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vol.13 issue4ENSAIOS BIOMECÂNICOS DE FLEXÃO E CISALHAMENTO EM DISJUNÇÕES DO ARCO ZIGOMÁTICO, UTILIZANDO OSTEOSSÍNTESE CLÁSSICA OU ADESIVO BUTIL-2-CIANOACRILATO, EM CÃESTHE MOUSE AS AN EXPERIMENTAL MODEL FOR TITYUS SERRULATUS SCORPION ENVENOMING author indexsubject indexarticles search
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Acta Cirurgica Brasileira

Print version ISSN 0102-8650On-line version ISSN 1678-2674

Acta Cir. Bras. vol. 13 n. 4 São Paulo Oct./Nov./Dec. 1994

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-86501998000400010 

EFEITO DA CONSERVAÇÃO POR FORMAS DE CONGELAMENTO NA AVALIAÇÃO DA FORÇA DE ROTURA DE CICATRIZES DA PAREDE ABDOMINAL DE RATOS.1

 

João Ricardo F. Tognini2
Daniela Neves3
Alexsandro de Souza3
Ricardo Dutra Aydos2

 

 

TOGNINI, J.R.F.; NEVES,D.; SOUZA,A.;AYDOS,R.D. – Efeito da conservação por formas de congelamento na avaliação da força de rotura de cicatrizes da parede abdominal de ratos. Acta Cir.Bras., 13(4):256-9, 1998.

RESUMO: O objetivo deste trabalho foi o de estudar o efeito de duas formas de congelamento na avaliação da força de rotura de cicatrizes da parede abdominal de ratos. Foram utilizados 30 ratos machos Wistar, submetidos a laparotomia com técnica de diérese padronizada, distribuidos em 3 grupos com 10 ratos cada. No 14° dia de pós-operatório foram submetidos a eutanásia os ratos de dois grupos que tiveram segmentos músculo-fasciais da parede abdominal envolvendo a cicatriz cirúrgica, conservados em congelador a dezessete graus Célsius negativos (-17° C) ou em anidrido carbônico a oitenta graus célsius negativos (-80° C) por 20 dias antes de terem sidos submetidos a análise da força de rotura da cicatriz em um tensiômetro. O terceiro grupo (controle) foi submetido a eutanásia e imediatamente avaliado quanto a força de rotura. Os resultados encontrados foram analisados estatísticamente. Concluiu-se que as duas formas de congelamento não interferem na avaliação da força de rotura de cicatrizes da parede abdominal de ratos.
DESCRITORES: Músculos abdominais. Ratos. Congelamento.

 

 

INTRODUÇÃO

No âmbito da experimentação cirúrgica, existem linhas de pesquisa que estudam a cicatrização da parede abdominal, com os propósitos de identificar os efeitos de técnicas, materiais e substâncias, no sentido de minimizar as complicações inerentes às laparorrafias, que normalmente são condições de variada morbidade.

Para a avaliação objetiva da cicatrização de laparotomias em modelo animal, usa-se com freqüência a medida da força necessária para rotura das cicatrizes, mediante a aplicação de força progressiva perpendicular a linha de sutura com auxílio de aparato mecânico (tensiômetro)3,4,7,9.

É descrito o preparo dos segmentos de parede abdominal no momento da eutanásia, quando faz-se a avaliação imediata da força de rotura4,9. Porém, existem trabalhos que utilizaram formas de conservação do material para que a análise pudesse ser feita em período diferente da eutanasia.

EMERY e SANDERSON, em 1995, armazenaram segmentos de parede abdominal de 48 ratos em nitrogênio líquido3, e, MAXWELL, SOISSON, BRITTAIN, HARRIS, SCULLY e CARLSON, em 1996, armazenaram segmentos da parede abdominal de 36 coelhos em temperatura de –80 Graus Célsius (° C) em anidrido carbônico (gelo seco)7.

A utilização dessas formas de armazenamento traz a solução para alguns centros de pesquisa, pois possibilita a realização do experimento em um local e a análise em outra instituição que tenha o aparato mecânico adequado, evitando-se assim o estresse do transporte de animais de experimentação em fase pós-operatória.

Devido a necessidade de modelo para armazenamento de segmentos de parede abdominal de ratos para serem submetidos a avaliação da força de rotura, decidiu-se realizar um estudo com metodização e equipamentos padronizados.

 

OBJETIVO

Verificar o efeito da conservação por congelamento na avaliação da força de rotura de cicatrizes da parede abdominal de ratos.

 

MÉTODO

AMOSTRA

Foram utilizados 30 ratos machos (Rattus norvegicus albinus) da linhagem Wistar Adolfo Lutz - UFMS, oriundos do biotério central da UFMS, com peso médio de 334 gramas.

Os animais foram distribuídos aleatoriamente em 3 grupos.

Grupo CONTROLE : formado por 10 animais submetidos a laparotomia e laparorrafia, tendo sido realizado avaliação da força de rotura da cicatriz cirúrgica imediatamente após eutanásia.

Grupo -17 : formado por 10 animais submetidos ao mesmo procedimento operatório do grupo anterior, tendo sido realizado avaliação da força de rotura da cicatriz cirúrgica após conservação por 20 dias em congelador a -17ºC.

Grupo -80 : formado por 10 animais submetidos ao mesmo procedimento operatório, com a avaliação realizada após conservação por 20 dias em anidrido carbônico (gelo seco).

 

PROCEDIMENTOS

As operações, os pós-operatórios foram realizados no laboratório da cirurgia experimental do Departamento de Clínica Cirúrgica da UFMS, com as eutanásias dos grupos –17 e –80 nesta mesma instituição. A eutanásia do grupo CONTROLE ocorreu no Laboratório de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista (UNESP), local onde foi realizado o estudo da força de rotura por meio de um tensiômetro calibrado.

Os ratos foram mantidos com água e ração apropriada, à vontade, em gaiolas de 0,15 m2, 5 animais em cada gaiola.

No momento da operação os ratos foram identificados, pesados e anestesiados com Tiopental na dose de 50 mg/Kg, via intraperitoneal.

Sob técnica asséptica procedeu-se incisão longitudinal mediana na pellis, estendendo-se de processus xiphoideos 50 mm em direção ao pubis.

Com a pellis rebatida, foram marcados com corante (azul de metileno), os locais em que seriam passados os pontos para a síntese no comprimento de 30 mm (10 mm a partir do processus xiphoideus), a 5 mm de cada lado da linea alba com a 10mm de distância entre ele, nos animais dos 3 grupos.

A seguir realizou-se laparotomia longitudinal de 30 mm na linea alba com extremidade cranial a 10 mm do processus xiphoideus.

Após abertura da cavidade abdominal, realizou-se o fechamento do plano músculo fascial, incluindo peritoneum da seguinte maneira nos 3 grupos: sutura contínua em massa tipo chuleio simples transverso, utilizando fio de poliamida 4.0 com agulha traumática, com 1/2 circunferência e 2,5 cm passando o fio nos pontos anteriormente marcados. A sutura foi interrompida com 4 nós simples nos ângulos cranial e caudal da incisão.

No tempo operatório final a pellis foi suturada de maneira contínua com fio poliamida monofilamentar 4.0.

A eutanásia foi realizada no 14° dia de pós-operatório. Os animais foram identificados, pesados e anestesiados da mesma maneira do dia da operação.

A parede abdominal ventral, com exceção da pellis, foi retirada em bloco e estes segmentos foram imersos em solução contendo 60 ml de soro fisiológico a 0,9% e 0,5 ml de trietiliodeto de galamina4,9 por 10 minutos para reduzir o efeito oriundo das forças de contração das fibras musculares antes de serem seccionadas em tiras de 20 mm no sentido longitudinal e 40 mm no sentido transversal.

Após esse preparo, as peças foram enumeradas de 1 a 10 para Grupo –17 e -80 e embaladas individualmente com sua respectiva numeração em sacos plásticos e posteriormente acondicionados em congelador (-17ºC) e anidrido carbônico (gelo seco, -80° C), permanecendo 20 dias nestas condições, até a análise da força de Tensão.

Os testes de força de rotura da parede abdominal foram realizados com a utilização de máquina de ensaios (Tensiômetro) de acionamento eletromecânico conectado a microcomputador. A velocidade do ensaio de rotura calibrada no aparelho foi de 30 mm/min.

Os segmentos de parede abdominal dos grupos -17 e -80 foram descongelados. Concomitante a esse processo, efetuou-se a eutanásia do grupo CONTROLE, retirando o retalho abdominal, procedendo-se do mesmo modo feito nos outros grupos.

Os segmentos de parede abdominal foram presos a garras de alumínio paralelamente à linha de sutura (os nós foram retirados previamente) e essas garras conectadas ao aparelho que exerceu a força de Tensão no sentido perpendicular à sutura. Os valores necessários para ruptura das cicatrizes foram fornecidos em grama-força e a deformação dos segmentos antes da ruptura foram também mensuradas com os valores expressos em milímetros.

Levando-se em conta a natureza das variáveis estudos e a variabilidade das medidas efetuadas, foi aplicado a Análise de Variância, onde fixou-se em 0,05 ou 5% (alfa = 0,05) o nível para rejeição da hipótese de nulidade.

 

RESULTADOS

 

TABELA I - Ratos dos grupos CONTROLE, -17 e –80 segundo a força de tração (em grama-força) necessária para romper as cicatrizes da parede abdominal no 14° dia de pós-operatório.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Média

GRUPO CONTROLE GRUPO -17 GRUPO -80
888,3

2084

2773

1500

1978

1616

1274

2066

2000

2075

1662

2724

2191

1348

868,9

1272

1602

1983

2249

1315

1327

2997

2100

1192

1806

2329

1455

1536

1602

1150

1778,83 1754,6 1708,89

ANÁLISE DE VARIÂNCIA

Variância entre amostras 12613,50
Variância residual 277350,00
F estatístico 0,05

P valor = 0,9556
Diferença não significante

 

 

TABELA II – Ratos dos grupos CONTROLE, -17 e –80 segundo a deformação (em milímetros) ocorrida até o momento da rotura de cicatrizes da parede abdominal no 14° dia de pós operatório.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Média

GRUPO CONTROLE

GRUPO -17

GRUPO -80

8,639 10,32 11,0

10,38

8,639

10,96

9,788

7,314

7,026

10,52

8,86

12,93

9,766

9,479

5,546

7,645

9,147

9,192

10,19

6,562

9,324

8,529

10,83

7,866

7,314

12,68

12,68

8,197

10,43

8,595

9,02

9,42

9,51

ANÁLISE DE VARIÂNCIA

Variância entre amostras 0,68
Variância residual 3,22
F estatístico 0,21

P valor = 0,810
Diferença não significante

 

DISCUSSÃO

Conservar um produto é evitar que se produzam alterações que venham a destruí-lo. Os mais enérgicos agentes de destruição são os microorganismos e enzimas, sendo finalidade da conservação evitar com que eles atuem6.

A congelação é um processo de conservação em que há a submissão de um produto a uma temperatura que leve parcialmente o sulco celular à forma de cristais de gelo6.

A velocidade de congelação tem efeitos na qualidade, devendo ser tanto quanto possível rápida para reduzir as modificações microorgânicas e enzimáticas6.

Segundo o Instituto Internacional do Frio o processo de congelação pode ser lento se velocidade for de 0,1 a 0,2 centímetro por hora (cm/h), rápida de 0,5 a 3,0 cm/h e ultra-rápida de 5,0 a 10 cm/h. O congelamento hídrico como obtido em congeladores domésticos é exemplo de processo lento e os obtidos por meio de gazes liquefeitos, tais como o Nitrogênio, Hélio e anidro carbônico é exemplo de congelamento rápido 6.

O anidro carbônico (CO2) ou gelo seco na forma sólida, tem-se dado o nome de neve carbônica. No entanto, quando este funde, passando a líquido, o gelo seco passa a gás, não deixando qualquer resíduo. Sua temperatura é de -80° C5.

Várias publicações descrevem em seu método a conservação de material biológico congelado para posterior análise: Articulação de joelhos de macaco2 e segmento da parede abdominal de ratos3 em nitrogênio líquido; segmento de parede abdominal de coelhos em anidrido carbônico7e conservação de pele humana em Hélio1.

Alguns trabalhos também foram realizados no sentido de comparar ou avaliar os efeitos de formas de conservação de tecido biológico e suas implicações nos resultados obtidos:

Estudo em fibras musculares de coelho congeladas a -20° C, comparadas a congeladas em -196° C, não mostrou alterações na força de tensão das fibras e nem na estrutura molecular, com preservação da estrutura actino miosina5` e estudo de conservação de artérias mesentéricas e coronárias de humanos constatou a sua possibilidade de uso em pesquisas e uso prático quando congeladas, apenas com uma observação que a injúria do endotélio causada pelo frio pudesse diminuir a resposta dos vasos a alguns medicamentos8.

Neste experimento, a análise de variância mostrou não existir diferenças significantes na força de rotura e na deformação de segmentos da parede abdominal de ratos, tanto submetidos a congelamento rápido ou lento, comparados a segmentos obtidos imediatamente após a eutanásia.

Esses resultados sugerem não haver problemas em se congelar esses segmentos em quaisquer das técnicas, facilitando o manuseio e elaboração dos futuros trabalhos da linha de pesquisa de cicatrização de parede abdominal, propiciando a realização da pesquisa em uma instituição e a avaliação dos resultados em outra, desta forma racionalizando inclusive custos.

 

CONCLUSÃO

A conservação por congelamento, tanto em congelador quanto em anidrido carbônico, não altera a avaliação da força de rotura de cicatrizes da parede abdominal de ratos.

 

REFERÊNCIAS

1- AOKI, N.; ITO, M.; EJIRI, S.; OZAWA, H. – Ultrastructure of human skin by a rapid freezing technique: Structural preservation and antigenicity. J. Invest. Dermatol. 102:354-61, 1994.         [ Links ]

2- BLÄSIUS, K.; WEIB, M.; NEUSEL, E.; NIETHARD, F.U. – Macromorphological comparison of frozen sections concerning the problem of congruency of the hip joint. Arch. Orthop. Trauma Surg. 114:83-6, 1995.         [ Links ]

3- EMERY, P.W. & SANDERSON, P. – Effect of dietary restriction on protein syntesis and wound healing after surgery in the rat. Clin. Sci., 89:383-8, 1995.         [ Links ]

4- FERNANDEZ, P.M.; MARTINS, J.L.; NOVO, N.F.; GOMES, P.O. ;GOLDENBERG, S. – Estudo comparativo da resistência à tração das cicatrizes nas laparotomias longitudinais e transversais em ratos. Acta Cir. Bras., 11:133-7,1996.         [ Links ]

5- HIROSE, K.; LENART, T.D.; MURRAY, J.M.; FRANZINI-ARMSTRONG, C.; GOLDMAN, Y.E. – Flash and smash: Rapid freezing of muscle fibers activated by photolysis of caged ATP. Biophys. J.,65:397-408, 1993.         [ Links ]

6- LAWRIE, R.A. – Almacenamiento y coservación de la carne. In LAWRIE, R.A.– Ciencia de la carne. Zaragoza, EDITORIAL ACRIBIA, 1974. p.220-324.         [ Links ]

7- MAXWELL, G.C.; SOISSON, A.P.; BRITTAIN, P.C.; HARRIS, R,A.; SCULLY, T.; CARLSON, J.– Repair of transversely incised abdominal wall fascia in a rabbit model. Obstet. Gynecol., 87:65-8, 1996.         [ Links ]

8- MÜLLER-SCCHWEINITZER, E.; MIHATSCH, M.J.; SCHILLING, M.; HAEFELI, W.E. – Functional recovery of human mesenteric and coronary arteries after cryopreservation at -196° C in a serum free medium. J. Vasc. Surg.,25:743-50, 1977.         [ Links ]

9- TOGNINI, J.R.F.; GOLDENBERG, S.; NARESSE, L.E.; SIMÕES, M.J.; ALVES, F.L.G.; MAGALHÃES, A.M. – Estudo comparativo entre a sutura contínua e a com pontos separados na parede abdominal de ratos. Acta Cir. Bras.,12:249-54, 1997.

        [ Links ]

 

AGRADECIMENTOS

Ao Prof. Dr. MÁRCIO BÓIA, coordenador do curso de Mestrado em Medicina Tropical da Fundação OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ, Rio de Janeiro– RJ) pela orientação e análise estatística desta pesquisa.

 

 

TOGNINI, J.R.F.; NEVES, D.; SOUZA, A.; AYDOS, R.D. – Effect of ways of freezing conservation on the valuation of rat’s abdominal wall scar breaking strength. Acta Cir.Bras., 13(4):256-9, 1998.

SUMMARY: The purpose of the experiment was to study the effect of two ways of freezing on the valuation of the breaking strenght on rats’abdominal wall scars. It was used 30 male rats wistar to realize laparotomies with a standardized technique distributed in 3 groups of 10 rats. In the 14th postoperative day, rats of two groups were submitted to euthanasia and the front abdominal wall was removed (without skin) involving the scar, and those segments were stored in a freezer (-17° C) or in carbonic anidrid (-80° C) for 20 days before tested in a tensiometer. The third group (control) were subimitted to euthanasia and imidiately tested the breaking strenght . The resultant data were submitted to statistical analysis. It was concluded that the two ways of freezing don’t do interferences on the valuation of breking strengh on rat’s abdominal wall scars.
SUBJECT HEADINGS:. Abdominal muscles. Rats. Freezing.

 

 

 

Endereço para correspondência:
João Ricardo F. Tognini
Rua Maracaju 783. Campo Grande M.S.
CEP - 79.002-214
Fones: (067) 724-2190/ 982-6251/ 741-5974
Email; jrtog@msinternet.com.br

Data do recebimento: 15.07.98
Data da revisão: 19.08.98
Data da aprovação: 15.09.98

 

 

1 Trabalho desenvolvido no laboratório de cirurgia experimental do Departamento de Clínica Cirúrgica (DCC) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
2 Professores Assistentes do DCC-UFMS. Mestres em Técnica Operatória e Cirurgia Experimental pela Universidade Federal de São Paulo-Escola Paulista de Medicina.
3 Alunos de Medicina da UFMS. Campo Grande, Mato Grosso do Sul

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