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Psicologia: Reflexão e Crítica

Print version ISSN 0102-7972On-line version ISSN 1678-7153

Psicol. Reflex. Crit. vol.15 no.1 Porto Alegre  2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722002000100001 

Editorial

 

 

É com a alegria do dever cumprido que entrego o último número com editora da Psicologia: Reflexão e Crítica. Ser editora é a mais fascinante e desafiadora das atividades profissionais com as quais me envolvi. Foi um privilégio ter tarefa através da qual o Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento da UFRGS presta sua significativa contribuição para o crescimento da àrea no Brasil e o aumento da produção qualificada de conhecimento. Faço aqui uma restropectiva deste seis anos de trabalho, meu e de muitos que, num ou outro momento, participaram da revista ao longo de sua trajetória de sucesso.

Iniciei minha atividade de editora, oficialmente, em maio de 1996, com a preparação do número 9(2) da revista. Em conjunto com a equipe do Centro de Estudos Psicológicos sobre Meninos e Meninas de Rua, do Instituto de Psicologia da UFRGS, havia editado, a convite, o número especial sobre "CrianÁas de rua" [9(1)]. Este trabalho despertou meu interesse pela editoração científica e aceitei, então, o desafio de assumir a revista no período de 1996 a 1999.

Minha primeira preocupação foi regularizar a circulação, editando o segundo número de 1995 (que se encontrava um pouco atrasado) e, assim, como editora, buscar merecer a confiança da comunidade científica da área. Eu era aprendiz e comecei a estudar editoração em todas as suas nuances, preocupando-me sempre com o compromisso científico, ético, funcional e estítico de ser editor. Era necessário manter a credibilidade e a visibilidade já conquistadas pela revista, gerar recursos para manutenção e promover a instalação de novos procedimentos. Mas era urgente "profissionalizar" a revista. Muito precisava ser feito para alcançar este objetivo. A experiência de ser autora e consultora em revistas nacionais e estrangeiras foi muito importante. Busquei, também, o auxílio de outros editores, procurando aprender com eles e integrar esforços. Estes aspectos foram extremamente relevantes para aprimorar o processo editorial da revista.

Contactei colegas diretamente para obter manuscritos e assinaturas para a revista. Desta forma, assumia um compromisso quase pessoal de responder com qualidade à confiança depositada em mim e na revista, mas era um risco necessário naquele momento. Gradualmente, a revista foi regularizada e cada nova aprendizagem, gerava aperfeiçoamento na produção. Vários fatos relevantes foram ocorrendo, conforme pode ser observado Tabela 1 (Fatos Marcantes na Trajetória 1995-2002 da Psicologia: Reflexão e Crítica). Foram implementadas melhorias na normalização da revista e nos procedimentos editoriais. Pesquisadores de todo o país e de várias áreas passaram a integrar o Conselho Editorial e a participar como consultores ad hoc. A comunicação entre os autores, conselheiros, consultores e comissão editorial foi agilizada. Todavia, um desafio fundamental, ainda, era aumentar a visibilidade da revista, cuja resposta se traduziu nas várias indexaçõrs em bases de dados internacionais e nacionais que ela hoje, orgulhosamente, alcançou. Outra conquista da maior relevância foi a disponibilização eletrônica, através do SciELO (Scientific Electronic Library Online, Bireme), que garante acesso livre, democrático e gratuito aos textos completos da revista pela Internet.

 

 

Em 1998, Psicologia: Reflexão e Crítica foi avaliada pela ANPEPP-CAPES como uma das melhores revistas do país, tendo âmbito nacional e qualidade A (conceito máximo). Fui reconduzida como editora por mais três anos (1999-2002). Neste segundo triênio, a trajetória de sucesso se manteve. Atualmente, nossa Psicologia: Reflexão e Crítica é considerada uma das mais importantes revistas do Brasil (segundo avaliação ANPEPP-CAPES, 2000), está indexada em onze bases de dados e em análise pelo Institute of Scientific Information. As Tabelas 2 e 3 apresentam dados sobre a autoria e o conteúdo, e um levantamento dos artigos submetidos, rejeitados, aceitos e de páginas publicadas pela revista de 1995 ao fascículo atual. Ambas refletem com fidedignidade a pujança e o sucesso alcançados nestes anos pela nossa Psicologia: Reflexão e Crítica. O número elevado de originais recebidos, o alto índice de rejeição, as limitações em publicar toda a demanda qualificada em curto intervalo de tempo, sem que fosse desatualizada, levaram ao aumento da periodicidade da revista (de semestral para quadrimestral, em 2002). A experiência de editar números especiais nos anos anteriores, também, contribuiu para que este novo desafio seja assumido daqui em diante.

 

 

 

 

Esta trajetória envolveu, certamente, muito trabalho e comprometimento pessoal, mas não poderia ter sido tão eficaz sem os vários apoios recebidos nestes seis anos. Agradeço a todos aqueles que me prestigiaram e que >acreditaram na minha dedicação e seriedade. Agradeço aos que comigo trabalharam - autores, conselheiros, consultores, revisores, diagramadores, secretárias e membros da comissão editorial - que em muito contribuíram para que a revista alcançasse o padrão de qualidade que hoje apresenta. Meus sinceros agradecimentos aos editores convidados dos números especiais: Grupo  PET-Psicologia/CAPES, Denise Bandeira e Maria Alice Pimenta Parente (UFRGS), Anna Carolina LoBianco (UFRJ), Maria C. D. P. Lyra (UFPE) e Maria Lúcia Seidl de Moura (UERJ). Muito obrigada por me auxiliarem a escrever esta história. Agradeço ao PPG Psicologia do Desenvolvimento/UFRGS e ao CNPq, pelo apoio financeiro à revista. Agradeço à Sociedade Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento pela parceria, desde 2001. Agradeço à Associação Brasileira de Editores Científicos, cujos membros muito me ensinaram sobre o fazer de uma revista de qualidade e a reconhecer o valor de meu papel como editora frente à comunidade científica, e que hoje me acolhem como conselheira.

Estou certa, no entanto, de que o melhor agradecimento a todos se reflete, no reconhecimento que a revista conquistou na comunidade científica brasileira. Por isso, sou, em nome de todos aqueles que participam da Psicologia: Reflexão e Crítica, imensamente grata a vocês, leitores e pesquisadores brasileiros.

Uma das maiores demonstrações de maturidade de uma revista é uma serena e amigável transmissão do cargo de editor. Desde Julho de 2001, essa importante missão é da nova editora, Cleonice Bosa, companheira muito querida de longa data, a quem desejo todo o sucesso e toda a força que a grande responsabilidade de editar uma revista científica em nosso país cobra de quem se dispõe a fazê-lo. E deixo com ela a certeza de que pode sempre continuar contando comigo!

Não me canso de reafirmar: muito, muito obrigada a todos. Pelo carinho. Pelo respeito. Pela confiança. Pelas oportunidades que me foram apresentadas.

Pelo enorme prazer de ter sentido que servir vale a pena!

Cordialmente,

Sílvia H. Koller
Editora

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