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Revista Paulista de Pediatria

Print version ISSN 0103-0582

Rev. paul. pediatr. vol.28 no.1 São Paulo Mar. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-05822010000100007 

ARTIGO ORIGINAL

 

Broncoespasmo induzido pelo exercício em adolescentes asmáticos obesos e não-obesos

 

 

Wendell Arthur LopesI; Nelson RosárioII; Neiva LeiteIII

IMestre em Educação Física pela UFPR; docente do curso de Educação Física da Faculdade Guairacá, Curitiba, PR, Brasil
IIDoutor em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); professor titular de Pediatria da UFPR, Curitiba, PR, Brasil
IIIDoutora em Saúde da Criança e do Adolescente pela UFPR; docente no curso de Educação Física da UFPR, Curitiba, PR, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar e comparar a frequência e intensidade do broncoespasmo induzido pelo exercício (BIE) em adolescentes asmáticos obesos e não-obesos.
MÉTODOS: Estudo transversal e descritivo realizado com 39 adolescentes de ambos os sexos, com idade entre dez e 16 anos, divididos em dois grupos conforme o histórico clínico de asma e/ou rinite alérgica e o índice de massa corporal: asmáticos obesos (n=18); asmáticos não-obesos (n=21). Utilizou-se o teste de broncoprovocação com exercício para a avaliação do BIE, considerando-se positiva uma diminuição do volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) >15% do valor pré-exercício. Para avaliar a intensidade e a recuperação do BIE, foram calculadas a queda percentual máxima do VEF1 (QM%VEF1) e a área acima da curva (AAC0-30). A análise estatística utilizou o teste exato de Fischer para comparar a frequência de BIE e o teste de Mann-Whitney para a intensidade e recuperação. Rejeitou-se a hipótese de nulidade se p<0,05.
RESULTADOS: Não houve diferença significativa na frequência de BIE entre os grupos de asmáticos obesos (50%) e não-obesos (38%). Entretanto, a queda máxima do VEF1 e a AAC0-30 foram maiores nos asmáticos obesos em comparação aos não-obesos (respectivamente 37,7% e 455 versus 24,5% e 214, p<0,03).
CONCLUSÕES: A obesidade não contribuiu para o aumento da frequência do BIE em asmáticos e não-asmáticos, entretanto, a obesidade contribuiu para o aumento da intensidade e do tempo de recuperação da crise de BIE em asmáticos.

Palavras-chave: asma; asma induzida por exercício; obesidade; sobrepeso; adolescente.


 

 

Introdução

A obesidade é um problema de Saúde Pública na maioria dos países desenvolvidos(1) e em desenvolvimento(2). O sobre-peso e a obesidade são considerados fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas, como as cardiovasculares, diabetes tipo II e certos tipos de câncer(3).

O excesso de peso tem sido associado a problemas respiratórios crônicos, como a asma(4,5). O acúmulo excessivo de tecido adiposo na região central pode alterar a mecânica pulmonar(6), levando ao aumento da contratilidade e da responsividade da musculatura lisa dos brônquios(7). Além disso, a célula adiposa é produtora de mediadores inflamatórios que, em níveis elevados, podem modificar a resposta das vias aéreas(8).

A maioria dos estudos que investigou a associação entre obesidade e asma utilizou os sintomas respiratórios para o diagnóstico clínico de asma(9,10). Esse procedimento compromete os resultados porque muitos indivíduos são classificados como asmáticos, mesmo que nenhuma evidência de hiper-responsividade brônquica (HRB) tenha sido constatada(11). A HRB, como avaliação direta da asma, é uma medida útil para entender a relação entre essas duas doenças, mas a avaliação de HRB em obesos tem demonstrado resultados conflitantes(12). Urger et al(13) encontraram maior frequência de broncoespasmo induzido pelo exercício (BIE) em crianças e adolescentes obesos sem histórico de asma. Por outro lado, estudos com crianças e adolescentes com histórico positivo(14,15) ou negativo de asma(16,17) não identificaram diferenças na frequência de BIE entre obesos e não-obesos.

O excesso de peso está associado à intensidade da asma, sugerindo que indivíduos asmáticos obesos apresentem maior exacerbação das crises de asma e uso de medicamentos em comparação aos não-obesos(18,19). A intensidade do BIE, com base em parâmetros como a queda máxima do volume expiratório forçado no primeiro segundo (QMVEF1), tem sido pouco investigada e os resultados são contraditórios(13-17). Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar e comparar a frequência e a intensidade do BIE em adolescentes asmáticos obesos e não-obesos.

 

Métodos

Estudo descritivo e transversal composto por 39 sujeitos com idade entre 10 e 16 anos, selecionados por conveniência e provenientes dos Ambulatórios de Obesidade da Unidade de Endocrinologia e de Alergia Pediátrica do Hospital de Clínicas de Curitiba e de escolas públicas próximas ao hospital.

Foram excluídos do estudo os adolescentes com excesso de peso de causa endócrina ou com doença sindrômicas, com incapacidade de se exercitarem em esteira ergométrica por problemas motores ou neurológicos, fumantes, aqueles com déficit neuropsicomotor ou dificuldade de compreensão das instruções dos testes espirométricos.

Os participantes foram alocados em dois grupos, conforme o índice de massa corporal (IMC) e a história clínica de asma e/ou rinite alérgica. O grupo de asmáticos obesos foi composto por 18 indivíduos com IMC>P85 com asma e/ou rinite e o grupo de asmáticos não-obesos, composto por 21 sujeitos com IMC<P85 com asma e/ou rinite.

Utilizou-se o IMC para a classificação da obesidade, conforme os pontos de corte propostos por Conde e Monteiro(20). O diagnóstico de asma foi realizado segundo as recomendações do III Consenso Brasileiro do Manejo da Asma(21) e o de rinite alérgica, de acordo com as orientações do II Consenso Brasileiro sobre Rinites(22). O protocolo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), atendendo à resolução 196/96. Todos os participantes foram avaliados por uma equipe multidisciplinar após a obtenção da assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido dos pais ou responsáveis.

A hiper-responsividade brônquica foi analisada por teste de broncoprovocação com exercício. O parâmetro da função pulmonar mensurado foi o volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) antes e após o exercício (3, 5, 10, 15 e 30 minutos). O exercício físico foi realizado em esteira rolante (Series 2000 Treadmill, Marquette, USA) durante oito minutos, com intensidade igual ou superior a 85% da frequência cardíaca máxima, obtida em teste ergométrico prévio. A velocidade da esteira foi estimada pela equação: V (mph): 1,16 + 0,02 x estatura (cm), e a inclinação variou de 10 a 15%, sendo ambas reajustadas pelo investigador até que o indivíduo atingisse a frequência cardíaca-alvo. A frequência cardíaca foi monitorada por um frequencímetro (Polar A1, Polar Eletro, Finlândia). Realizaram-se os testes no período da tarde, das 14 às 17 horas e o ambiente de execução foi controlado, mantendo-se a temperatura entre 20 e 25ºC e a umidade do ar menor do que 50%.

Os participantes foram orientados a não ingerir café, chá ou refrigerante com cafeína nas duas horas anteriores ao teste, a suspender os broncodilatadores de ação curta e longa 12 horas antes, e os anti-histamínicos de ação curta e longa, respectivamente, 48 horas e cinco dias antes do teste. Para realizar o exame, o participante não deveria apresentar sintomatologia compatível com quadro clínico de infecção viral (resfriado ou gripe) nas últimas quatro semanas e não estar em crise de asma, demonstrando valores do VEF1>80% do previsto e a relação VEF1/CVF>75%(23). Os valores previstos do VEF1 foram os de Polgar e Promodhat(24).

Para o diagnóstico do BIE, foi utilizado o cálculo da diminuição percentual do VEF1 pós-exercício em relação ao valor pré-exercício, calculada pela fórmula:

%VEF1=(VEF1pré-exercício - VEF1pós-exercício/ VEF1pré-exercício) x 100. Foi considerada BIE positivo uma diminuição >15%(25).

Para avaliar a intensidade do BIE, foram utilizados os parâmetros de queda percentual máxima do VEF1 (QM%VEF1) e da área acima da curva (AAC0-30). A AAC0-30 foi calculada a partir dos valores de queda percentual do VEF1 nos sucessivos tempos de avaliação após exercício, utilizando o método trapezoidal. Este parâmetro representa a combinação da queda máxima e tempo de recuperação do VEF1(26).

Os dados de caracterização da amostra e da função pulmonar após exercício foram expressos em forma de média e desvio padrão e comparados por meio do o teste t de Student As frequências de BIE foram expressas em forma de freqüência absoluta e relativa e comparadas com o teste exato de Fisher(27). A análise foi realizada no Programa Statistica 6.0 e o nível de significância estatística foi de α=5%.

 

Resultados

A Tabela 1 apresenta as características antropométricas e da função pulmonar inicial dos grupos. O peso corporal e o IMC foram significativamente maiores no grupo dos asmáticos obesos. A função pulmonar inicial foi similar entre os grupos, demonstrando que nenhum dos grupos estava em crise de asma.

O BIE ocorreu em nove adolescentes (50%) no grupo dos asmáticos obesos e em oito (38%) no grupo de asmáticos não-obeso. Não houve diferença significativa na frequência de BIE entre os grupos (p=0,42).

A QM%VEF1 e a AAC0-30 foram significativamente maiores no grupo de asmáticos obesos quando comparados aos asmáticos não-obesos (Tabela 2).

 

Discussão

A presença de excesso de peso está associada a um grande número de mudanças fisiológicas que medeiam a relação entre obesidade e asma(8). Os indivíduos obesos apresentam inflamação sistêmica, com aumento de citocinas pró-inflamatórias e quimiocinas como a interleucina-6, a leptina, a interleucina-18 e o fator de necrose tumoral, envolvidas na etiologia das condições não-atópicas, como doenças cardiovasculares, diabetes e potencialmente a asma(4,5).

A obesidade não está claramente associada à alergia(12). O excesso de peso, no entanto, aumenta o processo inflamatório não-eosinofílico e amplia o risco de asma não-atópica(8). Os valores de VEF1 e capacidade vital forçada (CVF) são frequentemente reduzidos em adultos obesos(7), entretanto, em crianças e adolescentes os valores são similares em obesos e não-obesos(10). No presente estudo, os asmáticos obesos e os asmáticos não-obesos apresentaram valores iniciais do VEF1 similares.

Os efeitos da obesidade também podem ser evidenciados pelas alterações na resposta das vias aéreas, visto que o aumento do peso corporal tem sido prospectivamente associado ao aumento da hiper-responsividade brônquica em crianças asmáticas, bem como em crianças não-asmáticas(7). Estudos que avaliaram a frequência de BIE em crianças e adolescentes obesos e não-obesos e asmáticos obesos e não-obesos têm encontrado resultados conflitantes. Ulger et al(13) observaram frequência significativamente maior de BIE em obesos comparados aos não-obesos sem histórico de asma (32 versus 3%, p=0,003). Outros estudos(16,17) não encontraram diferença na prevalência de BIE entre obesos e não-obesos e entre asmáticos obesos e não-obesos(14,15). No presente estudo, não houve diferença na prevalência de BIE entre asmáticos obesos e não-obesos (50 versus 38%, p=0,42).

O excesso de peso está associado a uma maior intensidade da asma, uma vez que os obesos apresentam maior exacerbação das crises de asma e necessidade de medicamentos, comparativamente aos não-obesos(18,19). Kaplan e Montana(16) encontraram uma %QMVEF1 significativamente maior em crianças não-asmáticas obesas comparadas às não-obesas (10 versus 4%; p<0,05). Del Rio-Navarro et al(14) mostraram %QMVEF1 mais elevada em crianças asmáticas obesas comparadas às não-obesas (17 versus 9%; p<0,05). Por outro lado, Rodrigues et al(15) não observaram diferenças entre asmáticos obesos e não-obesos. No presente estudo, o %QMVEF1 foi significativamente maior nos asmáticos obesos em comparação aos asmáticos não-obesos (38 versus 24%; p=0,02).

Nenhum dos estudos que investigou o BIE em adolescentes obesos utilizou a AAC0-30 como parâmetro do BIE. A AAC0-30 representa a queda e recuperação do VEF1 após o exercício(24). No presente estudo, a AAC0-30 foi significativamente maior nos asmáticos obesos, em comparação aos asmáticos não-obesos (455 versus 214; p=0,03).

Apesar da limitação amostral deste estudo, os resultados sugerem um padrão de BIE diferente dos asmáticos obesos em relação aos não-obesos, revelando que, além de maior intensidade de crise de BIE, o asmático obeso pode apresentar dificuldade de recuperação da função pulmonar normal após exercício físico.

Em suma, observou-se que a presença de excesso de peso não aumentou a frequência de BIE em adolescentes asmáticos obesos comparados aos não-obesos, entretanto, o excesso de peso em asmáticos contribuiu significativamente para o aumento da intensidade e dtempde recuperação da crise de BIE. São necessárias futuras pesquisas com número maior de sujeitos, utilizando os mesmos parâmetros do BIE em asmáticos obesos e não-obesos, bem como estudos que avaliem os efeitos da perda de peso na intensidade e tempo de recuperação do BIE em asmáticos obesos.

 

Agradecimentos

Agradecemos ao Centro de Pesquisa em Exercício e Esporte do Departamento de Educação Física, ao Centro de Educação Física e Desportos da UFPR e ao Hospital de Clínicas da UFPR.

 

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Endereço para correspondência:
Wendell Arthur Lopes
Rua dos Escoteiros, 97, casa 2 - Santana
CEP 85070-060 - Guarapuava/PR
E-mail: wendell@ufpr.br

Recebido em: 8/4/2009
Aprovado em: 17/7/2009
Conflito de interesse: nada a declarar

 

 

Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil