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vol.13 issue4ESTABELECIMENTO DE UM MODELO DE TUMOR EXPERIMENTAL PELA INOCULAÇÃO DO TUMOR DE WALKER EM ESTÔMAGO DE RATOEFEITO DA CONSERVAÇÃO POR FORMAS DE CONGELAMENTO NA AVALIAÇÃO DA FORÇA DE ROTURA DE CICATRIZES DA PAREDE ABDOMINAL DE RATOS author indexsubject indexarticles search
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Acta Cirurgica Brasileira

Print version ISSN 0102-8650On-line version ISSN 1678-2674

Acta Cir. Bras. vol. 13 n. 4 São Paulo Oct./Nov./Dec. 1994

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-86501998000400009 

ENSAIOS BIOMECÂNICOS DE FLEXÃO E CISALHAMENTO EM DISJUNÇÕES DO ARCO ZIGOMÁTICO, UTILIZANDO OSTEOSSÍNTESE CLÁSSICA OU ADESIVO BUTIL-2-CIANOACRILATO, EM CÃES1

 

Domingos Geraldo Sica2

 

 

SICA. D.G. - Ensaios biomecânicos de flexão e cisalhamento em disjunções do arco zigomático, utilizando osteossíntese clássica ou adesivo butil-2-cianoacrilato, em cães. Acta Cir.Bras., 13(4):248-55, 1998.

RESUMO: A busca de soluções alternativas para o tratamento de ferimentos ósseos da face, motivou o presente trabalho, cujo escopo foi estudar a osteossíntese da disjunção experimental da sutura temporozigomática, pelo clássico método com fio de aço inoxidável ou com o uso de adesivo cirúrgico sintético (butil-2-cianoacrilato), utilizando-se como parâmetros de comparação testes biomecânicos onde são aferidas a força de flexão e da tensão de cisalhamento do arco zigomático. Os resultados foram comparados também com estruturas ósseas similares em condições normais (sem disjunção experimental). Foram utilizados 36 cães, com peso variando de dez a doze quilogramas (kg). Os animais foram distribuídos em três grupos iguais de doze animais: grupos Normal, Fio e Cola. Os cães dos grupos Fio e Cola, após anestesia endovenosa, foram submetidos a diérese incisional na região zigomática e, após dissecção cirúrgica era exposto o arco zigomático. Na seqüência, praticava-se a disjunção de sutura temporozigomática, com instrumentos apropriados. O mesmo procedimento era repetido no lado contralateral de cada animal. As osteossínteses das disjunções dos arcos zigomáticos foram praticadas com fio de aço inoxidável ou com cola (butil-2-cianoacrilato), conforme o grupo a que pertencesse o animal. Os 24 animais foram observados por 40 dias, findos os quais foram reoperados para a remoção das peças ósseas, e a seguir submetidos à eutanásia. O grupo Normal era composto por 12 cães, aparentemente hígidos, que tinham removidos os arcos zigomáticos de ambos os lados, e posteriormente submetidos à eutanásia. As 72 peças ósseas (arco zigomático) passaram a constituir os "corpos de prova", que foram testados em Máquina de Ensaios Universal, quanto à carga de força de flexão ou de tensão de cisalhamento, que são os dois tipos de esforços físicos mais comuns sobre os ossos da face, na vigência de traumatismos. Os dados encontrados foram submetidos a Análise de Variância para grupos independentes, complementada pelo teste de contrastes de Tukey, para comparar o grupo Normal, grupo Fio e Grupo Cola, para todas as variações estudadas. Os resultados dos ensaios biomecânicos de cisalhamento, foram similares entre si; em todas as condições. Os resultados dos ensaios biomecânicos de flexão, mediante a utilização do adesivo cirúrgico foram inferiores que os obtidos mediante o emprego de fio de aço e os encontrados em condições normais. 
DESCRITORES: Cianoacrilatos. Zigoma. Biomecânica. Cães.

 

 

INTRODUÇÃO

Os ossos que constituem o terço médio da face estão articulados por suturas consideradas zonas de fragilidade e sujeitas a disjunções frente à ação de agentes injuriantes (LE FORT, 1901)24.

No complexo zigomático, as suturas e os ossos assumem arranjo espacial peculiar (KARLAN e CASSISI, 1979)18, cuja distribuição anatômica concorre para que fraturas e disjunções ocorram com alta freqüência no arco zigomático22, 25.

Nas últimas décadas, inúmeros estudos experimentais, utilizaram os cianoacrilatos em cartilagens7, 36, em ossos2, 3, 6, 12, 15, 20, 28 e em articulações19, 35.

O presente estudo objetivou comparar mediante ensaios biomecânicos de flexão e cisalhamento, a osteossíntese em disjunção experimental do arco zigomático, quando realizada com adesivo sintético cirúrgico ou com fio de aço inoxidável, e em situação normal.

 

MÉTODO

Foram utilizados 36 cães, raça indefinida (Canis familiaris), machos, com peso variando entre 10,0 e 12,0 quilogramas (kg), provenientes do Biotério da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC - São Paulo).

Vinte e quatro animais foram identificados conforme registro de entrada, por meio de marcas com fio de algodão, na região auricular direita e, por sorteio, distribuídos em dois grupos iguais, denominados: grupo Fio e grupo Cola e, foram observados, no pós-operatório, por período de quarenta dias.

O terceiro grupo, denominado grupo Normal, era formado por doze cães que foram utilizados em experimentação cirúrgica na região abdominal pela Disciplina de Técnica Cirúrgica da Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes, para aulas de graduação e, que seriam submetidos à eutanásia (BREAZILE e KITCHELL, 1969)9.

 

QUADRO I - Cães segundo a distribuição dos grupos

quadro1.gif (7597 bytes)

 

Os cães foram mantidos, em jejum, nas doze horas que precederam a operação, sendo permitida a ingestão de água até duas horas antes do início do ato operatório (BOOTH, 1969)5.

Ainda no canil, no período pré-operatório, os cães foram pesados e submetidos à medicação pré-anestésica com injeção, por via intramuscular, na região glútea, de maleato de acetilpromazina a 1%, na dose de 0,1 miligramas (mg), por quilograma (kg) de peso.

Na seqüência foi cateterizada a veia cefálica direita do animal e, lentamente, foi injetado tiopental sódico a 2,5%, eleito por caraterizar-se como droga anestésica de curta duração, na dose de 15 mg, por quilo de peso do animal, observando-se desde a rotação dos bulbos oculares, como primeiro sinal da ação anestésica, até o desaparecimento dos reflexos interdigital e palpebral.

Em todos os cães, iniciava-se a operação através da diérese incisional cutânea, na região zigomática direita, sobre o arco zigomático, com bisturi Bard-Parker, cabo número três e lâmina quinze, numa extensão de quatro centímetros, dissecando-a da tela subcutânea, com auxílio da pinça de Adson, com dente, e tesoura Mayo curva.

Após, a tela subcutânea era seccionada, longitudinalmente, expondo-se o músculo malar.

Em seguida, incisava-se longitudinalmente o músculo malar e, por divulsão, com tesoura romba, obtinha-se a visibilização da sutura temporozigomática do arco zigomático, que é disposta, anatomicamente, de cima para baixo e de diante para trás.

Na seqüência, praticava-se a disjunção da sutura temporozigomática, com o emprego do cinzel curvo e o martelo de Mead.

No grupo Fio, duas perfurações ósseas foram realizadas à meia altura das margens ósseas, superior e inferior do arco zigomático, e a meio centímetro da sutura temporozigomática, uma no processo temporal e outra no processo zigomático.

As perfurações foram dirigidas da superfície externa do osso para o interior da fossa infratemporal, sempre protegendo as estruturas profundas, principalmente, o ramo da artéria meníngea média e artéria oftálmica externa, pela interposição de espátula metálica, logo abaixo do arco zigomático.

O fio de aço inoxidável foi passado pelas perfurações dos dois lados da sutura, de modo que ao final, ambas as pontas do fio estivessem dirigidas para as superfícies externas dos ossos. As pontas dos fios foram torcidas juntas, no sentido horário, com pinça de Péan e cortadas.

A ponta entrelaçada foi dobrada em ângulo reto e inserida em um dos orifícios.

Na escolha do adesivo mais apropriado, selecionamos o adesivo butílico: butil-2-cianoacrilato (butil-2-CNAG). HEISS (1968)16, demonstrou, usando ésteres cianoalquílicos com cadeias de 1 a 10 átomos de carbono, que o aumento do comprimento das cadeias aumenta a elasticidade do adesivo, mas reduz a resistência à ruptura.

O adesivo escolhido, butil-2-CNAG, ocupa posição intermediária, proporcionando boa elasticidade e considerável resistência adesiva16.

O butil-2-CNAG é um polímero que apresenta boa elasticidade, excelente adesividade e baixa histotoxidade16, 17, 31, 42, baixo custo e fácil aplicação, pois rapidamente se polimeri-za11, 43.

Apresenta, ainda, rápida degradação no corpo10, sendo eliminado pelas rotas normais de excreção23. Tem suficiente poder adesivo no osso cortical e esponjoso, superando o mínimo valor para ser eficiente adesivo ósseo (WEBER e CHAMPMAN, 1984)44.

Em contraposição ao uso de metais para fixação dos ossos do esqueleto craniofacial, existia a intenção de apresentar alternativa viável, para casos específicos, tendo-se em vista alguns inconvenientes no emprego de artefatos metálicos atuais: reações inflamatórias, infecção, extrusão, palpação através da pele, distúrbio no crescimento, além de provocar reabsorções na cortical óssea, com liberação de radiação iônica2, 13, 41.

No grupo Cola, a disjunção da sutura temporozigomática seguiu o mesmo protocolo cirúrgico do grupo Fio. Evidentemente, não foram praticadas perfurações ósseas e a fixação neste grupo foi realizada através do emprego do butil-2-cianoacrilato com corante de antraquinona (azul) na concentração de 0,1% e vinte e cinco ppm. de anidro sulfuroso. O adesivo foi fornecido em pequenas embalagens esterilizadas com ampolas soldadas a um aplicador capilar plástico. A polimerização ocorria, em torno de trinta segundos, observável através da visibilização da mudança de cor, do azul para o esbranquiçado (MIZRAHI, BICKEL E BEN-LAYISH, 1988)30.

Na reoperação foi praticada a exérese parcial do arco zigomático, em ambos os grupos (Fio e Cola), e os animais foram anestesiados conforme procedimento no pré-operatório.

A osteotomia do arco zigomático era praticada anteriormente, a um centímetro para trás da sutura zigomaticomaxilar, e posteriormente, a um centímetro adiante da região da articulação temporomandibular. No grupo Normal, era utilizado o mesmo procedimento para exérese parcial do arco zigomático. Para os animais do grupo Fio, após a retirada das peças anatômicas, e antes de serem encaminhadas para os ensaios biomecânicos, os fios de aço inoxidável foram seccionados e removidos.

Para realização dos ensaios biomecânicos foi utilizada a Máquina de Ensaios Universal, verificando-se que todos os acessórios ou dispositivos que apresentavam detalhes, com função metrológica, estavam devidamente aferidos e dentro do prazo de aferição.

Montados os dispositivos na Máquina Universal, para aplicar-se os ensaios de flexão e cisalhamento, o arco zigomático era colocado sobre os mesmos, e rigorosamente centralizado. O levantamento da geometria do corpo de prova antes dos ensaios, era obtido através de três leituras de cada uma das dimensões com paquímetro.

O cabeçote de aplicação da carga entrava em contato com o osso. No caso do ensaio de cisalhamento, foi necessário colocar-se um calço de feltro entre o cabeçote e o corpo de prova, para melhorar a estabilidade do osso.

Em seguida, aplicava-se uma força crescente máxima de até 100 quilogramas-força (kgf), à velocidade de 5 milímetros por minuto (mm/min), até que ocorresse a ruptura na sutura temporozigomática. Procedia-se a leitura da carga e, simultaneamente, obtinha-se o registro do evento, em gráfico: força x deslocamento.

Após conferir o número de identificação do arco zigomático, na execução do relatório de cada peça, foram obtidos os seguintes valores: cargas de flexão e de cisalhamento em quilograma-força (kgf), espessura (e) e comprimento (l) do" corpo de prova", área em milímetros quadrados (A/mm2), seção transversal do momento fletor (Ms), largura do osso no meio do arco (b), módulo de resistência (W) e valores da tensão de flexão (s ) e de cisalhamento (t ).

Para o estudo dos resultados, que foi realizado sob orientação da disciplina de Bioestatística do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), aplicamos a Análise de Variância para grupos independentes (SOKAL e ROHLFF, 1969)39, complementada pelo teste de contrastes de Tukey 39, para comparar o grupo Normal, grupo Fio e grupo Cola, para todas as variáveis estudadas.

Fixou-se em 0,05 ou 5% (a £ 0,05) o nível para a rejeição da hipótese de nulidade, assinalando-se com asterísco os valores significantes.

 

RESULTADOS

Estão representados pelas Tabelas de I a IX.

 

TABELA I - Grupo Normal, grupo Fio e grupo Cola, segundo os valores da carga de flexão em quilograma força (kgf), após eutanásia aos 40 dias.

(kgf)

 

Normal

Fio

Cola

31,7

17,2

33,7

24,9

28,3

9,1

16,1

51,1

38,9

22,3

47,5

11,9

42,0

30,1

21,1

33,3

37,2

36,0

20,7

40,0

31,4

19,0

35,7

36,6

27,9

39,6

46,7

34,5

30,3

47,9

23,2

28,2

30,8

21,3

25,0

31,3

26,40

34,18

31,28

DP

7,60

9,60

12,06

= média DP = desvio padrão

Análise de variância
(Normal x Fio x Cola)
Fcalculado = 1,88 Fcrítico = 3,32
Não significante

 

 

TABELA II - Grupo Normal, grupo Fio e grupo Cola, segundo os valores do comprimento (l) do arcus zygomaticus em milímetros (mm), submetidos a teste de flexão, após eutanásia aos 40 dias.

l (mm)

 

Normal

Fio

Cola

19,0

18,0

20,0

24,0

23,3

20,3

36,0

17,0

14,0

12,8

16,0

17,5

15,0

12,0

17,0

15,0

10,2

16,5

20,0

12,6

13,0

21,0

11,0

13,6

21,0

12,3

16,0

16,0

12,4

13,5

18,0

23,0

21,7

17,0

21,1

20,8

19,57

15,74

16,99

DP

6,06

4,72

3,11

= média DP = desvio padrão

Análise de variância
(Normal x Fio x Cola)
Fcalculado = 1,99  Fcrítico = 3,32
Não significante

 

 

TABELA III - Grupo Normal, grupo Fio e grupo Cola, segundo os valores do momento fletor na seção transversal (Ms) em Newton x milímetro (N x mm), submetidos a teste de flexão, após eutanásia aos 40 dias.

Ms (N x mm)

 

Normal

Fio

Cola

1.477,2

759,3

1.653,0

1.465,8

1.617,1

453,1

1.421,1

2.130,5

1.335,6

700,1

1.863,9

510,7

1.545,0

885,8

879,7

1.225,0

930,6

1.456,8

1.240,3

1.236,1

1.001,1

978,5

963,1

1.020,7

1.436,9

1.194,6

1.832,5

1.353,8

921,5

1.585,9

1.024,2

1.590,7

1.639,1

888,1

1.293,7

1.596,7

1.210,92

1.282,23

1.263,74

DP

278,90

432,89

458,81

= média DP = desvio padrão

Análise de variância
(Normal x Fio x Cola)
Fcalculado = 0,10 Fcrítico = 3,32
Não significante

 

 

TABELA IV - Grupo Normal, grupo Fio e grupo Cola, segundo os valores do módulo de resistência (W) em milímetros ao cubo (mm3), submetidos a teste de flexão, após eutanásia aos 40 dias.

W (mm3)

 

Normal

Fio

Cola

15,3

13,5

18,8

15,4

22,5

15,0

19,8

17,2

49,4

11,8

9,3

14,4

18,5

13,1

22,5

14,1

11,4

30,8

15,7

24,6

21,7

9,9

13,3

20,1

15,9

19,1

42,2

10,9

11,3

23,1

7,7

19,4

19,4

8,7

17,7

27,4

13,64

16,03

25,40

DP

3,83

4,78

10,68

= média DP = desvio padrão

Análise de variância
(Normal x Fio x Cola)
Fcalculado = 9,16* Fcrítico = 3,32
Fcalculado > Fcrítico
Teste de TUKEY
Cola > Fio e Normal

 

 

TABELA V - Grupo Normal, grupo Fio e grupo Cola, segundo os valores da tensão (s ) exercida em Newton sobre milímetro quadrado (N/mm2), submetidos a teste de flexão, após eutanásia aos 40 dias.

s (N/mm2)

 

Normal

Fio

Cola

96,5

56,3

88,1

95,1

71,8

30,1

71,8

123,6

27,0

59,5

200,9

35,4

83,7

67,8

39,2

86,9

81,8

47,3

64,7

50,2

46,2

99,1

72,2

60,6

90,1

62,5

43,4

123,8

81,9

68,7

133,3

82,1

84,6

102,4

73,1

58,3

92,25

85,36

52,43

DP

21,77

40,75

20,17

= média DP = desvio padrão

Análise de variância
(Normal x Fio x Cola)
Fcalculado = 6,43* Fcrítico = 3,32
Fcalculado > Fcrítico
Teste de TUKEY
Cola < Fio e Normal

 

 

TABELA VI - Grupo Normal, grupo Fio e grupo Cola, segundo os valores da carga de cisalhamento em quilograma força (kgf), após eutanásia aos 40 dias.

(kgf)

 

Normal

Fio

Cola

12,0

17,2

11,2

10,8

19,4

16,1

6,5

11,8

10,5

13,8

14,7

15,1

10,7

12,3

13,8

11,3

8,5

9,2

12,4

20,4

14,8

10,8

7,0

9,4

12,8

24,0

18,9

9,9

5,6

15,7

14,9

14,6

14,6

14,7

14,2

15,3

11,72

14,23

13,72

DP

2,31

5,56

2,99

= média DP = desvio padrão

Análise de variância
(Normal x Fio x Cola)
Fcalculado = 1,35 Fcrítico = 3,32
Não significante

 

 

TABELA VII - Grupo Normal, grupo Fio e grupo Cola, segundo os valores da espessura (e)no meio do arco em milímetros (mm), submetidos a teste de tensão de cisalhamento, após eutanásia aos 40 dias.

e (mm)

 

Normal

Fio

Cola

2,8

2,8

3,2

2,5

2,4

3,0

2,8

3,0

3,1

2,6

3,4

2,5

2,4

2,5

3,5

2,8

2,4

3,1

2,6

4,1

2,5

2,2

2,5

3,1

2,4

3,5

2,5

2,8

3,0

3,0

2,3

3,1

3,2

2,8

3,0

3,1

2,58

2,97

2,98

DP

0,22

0,51

0,32

= média DP = desvio padrão

Análise de variância
(Normal x Fio x Cola)
Fcalculado = 4,56* Fcrítico = 3,32
Fcalculado > Fcrítico
Teste de TUKEY
Normal < Cola e Fio

 

 

TABELA VIII - Grupo Normal, grupo Fio e grupo Cola, segundo os valores da área (A) em milímetro quadrado (mm2), submetidos a teste de tensão de cisalhamento, após eutanásia aos 40 dias.

A (mm2)

Normal

Fio

Cola

42,0

42,0

48,0

37,5

36,0

45,0

42,0

45,0

46,5

39,0

51,0

37,5

36,0

37,5

52,5

42,0

36,0

46,5

39,0

61,5

37,5

33,0

37,5

46,5

36,0

52,5

37,5

42,0

45,0

45,0

34,5

46,5

48,0

42,0

45,0

46,5

38,75

44,62

44,75

DP

3,31

7,68

4,78

= média DP = desvio padrão

Análise de variância
(Normal x Fio x Cola)
Fcalculado = 4,56* Fcrítico = 3,32
Fcalculado > Fcrítico
Teste de TUKEY
Cola e Fio > Normal

 

 

TABELA IX - Grupo Normal, grupo Fio e grupo Cola, segundo os valores da tensão (t ) exercida em Newton sobre milímetro quadrado (N/mm2), submetidos a teste de tensão de cisalhamento, após eutanásia aos 40 dias.

t (N/mm2)

 

Normal

Fio

Cola

2,8

4,0

2,3

2,8

5,3

3,5

1,5

2,6

2,2

3,5

2,8

4,0

2,9

3,2

2,6

2,6

2,3

1,9

3,1

3,3

3,9

3,2

1,8

2,0

3,5

4,5

4,9

2,3

1,2

3,4

4,2

3,1

3,0

3,4

3,1

3,2

2,98

3,10

3,07

DP

0,68

1,13

0,92

= média DP = desvio padrão

Análise de variância
(Normal x Fio x Cola)
Fcalculado = 0,05 Fcrítico = 3,32
Não significante

 

DISCUSSÃO

Foi idealizado modelo experimental, no qual a mobilidade e incorreto afrontamento dos ossos que compõem o arco zigomático, não ficassem fora do controle e esses parâmetros pudessem comprometer resultados dos ensaios biomecânicos. Devido às características anatômicas, o arco zigomático foi considerado estrutura ideal para os procedimentos propostos.

Como os ossos zigomático e temporal estão relacionados com estruturas vizinhas através de articulações fibrosas, praticamente imóveis, (MILLER, CHRISTENSEN e EVANS, 1964)29, e face às relações de continuidade a vigorosos maciços ósseos (KARLAN E CASSISI, 1979)18, o afrontamento e estabilidade ficaram próximos do ideal pretendido.

Os cães foram distribuídos em três grupos: Normal, Fio e Cola. O grupo Normal foi assim denominado pois não havia controle em nenhuma fase da experimentação, isto é, os procedimentos operatórios e biomecânicos foram realizados no arco zigomático hígido, ao natural.

A eutanásia foi programada para 40 dias após a operação, período suficiente para a formação do calo ósseo4, 40, primeira indicação de consolidação da disjunção. A consolidação foi influenciada favoravelmente por dois fatores: a adequada fixação dos fragmentos e a perfeita coaptação26, 38. Tais fatores constituíram aspectos fundamentais de nossa proposta e, plenamente, observadas no arco zigomático.

No presente trabalho, através de dados macroscópicos, não observamos complicação no quadro morfológico, quer na fase de formação do calo ósseo que atinge seu desenvolvimento máximo entre a segunda e terceira semana1, 21, quer no decorrer da consolidação óssea, que pode continuar por meses1, 14, 27, 32.

Na literatura, os trabalhos que envolvem ensaios biomecânicos com ossos, estudam os efeitos das cargas de tração e de torção2, 8, 20, 33, 34, 44; condição diferente desta pesquisa, que se ocupou do estudo das cargas de flexão e das tensões de cisalhamento, as quais tendem a reproduzir os traumas de face, encontrados na prática médica.

O trauma direto contra o arco zigomático produz carga que o desarticula, deprimindo os dois ossos constituintes, geralmente na sutura (flexão), ou provoca o afundamento de um dos ossos que o compõem (cisalhamento), ou ainda, desarticula na sutura e fratura em suas bases, resultando dois fragmentos isolados.

Portanto, não se pode comparar os dados desta pesquisa com os da literatura, que se preocupa em estudar as cargas de tração e de torção, condição praticamente impossível de se aplicar ao arco zigomático, quando se procura reproduzir uma situação clínica, até por sua peculiar conformação anatômica e da forma como se relaciona com outros ossos da face.

Poder-se-ia questionar aspectos da cicatrização óssea, tendo-se em vista que, para a aplicação dos ensaios biomecânicos, é fundamental a adequada reparação.

No presente estudo ocorreu boa cicatrização, que foi observada por avaliação clínica e, a área de reparação suportou cargas de valores significantes.

Corroborando com o encontrado nesta pesquisa, AVERY e ORD (1982)3, estudaram o butil-2-CNAG no osso frontal e soalho de órbita (cães) e SIEDENTOP (1974)37 aplicou o mesmo adesivo na reconstrução dos ossículos do ouvido médio (cães); TORIUMI, RASLAN, FRIEDMAN e TARDY (1990)42 implantaram fragmentos ósseos da parede anterior do seio maxilar na orelha de coelhos, aderidos com o butil-2-CNAG, e obtiveram uma união tecidual estável e inofensiva.

Em nosso meio, BORGES, OLIVEIRA, REZENDE, POPERMAYER e SAMPAIO (1992)6 concluíram que o butil-2-CNAG pode ser indicado no tratamento de fraturas, por não alterar o processo de consolidação e não produzir reações colaterais, em cães.

AMARANTE, CONSTANTINESCU, O’CONNOR e YAREMCHUK (1993)2, estudaram a possibilidade de realizar a fixação óssea no esqueleto axial (arco zigomático, margem supraorbital e osso frontal) utilizando o butil-2-CNAG, em suínos Yucatan (25 a 33 kg). Placas e parafusos metálicos foram utilizados no lado direito e o adesivo no lado esquerdo. Os animais foram sacrificados em seis semanas, e ambos os lados foram comparados do ponto de vista histológico e biomecânico.

Em comparação com a pesquisa referida, este trabalho difere quanto ao animal utilizado (porco versus cão) e na modalidade de ensaio biomecânico (tração versus flexão e cisalhamento). Em ambos os trabalhos, ocupou-se do arco zigomático (osteotomia versus disjunção) e, do mesmo adesivo (butil-2-CNAG).

Quanto à avaliação clínica, ao afrontamento e à estabilidade óssea, no pós-operatório, os resultados são semelhantes.

Os resultados estatísticos mostraram diferenças significantes entre os grupos estudados (artefato metálico versus cola), somente no ensaio de flexão.

O conjunto dos resultados dos ensaios biomecânicos a que foram submetidos os diferentes corpos de prova, indica resposta diferente à flexão e similar ao cisalhamento nos grupos Normal, Fio e Cola.

É recente o emprego dos adesivos sintéticos cirúrgicos, em especial o butil-2-cianoacrilato (B-2-CNAG), aguardando o crivo do tempo para ser colocado, em definitivo, no arsenal terapêutico cirúrgico.

 

CONCLUSÃO

Os resultados dos ensaios biomecânicos de cisalhamento, em disjunção do arco zigomático em cães, com osteossíntese, mediante a utilização de adesivo sintético cirúrgico ou com fio de aço inoxidável, foram similares entre si; bem como, aos das condições normais, porém, nos ensaios de flexão, os resultados foram inferiores aos obtidos mediante o emprego do fio de aço e os encontrados em condições normais.

 

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SUMMARY: The search for alternative solutions to treat the bone injuries of the face motivated the present investigation which studied comparatively, osteosyntesis of the experimental dysjunction of the sutura temporozygomatica by the classical method with stainless steel wire and by synthetic surgical adhesive (buthyl-2-cyanoacrylate), using as comparison parameters biomechanical tests where flexion force and shearing tension of arcus zygomaticus are assessed. The results were also compared with similar bone structures without experimental dysjunction. Thirty-six dogs, ranging in weight from ten to twelve kilograms (kg) were used. The animals were distributed into three groups of 12 animals: Normal, Wire and Glue. The dogs of Wire and Glue groups, after intravenous anesthesia, were submitted to incision in the regio zygomaticus, and, after surgical dissection, the arcus zygomaticus was exposed. Subsequently, the dysjunction of the sutura temporozygomatica was performed with appropriate instruments. The same procedure was repeated on the contralateral side of each animal. The osteosyntheses of dysjuntions of the arcus zygomaticus were performed with stainless steel wire or with glue (buthyl-2-cyanoacrylate), according to the group to which the animal belonged. The 24 animals were observed for 40 days after which they were reoperated on to remove the bone pieces and then submitted to euthanasia. The Normal group consisted of 12 apparently healthy dogs in which the arcus zygomaticus of both sides were removed; these animals were then submitted to euthanasia. The 72 bone specimens (arcus zygomaticus) constituted the "proof of bodies" which are the two most common types of physical effort which exerts upon the bones of the face, in the presence of trauma. The data obtained were submitted to Variance Analysis to independence groups, and Tukey tests, to compares in the Normal , Wire and Glue groups in somethings studies variacions. The results obtained biomechanical assays with shearing tension indicated a similar answer in the Normal, Wire and Glue groups. The results obtained biomechanical assays flexion with surgical adhesive were the lower as the classical method with stainless steel wire and to the flexion force in the Normal.
SUBJECT HEADINGS: Cyanoacrylates. Zygoma. Biomechanical. Dogs.

 

 

 

Endereço para correspondência:
Domingos Geraldo Sica
Av. Francisco de Assis Monteiro de Castro 433
Telefone: (011) 4796-4478
Mogi das Cruzes - SP - CEP - 08790-160

Data do recebimento:18.08.98
Data da revisão:15.09.98
Data da aprovação:05.10.98

 

 

1 Resumo da Tese de Doutorado apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Técnica Operatória e Cirurgia Experimental da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM). -" Prêmio Alfredo Monteiro" - Colégio Brasileiro de Cirurgiões - 1997.
Trabalho realizado nos Laboratórios de Técnica Cirúrgica e de Engenharia Mecânica da Universidade de Mogi das Cruzes.
2 Professor de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofaciais e Anatomia Humana da Universidade de Mogi das Cruzes.

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