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Acta Cirúrgica Brasileira

Print version ISSN 0102-8650On-line version ISSN 1678-2674

Acta Cir. Bras. vol.18  suppl.2 São Paulo  2003

https://doi.org/10.1590/S0102-86502003000800003 

POSTERS EXPERIMENTAIS

 

 

Substituição da via biliar principal por enxerto venoso devalvulado emcães

 

João Batista Vieira de Carvalho; Ailton José Barbosa; Benhur Heleno de Oliveira; Eduardo Trávolo; Alberto Brasil Barbosa Duarte; Vanessa de Oliveira

Departamentos de Cirurgia da Universidade de Alfenas, Alfenas MG e da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

 

Os procedimentos de reconstrução das vias biliares com a utilização de próteses ou plastias com tecido da própria via biliar apresentam como principais complicações estenose, colestase, colangite e fístulas biliares. A veia safena autógena tem sido utilizada como enxerto venoso para a substituição de segmentos arteriais de forma reversa, em bypass aortocoronarianos para tratamento de insuficiência coronariana e em reconstituição de trajetos venosos em trauma. O objetivo deste estudo foi a verificação da viabilidade da utilização de segmento venoso autógeno devalvulado para a substituição da via biliar estenosada e dilatada.

Utilizaram-se cinco cães onde foram realizadas cirurgias preliminares com ligadura da parte distal da via biliar para provocar dilatação das vias biliares proximais. Após sete dias os cães foram relaparotomizados e submetidos à ressecção da via biliar dilatada com interposição de segmento venoso devalvulado retirado do próprio cão através de anastomoses término-terminais com prótese 70 cardiovascular. Após quinze dias os cães foram mortos e o segmento de veia autógena retirado em continuidade com a via biliar derivada para estudo histológico. Neste período foram avaliados a bilirrubina sérica (5º dia após ligadura da via biliar e 10º dia após a reconstrução com segmento venoso).

Observou-se boa perviedade da via biliar principal após a reconstrução com segmento venoso devalvulado, queda dos níveis de bilirrubina sérica e os exames histológicos revelaram processo inflamatório escasso ao nível das anastomoses. Não ocorreram fístulas. Este estudo sugere que a utilização de segmento venoso autógeno devalvulado pode ser um bom substituto da via biliar.

 


 

Estudo experimental da repercussão térmica e histopatológica do sistema digestório, renal e pulmonar de ratos submetidos a choque hipovolêmico

 

Luiz Carlos Vn Bahten; Daniel Colman; Fábio Silveira

Pontífica Universidade Católica do Paraná – Curitiba – Paraná

 

A temperatura corporal é normalmente mantida dentro de um estreito limite, em um organismo homeotérmico não anestesiado. Para que o metabolismo mantenha-se em taxa basal constante, o organismo dispõe de mecanismos de compensação para sustentar um gradiente térmico entre o meio interno e o externo. A hipotermia não-controlada está relacionada diretamente com coagulopatia e acidose metabólica. Realizou-se análise termodinâmica e histopatológica em ratos submetidos a choque hipovolêmico (punção cardíaca) em um sistema projetado pela engenharia de temperatura e umidade controlados. A aferição de temperatura deu-se por meio de probes posicionados no esôfago após traqueostomia com aquisição de dados a cada 5 segundos durante 45 minutos após indução anestésica. Dois grupos (n=10) de ratos foram submetidos a choque hipovolêmico (2m/100g) e estudadas a resposta térmica a 40 (grupo I) e 20ºC (grupo II), acima e abaixo da zona termoneutra, respectivamente, seguido de estudo microscópico. Os valores em ºC foram convertidos em energia (watts) para conhecimento do real desprendimento de energia. Houve diferença significativa do perfil térmico entre os grupos I (ganhou calor) e II (perdeu calor). O fluxo total de calor no grupo I foi de +3.245 ±0.695W e no grupo II de –4,462 ± 1,783 W. No exame microscópico do sistema digestório, renal e pulmonar observou-se lesões compatíveis com choque por hemorragia em ambos os grupos. Conclui-se que as condições ambientais influenciam diretamente na resposta térmica em ratos submetidos a choque hipovolêmico e que ambos os grupos apresentaram lesões microscópicas compatíveis com isquemia.

 


 

Estudo histológico e computadorizado das áreas com células parietais e prncipais no estômago de ratos wistar tratados com pantoprazol e "n-nitroso-n-methylurea" (NMU)

 

Souza IKF; Lázaro da Silva A.; Misumi A.; Savi D; Custódio DS; Maia FFR; Canela GGC, Oliveira CHC

Departamento de Cirurgia da UFMG e FCMMG – Belo Horizonte – MG

 

O uso prolongado dos inibidores da bomba de prótons tem sido considerado uma condição de risco para o desenvolvimento de gastrite atrófica e tumores gástricos.
OBJETIVO: Estudar o efeito do uso contínuo e prolongado do pantoprazol (PTZ) e carcinogênese experimental pela "N-Nitroso-N-Methylurea" (NMU) sobre o estômago glandular de ratos Wistar.
MÉTODO: Quarenta ratos Wistar machos foram distribuídos em 4 grupos: G1 (controle), G2 (NMU+PTZ), G3 (PTZ) e G4 (NMU). O pantoprazol foi administrado 2x/semana (14mg/Kg de peso, i.p.) e a NMU oferecida, ad libitum, diluída na água de beber (100mg/ml) ambos durante 15 semanas. Foi realizada a análise histológica e computadorizada das áreas com células parientais (AP), principais (AZ) e da mucosa não oxíntica (ANO), além do estudo das alterações histopatológicas identificadas. Após o estudo histológico AP, AZ e ANO foram determinadas por análise computadorizada das imagens dos estômagos, utilizando o programa "ImageJ 1.19z".
RESULTADOS: Em G2, G3 e G4 observamos redução significativa da AP e aumento da ANO (p<0,001). Foram encontrados casos de atrofia, inflamação aguda e inflamação crônica, em número que impediu comparação estatística entre os grupos estudados.
CONCLUSÃO: O uso contínuo de pantoprazol (i.p.), por 15 semanas, reduziu a área de mucosa com células parientais e aumentou a área de mucosa não oxíntica no estômago glandular de ratos Wistar machos. O mesmo aconteceu no grupo de animais que receberam NMU isoladamente ou em associação com o pantoprazol.

 


 

Efeitos da ciclosporina e isquemia - Reperfusão sobre a ultraestrutura do miocárdio

 

João Batista Vieira de Carvalho; Andy Petroianu; Benhur Heleno de Freitas; Eduardo Trávolo; Alberto Brasil Barbosa Duarte; Marcos Antônio de Carvalho Vieira

Departamento de Cirurgia Faculdade Ciências Médicas da Universidade de Alfenas, Alfenas, MG
Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

 

Dois dos principais fatores determinantes para o sucesso do transplante cardíaco foram estudados: isquemia-reperfusão e o tratamento imunossupressor com ciclosporina-A. O modelo de transplante cardíaco heterotópico com implante do coração doador no abdome dos receptores em coelhos foi empregado (LINDSEY, E. et al, 1964). Três grupos de estudo foram estabelecidos: Grupo I (controle, n = 6): animais submetidos a transplante cardíaco heterotópico que não receberam tratamento; Grupo II (n = 6) animais submetidos a transplante cardíaco e tratados com dose diária de Ciclosporina A (Sandimun) (5 mg/kg/dia via subcutânea); Grupo III (n = 6) animais submetidos ao transplante cardíaco heterotópico e tratados com dose diária de Ciclosporina A pura (5 mg/kg/dia via subcutâneo). Os animais foram sacrificados 7, 14 e 21 dias após o transplante. Durante o período pós-operatório a função cardíaca foi avaliada através da palpação do abdome. Os enxertos obtidos em cada período de seguimento foram submetidos ao estudo em microscopia eletrônica de transmissão e de luz polarizada. Análise imunohistoquímica foi feita utilizando anticorpo monoclonal macrófago-específico. A isquemia - reperfusão induziu alterações consideráveis nos cardiomiócitos dos animias do grupo controle como perda das critas e edema mitocondrial, hipertrofia do retículo sarcoplasmático e mudanças estruturais dos sarcômeros. Na segunda semana aós o transplante, o miocárdio estava infiltrado de células inflamatórias. Estas alterações regrediram na terceira semana após o transplante. Os tecidos cardíacos obtidos dos animais tratados (Grupo II e III) mostraram alterações similares e no último grupo as lesões mitocondriais foram marcantes observando-se importante fibrose miocárdica. A infiltração do músculo cardíaco por células brancas não foi observada até três semanas após o implante.
Resultados: As mudanças ultraestruturais detectadas nos cardiomiócitos dos animias do três grupos estudados foram atribuídas à isquemia-reperfusão; a ciclosporina A determina alterações mitocondriais e fibrose miocárdica; a resposta inflamatória foi retardada pelo uso dos imunossupressores e o veículo de administração da ciclosporina A (Sandimun) parece não exercer um importante efeito tóxico sobre o miocárdio.

 


 

Transplante de intestino delgado em cães

 

Galvão, F.H.F.; Pompeu, E.; Santos, V.R.; Panajotopoulos, N.; Bacchella, T.; Ortiz, S.C.B.; Machado, M.C.C.

Disc. Transplante e Cirurgia do Fígado e Bioterismo FMUSP – São Paulo-SP

 

O intestino delgado é o órgão abdominal cujo transplante clínico ainda é um desafio. O transplante de intestino delgado em cães é utilizado como modelo experimental para o estudo dos distúrbios fisiológicos, imunológicos e microbiológicos. O transplante de intestino delgado em cães com doadores machos e receptoras fêmeas permite analisar o microquimerismo, usando o cromossomo Y como marcador.
OBJETIVO: Nesse trabalho apresenta-se um modelo experimental do transplante de intestino delgado em cães.
MÉTODO: Foram utilizados 10 cães machos e fêmeas, pesando entre 17 e 26 quilos, doadores e receptores, respectivamente em 10 transplantes de intestino delgado com drenagem porto-caval. Não foi utilizado nenhum esquema de imunossupressão. Diariamente os animais foram avaliados quanto aos aspectos clínicos e peso corpóreo, sendo sacrificados quando apresentavam comportamento letárgico, diarréia com sangue e mais de 40% de perda do peso. Na necrópsia foram avaliadas as alterações macroscópicas e colhido material para histopatologia.
RESULTADOS: Três receptores morreram antes do terceiro dia de pós-operatório, devido a complicações anestésicas (2) e cirúrgicas (1). Sete atingiram o ponto final do experimento entre os dias 7 e 9, apresentando aspectos macroscópicos e histopatológicos de rejeição celular aguda grave. Com esse modelo experimental serão estudados: o microquimerismo na rejeição aguda, novos protocolos de imunossupressão e métodos de indução de tolerância.
CONCLUSÃO: O transplante ortotópico de intestino delgado macho receptor fêmea receptora sem imunossupressão evolui com rejeição aguda de evolução letal dos receptores entre os dias de pós-operatório 7 e 9. A progressão da rejeição foi semelhante nos receptores que atingiram o ponto final do experimento.

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