assintomáticos, principalmente quando existe rotura ou alongamento de cordas da cúspide posterior, onde a possibilidade de plástica é alta, com resultados publicados bastante satisfatórios [24,25].

Com base nos resultados clínicos favoráveis com a plástica da valva mitral na insuficiência mitral degenerativa com a Técnica do Duplo Teflon, consideramos esta técnica como a de eleição nos pacientes com prolapso da cúspide posterior.

 

CONCLUSÃO

A plástica da valva mitral com a técnica de Duplo Teflon sem a utilização de anel protético empregada na insuficiência mitral secundária à degeneração mixomatosa apresentou taxa de sobrevida satisfatória e boa evolução clínica em 10 anos de seguimento.

 

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Endereço para correspondência:
Carlos Manuel de Almeida Brandão
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 44. Cerqueira César
São Paulo, SP, Brasil. CEP: 05403-000
Tel: (11) 3069-5638. Fax: (11) 3069-5415
E-mail: carlos.brandao@incor.usp.br

Artigo recebido em 1º de março de 2007
Artigo aprovado em 31 de outubro de 2007

 

 

Trabalho realizado no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP.