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Brazilian Journal of Cardiovascular Surgery

Print version ISSN 0102-7638On-line version ISSN 1678-9741

Rev Bras Cir Cardiovasc vol.23 no.2 São José do Rio Preto Apr./June 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-76382008000200016 

EXPERIÊNCIA DE SERVIÇO

 

Operação de Bentall e De Bono para correção das doenças da raiz aórtica: análise de resultados a longo prazo

 

 

Virgílio Figueiredo SilvaI; Daniel Sundfeld Spiga RealII; João Nelson Rodrigues BrancoIII; Roberto CataniIV; Hyong Chun KimV; Enio BuffoloVI; José Honório de Almeida Palma da FonsecaVII

IGraduando do 5º ano de medicina da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina - Bolsista PIBIC– CNPq, São Paulo, SP, Brasil
IIGraduando do 5º ano de medicina da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, São Paulo, SP, Brasil
IIILivre Docente, Professor adjunto e Chefe do setor de Transplante Cardíaco da Disciplina de Cirurgia Cardiovascular da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, São Paulo, SP, Brasil
IVLivre Docente, Professor adjunto e Chefe do setor de Cardiopatias Congênitas da Disciplina de Cirurgia Cardiovascular da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, São Paulo, SP, Brasil
VMestre, Médico da Disciplina de Cirurgia Cardiovascular da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, São Paulo, SP, Brasil
VIProfessor Titular da Disciplina de Cirurgia Cardiovascular da Universidade Federal de São Paulo Escola Paulista de Medicina, São Paulo, SP, Brasil
VIILivre Docente, Professor adjunto e Chefe do setor de Aorta da Disciplina de Cirurgia Cardiovascular da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, São Paulo, SP, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Um estudo retrospectivo foi desenhado tendo como fator de inclusão a cirurgia de Bentall e De Bono.
MÉTODOS: Dados foram retirados de prontuários médicos e informações de seguimento a longo prazo obtidas por meio de retornos ambulatoriais e contatos diretos com o paciente. Trinta e nove pacientes foram acompanhados no período de janeiro de 1996 a dezembro de 2005.
RESULTADOS: A mediana de idade foi 47 anos, sendo 85% dos pacientes do sexo masculino. Onze (25,5%) pacientes apresentavam síndrome de Marfan e um (2,5%) síndrome de Turner. Entre os fatores de risco, listaram-se: hipertensão em 19 (48,5%) pacientes, tabagismo em oito (20,5%), etilismo em seis (15,5%), dislipidemia em oito (20,5%), diabetes melito em dois (5%) e presença de IAM prévio em um (2,5%). Vinte e oito (72%) pacientes estavam em classe II-III NYHA ao momento da operação. Ectasia ânulo-aórtica era diagnóstico em 14 (36%) pacientes e aneurisma da aorta em 16 (41%). O tempo médio de permanência na UTI foi 8,8 dias, com intervalo de 2-23 dias. A taxa de sobrevida em 30 dias (intra-hospitalar) foi de 94,87% (2/39). Em um ano, 37 (94,87%) pacientes estavam vivos, e em 5 e 10 anos, 33 (84,61%). O tempo de acompanhamento médio foi de 46,5 meses, com intervalo de 14-120 meses.
CONCLUSÃO: A técnica descrita por Bentall e De Bono obteve excelentes resultados a curto e longo prazo, sendo eficaz e segura no tratamento de doenças da valva aórtica e aorta ascendente em nosso serviço. Nossos resultados são condizentes com dados atuais da literatura.

Descritores: Aorta/cirurgia. Aneurisma aórtico/cirurgia. Aneurisma dissecante/cirurgia.


 

 

INTRODUÇÃO

Há quase 40 anos, Hugh Bentall e Antony De Bono [1] descreveram uma técnica para o tratamento combinado das doenças da valva aórtica e do segmento da aorta ascendente, utilizando um tubo valvulado no qual eram reimplantados os óstios das artérias coronárias. Variantes técnicas têm sido descritas com o mesmo propósito tendo resultados de sobrevida variáveis [2,3].

Durante os anos seguintes, essa técnica sofreu várias modificações [4] e transformou-se no procedimento de escolha para o tratamento de doenças da valva aórtica associada ao acometimento da aorta ascendente. Resultados de estudos com seguimento a longo prazo de pacientes submetidos a esse procedimento evidenciam os bons resultados com a utilização da técnica [5,6].

Com o advento da técnica descrita, modificou-se principalmente a história de pacientes com síndrome de Marfan [7], que morriam prematuramente por ruptura aórtica causada tanto por ectasia ânulo aórtica como por dissecção aórtica. Assim, esses pacientes puderam ser diagnosticados e tratados com um procedimento que lhes trouxe qualidade e expectativa de vida [8].

No presente estudo, revemos nossa série de pacientes submetidos a cirurgia combinada de troca da raiz aórtica e valva aórtica com reimplante dos óstios das artérias coronárias, utilizando o procedimento de Bentall e De Bono.

 

MÉTODOS

Trinta e nove pacientes consecutivos foram submetidos a substituição da raiz aórtica em nossa instituição - Hospital São Paulo - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, entre janeiro de 1996 a dezembro de 2005. Todos os dados clínico-cirúrgicos foram retirados de registros hospitalares e os registros clínicos de seguimento a longo prazo foram obtidos a partir do contato direto com pacientes e seus médicos, como também a partir de registros ambulatoriais. Estes pacientes são regularmente seguidos em nosso ambulatório de doenças da aorta, avaliados a cada 6 meses por uma consulta clínica e um exame de imagem (tomografia computadorizada de tórax com contraste e ecocardiograma).

Características pré-operatórias

Trinta e três (85%) pacientes eram do sexo masculino e seis (15%) do feminino. A mediana de idade situou-se em 47 anos, com intervalo de 14 a 70 anos. Onze (25,5%) pacientes apresentavam síndrome de Marfan e um (2,5%) síndrome de Turner. Dentre os fatores de risco, a hipertensão esteve presente em 19 (48,5%) pacientes, tabagismo em oito (20,5%), etilismo em seis (15,5%), dislipidemia em oito (20,5%), diabetes melito (DM) em dois (5%) e infarto agudo do miocárdio (IAM) prévio em um (2,5%) - Tabela 1.

 

 

Quanto à classificação da New York Heart Association (NYHA), ao momento da cirurgia 10 (25,5%) pacientes estavam em classe funcional I, 14 (36%) em classe II, 14 (36%) em classe III e um em classe IV.

Técnica cirúrgica

Os pacientes foram submetidos a reconstrução da raiz aórtica com um tubo valvulado composto, como descrito pela técnica variante da operação de Bentall ("Button Bentall") [4]. O segmento doente da aorta ascendente e a valva aórtica foram, respectivamente, substituídos por um tubo de Dacron e por uma válvula mecânica ou biológica. Para utilização de válvula biológica optou-se por pacientes acima de 65 anos, sem contra-indicações ao uso de anticoagulante oral. A seguir, os óstios coronarianos foram inseridos separadamente à base do enxerto de Dacron. A proteção miocárdica foi obtida pela administração de cardioplegia sangüínea diretamente nos óstios coronarianos.

Método estatístico

A curva de sobrevivência e de evento livres foram calculadas usando o método de Kaplan-Meyer.

 

RESULTADOS

Os achados clínicos cirúrgicos demonstraram a presença de aneurisma da aorta ascendente em 19 (48,5%) pacientes, ectasia ânulo-aórtica em 12 (31%), ectasia ânulo-aórtica associada a dissecção tipo A em um (2,5%), ectasia ânulo-aórtica associada a dissecção tipo B em um (2,5%) doente, dissecção aguda da aorta tipo A em quatro (10,5%) pacientes e dissecção tipo A associada a aneurisma da aorta descendente em dois (5,0%) - Tabela 2.

 

 

Foram realizados 35 (90%) procedimentos eletivos e quatro (10%) em situação de urgência durante o período. Dois pacientes morreram por baixo débito cardíaco, sendo um no intra-operatório e o outro, três dias após o procedimento cirúrgico. A prótese mais utilizada foi a metálica em 37 (95%) pacientes, necessitando de anticoagulação. O tempo médio de utilização de circulação extracorpórea foi de 131,05 minutos (DP = 28,19), com intervalo de 90-206 minutos. O tempo médio de anóxia se situou em 103,05 minutos (DP = 29,94), com intervalo de 42-210 minutos - Tabela 3.

 

 

Evolução a curto prazo

O tempo médio de permanência na UTI a foi de 8,79 dias, com intervalo de 2-23 dias. A fibrilação ou flutter atrial acometeu três (7,5%) pacientes. Houve necessidade de reoperação em dois pacientes, um por sangramento e outro por tamponamento cardíaco. Um (2,5%) paciente apresentou pneumotórax, sendo submetido a drenagem ainda na UTI. Endocardite evidenciada pela presença de vegetação ao ecocardiograma acometeu um paciente, sendo que a cultura demonstrou crescimento de Streptococus β hemolítico e o mesmo foi tratado clinicamente. Um paciente evoluiu com edema agudo de pulmão. Fibrilação ventricular acometeu um paciente, sendo revertida eletricamente. Por último, um paciente teve complicações circulatórias e sofreu isquemia de membro inferior (Tabela 4).

 

 

Evolução a longo prazo

Do total de 37 pacientes que sobreviveram à operação de Bentall e De Bono, quatro foram a óbito após um ano de cirurgia. Um paciente apresentou episódios sucessivos de acidentes vasculares cerebrais e foi a óbito um ano e cinco meses após a operação. Outro paciente foi levado ao Pronto Socorro de nossa instituição com perda da acuidade visual e rebaixamento do nível de consciência indo a óbito 48 horas após admissão no serviço por acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI). O terceiro paciente na evolução apresentou dissecção tipo B, sendo instituído tratamento cirúrgico devido à expansão da falsa luz. A operação para correção cirúrgica foi realizada, mas o paciente morreu durante a cirurgia. Por último, um paciente operado por ectasia ânulo-aórtica e com tratamento pregresso de dissecção tipo B por stent endovascular retornou ao serviço onde se diagnosticou uma formação aneurismática na aorta na porção tóraco-abdominal. Esse paciente foi operado, mas por complicações renais foi a óbito 3 dias após a cirurgia (Tabela 5).

 

 

Assim, do total de 39 pacientes encontrados em nossos prontuários, o tempo médio de sobrevida calculado foi de 46,5 meses, com a mediana se situando em 34 meses e intervalo de 14-120 meses. A curva de sobrevida em longo prazo é demonstrada na Figura 1, na qual podemos observar que ao final de 10 anos 84,61% dos pacientes estavam vivos. Do total, 95% dos pacientes estão em classe funcional I da NYHA e apenas 5% em classe II. Todos os pacientes realizam o controle do índice internacional de normalidade (INR) para anticoagulação e são orientados quanto a medicações e dietas adequadas para o controle da coagulação sanguínea.

 

 

DISCUSSÃO

Desde 1968, com a introdução da operação de Bentall e De Bono, as doenças da raiz da aorta são tratadas com bons resultados, tanto a curto quanto a médio e longo prazos [9,10].

Inconvenientes desta técnica têm sido relatados na literatura, sendo que atualmente com o refinamento da técnica diminuiu em muito a sua ocorrência, quais sejam: sangramento intra-operatório ao nível dos óstios coronarianos [6,11]e pseudo-aneurismas tardios no mesmo sítio [12]. Essas complicações se devem provavelmente pela tensão na parede da aorta ao nível dos óstios ou ressecção incompleta da parede doente ao nível dos óstios e não foram observadas nos nossos doentes.

Por muitos anos, a alternativa cirúrgica para essa operação era a técnica descrita por Cabrol et al. [2], que ainda hoje é utilizada, porém para pacientes que apresentam os óstios coronarianos com algum grau de dificuldade para mobilização, por exemplo, em situações em que há presença de grandes aneurismas e pacientes submetidos a reoperações [13].

Atualmente, o foco das discussões está na possibilidade de substituir a operação de Bentall e De Bono por procedimentos que preservem o aparelho valvar aórtico, como descrito por Yacoub et al. [14], em 1983, e por David e Feindel [15], em 1992. Esses novos procedimentos são mais complexos, tendo em vista a necessidade de remodelamento ou remontagem do aparelho valvar aórtico no tubo de Dacron. A altura da reinserção dos postes comissurais, o diâmetro do tubo e o estado das cúspides são dados variáveis que precisam ser necessariamente acertados para a válvula cumprir seu papel, não permitindo refluxo.

É importante atentar aos resultados dessas técnicas. David et al. [16] possuem experiência na cirurgia de reimplante da válvula aórtica e demonstram a longo prazo sobrevida de 92% dos pacientes operados em 10 anos de acompanhamento, com permanência de 90% dos mesmos em classe funcional I da NYHA.

Yacoub et al. [17] utilizam a técnica de remodelamento da raiz aórtica para correção de aneurisma da aorta ascendente em cirurgias eletivas, tendo taxa de mortalidade de 40% dos pacientes em 10 anos de estudo, e 46,7% de mortalidade para os casos de dissecção aguda da aorta tipo A. A principal causa de mortalidade dos pacientes observada na correção desses dois tipos de doenças da aorta no seguimento, tanto a curto como a longo prazos, foi o baixo débito cardíaco [17].

Outra alternativa à operação de Bentall e De Bono é o uso de uma prótese valvar biológica em associação ao tubo de Dacron. Galla et al. [18] demonstram que em casos selecionados utilizando esta técnica a sobrevida em 5 anos é de 60% comparado aos 80% de sobrevida da população americana em geral no período, além de 90% dos pacientes livres de eventos tromboembólicos. Recentemente, o mesmo grupo publicou uma série consecutiva de 206 pacientes com válvula aorta bicúspide na qual eram submetidos a operação de Bentall e De Bono e escalonados em cirurgia com o uso de prótese mecânica e biológica, tendo em 10 anos uma sobrevivência de 89% [19].

Nosso estudo demonstrou que no prazo máximo de 10 anos de acompanhamento de pacientes que foram submetidos a cirurgia de Bentall e De Bono, 87,17% deles estavam vivos, sendo que metade dos doentes ainda mantinha vínculo com a instituição e 95% desses estavam em classe funcional I da NYHA.

Cabe analisarmos, dentro deste contexto, a situação dos pacientes portadores da síndrome de Marfan, onde existe a possibilidade de acometimento das cúspides aórticas pela fragilidade própria da doença frente às novas técnicas de preservação. Trabalhos atuais têm demonstrado que, em longo prazo, é baixa a incidência de insuficiência aórtica quando realizamos essas novas intervenções referidas [20].

O principal benefício das novas técnicas de conservação do aparelho valvar está no fato de não necessitar de anticoagulação, ao contrário das técnicas mais antigas. Sem dúvida, este é um grande benefício se analisarmos os dados dos nossos pacientes onde observamos dois que apresentaram AVC possivelmente associados à anticoagulação. Embora não haja necessidade de anticoagular os pacientes submetidos a cirurgia com preservação do aparelho valvar, há outros riscos que são inerentes a essa técnica, como a insuficiência aórtica que pode se instalar posteriormente, além de maior complexidade do processo que exige maior experiência do cirurgião.

A discussão que se impõe hoje é se estamos no momento de substituir um procedimento consagrado e difusamente conhecido, cuja técnica está muito bem descrita e assimilada há décadas, com resultados que exibem baixas taxas de mortalidade e co-morbidades, por outros que exigem maior experiência do cirurgião imposta pela dificuldade da operação e que apresenta resultados superponíveis e até desfavoráveis quando comparados à técnica de Bentall e De Bono.

 

CONCLUSÃO

O procedimento descrito por Bentall e De Bono mostrou ser eficaz no tratamento de doenças que acometem a raiz aórtica. Em 10 anos de acompanhamento, 87,17% dos nossos pacientes estavam vivos, sendo que 95% desses estavam em classe funcional I da NYHA. Estudos que comparem a cirurgia descrita por Bentall àquelas em que há a preservação valvar devem ser comparados, avaliando riscos, benefícios, implicações clínicas e sobrevida. Cabe ao clinico e ao cirurgião uma integração no sentido de indicar o momento exato para a troca do segmento aórtico doente, refletindo sobre o tipo de cirurgia a ser realizada, optando pela que melhor beneficie o paciente.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Virgílio Figueiredo Silva
Avenida Onze de Junho, 911 ap. 210
São Paulo, SP, Brasil - CEP: 04041-053
E-mail: virgilio@grad.unifesp.br

Artigo recebido em 7 de novembro de 2007
Artigo aprovado em 26 de abril de 2008

 

 

Trabalho realizado na Disciplina de Cirurgia Cardiovascular da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, São Paulo, SP, Brasil.

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