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Psicologia: Reflexão e Crítica

Print version ISSN 0102-7972

Psicol. Reflex. Crit. vol.21 no.3 Porto Alegre  2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722008000300020 

Descrição do comportamento de superfície do boto cinza, Sotalia guianensis, na Praia de Pipa - RN

 

Description of the surface behaviour of marine tucuxi, Sotalia guianensis, at Pipa Beach - RN

 

 

Lídio França do Nascimento*; Priscila Izabel A. P. Medeiros; Maria Emilia Yamamoto

Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, Brasil

 

 


RESUMO

O estudo do comportamento animal é uma área de pesquisa consolidada, que cresceu e se diversificou em vários países e que deu origem a disciplinas e abordagens de investigação, como a Etologia, a Ecologia Comportamental, a Neuroecologia, a Psicologia e a Psicologia evolucionista. No estudo do comportamento animal, o etograma é a base para estudos comportamentais de espécies pouco conhecidas, como também para comparar comportamentos de populações distintas de uma mesma espécie. Tradicionalmente, um etograma descreve de forma detalhada eventos comportamentais realizados por indivíduos de uma espécie. O presente estudo apresenta um etograma dos eventos comportamentais realizados na superfície por uma espécie de golfinho costeiro, boto cinza, na praia de Pipa - RN.

Palavras-chave: Etograma; Sotalia guianensis; comportamento de superfície.


ABSTRACT

Research in animal behavior is a consolidated area whose development and diversification in several countries have originated some subjects and investigation approaches, such as Ethology, Behavior Ecology, Neuroecology, Psychology and Evolutionist Psychology. In the study of animal behavior, the ethogram is the foundation for studies on behavior patterns of distinct populations of the same species. An ethogram traditionally describes behavioral events performed by individuals of the same species in detail. This study presents an ethogram of behavioral events performed on surface by a costal dolphin known as the gray dolphin (Marine Tucuxi Dolphin), at Pipa Beach, RN.

Keywords: Ethogram; Sotalia guianensis; surface behaviour.


 

 

O estudo comportamento animal é uma área de pesquisa e investigação consolidada em países europeus e nos Estados Unidos, fundada por Konrad Lorenz e Nikolaas Tinbergen, por volta de 1930 na Europa (Alcock, 2003; Yamamoto & Volpato, 2007). Segundo Shettleworth (2001), o estudo do comportamento animal surgiu com o objetivo de estudar comportamentos inatos de espécies em seus respectivos ambientes naturais, ao contrário da perspectiva comportamentalista (behaviorismo), que realizava estudos com o comportamento animal em laboratório com algumas poucas espécies (Bateson, 2003). Desde então, o estudo do comportamento animal cresceu e se diversificou, dando origem a várias disciplinas e abordagens de investigação, como a própria Etologia, a Ecologia Comportamental, a Neuroecologia, a Psicologia e a Psicologia evolucionista (Yamamoto & Volpato, 2007). No Brasil, o estudo do comportamento animal teve sua origem na psicologia, na década de 60, no Estado de São Paulo, irradiando-se depois pelo país (Yamamoto & Volpato, 2007).

No estudo do comportamento animal, o etograma geralmente é o primeiro passo que o pesquisador dá no processo de coleta e quantificação de informações sobre o comportamento de uma espécie (Freitas & Nishida, 2007). Tradicionalmente, um etograma descreve de forma detalhada eventos comportamentais realizados por indivíduos de uma determinada espécie (Muller, Boutiere, Weaver, & Candelon, 1998). O etograma é a base para estudos comportamentais de espécies pouco conhecidas, como também para comparar padrões comportamentais de populações distintas de uma mesma espécie (Barlow, 1977). Essa ferramenta vem sendo usada no estudo do comportamento de espécies, principalmente daquelas com as quais nós somos mais familiarizados, por exemplo, primatas (Stevenson & Poole, 1976), aves (Ellis, Kepler, Swengel, & Archibald, 1998) e lagartos (Torr & Shine, 1994).

Nos cetáceos (baleias, botos e golfinhos), além da inacessibilidade do ambiente aquático, o próprio comportamento desses animais é um obstáculo a ser superado na construção de um etograma. Eles podem se deslocar muitos quilômetros por dia (Norris & Dohl, 1980) e passar grande parte do tempo submersos, sendo visíveis apenas por pequenos intervalos de tempo (Tayler & Sayman, 1973). Apesar disso, etogramas de algumas espécies, principalmente aquelas de hábitos costeiros, foram realizados (Martinez & Klinghammer, 1969; Miles & Herzing, 2003; Muller et al., 1998; Slooten, 1994).

O boto cinza, Sotalia guianensis, é um golfinho de hábito costeiro, freqüentando baías, enseadas e estuários (Silva & Best, 1996). Ao longo da distribuição da espécie, algumas populações são consideradas residentes (Flores, 1999; Pizzorno, Siciliano, & Simão, 1999), freqüentando uma mesma área ao longo do ano. Apesar desses fatores (a condição de residentes e o hábito costeiro) favorecerem o desenvolvimento de estudos comportamentais em outras espécies de cetáceos, no boto cinza, entretanto, estudos descritivos do comportamento de superfície ainda são escassos.

Desta forma, o objetivo do presente trabalho foi elaborar um etograma através da descrição das atividades comportamentais realizadas na superfície pelo boto cinza em seu ambiente natural, fornecendo assim, subsídios para estudos futuros com essa população, assim como, para estudos comparativos com outras populações dessa e de outras espécies de golfinhos.

 

Método

O estudo foi desenvolvido na Praia de Pipa em duas enseadas, a enseada do Madeiro (06o 13' 23,6"S; 35º 04' 14,3"w) e a enseada do Curral (06º13'36.7" S; 35º3'36.7" W), no litoral sul do Estado do Rio Grande do Norte. Os animais foram monitorados de pontos fixos, de 6 a 12 horas diárias, por dois pesquisadores usando binóculos (10 x 50 mm, Field 7,5º) e gravadores portáteis (Aiwa TP-VS 480). Os pesquisadores passaram por um treinamento até que o índice de concordância na identificação dos eventos comportamentais e das faixas etárias fosse de pelo menos 85%. O estudo foi realizado entre os anos de 1999 a 2004. Na enseada do curral foram realizados 151 dias (863,9 horas de observações) e na enseada do Madeiro 72 dias (364,1 horas de observações), totalizando 223 dias (1228 horas) de observações ao longo desses anos. Os métodos de registros usados foram o Ad libitum, animal focal e grupo focal (Altmann, 1974). A descrição dos comportamentos foi baseada apenas nos eventos comportamentais realizados na superfície da água ou logo abaixo dela (Slooten, 1994).

Definições Adotadas

Foram adotados os termos evento comportamental para ações comportamentais simples, de curta duração e categoria comportamental, como sendo um conjunto dessas ações de curta duração (Altmann, 1974). As nomenclaturas usadas para os eventos e categorias comportamentais em alguns casos foram adotadas e/ou adaptadas de estudos com outras espécies de golfinhos (Muller et al., 1998; Slooten, 1994) e em alguns casos, essas nomenclaturas foram criadas.

Por estimativa visual, os animais foram categorizados como adultos, juvenis e filhotes, de acordo com o tamanho e coloração. Consideram-se juvenis animais que medem até 3/4 do cumprimento total do adulto e filhotes medem 1/4 do tamanho do adulto e possuem uma coloração cinza-rosada (Geise, Gomes, & Cerqueira, 1999). O filhote geralmente é acompanhado de um animal adulto (Lodi, 2003). Um grupo foi definido quando dois ou mais animais estavam dentro das enseadas ao mesmo tempo. Este critério foi escolhido porque observações prévias têm mostrado que animais mesmo distantes, podem interagir ou entrar e sair das enseadas juntos.

 

Resultados

Um total de 30 eventos comportamentais foi registrado e dividido entre sete categorias comportamentais (Tabela 1): atividade aérea, alimentação, brincadeira social, brincadeira com objetos, comportamento agressivo, comportamento sexual e locomoção. Essas categorias foram descritas da seguinte forma:

Atividade aérea. Exposição total ou parcial do corpo do animal acima da superfície da água, exceto a subida para respiração.

Alimentação. Deslocamentos rápidos, posicionamento ventral próximo à superfície da água; peixes podem ser vistos saltando em fuga.

Brincadeira social. Interações com ou sem contato físico entre dois ou mais animais com repetição exagerada, em intensidade ou freqüência de um evento comportamental.

Brincadeira com objetos. Interações com objetos através de arremessos com a boca e nadadeira caudal e carregar o objeto com a nadadeira peitoral e/ou dorsal.

Comportamentos agonísticos. Mordidas e golpes com a nadadeira caudal ou com a cabeça desferidos em conespecifícos.

Comportamento sexual. Contato ventro-ventral de dois animais adultos.

Natação. Movimento constante em uma determinada direção, de uma área para outra, com intervalos regulares para respiração.

Na atividade aérea foram registrados os seguintes eventos: três tipos de saltos; dois tipos de espiar; quatro tipos de batidas com o corpo. Na alimentação: perseguição, giros de 360º, bote e consumação da presa. Foi registrado um tipo de comportamento social, a potencial cópula; Comportamentos agressivos: mordida, golpe com cauda e golpe com cabeça; Brincadeiras com objetos: jogando objeto com a boca, carregando objeto com a peitoral, carregando objeto com a dorsal, Brincadeira social: surf e impulsão de filhote. Na locomoção: lenta, rápida, deslizando na superfície e natação com saltos.

 

Discussão

Segundo Lodi (2003), o boto cinza possui um comportamento tímido, receoso e arredio, e não tem o hábito de nadar na proa de embarcações como outras espécies de golfinhos. Entretanto, em algumas áreas, o boto cinza apresentou um repertório comportamental de superfície tão variado e complexo (Geise et al., 1999; Hayes, 1999; Nascimento, 2006) quanto os realizados por outras espécies de golfinhos conhecidos pela plasticidade comportamental, como o golfinho nariz de garrafa (Muller et al., 1998), e o golfinho rotador (Norris & Dohl, 1980).

Alguns comportamentos descritos no presente estudo não estão presentes apenas nas populações do boto cinza estudadas, mas também fazem parte do repertório comportamental de outras espécies de botos, golfinhos e baleias, evidenciando que existe uma generalização de alguns comportamentos para a ordem cetácea. Eventos comportamentais como os saltos, espiar (spyhop) e batidas são descritos em algumas áreas nos quais o boto cinza foi estudado (Geise et al., 1999; Hayes, 1999) e em outras espécies de cetáceos (Martinez & Klinghammer, 1969; Muller et al., 1998; Norris & Dohl, 1980).

Por outro lado, alguns comportamentos podem ocorrer em poucas áreas e até mesmo serem endêmicos a uma determinada população. Essa hipótese fica mais evidente quando analisamos a descrição do comportamento alimentar ou das estratégias de caça do boto cinza em algumas áreas. Estratégias de alimentação distintas são descritas para o boto cinza ao longo da distribuição da espécie (Domit, 2006; Monteiro, Souto, & Nascimento, 2006; Nascimento, 2006; Rossi-Santos, 1997). Essas diferenças nas estratégias alimentares entre essas populações podem ser conseqüências das características oceanográficas e fisiográficas de cada área, atividades antrópicas (adaptação à atividade pesqueira) e principalmente pela concentração, distribuição e a ecologia comportamental do recurso alimentar nessas áreas (Wedekin et al., 2003). Assim, as estratégias de alimentação de populações distintas do boto cinza e de outras espécies de cetáceos seriam moldadas pelas adaptações e contra-adaptações comportamentais entre presa e predador em seus respectivos habitat. Segundo Simões-Lopes (2005), os recursos alimentares e os fatores ambientais geram necessidades ecológicas particulares, podendo favorecer uma estratégia de sobrevivência em detrimento da outra.

Alguns eventos do repertório comportamental aéreo do boto cinza registrados em Pipa, também foram registrados em outras populações do boto cinza. Eventos como saltos totais, parciais e o espiar são comuns entre as populações da espécie (Geise et al., 1999; Hayes, 1999). Entretanto, em Pipa, foram registrados eventos ainda não descritos para outras populações do boto cinza, como o espiar com giro e a impulsão de filhote, descrita por Spinelli, Nascimento e Yamamoto (2002).

O comportamento sexual é difícil de ser identificado em golfinhos que habitam águas escuras como o boto cinza. Segundo Simões-Lopes (2005), nos cetáceos, a cópula propriamente dita é breve, com eventos rápidos e difíceis de serem detectados na natureza. Entretanto, o autor fala que em algumas espécies tropicais, que vivem em águas transparentes, como o golfinho rotador, a cópula é facilmente detectável. Assim, optamos por usar o termo potencial cópula para designar os comportamentos nos quais botos adultos executavam contatos ventro-ventrais, um indicador para a cópula (Simões-Lopes, 2005), por dois motivos. Primeiro, as águas da praia de Pipa são turvas, impossibilitando a visualização da ereção e retração do pênis, para dentro da fenda genital do macho. Segundo, o boto cinza não apresenta dimorfismo sexual (diferenças morfológicas entre machos e fêmeas). Esse contato ventro-ventral pode estar ocorrendo em outro contexto como sugere Simões-Lopes (2005). Segundo o autor, esse comportamento pode acontecer em disputas hierárquicas entre machos. Ele ainda afirma que no estudo do comportamento animal esse comportamento entre animais do mesmo sexo é chamado de "montada", comportamento comum em mamíferos terrestres, como primatas e canídeos.

De uma forma geral, em espécies terrestres, a exposição de dentes, a ereção dos pelos (pilo ereção) e vocalizações demonstram um comportamento agressivo (exibições de ameaça). Em golfinhos, os comportamentos agressivos não são tão explícitos como em espécies terrestres. Alguns eventos comportamentais aéreos, como batidas de cabeça, batidas com a nadadeira caudal e peitoral na superfície da água produzem um forte som e podem ser direcionados a outros golfinhos como uma ameaça (Simões-Lopes, 2005). Na praia de Pipa, os botos realizaram investidas, golpes com a cabeça, mordidas, batidas de cauda e de cabeça nas interações com contato físico entre animais adultos e na tentativa de aproximação de banhistas a grupos de botos com filhotes, no qual, animais adultos se aproximavam dos banhistas e executavam batidas de caudais seqüenciais na superfície.

Interações com objetos que ocorreram em Pipa são similares a eventos descritos para outras espécies de cetáceos, como o golfinho de Hector (Slooten, 1994), a baleia da Groenlândia (Würsig, Dorsey, Richardson, & Wells, 1989) e o golfinho pintado do Atlântico (Miles & Herzing, 2003). Os animais podem interagir com objetos, através da boca, arremessando-os, carregando em suas nadadeiras peitorais e/ou dorsal. Interações com objetos também foram descritos por Spinelli et al. (2002) com o boto cinza na praia de Pipa.

Esperamos que o presente estudo enriqueça o pouco que sabemos sobre o comportamento de superfície do boto cinza em seu ambiente natural, e que este etograma sirva de base para outros estudos dessa população, assim como, para estudos comparativos do comportamento entre populações do boto cinza e até mesmo entre espécies distintas.

 

Referências

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Recebido: 23/03/2007
1ª revisão: 19/12/2007
Aceite final: 19/03/2008

 

 

Nós gostaríamos de agradecer aos membros do projeto Pequenos Cetáceos (UFRN), à Coordenação de Aperfeiçoam de pessoal de nível superior (CAPES), à Suelaine V. M. de Moraes, Sathyabama Chellapa e Paulo Simões-Lopes pelas sugestões sobre o manuscrito.
* Endereço para correspondência: Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Centro de Biociências, Departamento de Fisiologia, Campus Universitário, Natal, RN, 59078-970. Caixa Postal 1511. E-mail: tkdelphinus@yahoo.com.br. Faculdade de Excelência Educacional do Rio Grande do Norte, Rua Doutor Hernani Hugo Gomes, 90, Capim Macio, Cep 59082-270, Natal, RN.