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Psicologia: Reflexão e Crítica

Print version ISSN 0102-7972

Psicol. Reflex. Crit. vol.15 no.2 Porto Alegre  2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722002000200022 

RESENHA

 

Freud e o esquecimento de Schopenhauer em Die Flucht ins Vergessen, de Marcel Zentner1

 

 

Rui Rothe-Neves2; Antonio Francisco das Neves

Universidade Federal de Minas Gerais

Endereço para correspondência

 

 

Ao título de seu ensaio Para um Uso Marxiano de Wittgenstein, Rossi-Landi apôs uma pequena nota esclarecendo o uso que faz, ali, do termo "marxiano". Este termo, diz ele, "refere-se ao uso do aparato filosófico e metodológico de Marx" (Rossi-Landi, 1985, p. 15), preferível ao termo "marxista", mais famoso, que reserva para os desenvolvimentos posteriores que ocorreram "sob a égide de seu nome e que atribuem ao próprio Marx uma espécie de infalibilidade acerca de muitas questões de importância enorme" (Rossi-Landi, 1985, p. 15). Essas palavras me parecem adequadas para iniciar a resenha de um livro que trata da pré-história da teoria de outro autor que, tal como Marx, como quis Foucault, é um dos pilares da nossa vida moderna: Freud.

O livro chama-se Die Flucht ins Vergessen, título que pode ser traduzido como A Fuga para o Esquecimento, publicado em 1995 pela WBG - Wissenschaftliche Buchgesellschaft (Alemanha) e que não foi publicado no Brasil até hoje. Seu autor, o psicólogo suíço Marcel Zentner, informa no subtítulo que se trata de um estudo sobre "o início da Psicanálise de Freud em Schopenhauer". Já na introdução percebemos que este é um livro "freudiano", apropriando para esse termo o sentido, pouco comum entre nós, que Rossi-Landi dá a "marxiano". Não é um livro "freudista". Participa da mesma intenção de pesquisa radical - que vai às raízes - do pai da Psicanálise, sem venerar a aura que lhe foi pespegada a partir de certo momento de sua vida e após sua morte, em razão de seus escritos. Foi este o principal motivo que nos levou a fazer esta resenha comentada, mesmo após decorridos 6 anos de seu lançamento (voltaremos ao assunto ao final da resenha). Procedendo como de costume em publicações acadêmicas, Zentner cuidou de resumir cada capítulo na introdução do livro, facilitando grandemente a consulta aos assuntos abordados. Portanto, nada melhor do que tais resumos para nos servir aqui de roteiro.

Indo às raízes da Psicanálise, Zentner defende a tese de que, à exceção do viés clínico, nada há nos conceitos fundamentais da obra de Freud que antes já não estivesse presente na obra do filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Ao defender esta tese, envolta em polêmica desde há muito, Zentner se volta contra uma afirmação do próprio Freud, de que lera Schopenhauer muito tarde em sua vida (Freud, 1925/1995, p. 62). Para fazê-lo, Zentner apresenta informações originais e inéditas. Parte delas é fruto de uma cuidadosa e sistemática comparação dos conceitos de Freud com os de Schopenhauer, utilizando para isso, pela primeira vez, manuscritos do filósofo que só se tornaram conhecidos recentemente. O mais interessante, no entanto, é que essa comparação é feita à luz de outro tipo de informação: documentos históricos que revelam as visitas de Schopenhauer, então egresso da Medicina, à ala psiquiátrica do hospital Charité de Berlim. Esses documentos foram objeto da tese de doutoramento de Zentner em História da Filosofia na Universidade de Zurique e constituem uma contribuição verdadeiramente original para o estudo da história da psiquiatria alemã, da biografia e da filosofia de Schopenhauer.

Das notas, fartas e bem cuidadas, depreende-se que a pesquisa histórica de Zentner foi possível graças a uma conjunção de fatores mais ou menos fortuitos que o pesquisador soube utilizar muito bem. Para começar, diz Zentner, na época em que Schopenhauer passou a freqüentar o hospital (1811), era chefe da psiquiatria do Charité o Dr. Ernst Horn, psiquiatra famoso. O Dr. Horn tinha uma certa obsessão por detalhes. De tempos em tempos, mandava recontar todos os pacientes internados, anotando as datas de entrada, motivo e procedência, num procedimento hoje corriqueiro. Em seu diário, registrava inclusive a variação de temperatura durante o dia. Chegou a providenciar que um artista desenhasse a bico-de-pena, um a um, o rosto de cada interno e, por esse motivo, remanesceu até os dias de hoje o retrato de um dos três pacientes visitados por Schopenhauer. Dois desses pacientes deixaram anotações escritas, publicadas por Zentner. Todas essas informações foram preservadas nos arquivos do Hospital ou nos de Schopenhauer e permaneceram inéditas até que Zentner se debruçasse sobre elas.

Baseado no cotejo dos escritos dos próprios internos e dos rascunhos produzidos por Schopenhauer naquela época, Zentner demonstrou que são daquele período muitas das idéias que aparecerão dispersas na mais importante obra de Schopenhauer, "O mundo como vontade e representação" (doravante referida como o "O mundo")3. A principal dentre essas idéias é a de que a loucura é causada pela necessidade de esquecer experiências dolorosas. Essa teoria da loucura que surge do esquecimento permaneceu adormecida — durante os anos em que Schopenhauer redigiu sua tese de doutoramento, publicada em 1813 — para reaparecer em "O mundo" em 1819, sem nunca ser devidamente sistematizada. Fundamental é que ela derivou da vivência empírica de Schopenhauer em encontros regulares com pacientes internos, "em uma época em que, na Alemanha, doença psíquica era considerada conseqüência de 'pecados' e os psiquiatras extraíam seus conhecimentos sobre essas doenças mentais das especulações filosóficas e teológicas" (Zentner, 1995, p. IX). O primeiro capítulo do livro de Zentner é, então, dedicado a recontar esta história.

O segundo capítulo traz uma apresentação da teoria de Schopenhauer sobre a loucura. Esta apresentação se baseia em "O mundo" e em dois opúsculos publicados mais recentemente, Handschriftliches Nachlass (que pode ser traduzido como "Manuscritos do Espólio") e Vorlesungen (Preleções), que permitem acompanhar o surgimento da sua teoria da loucura antes da forma que tomou na obra principal. Aqui, o objetivo do autor é "colocar sob a lupa a teoria clínica que Schopenhauer desenvolveu a partir de suas observações" (Zentner, 1995, p. 47). É curioso notar como o cerne da teoria schopenhaueriana da loucura já é ocupado por um mecanismo psíquico de exclusão de memórias indesejadas. Para esse mecanismo, Schopenhauer (s.d., 1941, 1974) utiliza o termo "amnésia" (Amnesie), enquanto Freud preferirá encará-lo como um processo, um mecanismo ativo, denominando-o desalojamento, repressão, recalque (Verdrängung).

Desse modo, em relação com o fenômeno da Verdrängung, já encontramos descritos em Schopenhauer uma teoria do conflito, os mecanismos de deslocamento (Verschiebung) e de formação substitutiva (Ersatzbildung) — tanto quanto a concepção de um benefício primário da doença, e da resistência. (Zentner, 1995, p. XIV)

Após essa comparação sistemática, Zentner acrescenta ainda alguns comentários acerca da causalidade única de ambas as teorias e sobre algumas concepções modernas a respeito da etiologia multideterminada das psiconeuroses.

No terceiro capítulo, o autor compara as concepções filosóficas gerais de Schopenhauer e de Freud sobre a natureza humana. O núcleo do capítulo é formado pela discussão dos conceitos de vontade (Wille) e intelecto (Intelekt) e seus papéis na teoria de Schopenhauer, contrapostos aos de id (Es) e ego (Ich), na teoria de Freud. Em ambos os pensadores, tais conceitos remontam à distinção, tradicional na filosofia alemã, entre dois aspectos da alma ou consciência. Tanto Schopenhauer quanto Freud consideram seu aspecto racional subordinado ao volitivo, ao contrário de outros, para quem o volitivo é conseqüência do juízo. Zentner compara os autores bastante didaticamente, dispondo os conceitos e seus predicados lado a lado em uma tabela. "Só então serão esclarecidas, em exemplos bem escolhidos, as antecipações de Schopenhauer com relação à dinâmica descrita por Freud entre ego e id" (Zentner, 1995, p. XV).

Zentner dedica o quarto capítulo a desmontar a tese, freqüentemente mencionada na literatura, a de que a hipótese freudiana da pulsão de morte (Todestrieb) radica em Schopenhauer. Ele parte da comparação de um aspecto específico da teoria de ambos os autores, o papel dos impulsos. Em primeiro lugar, apresenta a doutrina das pulsões de Freud (as versões anteriores e a reformulação de 1914) em comparação com a metafísica da vontade de Schopenhauer. Tanto para Freud quanto anteriormente para Schopenhauer os impulsos podem ser tomados como a matriz original, que permitiria compreender processos psíquicos, sociais e culturais. Em segundo lugar, Zentner considera os paralelos que há, na obra dos dois autores, das dependências entre caráter e destino, de cuja análise considera Freud um pioneiro.

Enquanto o fundador da Psicanálise vislumbra no domínio da pulsão de morte uma fonte fundamental do mal e do sofrimento, Schopenhauer vê na negação da vontade para a vida, muito ao contrário, o mais alto objetivo moral e o acesso para uma felicidade que, aliás, não é deste mundo. (Zentner, 1995, p. 131)

Ao abordar o tema do pessimismo no quinto capítulo, Zentner, baseado numa distinção conceitual, mostra que ele é concebido tanto por Schopenhauer quanto por Freud como do tipo hedonístico-psicológico, mais acentuadamente. "Esse pessimismo se baseia na premissa, de ambos os pensadores, de que o 'prazer' (Lust) ou 'ser feliz' (Glücklichsein) não é um fenômeno positivo, mas negativo, que se alimenta antes de tudo da libertação de um desprazer (Unlust)." (Zentner, 1995, p. XVI). Ao leitor familiarizado com a formação de palavras em alemão, não escapam os detalhes etimológicos desse comentário de Zentner. O termo Lust, geralmente traduzido por "prazer", assume também as acepções de desejo, gozo e "vontade de alguma coisa"; já Unlust, desprazer, pode significar ainda "repugnância" e "falta de vontade". Esta palavra é formada, como se observa, pelo prefixo de negação Un- e a palavra Lust. Como, para ambos os pensadores, na constelação de conceitos já explicitada antes, o prazer desempenha importante papel de fio condutor do indivíduo, o desprazer (Unlust) não é apenas falta, mas uma força reversa. É assim que Zentner nos mostra o caráter produtivo do pessimismo de Schopenhauer, compartilhado por Freud. Para terminar, Zentner ainda chama a atenção para o pouco ou nada conhecido otimismo de Schopenhauer, o que não deixa de ser surpreendente.

No sexto capítulo, Zentner se dedica a investigar a espinhosa questão de como se explicam todos esses paralelos entre Freud e Schopenhauer. Este capítulo é especialmente importante à luz da afirmativa do pensador vienense, de que seu contato com Schopenhauer só tenha se dado muito mais tarde na história da Psicanálise. Como escreveu Freud:

Mesmo quando me afastei da observação, evitei cuidadosamente qualquer contato com a filosofia propriamente dita.(...). O alto grau em que a Psicanálise coincide com a filosofia de Schopenhauer — ele não somente afirma o domínio das emoções e a suprema importância da sexualidade, mas também estava até mesmo cônscio do mecanismo da repressão — não deve ser remetida à minha familiaridade com seus ensinamentos. Li Schopenhauer muito tarde em minha vida. (Freud, 1925/1995, p. 62)

Deixando o tom filosófico dos capítulos anteriores, Zentner volta à pesquisa histórica, de que já se servira muito bem no primeiro capítulo. O autor reúne indícios, partindo principalmente da biografia e da correspondência de Freud, de que não teria sido possível a este ter passado sem qualquer contato com as idéias de Schopenhauer, muito populares à época. Zentner nos apresenta a história cultural — a partir de uma lista de suas apresentações, palestras e discussões — de um grupo de alunos que se autodenominou Clube de Leitura dos Estudantes Alemães de Viena, do qual Freud participou entre os anos de 1873-1878. As atividades do clube, em geral pouco consideradas pelos biógrafos de Freud, hoje podem ser conhecidas graças ao trabalho de William McGrath. Os principais autores debatidos pelo Clube eram Schopenhauer, cujas obras na virada do século alcançaram a marca de 180 mil exemplares vendidos, o jovem e schopenhaueriano Nietzsche e Richard Wagner (Zentner, 1995, p. XI). Além das atividades culturais do Clube de Leitura, Zentner discute a obra de Theodor Meynert, que, apoiado em Schopenhauer, projetara um modelo dualista da psique. Como se sabe, Meynert foi professor de Freud.

No sétimo capítulo, Zentner faz uma apreciação crítica concentrando-se, em sua primeira parte, nos paralelos entre Freud e Schopenhauer. A grande popularidade de Schopenhauer ao final do século XIX não foi à toa: ele introduziu uma mudança de aspecto na compreensão da natureza humana. No plano teórico, para Zentner, a façanha de Freud "consistiu amplamente em vestir as inovações de Schopenhauer com uma terminologia arredondada, correspondente ao espírito positivista da época" (Zentner, 1995, p. XVII). Ele também veio ao encontro de uma nova geração na medida em que teria diluído o pessimismo de Schopenhauer. O argumento, várias vezes repetido, de que Freud teria emprestado um sólido fundamento empírico às especulações de Schopenhauer, tal como este o fizera com relação a seus precursores filosóficos, demonstra-se, para Zentner, insustentável numa observação mais rigorosa.

Na segunda parte da apreciação final, o autor questiona, com base no novo material bibliográfico do trabalho, a imagem clichê de Schopenhauer, em que ele aparece como um misantropo hostil à vida. O engajamento de Schopenhauer em favor dos pacientes do Charité, ao contrário, faz dele alguém capaz de sincera participação no sofrimento alheio. Não se pode negar que, depois daquele período, o comportamento de Schopenhauer tenha sido determinante para a construção de sua imagem. Zentner (1995), no entanto, sustenta que não passaram sem rastros profundos pela alma do jovem Schopenhauer o fato de sua mãe tê-lo rejeitado e o suicídio de seu pai, que ocorreram em momentos decisivos de seu processo de desenvolvimento. Por fim, na última seção, Zentner volta-se novamente para a importância do encontro de Schopenhauer com a psiquiatria do Charité de Berlim.

Como dissemos no início, este livro tem uma qualidade intrínseca, que nos impôs resenhá-lo mesmo depois de decorrido tanto tempo da sua publicação. Uma leitura cuidadosa nos sugere, ao contrário do que possa parecer à primeira vista, que o autor não denigre Freud, mas releva a contribuição original de Schopenhauer. Zentner nos mostra que estes grandes pensadores não são antagônicos e incompatíveis, mas, muito mais, complementares.

Somam-se a isto ainda outros fatos que merecem alguns comentários. Como nos disse seu autor, o livro permanece sem traduções, existindo apenas em alemão — mas uma versão italiana está sendo ultimada (M. Zentner, comunicação pessoal, 04/03/2001) e para o leitor de língua portuguesa estamos preparando uma tradução. Por enquanto, as informações inéditas que Zentner traz à compreensão das obras de Freud e, sobretudo, de Schopenhauer, permanecem restritas ao público de leitores do alemão. Mesmo nesse ambiente, o livro foi apenas brevemente resenhado em jornais suíços e na revista psicanalítica Psyche (Vol. 3, 1998). Comentários mais longos recebeu apenas dois, um enfocando seus méritos históricos (Iannaco, 1998) e outro, sobre a "paternidade" do conceito de Verdrängung (Gödde, 1998), já após 3 anos de sua publicação. Se considerarmos que a vida de um livro se inicia, de fato, quando seu teor estimula as discussões na área em que se insere, este livro permanece quase inédito.

Uma pena. Muito da pesquisa brasileira na área limítrofe entre Filosofia e Psicanálise ainda deverá se beneficiar das informações de Zentner (1995), sobretudo em conexão com interpretações já existentes do desejo em Schopenhauer (Ex.: Brum, 1998). Afirmamos que Die Flucht ins Vergessen não é um livro "freudista" e, exatamente por isso, sua leitura parece-nos utilíssima para iluminar nossa compreensão sobre alguns aspectos da obra de Freud. Como disse Ornston Jr. (1999, p. 141):

Freud era um cientista. Entre outras coisas, isso significa que às vezes ele ficava confuso e não conseguia enxergar através dos pressupostos de seus contemporâneos; que ele era, com freqüência, impreciso ou inconsistente; e que teve sua cota de rematados enganos. Infelizmente, qualquer tentativa de desenvolver uma perspectiva histórica sobre Freud ainda é encarada por alguns ou como ataque pessoal ou como uma tentativa de desacreditar suas duradouras realizações.

 

Referências

Brum, J. T. (1998). O pessimismo e suas vontades: Schopenhauer e Nietzsche. Rio de Janeiro: Rocco.        [ Links ]

Freud, S. (1995). Um estudo autobiográfico (C. M. Oiticica, Trad.). Em J. Strachey (Org.), Obras psicológicas completas de Sigmund Freud. (Vol. 20, pp.15-72). Rio de Janeiro: Imago. (Original publicado em 1925)        [ Links ]

Gödde, G. (1998). Freud, Schopenhauer und die Entdeckung der "Verdrängung". Psyche, 52, 143-175.        [ Links ]

Iannaco, F. A. (1998). Schopenhauer e i pazienti della Charité di Berlino (1812-1813). Il sogno della farfalla — Rivista di Psichiatria e Psicoterapia, 4, 17-34.        [ Links ]

Ornston Jr., D. G. (Org.) (1999). Traduzindo Freud (C. Serra, Trad.). Rio de Janeiro: Imago.        [ Links ]

Rossi-Landi, F. (1985). A linguagem como trabalho e como mercado: Uma teoria da produção e da alienação lingüísticas (A. F. Bernardini, Trad.). São Paulo: DIFEL.        [ Links ]

Schopenhauer, A. (s.d.). O mundo como vontade e representação (M. F. Sá Correia, Trad.). Porto: Rés.        [ Links ]

Schopenhauer, A. (1941). O mundo como vontade e representação. (H. Barbuy, Trad.). São Paulo: Edições e Publicações Brasil.        [ Links ]

Schopenhauer, A. (1974). O mundo como vontade e representação (W. L. Maar, Trad). São Paulo: Abril.        [ Links ]

Zentner, M. (1995). Die Flucht ins Vergessen: Die Anfänge der Psychoanalyse Freuds bei Schopenhauer. Darmstadt: Wissenschaftliche Buchgesellschaft.        [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência
Rui Rothe-Neves
Departamento de Psicologia, FAFICH/UFMG
Avenida Antonio Carlos, 6627
31270-901, Belo Horizonte, MG
E-mail: rothe-neves@ufmg.br

Recebido: 19/06/2001
Revisado: 10/10/2001
Aceite final: 15/11/2001

 

 

Sobre os autores

Rui Rothe-Neves é Doutor em Lingüística Aplicada pela FALE-UFMG, Professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG.

Antonio Francisco das Neves participou de seminários de psicanálise no Círculo Psicanalítico de Minas Gerais - CPMG; cursa atualmente a disciplina "A Construção do Sujeito", FUNDEP/UFMG.

 

 

1 Endereço para correspondência: Departamento de Psicologia, FAFICH/UFMG, Avenida Antonio Carlos, 6627, 31270-901, Belo Horizonte, MG. E-mail: rothe-neves@ufmg.br
2 Os autores agradecem ao Prof. Marcel Zentner, Universidade de Genebra, Suíça, por enviar comentários e material de apoio.
3 Em português há pelo menos duas versões parciais (Schopenhauer, 1941; 1974) e uma integral (Schopenhauer, s.d.) de "O Mundo" de modo que optamos por abreviar o título; da edição integral não consta data de publicação, que a editora nos informou ser 1987.