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Psicologia: Reflexão e Crítica

Print version ISSN 0102-7972

Psicol. Reflex. Crit. vol.12 n.1 Porto Alegre  1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79721999000100001 

Editorial

 

 

Há três anos atrás assumi a edição da Psicologia Reflexão e Crítica. Essa tem sido uma experiência muito especial na minha trajetória profissional, pelo crescente aprendizado e desafio diante de situações novas e enriquecedoras. Aproveito o lançamento no volume 12, número 1, de 1999, para prestar contas a todos que acreditaram no meu trabalho e que colaboraram com ele. Desde maio de 1996, foram publicados, além do corrente, sete números de nossa Psicologia Reflexão e Crítica sob minha edição e um número por editor convidado. São 1700 páginas de pesquisas empíricas, ensaios, revisões da literatura, relatos de experiências, resenhas e notícias sobre a Psicologia brasileira e internacional. Autores de todos os cantos do Brasil e de alguns outros países, assim como conselheiros e consultores têm acreditado em nossa revista e trabalhado muito para fazê-la cada vez melhor. Funcionamos como uma linha de montagem, que busca ser coesa e promover a qualidade da publicação científica em nosso país. Poderíamos traçar o mapa do Brasil apontando todas as bibliotecas (n=100) que recebem a nossa revista, seja no sistema de permuta ou assinatura, não esquecendo as bibliotecas de países de Língua Portuguesa (n=30) e Espanhola (n=10). Estamos indexados em três sistemas internacionais (recentemente fomos introduzidos no LILACS) e em um sistema nacional (Index-Psi – Periódicos) e iniciamos, a divulgação eletrônica através do SciELO (Scientific Electronic Library Online). Conseguimos o patrocínio da editora Artes Médicas por dois anos. Tivemos 99 artigos publicados, 45 rejeitados e 122 ainda estão em processo. Buscamos melhorar o processo de diagramação e editoração, para apresentar ao nosso assinante um material mais interessante para sua consulta e leitura. Introduzimos algumas etapas ao processo editorial para garantir a qualidade da publicação, que consideramos muito produtivas, como por exemplo a troca dos pareceres entre os consultores, que se revelou uma atividade educativa e certamente melhorou a qualidade da apreciação dos manuscritos. Revisamos, sistematicamente, as Normas de Publicação da revista, propiciando ao autor um melhor entendimento dos passos do processo editorial e dos critérios de arbitragem que sofrerá o seu manuscrito submetido. Introduzimos a exigência de um compromisso do autor diante da revista, com respeito aos procedimentos éticos na execução de seu trabalho e a concessão por escrito dos direitos autorais.

Esse sucesso é produto do trabalho de uma grande equipe de autores, consultores, conselheiros, revisores gráficos, diagramadores e editor, que contribuem com a nossa Psicologia Reflexão e Crítica. O Curso de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul tem sido um grande apoio para a revista, propiciando as condições para que mantenha sua regularidade e qualidade. Associamos a esse CPG, o carinho e a fidelidade de nossos assinantes, sem os quais seria impossível manter os custos de produzir uma revista. Certamente, todo o trabalho tem ainda mais valor, porque temos a garantia de que muitos se importam! E continuaremos na luta como equipe, e eu por mais três anos como editora, contando com o apoio e a dedicação de todos que até aqui colaboraram e dos que quiserem se engajar a nós!

Mas não será só isso que vocês enfrentarão ao me terem como editora por mais tempo. Muitos de vocês, que hoje recebem mais um número de nossa revista, estejam certos de que no nosso próximo encontro, estarei lá eu, vendendo a revista atrás de uma banquinha (muitas vezes improvisada), ou entregando a vocês um folhetinho para renovação da assinatura e querendo distribuir, o que eu chamo, maternalmente, de a revista mais bonita do Brasil. Não entendo como pouco digno para uma doutora ser uma camelô da ciência, se essa tarefa puder levar ao sucesso de divulgação dessa revista e a integração da comunidade científica. Vou continuar conclamando a todos para utilizar periódicos na sala de aula, a habituar os estudantes à leitura de pesquisas, a ler e citar pesquisas brasileiras. Vou, também, desafiar os pesquisadores a botar sua produção à prova, submetendo seus estudos a processos de avaliação editorial. Mais ainda, acredito que tudo que aprendi nessa trajetória, hoje me autoriza a fazer sugestões e a indicar estratégias para otimizar o processo editorial e a satisfação de autores, conselheiros, consultores e leitores com a revista. Sugiro ao autor, por exemplo, que se preocupe em submeter seu trabalho da forma mais clara e pronta possível. Uma revisão aprofundada das normas, da digitação e do Português ajudam muito nessa etapa. Um manuscrito bem apresentado dá mais credibilidade ao trabalho do autor (Como confiar nos dados de um estudo, no qual o autor não se preocupou em corrigir os erros de linguagem e de digitação e não se preocupou com as normas propostas pela revista?). Uma outra sugestão consiste em recomendar ao autor que solicite a um colega produtivo da mesma área, para apreciar o manuscrito, antes que o mesmo seja submetido. Essa apreciação apurará a clareza e o potencial para aceitação desse material. Ao consultor e ao conselheiro solicito que atendam a data limite para a análise do manuscrito e retorno ao editor, e que busquem elaborar pareceres construtivos ao trabalho avaliado, sabendo que o autor investiu muito para chegar a essa versão de seu trabalho. Para manter a regularidade e atualidade da revista é fundamental que o apreciador adiante o seu trabalho, garantindo a fluidez do processo editorial. Para manter um padrão elevado de qualidade da revista, é importante que o apreciador seja mais e mais exigente e cuidadoso em seu parecer. Ao editor cabe participar de todos os momentos desse processo, comunicando-se e estando à disposição de toda a equipe de trabalho para publicar pesquisas e ensaios recentes para consumo da comunidade científica. E a isso me comprometo! Fica aqui o meu compromisso de continuar aprendendo, para cada vez mais, me aventurar a sugerir e a exigir da comunidade científica em Psicologia desse país. Isso é História da Psicologia e queremos como equipe editorial fazer parte dela!

Com imensa satisfação entrego a vocês esse novo número! Comentem, perguntem, critiquem, sugiram, ajudem a Psicologia Reflexão e Crítica a crescer!

 

 

Sílvia Helena Koller
Editora