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Acta Cirúrgica Brasileira

Print version ISSN 0102-8650On-line version ISSN 1678-2674

Acta Cir. Bras. vol.18  suppl.4 São Paulo  2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-86502003001000006 

RESUMOS/EPIDEMIOLÓGICOS

 

027. Avaliação da distribuição das lesões do sistema músculo esquelético em pacientes vítimas de acidente com motocicleta

 

 

Milani C; Beltrani Filho CA; Dobashi ET; Sanjar FA; Hiratsuka J; Ksyvickis L; Sá MMS

ksyvickislivia@hotmail.com

 

 

INTRODUÇÃO: Os estudos do padrão das lesões ocorridas com motocicleta são escassos e difíceis de se realizar.
OBJETIVO: os autores tem o objetivo de analisar este tipo de acidente considerando o tipo, a localização da lesão, a experiência dos condutores, a reincidência, os equipamentos de segurança passiva e correlacionar os resultados com a velocidade no momento do trauma.
MÉTODOS: Foram avaliados entre Janeiro de 2001 e julho de 2002 387 vítimas de acidentes motociclísticos que necessitaram tratamento exclusivamente ortopédico, sendo 354 (91,0%) do sexo masculino e 33(9,0%) do sexo feminino entre 16 e 44 anos.
RESULTADOS: O trauma mais comum foi a colisão entre a moto com outro veículo (67,0%), numa velocidade entre 20-60km/h (73,0%), em pessoas com menor experiência (67,0%) nos quais 532(53,9%) lesões ocorreram nos membros inferiores e 396(41,1%) nos membros superiores. Quanto aos tipos de lesão tivemos 393(39,8%) ferimentos, 314 (31,8%) contusões e 212(21,5%) fraturas que predominaram nos indivíduos com idade entre 21-24 anos (45,0%). A reincidência foi observada em 231(60,0%) acidentes e somente 6,0% dos pacientes não usavam equipamentos de proteção. Com o aumento da velocidade verificou-se um maior índice de fraturas quando foi aplicado o teste de Mann-Whitney (p=0,001).
CONCLUSÃO: Pela análise das informações obtidas, acreditamos que pesquisas de engenharia mecânica e de engenharia de tráfego, associadas à rigorosa fiscalização e conscientização da população, devem ser consideradas. Porém, o método mais efetivo ainda é o da prevenção.

Descritores: Motocicleta. Acidente de tânsito. trauma

 


 

028. Avaliação da orientação médica no momento do diagnóstico de criptorquidia na infância

 

 

Bezerra AS; Filho RC; Akita Júnior J; Nascimento FJ; Rodrigues AO; Wroclawski ML; Wroclawski ER

mwroclawski@terra.com.br

 

 

INTRODUÇÃO: A criptorquidia afeta 3 a 4% dos recém-nascidos a termo, com resolução espontânea em grande parcela dos casos. O reconhecimento desta condição e seu tratamento adequado são fundamentais para preservar a fertilidade, facilitar a detecção precoce de tumores e prevenir a torção testicular. Recomenda-se que o tratamento se inicie após o primeiro ano de vida e esteja concluído até os dois anos de idade.
OBJETIVO: Avaliar em que idade foi realizado o diagnóstico de criptorquidia, assim como quem havia o feito e qual a orientação médica recebida pelos familiares.
MÉTODOS: Avaliamos 49 meninos nascidos em ambiente hospitalar e encaminhados para consulta urológica por criptorquidia. O responsável pela criança foi interrogado quanto a participação em Programa de Puericultura, quem havia feito o diagnóstico e qual a orientação recebida naquele momento. Foram consideradas adequadas indicações de tratamentos até os dois anos de idade, ou imediato em crianças acima desta faixa etária.
RESULTADOS: Em 27 (55%) crianças diagnosticou-se criptorquidia antes dos dois anos, entretanto, em apenas sete (14%), no berçário. Destas 27, a orientação médica foi inadequada em 12 (24,5%) casos. Dos 22 (45%) pacientes com diagnóstico após os dois anos, três (6%) tiveram indicação errônea de observação clínica. No total, quinze (31 %) pacientes foram orientados inadequadamente.
CONCLUSÃO: A genitália masculina deve ser cuidadosamente examinada em berçários e em Programas de Puericultura para investigação de criptorquidia. Existe ainda muita dúvida dos profissionais da saúde sobre qual a orientação adequada frente ao menino que apresenta esta afecção.

Descritores: Testículo. Criptorquidia. Diagnóstico. Orientação médica.

 


 

029. Avaliação do conhecimento das adolescentes da região do ABC sobre os efeitos teratogênicos do álcool e do tabaco

 

 

Alessi R; Akerman M; Braga AFF; Cassefo G; Chicoli FA; Dória PLS; Guerra LA; Martins LC

cassefo@hotmail.com

 

 

INTRODUÇÃO: No Brasil, a maior causa de internações de meninas entre 10 e 14 anos é o parto. Em Santo André, a única cidade do ABC com tais dados disponíveis, 27% das gestantes atendidas pela rede pública são adolescentes entre 10 e 19 anos.Tal população apresenta grande exposição ao álcool e ao tabaco, fatores de reconhecida teratogenicidade.
OBJETIVO: Esse estudo pretende avaliar o grau de conhecimento das adolescentes sobre os riscos do álcool e do tabaco.
MÉTODOS: Foi utilizado questionário auto-aplicativo respondido por 114 adolescentes que freqüentavam o Clube Lions de Assistência Social à Adolescente de Santo André. Foram coletadas informações sobre vida sexual ativa, hábitos de tabagismo e etilismo, conhecimento sobre os efeitos e quantidades teratogênicas para o feto. Foi utilizado o teste de diferença de proporções, para verificar diferenças entre as respostas das entrevistadas.
RESULTADOS: 109 (95,7%) adolescentes tinham idade entre 15 e 16 anos, destas, 29 (25,4%) afirmaram ter vida sexual ativa. 58 (50,9%) adolescentes afirmaram consumir bebidas alcoólicas. Já com relação ao tabagismo, apenas 6 (5,3%) referiram o hábito. Todas as adolescentes afirmaram conhecer a teratogenicidade do álcool e do tabaco. Observa-se que as usuárias possuem maior conhecimento sobre a teratogenicidade que as não usuárias.
CONCLUSÃO: É preocupante a grande exposição às drogas lícitas encontradas entre as adolescentes, sendo que um número considerável já apresenta vida sexual, havendo conseqüente risco de gravidez.

Descritores: Gravidez. Adolescência. Conhecimento. Teratogenicidade. Tabagismo. Álcool. Síndrome do álcool fetal.

 


 

030. Avaliação do conteúdo de livros escolares: vacinas

 

 

Succi CM; Succi RCM; Wickbold D

daniwick@yahoo.com.br

 

 

INTRODUÇÃO: Os livros escolares e os professores do ensino fundamental têm papel importante na divulgação dos conceitos de educação em saúde.
OBJETIVO: Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar o conteúdo desses livros sobre conceitos que trazem sobre vacinação.
MÉTODOS: Foram analisados 50 livros escolares da área de Ciências e Biologia , onde os autores verificaram o seu conteúdo na área de vacinação.
RESULTADOS: Apenas 3 livros da 8ª série não continham informações sobre saúde, mas 17 livros (34%) não continham qualquer informação sobre vacinação. Dos 33 livros com informações sobre vacinas, 19 (57,5%) continham informações incorretas, 29/33 (87,8%) associavam vacina com prevenção de doenças, 10/33 (30,3%) citavam o calendário básico de vacinação e apenas 7/33 (21,2%) informavam sobre a vacinação de outras faixas etárias que não a pediátrica. As vacinas mais citadas foram: vacina contra a poliomielite (26 citações), contra a tuberculose (23), contra o sarampo (21) e DPT (19). Vacinas contra dengue, febre tifóide, cólera e varíola (7 citações) foram citadas mais vezes que as vacinas contra hepatite A (1), gripe (2), varicela (2) e raiva (3). Alguns dos erros encontrados foram, além da citação de vacinas inexistentes (dengue) ou em desuso (varíola), a associação de vacinas com dor e desconforto, o conceito de que vacina é um remédio e a indicação de vacinação apenas para crianças.
CONCLUSÃO: Os livros escolares perdem a oportunidade de introduzir conceitos corretos e adequados sobre imunizações, na época em que as crianças estão ávidas por novos conhecimentos e podem transmití-los para seus familiares.

Descritores: Educação. Livros escolares. Vacinas.

 


 

031. Epilepsia: epidemiologia no Grande ABC

 

 

Bellelis P; Diament M; Nunes RC; Silva RAPC; Wajnstejn R

magridiament@zaz.combr

 

 

INTRODUÇÃO: A epilepsia é uma síndrome decorrente de hiperatividade dos neurônios e circuitos cerebrais. As manifestações clínicas são variadas e serão determinadas pela intensidade do processo e pela região acometida do sistema nervoso central.
OBJETIVO: analisar as variáveis epidemiológicas da população epiléptica da região do Grande ABC.
MÉTODOS: foram analisados 500 prontuários de pacientes atendidos no ambulatório de neurologia da FMABC nos anos de 1999 a 2002. Destes 182 tinham diagnóstico de epilepsia e 100 foram incluídos no estudo. RESULTADOS: Dos pacientes avaliados, 59 eram homens (59%), com uma média de idade de 20,11 anos. A média de idade do início das crises foi de 10,64 anos. A crise epiléptica do tipo tônico-clônico generalizada foi a de maior prevalência na população avaliada (46,60%). Trinta e nove por cento do universo avaliado apresentava alguma alteração do exame clínico ou dos exames de imagem. Dos pacientes avaliados, 50,48% responderam ao tratamento medicamentoso.
CONCLUSÃO: a população de epilépticos do Grande ABC se enquadra nos padrões encontrados na literatura médica internacional quanto aos quesitos: sexo, idade e controle medicamentoso das crises. Quanto ao tipo de crise o perfil epidemiológico se mostrou compatível com o dos países em desenvolvimento.

Descritores: Epilepsia. Epidemiologia. Classificação. Crises epilépticas. Terapia.

 


 

032. Estudo da atitude e do conhecimento dos médicos não oncologistas em relação às medidas de prevenção do câncer

 

 

Costa LJM; Del Giglio A; Koshimura ET; Prudente FVB; Sá VHLC; Samano EST; Santos AF; Tucunduva LTCM

vh55@uol.com.br

 

 

INTRODUÇÃO: O diagnóstico do câncer é feito, na maioria das vezes, por não-oncologistas. É essencial que esses médicos conheçam e pratiquem medidas de prevenção do câncer.
OBJETIVO: Conhecer as atitudes preventivas do câncer em uso corrente pelos médicos ligados à Faculdade de Medicina do ABC.
MÉTODOS: Foram entregues questionários para 120 médicos não-oncologistas, de diversas especialidades, que lidam diretamente com pacientes adultos.
RESULTADOS: A taxa de resposta foi de 70 questionários (58,3%). A média da idade dos médicos foi de 33,9 anos, sendo 57,1% mulheres e 10% tabagistas. As práticas preventivas para os cânceres mais comuns (mama, colo de útero, próstata, colorretal e pele não-melanoma) foram analisadas e comparadas com as recomendadas pelos consensos adotados (INCA, Sociedade Americana de Cancerologia, Força Tarefa Canadense). Observou-se que a maioria das práticas em uso corrente (45,72% a 100%) não se adequou a nenhum deles. As possíveis barreiras para o adequado exercício da prevenção do câncer consideradas de grande importância foram: falta de agentes educadores em saúde para a população (82,86%), pouco conhecimento ou treinamento (77,14%) e falta de verba para custear exames (70,15%). A maior parte das condutas inadequadas praticadas tendeu ao excesso no pedido de exames de rastreamento, o que pode ser explicado pela falta de conhecimento referida pelos médicos e pela divergência existente entre os consensos.
CONCLUSÃO: As práticas preventivas em uso atual pelos médicos entrevistados são heterogêneas e, em sua maioria, não preconizadas por nenhum dos consensos de conduta preventiva consultados. São necessários recursos e esforços educativos para corrigir esta situação.

Descritores: Prevenção primária câncer. Consenso. Guia de prática médica.

 


 

033. Fadiga, depressão e qualidade de vida em pacientes com câncer de mama submetidas à quimioterapia

 

 

Centofanti G; Chicoli FA; Costa LJM; Del Giglio A; Glasberg J; Gonçalves MS; Samano ET; Vince FAH

marinasg@zipmail.com.br

 

 

INTRODUÇÃO: Depressão e fadiga são sintomas comuns em pacientes com câncer de mama submetidas à quimioterapia (QT), e que podem prejudicar sua qualidade de vida.
OBJETIVO: O intuito deste estudo é averiguar a prevalência desses sintomas durante e após o tratamento quimioterápico.
MÉTODOS: Foram entrevistadas 101 mulheres, submetidas ao Inventário de Depressão de Beck, Escala de Fadiga de Chalder e Questionário de Qualidade de Vida EORTC QLQ-C30. O grupo foi composto por 25 pacientes durante o tratamento, 24 após seu término e 52 mulheres sem câncer (controles).
RESULTADOS: Não encontramos diferenças significativas entre as médias das pontuações da Escala de Fadiga de Chalder (física, mental e geral) dos diversos domínios do Questionário de Qualidade de Vida (global, funcional e sintomas) e do Inventário de Depressão de Beck com o uso de QT atual ou pregresso.
CONCLUSÃO: Concluímos que a utilização de QT não está associada à depressão, fadiga ou à diminuição da qualidade de vida nas pacientes estudadas.

Descritores: Fadiga. Quimioterapia. Câncer da mama. Depressão. Qualidade de vida.

 


034. Incidência de mutação no códon 12 do proto - oncogene K-ras no carcinoma de próstata humana em uma amostra da população brasileira

 

 

Barros EL; Corrêa TD; Gajardo JRC; Goldeinstein PT; Kappaz GT; Pertusier LO; Scapinelli A; Simardi LH

gkappaz@estadao.com.br

 

 

INTRODUÇÃO: Estudos experimentais e epidemiológicos têm demonstrado que o câncer é uma doença genética caracterizada por uma série acumulativa de alterações dos genes que modulam diversos mecanismos fisiológicos.
OBJETIVO: No intuito de estudar a participação do gene ras ativado na tumorigênese humana, pesquisamos a freqüência de mutação pontual no códon 12 do gene K-ras em espécimes cirúrgicos de pacientes portadores de câncer de próstata.
MÉTODOS: Um grupo controle foi utilizado com pacientes com Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). Os cortes destinados ao estudo foram desparafinizados e submetidos à extração do DNA pelo método da proteinase K. A amplificação do fragmento isolado foi obtida pela reação em cadeia de polimerase seguida por clivagem, utilizando a enzima de restrição Mval. A eletroforese em gel de agarose permitiu a verificação da presença de mutações.
RESULTADOS: Os resultados mostram que em 2 dos 15 carcinomas de próstata estudados foi possível constatar a presença de mutação do códon 12 do gene K-ras, sendo elas polimórficas para esse caractere. Nenhum paciente com HPB apresentou a mutação.
CONCLUSÃO: A incidência de mutação de 13,3% na amostra da população brasileira analisada caracteriza uma incidência intermediária entre as populações japonesa e americana. É pouco provável que a mutação isolada do K-ras seja um evento significativo na carcinogênese prostática nesta população.

Descritores: Próstata. Oncogenes. Câncer. Reação em cadeia da polimerase. K-ras.

 


 

035. Linfidema – atualização da análise dos pacientes acompanhados no serviço de linfologia da disciplina de angiologia e cirurgia vascular da Faculdade de Medicina do ABC

 

 

Debs PGK; Fernandes MBR; Hiratsuka J; Kafejian-Haddad AP; Kafejian O; Kayo AP; Yamada VL; Sanjar FA

juliah@bol.com.br

 

 

INTRODUÇÃO: Linfedema é uma doença crônica decorrente da insuficiência da drenagem linfática que geralmente acomete membros superiores e inferiores, e evolui com aumento do volume dos mesmos. Estima-se em 450 milhões de pessoas com distúrbio linfático na população mundial. Pouco se sabe sobre a incidência do linfedema em nosso meio, bem como sua distribuição etiológica e formas clínicas.
OBJETIVO: Este trabalho tem com objetivo estudar a incidência e distribuição de linfedema quanto à etiologia e formas clínicas dentre os pacientes acompanhados no Serviço de Linfologia da Disciplina de Angiologia e Cirurgia Vascular da FMABC.
MÉTODOS: Foram analisados 115 pacientes portadores de linfedema, e classificados quanto à etiologia, local de acometimento, tempo de evolução da doença e forma clínica.
RESULTADOS: Em nossa análise, 43,48% dos pacientes apresentaram linfedema primário, e 56,52%, secundário, sendo este mais freqüentemente decorrente da erisipela. 79,14% eram do sexo feminino. O acometimento maior foi dos membros inferiores e forma clínica, grau II. Apenas 6,08% tiveram acometimento de membros superiores.
CONCLUSÃO: O acompanhamento ambulatorial permite uma melhor avaliação dos portadores de linfedema, que reflete no controle da evolução da doença. Em nosso estudo, o linfedema prevaleceu no sexo feminino, sendo as extremidades inferiores as mais acometidas e em relação à forma clínica predominou o grau II. Dentre as causas de linfedema secundário, a mais freqüente foi a pós infecciosa.

Descritores: Linfedema.

 


 

036. O destino dos embriões congelados provenientes da fertilização in vitro: qual a opinião de pacientes, médicos e estudantes de medicina e as considerações da resolução nº 1358/92 do Conselho Federal de Medicina

 

 

Ferling V; Motta EAL

viviane.ferling@terra.com.br

 

 

INTRODUÇÃO: Em geral, a terapêutica da infertilidade baseia-se na estimulação da ovulação com o objetivo de obter dentre todos, um grande número de ovócitos cuja qualidade seja necessária para a implantação embrionária. Especialmente na fertilização in vitro (FIV) esta técnica gera polêmicas quanto aos embriões excedentes, tanto pela produção elevada destes quanto pelo limite do número a ser transferido ao útero, a fim de evitar o risco de gestações múltiplas. Tais considerações propiciaram o desenvolvimento da criopreservação, técnica que apresenta certas vantagens como o aumento da eficácia do tratamento, a diminuição da chance de gestações múltiplas e o decréscimo da incidência da Síndrome da Hiperestimulação Ovariana. No entanto, ela traz consigo vários dilemas científicos, éticos, morais, sociais, religiosos e financeiros, tais como: o tempo máximo de congelamento, a superestocagem de embriões humanos e o seu destino, pois eles somente podem ser doados a outros casais ou repostos ao útero, não sendo permitido o descarte destes embriões.
OBJETIVO E MÉTODOS: O presente artigo destinou-se a verificar, através da aplicação de questionários objetivos, a opinião de casais inférteis, médicos e acadêmicos de medicina sobre o destino dos embriões criopreservados, e confrontá-la com a ética da RHA que atualmente é regida pela Resolução n°1358/92 do Conselho Federal de Medicina.
RESULTADOS E CONCLUSÃO: Após coleta dos dados verificou-se que pouco sabem pacientes sobre ética medica, é mínimo o conhecimento de alunos e médicos sobre a ética da Reprodução Humana e nos mostrou também a desatualização da Resolução acima perante o avanço tecnico-cientifico associado aos anseios, expectativas e direito dos paciente em questão.

Descritores: Ética. Embriões. Criopreservação. Destino. Limite.

 


 

037. Oferta de pâncreas não utilizados para transplante na cidade de São Paulo em 2002

 

 

Bergamaschi JPM; Esteves FP; Genzini T; Perosa M; Pertusier LO

leopertusier@hotmail.com

 

 

INTRODUÇÃO: O transplante de ilhotas (TI) de Langerhans surgiu como uma opção para o tratamento de seletos diabéticos insulino-dependentes. Faz-se assim imperativa a viabilização de pâncreas para o isolamento e transplante das ilhotas.
OBJETIVO: avaliar o potencial de oferta de pâncreas que não são utilizados para transplante na cidade de São Paulo, grande ABC e litoral, bem como o perfil clínico e laboratorial desses doadores quanto aos fatores que podem influenciar o isolamento de ilhotas.
MÉTODOS: Investigou-se na Central de Transplantes da cidade de São Paulo os dados clínicos e laboratoriais de doadores com doação de pâncreas viabilizada em 2002. Subtraiu-se desse total os doadores cujo pâncreas foi utilizado para transplante de órgão total. Foram aceitos como fatores prejudiciais ao isolamento de ilhotas os seguintes : 1) idade, 2)IMC, 3)história de diabetes mellitus, 4)glicemia, 5)amilase, 6)tempo de UTI, 7)parada cardíaca e 8)uso de Dopamina, Noradrenalina ou associações. Considerou-se doadores favoráveis ao isolamento aqueles que apresentaram de zero até 3 fatores negativos.
RESULTADOS: Dentre 174 doadores para captação de pâncreas na cidade de São Paulo , grande ABC e litoral em 2002, 59 foram utilizados para transplante de órgão total, restando 115 (66%) analisados neste estudo. O número de doadores favoráveis ao isolamento de ilhotas nesta amostragem foi de 77 (44%).
CONCLUSÃO: No ano de 2002, com as regras de distribuição de órgãos vigentes, dentre um total de 174 doadores, 77 (44%) apresentavam perfil favorável ao isolamento de ilhotas. Esse número de órgãos permitiria com uso de 3 pâncreas para cada transplante de ilhotas, a realização de 25 transplantes de Ilhotas nesse ano.

Descritores: Doadores de Órgãos. Pâncreas. Ilhotas de Langerhans. Transplante de ilhotas.

 


 

038. Perfil epidemiológico do paciente diabético usuário do centro de saúde escola em Capuava, Santo André/SP

 

 

Bozzetti RM; Fujii EY; Hirai AY; Junior NC; Machado LN; Matos LL; Sugiyama MM

carlart@ig.com.br

 

 

INTRODUÇÃO: A Diabetes Mellitus (DM) é de grande importância para a Saúde Pública por possuir alta morbimortalidade como se observa nas estatísticas do Ministério da Saúde do Brasil. Apresenta-se em quatro grandes grupos: DM I, DM II, DM gestacional e DM Secundária. Está comumente associada a hipertensão arterial sistêmica, dislipidemias e obesidade em um conjunto denominado de Síndrome Plurimetabólica.
OBJETIVO: Avaliar o perfil epidemiológico do paciente diabético usuário do Centro de Saúde Escola de Capuava, Santo André/SP, quanto a índice de massa corpórea, idade, sexo, tipo de diabetes, histórico familiar, tratamento utilizado, adesão ao tratamento e doenças associadas (hipertensão arterial sistêmica, retinopatia, pé diabético, dislipidemias, neuropatia e obesidade).
MÉTODOS: 200 prontuários médicos serviram para a análise e obtenção dos dados, através de um estudo transversal que se restringiu as variáveis: identificação, idade, sexo, peso, altura, tipo de diabetes, histórico familiar, tratamentos utilizados e doenças associadas.
RESULTADOS: Segundo análise das variáveis: 76,50% dos pacientes são do sexo feminino; 32% dos casos estão entre 61 e 70 anos; 75% são de DM tipo II; 57, 75% negam histórico familiar; 74,11% fazem dieta hipoglicêmica associada a tratamento adjuvante; a adesão ao tratamento ocorre em 72,25% dos casos e a associação com HAS ocorre em 73, 50% dos casos e contribui para os 23,50% dos casos de Síndrome Plurimetabólica.
CONCLUSÂO: O perfil epidemiológicodo diabético usuário do CSEbaseia-se nos dados acima, merecendo destaque a Síndrome Plurimetabólica. Constatou-se deficiência do preenchimento dos prontuários, para o qual sugere-se o Anexo I.

Descritores: Diabetes. Capuava. Estudo transversal. Epidemiologia.

 


 

039. Telefone celular: domínio ou incógnita médica

 

 

Akerman M; Cvintal V; Harada RM; Perestrelo VB

cvintal@uol.com.br

 

 

INTRODUÇÃO: a notável abrangência do uso do telefone celular ascende indagações e debates sobre possíveis efeitos aos homens, aos quais mesmo pequenos viéses poderiam guiar a importantes desafios à saúde pública.
OBJETIVO: apresentar uma revisão dos trabalhos publicados nestas últimas décadas e pretende cotejá-los com o nível de conhecimento de alunos de medicina sobre a evolução do assunto.
MÉTODOS: o trabalho foi dividido em duas etapas: (a) pesquisa via internet, http://www.pubmed.com, usando a palavra chave: "mobile phones"; (b) qüestionário, realizado por sorteio de 30 alunos de cada ano letivo do curso de Medicina da FMABC de 2002 (n=180), avaliando a possibilidade do aluno possuir um aparelho celular móvel e o conhecimento sobre artigos relacionados ao tema.
RESULTADOS: (a)agrupou-se os artigos (127) segundo as variáveis: assunto e categoria conclusiva; (b) Da enquete, 95,93% dos alunos referiram possuir telefone celular, enquanto apenas 32% possuíam conhecimento sobre o assunto. Apesar da maioria dos estudantes possuir o aparelho, apenas uma minoria detinha um conhecimento mais apurado sobre o assunto. E, curiosamente, a tendência deste pouco conhecimento dos alunos não segue os padrões encontrados pela pesquisa na internet.
CONCLUSÃO: Sugere-se a atualização de profissionais da saúde a campos ainda incógnitos e ilustra-se um novo conteúdo literário àqueles responsáveis pela orientação da Saúde no Estado.

Descritores: Telefone celular. Saúde coletiva. Epidemiologia. Conhecimento médico.

 


 

040. Teratoma de ovário – uma revisão clínica e epidemiológica de 81 casos

 

 

Barbosa CP; Franchi T; Matsumura ST; Rizzo FA

taluanafranchi@

 

 

INTRODUÇÃO: Teratoma é o termo concedido ao tumor de células germinativas mais comum nos ovários. Se originam de células germinativas primitivas que migram para o ovário no início da vida embrionária. Pode diferenciar-se em tecidos mais especializados, ou seja, o teratoma maduro, ou permanecer mais indiferenciado para constituir os teratomas imaturos.
OBJETIVO: Este estudo retrospectivo analisa a relação entre teratomas ovarianos benignos e malignos e seus aspectos clínicos, epidemiológicos, anatomo-patológicos, hábitos e fatores de risco para sua ocorrência.
MÉTODOS: Os 81 casos incluídos foram operados em serviços atendidos pela disciplina de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina do ABC.
RESULTADOS: A idade média foi de 29,07anos, com maior prevalência na faixa etária de 21 a 40 anos. A queixa principal foi a dor (45,7%), seguida pela presença de massa abdominal palpável (14,89%). A torção foi a complicação mais freqüente ocorrendo em 10,9% dos casos.
CONCLUSÃO: A raça branca foi a mais acometida, 31 pacientes tiveram a menarca com menos de 14 anos, 25,92% delas eram eumenorréicas. A maioria das mulheres era nulípara. Aproximadamente, 19,75% realizavam anticoncepção hormonal. O exame de imagem foi o principal meio diagnóstico e o tratamento prevalente foi a cirurgia não conservadora.

Descritores: Teratoma. Teratoma cístico. Disembrioma. Tumor teratóide. Teratoma maduro.

 


 

041. Uso de medicina alternativa/complementar por médicos oncologistas brasileiros

 

 

Campos AS; Costa LJM; Del Giglio A; Goldeinstein PT; Lewin F; Ribeiro LM; Samano EST; Valesin Filho ES

samanoeli@terra.com.br

 

 

INTRODUÇÃO: A medicina alternativa/complementar (MAC) é freqüentemente utilizada por pacientes com câncer. Desenvolvemos uma extensa pesquisa entre médicos brasileiros que tratam de câncer para compreender sua postura perante a MAC.
OBJETIVO: Avaliar a opinião dos oncologistas brasileiros a cerca da MAC.
MÉTODOS: Submetemos um questionário, pelo correio, a todos os 655 membros da Sociedade Brasileira de Cancerologia questionando sua opinião, postura e conhecimento quanto a MAC.
RESULTADOS: Recebemos 119 respostas (18%). A maioria (96,6%) conhecia pelo menos um tipo de MAC e já utilizou pelo menos uma vez para uso próprio (76,7%). Setenta e seis (63,8%) questionam seus pacientes sobre o uso de MAC e 37,8% apontaram pelo menos um motivo para estimular seu uso (68,8% para tratamento complementar, 24,3% por falha no tratamento convencional e 6,6% para tratamento exclusivo do câncer). Dos entrevistados, 80,7% não indicam MAC, pela falta de evidência científica de sua eficácia (56,2%), falta de conhecimento suficiente (29%), não acreditar em MAC (23%) entre outros, entretanto, 90% apontaram pelo menos um tipo de MAC que indica ou indicaria para seus pacientes. A indicação de MAC se correlacionou com o seu uso pelo médico, assim como formação clínica e com questionar o paciente quanto ao seu uso.
CONCLUSÃO: O uso freqüente de MAC por pacientes oncológicos brasileiros parece estar respaldado por seus médicos.

Descritores: Medicina alternativa. Medicina complementar. Câncer. Oncologia.

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