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Psicologia: Reflexão e Crítica

Print version ISSN 0102-7972

Psicol. Reflex. Crit. vol.12 n.1 Porto Alegre  1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79721999000100017 

Maria Helena Novaes: Uma Homenagem

Maria Euchares Motta1
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

 

 

Agradeço à prof.ª Terezinha Féres-Carneiro e ao prof. Claudio Hutz, respectivamente presidente e vice presidente da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Psicologia (ANPEPP), por me concederem a honra de estar aqui, neste momento, para homenagear um dos grandes valores da psicologia brasileira, cuja contribuição à Psicologia de um modo geral, e à Psicologia Escolar em particular, ostenta a marca da excelência e da inovação: a professora Maria Helena Novaes Mira.

Um breve recuo ao passado é suficiente para desvelar uma trajetória acadêmica pautada por uma genuína paixão pelo magistério e pela tendência sistemática a contextualizar o saber teórico. Mesmo ao optar pela formação em Psicologia, Maria Helena Novaes jamais relegou sua condição de educadora a um segundo plano. Ao contrário, dedicou-se à busca de alternativas que conciliassem a prática do magistério com a prática da psicologia. Tal como os sábios da antiga civilização grega, além de transmitir conhecimentos, sempre partilhou com os alunos sua enorme sabedoria ensinando-os, ao mesmo tempo, a produzir suas próprias idéias e pensamentos. A crença inabalável de que através do magistério seria possível contribuir não só para o desenvolvimento das potencialidades, mas também para o próprio processo de descoberta do mundo e da realidade sociocultural de seus alunos a fez escrever, em seu livro Adaptação Escolar, publicado em 1975:

Só ajuda o aluno a crescer o educador que se propõe a crescer também; só ensina alguma coisa aquele que está aberto para aprender; e só educa verdadeiramente quem vê diante de si uma trajetória de realizações criativas, buscando sempre se renovar, demonstrando o seu profundo respeito pelo outro e pela própria vida.

A tentativa contínua de integrar teoria e prática, aliada à busca de excelência são outras características marcantes da trajetória profissional de Maria Helena Novaes. Sua mente criativa e inovadora deixa sempre um rastro de idéias novas por onde passa, registradas em artigos, livros, folhetos, anais de congressos, vídeos, aulas e outras formas de comunicação acadêmico-científicas. Sua produtividade alcança níveis espantosos.

Uma insaciável sede de saber levou Maria Helena a ingressar na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Santa Úrsula aos 16 anos e a diplomar-se em Letras Neolatinas aos 19. Mas a jovem Maria Helena também se interessava pela arte, pela arqueologia, pela história e pela cultura, o que a levou a buscar, concomitantemente, o Curso de Museus Histórico e Artístico. No último ano, ao cursar Didática, teve seu interesse despertado pela Psicologia. Mas é preciso lembrar que, à época, não existia uma formação sistemática em psicologia. Sua grande facilidade para o aprendizado de idiomas a motivou a aprofundar práticas de línguas. Descobriu ali sua vocação para o magistério. Em seguida, foi conferir de perto o que aprendera no Curso de Museus e passou seis meses na Europa, percorrendo centros de arte e museus da Itália, França, Espanha, Portugal e Suíça.

O saber teórico nunca lhe bastou. Ao voltar da Europa, descobriu que a Associação Brasileira de Educação lançara um curso de Terapia Ocupacional, pioneiro no Brasil. Assim, além da oportunidade de adquirir prática no campo da Reabilitação, ainda pôde aumentar seus conhecimentos de psicologia e conhecer outras áreas que já a interessavam na época: a biologia e a anatomia. Três anos depois, após estagiar em vários hospitais do Rio de Janeiro, e acumular mais um diploma universitário, foi completar sua formação nos EUA e no Canadá onde conheceu diversos centros de formação em Reabilitação.

Ao regressar, o interesse pela psicologia falou mais alto e Maria Helena foi procurar o Instituto de Seleção e Orientação Profissional da Fundação Getúlio Vargas (ISOP/FGV), então dirigido pelo prof. Emílio Mira y Lopes, no qual foi admitida logo depois de um pequeno estágio. Aprendeu Psicologia Geral, Psicologia Experimental, Psicologia Diferencial, Psicoterapia, Técnica de Exames Psicológicos e Estatística e dedicou-se, profissionalmente, às atividades de diagnóstico e aconselhamento profissional, principalmente de adolescentes e adultos. Trabalhando com o Prof. Mira y Lopes, Maria Helena não apenas adquiriu formação sistemática em psicologia e exerceu a prática profissional, como iniciou sua carreira de pesquisadora, tendo realizado diversas pesquisas no campo da Psicologia Aplicada.

Na mesma época, Maria Helena juntou-se à equipe de profissionais fundadora da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR). Seu habitual nível de exigência levou-a a aperfeiçoar seus conhecimentos na Inglaterra. Graças a uma bolsa de estudos concedida pelo British Council, passou algum tempo estagiando no campo da Reabilitação Profissional para jovens e adultos, em centros de Reeducação e de Treinamento profissional ingleses. Na volta, organizou o Serviço de Psicologia e, ao longo de 20 anos, deu aulas de Psicologia na Escola de Formação de Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais, na ABBR.

Paralelamente, integrou a equipe pioneira do Gabinete de Psicologia da Escola Guatemala, escola experimental no Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP), onde teve a oportunidade de privar do convívio com o Prof. Anísio Teixeira. Nessa escola, criou um Serviço de Orientação Psicopedagógica que acabou se transformando num ponto de referência para outros serviços de atendimento, e em campo de estágio para alunos universitários. Também desenvolveu pesquisas no campo da Psicologia Escolar. Essa experiência, que se estendeu por onze anos, sedimentou o interesse de Maria Helena pela Psicologia Escolar e reforçou sua motivação pela Educação e pelos processos de Ensino-Aprendizagem. A necessidade de aprofundar o próprio conhecimento acerca da psicologia infantil foi uma decorrência natural dessa nova área de expertise para uma mente inquieta e ávida de saber como a de Maria Helena.

Fiel a seus próprios padrões de exigência, não demorou muito para conseguir outra bolsa de estudos, desta vez concedida pela UNESCO através do Ministério de Educação e Cultura (MEC), e seguir para a Universidade de Genebra e para o Instituto Jean-Jacques Rousseau, onde travou contato direto com o desenvolvimento mais relevante e progressista da época sobre psicologia infantil: a teoria piagetiana. Por um ano, teve como mestres ninguém menos do que Barbel Inhelder, R. Dottrens, André Rey e o próprio Jean Piaget. De lá seguiu para Paris e completou seus estudos com René Zazzo, Soubiran, Borel-Maisonny, Gratiot-Alphandéry, Miallaret. Aproveitou para visitar centros de reeducação da linguagem, centros de psicomotricidade, escolas especiais, centros de recuperação, serviços psico-médico-pedagógicos, clínicas psicológicas, não deixando escapar nada que lhe pudesse ampliar seus horizontes de compreensão sobre as possibilidades educativas dentro e fora dos muros escolares.

Um novo regresso, um novo espaço de atuação. Em 1959, Maria Helena Novaes já se destacava pela competência e pelo grau de excelência que sempre marcaram suas atividades. Portanto, não deve tê-la surpreendido o convite feito pelo Pe. Antonius Benkë, então Diretor do Instituto de Psicologia Aplicada da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde já funcionava, desde 1953, o primeiro curso de Formação de Psicólogos oferecido no país em nível universitário.

Professora e pesquisadora da PUC-Rio desde então, ainda no mesmo ano de seu ingresso nesta universidade Maria Helena implantou o curso de Psicologia Escolar e Problemas de Aprendizagem no currículo do curso de Psicologia, criando, assim, a oportunidade de trabalhar em nível teórico a psicologia que aplicava no Serviço de Psicologia da Escola Experimental do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP). Dessa experiência resultaram inúmeros artigos sobre linguagem, dislexia, diagnóstico escolar e estratégias de atendimento escolar, publicados nos Arquivos Brasileiros de Psicologia Aplicada. Ao mesmo tempo, utilizando a bateria de testes de organização percepto-motora já organizados com André Rey, na Suíça, e as provas de nível operatório de Jean Piaget, Maria Helena deu início a uma linha de pesquisa até então inédita no país, voltada para o diagnóstico e para o prognóstico escolar.

Nenhuma dessas atividades interrompeu a vinculação de Maria Helena com o ISOP/FGV, uma vez que, além de atuar junto as escolas secundárias do Rio de Janeiro, dando palestras sobre Orientação e Informação profissional, também continuou colaborando com o serviço de Orientação de Adolescentes e participando de convênios firmados por essa instituição. Já nos anos 60, designada para participar da criação de um Centro de Testes Psicológicos e Educacionais num convênio entre ISOP/FGV e Fundação Ford, com o objetivo de construir uma Bateria de Testes de Desenvolvimento Educacional padronizada no Brasil, é enviada pela Fundação Ford aos EUA para um estágio no Educational Testing Service da Universidade de Princeton. Dali seguiu para as universidades de Chicago, San Francisco, Berkeley e de New York, para conhecer o que houvesse de melhor. No contato com os mais famosos mestres da época no campo do teste psicológico - D. Super, C. Rogers, David McKinnon, Cronbach, R. Ebel, A. Jordan, A. Anastasi, E. Hagen e M. Kinget -, mais uma vez os conhecimentos que Maria Helena incorpora a seu vasto cabedal de saberes excede o esperado. Além de aprender a técnica de construção de testes, ela vislumbra, de quebra, uma tendência à unificação das ciências do comportamento humano e a possibilidade de aproximação das linhas teóricas da Psicologia no campo do Ensino-Aprendizagem. Sua produção da época reflete estes insights.

Buscando um domínio ainda maior no campo da construção de testes, das técnicas de padronização e de sua utilização na Educação, volta a fazer cursos com A. Anastasi, F. Davis e R. Ebel, posteriormente trazidos ao Brasil a convite do Centro de Estudos e Pesquisas de Testes Psicológicos (CETPP/ISOP). O resultado desta fase está registrado no Glossário de Termos Psicológicos, organizado em conjunto com o Dr. Octávio Martins, e em diversos folhetos ilustrativos, mais tarde reunidos no livro Testes e Medidas em Educação, publicado pela FGV.

Tal como anteriormente assinalado, em nenhum momento de sua trajetória profissional Maria Helena Novaes deixou de buscar a integração entre teoria e prática. Enquanto aprofundava seu conhecimento teórico-técnico das técnicas de exame psicológico, vinculou-se ao Centro de Orientação Juvenil (COJ) do Instituto Fernandes Figueira, Ministério da Saúde, atualmente, FIOCRUZ. No COJ, utilizava esses conhecimentos no diagnóstico de adolescentes com problemas de adaptação escolar e de aprendizagem, e também os aplicava na pesquisa com crianças portadoras de disritmia, hiperatividade e desvios neurológicos.

Poucos profissionais podem ostentar uma formação sistemática tão completa e diversificada quanto Maria Helena Novaes. Desde cedo, seu espaço de atuação no campo da psicologia, seja adquirindo, produzindo ou transmitindo conhecimentos, ultrapassou todas as fronteiras convencionais. Sua aprendizagem sempre se alimentou do contato direto com as fontes primárias do conhecimento buscado. Ela própria tornou-se fonte primária de um vasto corpo de conhecimentos produzidos no Brasil. Todo esse saber acumulado foi difundido nos veículos acadêmicos convencionais e através de uma participação intensa e diversificada em congressos, seminários, simpósios, cursos e outras atividades científicas e culturais, em âmbito nacional e internacional.

São incontáveis as vezes em que Maria Helena representa instituições brasileiras em eventos internacionais, em praticamente todos os continentes. No Brasil, percorreu quase todo o território nacional participando de mesas-redondas, seminários e outros eventos acadêmicos. Organiza cursos e palestras para diversos órgãos oficiais, de Secretarias Municipais de Educação à Escola Superior de Guerra. Colabora com o MEC há várias décadas, seja participando do planejamento de políticas nacionais, como vem fazendo no Centro Nacional de Educação Especial desde 1974, ou coordenando pesquisas, estudos e levantamentos, e supervisionando projetos na área de alunos superdotados e talentosos. Assessora, organiza, monta e presta serviços para inúmeras instituições particulares: já mostrou a museus a importância da linguagem do objeto e do pensar criativo; já partilhou sua vasta experiência no campo da Psicologia da Educação com profissionais de creche, com os que lidam com o deficiente auditivo e com aqueles dedicados ao superdotado. E sempre fez isto com o mesmo entusiasmo e dedicação com que ocupa cargos e comissões importantes, como a presidência da Associação Brasileira para Superdotados ou a participação na Comissão que regulamentou a Lei 4119 que cria a profissão do Psicólogo. Recentemente, foi à Rocinha, maior favela do país, para montar um "programa educativo de estimulação integral para o desenvolvimento de crianças bem dotadas". Saiu de lá com uma sofisticada "matriz de referência para o desenvolvimento de potencialidades", como quem não quer nada. Ou melhor, com a mesma modéstia e simplicidade que a faz deixar quieta na gaveta a medalha da Ordem Nacional do Mérito Educativo com a qual foi agraciada pelo Presidente da República, em 1994. Com a mesma humildade que a faz esquecer de contar aos colegas que seu trabalho, "A universidade no Terceiro milênio: uma reviravolta imaginada", foi premiado no concurso Propostas para uma universidade no terceiro milênio, patrocinado pela Fundação Universitária José Bonifácio. E com a mesma seriedade e motivação que a faz escrever o livro Psicologia para criança entender, em resposta à um pequerrucho de 9 anos interessado em entender o que é a psicologia. Quanto à "matriz de referência para o desenvolvimento de potencialidades", está sendo utilizada na Rocinha e na Faculdade de Educação da Universidade de Toronto, Canadá.

Ela própria talentosa e superdotada, não contente com as especialidades adquiridas, nunca deu por terminada sua formação. Fiel a si própria, continuou acreditando sempre que só ajuda o aluno a crescer o educador que se propõe a crescer também; só ensina alguma coisa aquele que está aberto para aprender (Opus cit.). Desse modo, doutorou-se na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e fez concurso para Livre Docência na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em seguida, voltou à Suíça para fazer pós-doutoramento no Centro de Epistemologia Genética com Jean Piaget e à França, para trabalhar, com René e Bianka Zazzo, no Laboratório de Psicobiologia infantil da Universidade Paris V. Estes estudos inspiraram Maria Helena a criar um modelo interpretativo da ação pedagógica, que está desenvolvido no livro Psicologia Pedagógica, publicado pela Ed. Achiamé.

Maria Helena sempre escreveu muito e muito bem. Ela dá à palavra um trato próprio, mantém com ela uma relação quase lúdica. Quando se interessou pelo estudo do idoso, ou da Terceira Idade como é o consenso hoje em dia, seu senso de humor, originalidade e flexibilidade ideativa a levaram a cunhar um outro termo, a Nova Idade, conforme intitulava seus projetos voltados para essa faixa etária. Ela gosta de escrever e sempre teve muito a dizer. Seu senso crítico aliado à rapidez do pensamento a colocam sempre um passo a frente: Maria Helena já não desenvolve mais projetos voltados para o idoso mas sim projetos intergeracionais. Ela tem muito a dizer porque é toda integrada, vê sentido em tudo, não precisa jogar nenhuma idéia no lixo, diz Marina Lemette Moreira, sua grande amiga e parceira de trabalho no Núcleo de Estudos e Ação sobre o Menor (NEAM). E continua: Maria Helena aposta nas idéias; gosta das idéias, não importa se do Ph.D. ou da pessoa ignorante. Se a idéia é antiga, pobre ou fragmentada, não importa, pois consegue sempre dotá-la de interesse e de novos significados.

A riquíssima experiência de Maria Helena no campo da Psicologia Escolar foi divulgada no livro Psicologia Escolar, publicado pela Editora Vozes em 1970. Este livro foi adotado como texto básico em diversos cursos dessa disciplina, tendo sido, inclusive, traduzido para o espanhol. Diga-se, de passagem, que também foi traduzido para o espanhol o livro Psicologia da Criatividade. Mas a produção escrita, ainda que numerosa, é apenas uma das formas de divulgar seus conhecimentos. No intuito de mostrar a importância da criatividade na escola, Maria Helena realiza inúmeras palestras e conferências em centros educacionais sobre arte, criatividade e educação, e presta esclarecimentos tanto a diretores como a pais e professores. Tudo isso com a mesma naturalidade com que colabora com diversas universidades, seja em nível de graduação, pós-graduação ou extensão universitária, elaborando projetos, dando cursos, orientando alunos ou participando de bancas de tese e de dissertação e de bancas examinadoras em concursos públicos.

Seu senso ético e seriedade profissional a levaram a sempre retornar à comunidade o que aprende e o que apreende. E este retorno costuma vir com juros e correção monetária, pois Maria Helena é sempre farta em matéria de descobertas. Foi assim há décadas atrás, quando embarcou para Tokyo, cidade que sediou um Congresso Internacional de Psicologia. Lá teve a chance privilegiada de trocar idéias com psicólogos de todo o mundo e ao voltar, socializou o privilégio publicando imediatamente o relatório Tendências Internacionais da Psicologia. Tem sido assim com toda sua produção, na qual é possível traçar a intenção explícita de compartilhar as diversas etapas de seu aprendizado e seus interesses de pesquisa e profissionais. O que não chega a surpreender, uma vez que embora meritória, não se trata de uma intenção original. Surpreendente porque rara, contudo, é a amálgama de seriedade profissional, ternura, coragem e solidariedade que permitem a Maria Helena, diante do luto e do infortúnio, persistir em compartilhar com o outro a sabedoria advinda de suas experiências mais íntimas e dolorosas. Em seu último livro, A redescoberta do eu na perda, Maria Helena Novaes volta a inovar na "arte do ensinamento". Só que desta vez ela foi muito além dos conceitos da psicologia e da educação. Nesta obra, o que ela ensina é o verdadeiro sentido do amor.

 

Texto publicado por convite da Comissão Editorial da Revista Psicologia: Reflexão e Crítica, em homenagem a sua Conselheira Editorial Profa. Dra. Maria Helena Novaes. Recebido em 18.02.99

 

1 Endereço para correspondência: R. Marquês de São Vicente, 225 Rio de Janeiro, RJ,22453-900.