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Psicologia: Reflexão e Crítica

Print version ISSN 0102-7972

Psicol. Reflex. Crit. vol.11 n.2 Porto Alegre  1998

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79721998000200016 

Carolina Martuscelli Bori: uma cientista brasileira1

Maria Amelia Matos
Ana Maria Almeida Carvalho
Universidade de São Paulo

 

 

Em 1983, durante a XXXI Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, realizada em Belém, Carolina Bori propôs a um fórum de psicólogos, -docentes e pesquisadores atuando em cursos de pós-graduação,-, a criação da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia, e assim a ANPEPP foi fundada.

Hoje, 15 anos depois esta Associação homenageia a Professora Emérita Doutora Carolina Martuscelli Bori como uma das personalidades reconhecidamente das mais expressivas na psicologia e na ciência brasileiras.

Militância é a palavra que, cremos, melhor caracteriza a natureza da atuação de Carolina Bori em suas inúmeras frentes de trabalho. Militância na formação de docentes, pesquisadores e docentes/ pesquisadores; militância na implantação de cursos de Psicologia de graduação e de pós-graduação em várias universidades brasileiras; militância na implantação de laboratórios de Psicologia Experimental em todo o Brasil e, principalmente, na criação de uma mentalidade condizente; militância na introdução e consolidação da Análise Experimental do Comportamento em nosso meio científico; militância junto a associações e órgãos de fomento, para viabilizar políticas adequadas de incentivo à pesquisa, e não apenas para a Psicologia mas para a ciência em geral; militância no esforço permanente de implementar melhores condições de educação, através de programação de cursos, de formação e aperfeiçoamento de docentes de 1o., 2o. e 3o. graus; militância na divulgação da ciência para os jovens e para a população em geral; e militância, -com não menos empenho,- na liderança da comunidade científica em prol da redemocratização do país, da defesa dos direitos humanos e de todas as outras lutas que o país tem assistido nas últimas décadas.

Não se trata de exagero de minha parte, -e sim da parte dela: um número recente da revista do Instituto de Psicologia da USP, com mais de 300 páginas, inteiramente dedicado a ela, retrata apenas palidamente a extensa e diversificada atuação de Carolina Bori, em favor da Psicologia, da ciência, da educação e da sociedade brasileiras2. Assim, não é fácil apresentar uma fala que represente de forma minimamente adequada a amplitude e relevância de suas contribuições. Essa tarefa é ainda mais difícil pelo elegante costume que Carolina tem de não alardear suas realizações e os frutos de seu trabalho. Um exemplo disso é o fato de nunca ter adotado a prática corrente de assinar a co-autoria das inúmeras publicações resultantes de seu trabalho de orientação das mais de 100 teses e dissertações orientadas no decorrer de sua contribuição (que ainda hoje continua!) para consolidação de vários cursos de pós-graduação em diferentes instituições universitárias.

Ao longo de sua carreira, tanto no ensino como na pesquisa, sua atuação se espalha pelas mais diversas áreas: dando aulas, traduzindo livros, realizando pesquisas, publicando, e orientando pesquisas, ela atuou em Psicologia Social, Psicologia da Personalidade, Psicologia Educacional, Psicologia Experimental, Metodologia da Pesquisa, Análise Experimental do Comportamento, e Ensino Programado. Isto se reflete sem dúvida na diversidade dos temas de teses e dissertações orientadas por Carolina em mais de quatro décadas de trabalho incessante para a pós-graduação neste país.

Carolina Martuscelli Bori graduou-se em 1947 em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, depois de concluir o antigo Curso Normal, e foi contratada, pela própria USP como Professora Assistente de Psicologia, em 1948. A partir desse início de carreira aparentemente comum, sua atividade desdobrou-se prodigiosamente, irradiando-se através da Psicologia para a Educação, a Ciência em geral, a política científica e a defesa da sociedade, sempre de uma forma profundamente integrada e íntegra.

Essa integração parece se explicar por um traço marcante de Carolina: um sentimento profundo de cidadania e de interesse pelo país, assentado em uma convicção, igualmente profunda, de que um desenvolvimento econômico consistente e socialmente justo, em uma nação independente, é inviável sem educação, pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico autônomos. Esta postura socialmente comprometida caracteriza e unifica a atuação de Carolina em todas as suas frentes.

Carolina Bori trabalhou, ao mesmo tempo, pela consolidação da Psicologia como ciência na Universidade e na sociedade, e pela contribuição da Psicologia para a Educação em todos os níveis. Nesse processo, acabou contribuindo também de forma inestimável para a consolidação da ciência brasileira, especialmente através de sua atuação na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência; mas, também em todas as outras frentes que se apresentaram – órgãos de fomento, associações científicas diversas, entre as quais algumas ela ajudou a criar, como a Sociedade de Psicologia de São Paulo, a Sociedade Brasileira de Psicologia e a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia.

Contribuiu também para o comprometimento da comunidade acadêmica com as grandes questões políticas e sociais de uma fase especialmente conturbada da vida nacional: a extinção do AI-5, a defesa dos direitos humanos, a liberdade de reunião e de expressão, e a luta contra o programa nuclear, foram apenas algumas das bandeiras que a comunidade científica brasileira levantou nas últimas décadas, sempre com a participação ativa e, muitas vezes, sob a liderança de Carolina Bori.

Em todas essas frentes a atuação de Carolina é marcada sempre por sua consciência e coerência em relação ao papel da ciência e dos cientistas na sociedade. Nos seus cinqüenta anos de atividade acadêmica, desde sua contratação inicial pela Universidade de São Paulo, nunca buscou o brilho nem vantagens pessoais. Intransigente na defesa de seus ideais, cede facilmente o terreno quando se trata de honrarias, na verdade sente-se profundamente embaraçada por essas cerimônias, reservada e discreta que é.

Em sua atuação inicial como Professora Assistente, Carolina lecionava Psicologia para vários outros cursos, já que o curso de Psicologia ainda não tinha sido implantado no país. Em 1952 defendeu sua dissertação de mestrado, sob orientação da Dra. Tamara Dembo, na New School for Social Research em Nova Iorque. Em 1954 defendeu, na Universidade de São Paulo, sua tese de doutorado, sob a orientação da Dra. Annita de Castilho e Marcondes Cabral. Durante alguns anos colaborou como pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais (CBPE). Por ocasião da criação do curso de Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em 1958, criação esta por proposta da Dra. Annita Cabral, Carolina estava envolvida principalmente com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro, onde seria contratada como Professora Titular de Psicologia em 1959. Trabalhava também junto à Cadeira de Psicologia Educacional da USP dando aulas de Psicologia Social para alunos de Pedagogia, e, enquanto nesta cadeira, posteriormente veio a ministrar aulas de Psicologia da Personalidade para alunos do curso de Psicologia.

Nestes primeiros anos da década de 60 Carolina teve um papel vital para a consolidação da Psicologia no país, como ciência e como profissão. Foi sua atuação, inicialmente à frente da Associação Brasileira de Psicologia e depois à frente da Sociedade de Psicologia de São Paulo que garantiu a regulamentação da profissão de psicólogo no país e o decreto-lei que determina o currículo mínimo para a formação em Psicologia. Em 1958 um grupo de médicos, liderados por Newton Campos, médico psiquiatra e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tentava fazer passar uma lei que, regulamentando o exercício profissional do psicólogo, o restringia às funções de mero auxiliar de médico, tipo "enfermeira sem formação biológica". Carolina Bori liderou um movimento de rejeição da proposta do Rio de Janeiro e de elaboração e aprovação dos estatutos que, ainda hoje, regulamentam o exercício profissional independente do psicólogo no Brasil.

Como aluna da primeira turma de formandos em Psicologia na USP, eu me lembro de reuniões em salas de aula no terceiro andar na Maria Antônia e no vizinho Colégio "Rio Branco", onde se discutia acalorada e apaixonadamente, ao lado da questão do exercício profissional, e a seu pretexto, a questão mais básica da formação acadêmica e profissional em Psicologia. Discutiam-se experiências realizadas em outros países e as necessidades do Brasil; discutiam-se o modelo de psicólogo que se desejava formar e as condições para isso. Em todos esses momentos as intervenções de Carolina recolocavam o rumo dos debates, elevavam o nível das aspirações, e serenavam os ânimos. Mais do que isso, produziam propostas concretas que desaguavam em projetos e ante-projetos de lei. E essas propostas não ficavam no papel: à frente da Sociedade de Psicologia de São Paulo ela organizava grupos de estudantes e profissionais para irem a campo obter assinaturas de apoio da comunidade aos estatutos do exercício da profissão de psicólogo no Brasil; organizava comissões de professores, profissionais e estudantes para visitarem políticos e obterem apoio para a aprovação da lei de regulamentação da formação em Psicologia. Foi membro da comissão de estudos que elaborou o projeto de lei para a constituição do currículo mínimo para cursos de Psicologia, até hoje em vigor. Foi presidente da comissão que supervisionou a transição entre esses dois momentos do exercício profissional, realizando a delicada tarefa de, defendendo a recém criada profissão, proteger os direitos daqueles que, sem diploma ou registro, já a praticavam no país.

Lutou pela transformação no ensino da Psicologia e pela formação científica do psicólogo, abriu, a faca, espaço para atividades de laboratório já a nível do ensino de graduação em Psicologia. Criou e implantou o primeiro, e, talvez o único, projeto para o planejamento e construção de equipamentos nacionais para uso em laboratórios didáticos em Psicologia. Consolidou o ensino da Psicologia Experimental em nossas escolas e, com isso, garantiu definitivamente um espaço considerável para a pesquisa em Psicologia no Brasil.

Durante a tumultuada reforma universitária desencadeada a partir de 1968, garantiu a transformação da antiga Cadeira de Psicologia da Universidade de São Paulo em um exemplar Departamento de Psicologia Social e Experimental. É nesse mesmo contexto que se dá a criação do regime novo de pós-graduação nessa universidade, no qual Carolina também teve um papel de destaque. Foi Carolina, juntamente com alguns outros docentes a essa altura já vinculados ao Departamento, quem liderou a implantação do novo regime na Universidade de São Paulo, e que, durante muito tempo, foi modelo para os demais no país. Indicada como coordenadora da pós-graduação do Instituto de Psicologia da USP, Carolina lutou para que a regulamentação do curso enfatizasse a pesquisa através da valorização diferencial de créditos em disciplinas teóricas e de disciplinas com trabalho de laboratório e/ou de campo. Como ela diz: 3

"Eu achei que isso foi um ganho... Hoje se vê muita pesquisa, naquela época não tinha... E também se colocou a monitoria...nem hoje se consegue fazer essa união de ensino e pesquisa... Os cursos de graduação eram muito animados com os monitores (ajudando)... Nós conseguimos o (reconhecimento do) mestrado, o reconhecimento como centro de excelência, logo no começo... Isso ajudou muito a criar um clima... A pós-graduação exigiu muito dos professores, mas o lado gostoso é que ela apareceu numa época difícil, a universidade mutilada (pela ditadura), ver alguma coisa aparecendo... Eu tenho a impressão de que a gente se agarrou a ela por esse lado... Discutíamos constantemente, todo mundo estava correndo com seus doutorados (no regime antigo, de transição), trabalhando... Como uma colméia... Fazia-se reunião de departamento constantemente, mesmo depois, quando passamos a ter chefes de departamento impostos"  

Se não esteve à frente do processo de criação do curso de Psicologia na USP, Carolina o fez na Universidade de Brasília e, posteriormente na Universidade Federal de São Carlos. Na primeira, assessorou ainda Darcy Ribeiro na idealização da estrutura dos cursos de formação básica naquela Universidade. Na segunda, idealizou e organizou o Curso de Mestrado em Educação Especial, um dos melhores do gênero no país. Participou das discussões de criação do Curso de Mestrado em Análise do Comportamento na Universidade Federal do Pará. Assessorou a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte na criação de núcleos de pesquisa em ciências exatas e biológicas de aplicação regional.

Suas pesquisas e análises a levaram a dar ao Sistema Personalizado de Ensino um novo e inteiramente diferente rumo: centrando-se na identificação e análise das diferentes contingências envolvidas nos objetivos de ensino, e na programação de atividades que garantissem essas contingências. Neste sentido influenciou não só o ensino em Psicologia Experimental, mas também em outras áreas, como a Física, Química, Engenharia, Biologia, Arquitetura, e, mais recentemente, a Informática. Na década de setenta, alterou profundamente o ensino nas escolas técnicas de segundo e terceiro grau no país, introduzindo, no CENAFOR-Centro Nacional de Formação Profissional, o treinamento de técnicos e professores em programação de ensino.

Sua ânsia de promover a ciência e a formação científica não se limita ao ensino superior. Durante anos, colaborando no Concurso "Cientistas do Amanhã", do Instituto Brasileiro de Educação, Cultura e Ciência da UNESCO (IBECC-UNESCO), e depois no Congresso "Jovens Cientistas", da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, orientou jovens estudantes secundaristas de maneira a poderem prosseguir em seus projetos. Mais recentemente, à frente do Projeto "Estação Ciência" quando de sua transição quase moribunda do CNPQ para a USP, recuperou esse ideal de iniciação científica para jovens, transformando-o numa das mais bem sucedidas iniciativas de divulgação científica no país. Criou junto ao IBECC um grupo de apoio ao professor secundário com uma publicação regular com notícias de interesse ao professorado bem como resumos e títulos de artigos publicados no país e no exterior dando conta dos progressos científicos recentes. Propôs para a USP a criação, em bases permanentes, de uma escola de extensão para professores de ciência, e nesse sentido trabalha hoje no NUPES-Núcleo de Pesquisa em Ensino Superior na USP.

Nada disso porém, é feito fora de um contexto de profunda noção de responsabilidade social e comprometimento com o desenvolvimento político do país. Que formas de atuação política cabem legitimamente aos cientistas e suas associações? Esta questão controvertida e sem respostas definitivas não impediu Carolina Bori de atuar, consistentemente, em diversas frentes e com diversas armas, no sentido de envolver a comunidade científica na vida do país e em todas as questões politicamente relevantes para as quais a ciência brasileira poderia contribuir, a começar pela educação, instrumento fundamental da cidadania e de desenvolvimento sócio-econômico.

Profundamente preocupada com a disseminação do conhecimento científico Carolina Bori promoveu de várias maneiras o acesso de um maior número de pessoas a publicações científicas. Foi durante as gestões de Carolina Bori à frente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência que se implantaram programas de divulgação científica como as revistas "Ciência Hoje" e "Ciência Hoje das Crianças", e o programa "Ciência Hoje pelo Rádio", para não falar novamente de sua atuação no IBECC, na Estação Ciência, no NUPES e em tantos outros projetos e instituições. Da mesma natureza é sua atuação em comissões e grupos de trabalho ligados ao desenvolvimento, criação, e edição de revistas científicas em Psicologia: "Psicologia-revista trimestral", "Temas em Psicologia", "Cadernos de Psicologia", são alguns dos títulos de que nos lembramos no momento. Mas, para além da Psicologia, e do país, Carolina Bori participou também da criação da Associação Interciência, e da sua revista a "Interciência", ambas, associação e revista, espaços de interação entre a ciência brasileira e a de países latino-americanos.

Desenvolvimento científico e tecnológico autônomos, indispensáveis para a transformação do país, requerem verbas e apoio de agências de fomento. Carolina Bori participou também da luta por recursos, tanto para a Psicologia como para a ciência em geral: junto à FAPESP, à CAPES, ao FINEP, ao CNPQ, e à frente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência quando da implantação do PADCT, programa de recursos para a ciência e tecnologia.

Sua participação na criação e na diretoria provisória de implantação da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo - ADUSP, pioneira das associações docentes no país, mais uma vez mostra outra faceta de sua atuação política. Mas, foi principalmente ao longo de várias gestões como parte da Diretoria da SBPC que Carolina Bori quebrou os tabus políticos mais resistentes deste país: uma mulher à frente dos cientistas brasileiros; uma pesquisadora na área de Psicologia, cujo status de ciência ela tanto contribuiu para criar em nosso meio; uma cientista com a clareza e a coragem de liderar a comunidade científica na luta por questões fundamentais no processo de redemocratização do país.

A Carolina, à Prof. Carolina, a Dona Carolina, à militante da ciência, da educação e da Psicologia no Brasil, o tributo de admiração e respeito da comunidade científica que ela tão bem soube representar e liderar.

Uma súmula do currículo de Carolina Bori, que transcrevemos abaixo, pode dar uma idéia da diversidade e a abrangência de sua atuação, bem como da de sua história através dos depoimentos de seus pares. constância e da intensidade de sua participação na vida acadêmica brasileira. A qualidade dessa atuação, no entanto, só pode ser bem reconhecida no detalhamento Quantidades, como todos sabemos, e como Carolina muitas vezes defendeu, nem sempre revelam qualidades.

Atividades atuais

® Professor Emérito do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 1994.

® Membro do Conselho Diretor da Fundação "Universidade de Brasília, 1994.

® Coordenador do Núcleo de Documentação sobre Formação Científica do Instituto Brasileiro de Educação, Cultura e Ciência (IBECC), 1984.

® Presidente de Honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, 1989.

® Diretor Científico do Instituto Brasileiro de Educação, Cultura e Ciência - Comissão de São Paulo, 1993.

® Diretor Científico do Núcleo de Pesquisas sobre Ensino Superior da Universidade de São Paulo (NUPES), 1996.  

® Membro da Comissão de Especialistas em Psicologia do Ministério da Educação e do Desporto/SESU, 1997.

Atividades anteriores

® Professor Assistente de Psicologia, USP, 1948-1953.

® Master of Arts pela Graduate School of the New School for Social Research, em 1952 sob a orientação de Tâmara Dembo.

® Doutora em Psicologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, em 1954, sob a orientação de Annita de Castilho e Marcondes Cabral.

® Presidente da Associação Brasileira de Psicologia, 1954-55, e 1963-1965.

® Pesquisador Associado, Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, Rio de Janeiro, 1956-1962.

® Professor Titular de Psicologia, Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Rio Claro, SP, 1959.

® Presidente da Sociedade de Psicologia de São Paulo, 1960-1961.

® Organizador e Chefe do Departamento de Psicologia, Universidade de Brasília, 1963-1965.

® Professor Titular de Psicologia, Universidade de Brasília, DF, 1963.

® Research Associate, Institute of Latin American Research, University of Texas, Austin, 1966.

® Visiting Professor, University of Texas, Austin, 1966-1967.

® Chefe do Departamento de Psicologia Social e Experimental do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 1968-1969

® Presidente da Associação de Modificação de Comportamento, 1969-1973.

® Chefe do Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 1969-1971.

® Presidente da Comissão de Pós-Graduação em Psicologia do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 1970-1984.

® Primeiro Secretário da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, 1973-1977.

® Membro do Conselho Deliberativo da Associação de Modificação de Comportamento, 1975-1976.

® Diretor do Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Carlos, 1976-1979.

® Membro do grupo de trabalho da Associação de Auxiliares de Ensino da USP responsável pela organização e criação da Associação de Docentes da USP (ADUSP), 1976.

® Segunda Tesoureira da Diretoria Provisória responsável pela implantação da ADUSP, 1976.

® Secretário Geral da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, 1977-1981.

® Membro do Conselho de Curadores da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento de Ciências, 1977-1979, e 1983-1985.

® Vice-Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, 1981-1986.

® Professor Adjunto da Universidade Federal de São Carlos, 1982-1983.

® Membro do Comitê Assessor em Ciências Humanas e Sociais do Conselho Nacional de Pesquisa - CNPQ, 1982-1984.

® Diretor Secretário Geral do Instituto Brasileiro de Educação, Cultura e Ciência - Comissão de São Paulo, 1982-1992.

® Vice-presidente da Associação Interciência, 1983-1985.

® Membro da Comissão de Implantação do PADCT / CAPES / MEC, 1983.

® Presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia, 1984-1986.

® Presidente de Área da Comissão de Acompanhamento e Avaliação de Cursos de Pós-Graduação do CAPES/MEC, 1985-1987.

® Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, 1986-1989.

® Coordenador do Projeto "Estação Ciência", Universidade de São Paulo/CNPQ, 1990-1994.

® Presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia, 1992-1993.

® Coordenador do Conselho do Núcleo de Pesquisa para o Ensino Superior-(NUPES), 1995-1996.

® Presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia, 1992-1993

® Presidente da Comissão de Especialistas de Psicologia do Ministério da Educação e do Desporto/ SESU, 1995-1996.

® Membro do Conselho Editorial do The Journal of Personalized Instruction, Georgetown University, Washington.

® Membro do Conselho Editorial de Ciência e Cultura, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

® Membro do Conselho Editorial de Arquivos Brasileiros de Psicologia, Fundação Getúlio Vargas.

® Co-editor de Psicologia, Sociedade de Estudos Psicológicos.

® Editor de Catálogos de Resenhas de Trabalhos sobre Ensino de Ciências e Matemática, 1985-1995.

® Membro do Conselho Editorial de Ciência Hoje, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

® Membro do Conselho Editorial de Revista de Fisioterapia da USP, Universidade de São Paulo.

® Membro do Conselho Editorial de Revista de Psicologia do Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.

 

 

1 Fala apresentada em Gramado, RS, por ocasião de homenagem prestada pela Diretoria da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia -ANPEPP- à Professora Carolina M. Bori, em cerimônia de abertura do VII Simpósio Nacional de Pesquisa e Intercâmbio Científico, Maio de 1998.
2 Psicologia e Ciência no Brasil (1998) volume 9, número 1, da Revista Psicologia-USP.
3 Excerto de entrevista com a Professora Carolina M. Bori, concedida a Ana M. A. Carvalho em 1994.