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Revista Paulista de Pediatria

Print version ISSN 0103-0582

Rev. paul. pediatr. vol.29 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-05822011000100013 

ARTIGO ORIGINAL

 

Avaliação eosinofílica e soropositividade para anticorpos IgG anti-toxocara em crianças atendidas pelo Sistema Único de Saúde

 

Evaluación eosinófila y suero-positividad para anticuerpos igG anti-toxocara en niños atendidos por el Sistema Único de Saludç

 

 

Ariella Andrade MarchioroI; Cristiane Maria ColliII; Salete MattiaIII; Márcia Liz PaludoIV; Gisely Cardoso de MeloV; Carolina Moreira AdamiVI; Sandra Marisa PellosoVII; Ana Lúcia F. GuilhermeVIII

IMestranda do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da UEM, Maringá, PR, Brasil
IIDoutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde pela UEM, Maringá, PR, Brasil
IIIMestre em Ciências da Saúde pela UEM; Coordenadora da Vigilância Sanitária de Paiçandu, PR, Brasil
IVMestre em Ciências da Saúde pela UEM, Maringá, PR, Brasil
VDocente do Centro Universitário Nilton Lins, Manaus, AM, Brasil
VIBolsista e Acadêmica em Farmácia da UEM, Maringá, PR, Brasil
VIIDoutora em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (USP); Docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UEM, Maringá, PR, Brasil
VIIIDoutora em Ciências Ambientais pela UEM; Professora Associada do Departamento de Ciências Básicas da Saúde, Disciplina de Parasitologia da UEM, Maringá, PR, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Verificar a associação entre a presença de eosinofilia e a soropositividade para anticorpos IgG anti-Toxocara spp. em crianças atendidas pelo Sistema Único de Saúde no Noroeste do Paraná, Brasil.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo com crianças de sete meses a 12 anos, atendidas pelo Sistema Único de Saúde do Noroeste do Paraná, com teste ELISA para a pesquisa de anticorpos IgG anti-Toxocara spp. e contagem de eosinófilos (eosinofilia >600 células/mm3).
RESULTADOS: Entre as 1.199 crianças, 386 (32,2%) apresentaram anticorpos IgG anti-Toxocara spp. A soroprevalência e a eosinofilia foram mais frequentes em crianças de sete meses a cinco anos. A eosinofilia foi observada em 7,8% dos pacientes soro-reagentes ao Toxocara spp..
CONCLUSÕES: Foi observada elevada prevalência de anticorpos anti-Toxocara spp., principalmente nos menores de cinco anos. Com exceção de algumas crianças que apresentaram sintomas respiratórios e presença de eosinofilia, a maioria foi assintomática e não mostrava eosinofilia. A pesquisa de eosinófilos é ferramenta secundária para o diagnóstico de toxocaríase.

Palavras-chave: toxocaríase/diagnóstico; criança; eosinofilia.


RESUMEN

OBJETIVO: Verificar la asociación entre la presencia de eosinofilia y una suero-positividad para anticuerpos IgG anti-Toxocara spp. en niños atendidos por el Sistema Único de Salud en el noroeste de Paraná, Brasil.
MÉTODOS: Estudio retrospectivo en niños de siete meses a 12 años de edad, atendidos por el Sistema Único de Salud en el noroeste de Paraná, con prueba de ELISA para la investigación de anticuerpos IgG anti-Toxocara spp. y recuento de eosinófilos (eosinofilia > 600 células/mm3).
RESULTADOS: Entre los 1.199 niños, 386 (32,2%) presentaron anticuerpos IgG anti-Toxocara spp. La suero-prevalencia y la eosinofilia fueron más frecuentes en niños de siete meses a cinco años. La eosinofilia fue observada en 7,8% de los pacientes suero-reactivos al Toxocara spp.
CONCLUSIÓN: Se observó elevada prevalencia de anticuerpos anti-Toxocara spp., principalmente en niños menores de cinco años. Excepto por algunos niños que presentaron síntomas respiratorios y presencia de eosinofilia, la mayoría de ellas fue asintomática y mostraban eosinofilia. La investigación de eosinófilos es herramienta adicional a los casos con indicios clínicos de toxocariase.

Palabras-clave: toxocariase/diagnóstico; niño; eosinofilia; Toxocara spp.


 

 

Introdução

De distribuição geográfica mundial, a toxocaríase é uma zoonose prevalente em países tropicais e em desenvolvimento, estando associada a baixos níveis econômicos da população e acometendo principalmente crianças(1-5).

A infecção humana ocorre pela ingestão acidental de ovos embrionados de Toxocara canis ou Toxocara cati, parasitos intestinais de cães e gatos, respectivamente, encontrados em solo e areia contaminados com fezes desses animais(6). Os ovos ingeridos eclodem no intestino delgado, as larvas penetram na mucosa e migram até o fígado, passam pelos pulmões e, através da circulação sistêmica, chegam a diferentes tecidos. A migração desencadeia a produção de granulomas eosinofílicos, com consequente inflamação(7). A destruição dos parasitas pelos eosinófilos é dada pela ação tóxica de seus grânulos citoplasmáticos(8,9), que danificam organismos não fagocitáveis, como helmintos em fase de migração tecidual(10). A produção de eosinófilos é influenciada pela espécie do helminto, número de parasitas, localização no hospedeiro e tempo decorrido de infecção(11). Alguns autores afirmam que as helmintíases que levam à eosinofilia com maior frequência são aquelas que provocam invasão tecidual, sendo a eosinofilia mais pronunciada durante o desenvolvimento larvário e migração(12,13).

O diagnóstico da toxocaríase é realizado com base em manifestações clínicas e em exames laboratoriais, principalmente pelo teste de ELISA IgG anti-Toxocara spp. e hemograma(14,15), com eosinofilia, definida em crianças por número absoluto de eosinófilos >600/mm3(16,17). Assim, o objetivo deste trabalho foi verificar a associação entre a presença de eosinofilia e a soropositividade para anticorpos IgG anti-Toxocara spp. em crianças atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Método

De fevereiro de 2004 a novembro de 2007, foram selecionadas crianças na faixa etária de sete meses a 12 anos, atendidas pelo SUS e residentes em áreas urbanas de municípios pertencentes à região Noroeste do Paraná(18), na área de abrangência da 15ª Regional de Saúde do Paraná, Brasil. Considerando a escassez de dados na literatura sobre a prevalência da toxocaríase no Paraná e a elevada frequência de cães e de fatores epidemiológicos que contribuem para a disseminação dessa zoonose tão negligenciada nos serviços públicos de saúde é que se propôs esta investigação. Após a assinatura espontânea do termo de consentimento livre e esclarecido do responsável pelo menor, quando havia indicação da realização do hemograma, foi feita a investigação sorológica para a pesquisa de anticorpos IgG anti-Toxocara spp. e a pesquisa de eosinofilia no hemograma.

Aproximadamente 85% da população dos municípios investigados (Astorga, Colorado, Mandaguaçu, Mandaguari, Marialva, Maringá, Nova Esperança, Paiçandu e Sarandi) residem no meio urbano(18). Com base no levantamento estatístico anual, o tamanho da amostra foi calculado levando-se em conta uma prevalência esperada de 25% e precisão de 5%(19) para a presença de anticorpos IgG anti-Toxocara spp. Para cada município relacionado, foi calculada uma amostra de crianças, com nível de confiança de 95%, utilizando-se o aplicativo Statistica 7.1. No total, foram investigadas 1.199 crianças.

Os municípios de Astorga, Colorado, Mandaguaçu e Nova Esperança contam com populações entre 17.000 e 30.000 habitantes e com 4.000 a 6.000 crianças na faixa etária de sete meses a 12 anos(18). Os municípios de Marialva, Mandaguari e Paiçandu apresentam entre 31.000 e 45.000 habitantes, com 6.000 a 8.000 crianças nessa faixa etária(18). O município de Sarandi, com 79.686 habitantes, possui 16.824 crianças na faixa etária de sete meses a 12 anos(18). No município de Maringá, com 325.968 habitantes, optou-se por investigar crianças atendidas no Hospital Municipal de Maringá, o qual presta serviço exclusivo aos pacientes do SUS, e, em média, 13.000 crianças são atendidas anualmente.

Os resultados da sorologia foram associados com os valores hematológicos obtidos do leucograma (contagem absoluta de eosinófilos). Como critério para a eosinofilia, foi considerado valor maior ou igual a 600 eosinófilos/mm3 (0,60 x 109 /L), limite de referência para idade e sexo(16,17). O grau de eosinofilia foi classificado de acordo com Naveira(11): ausente (>1% e <4%), eosinofilia Grau I (>4% e <10%), Grau II (>10% e <20%), Grau III (>20% a <50%) e Grau IV (acima de 50%).

Os anticorpos IgG anti-Toxocara spp. foram detectados pelo teste imunoenzimático ELISA (Enzyme Linked Immunosorbent Assay), utilizando antígeno de excreção e secreção de T. canis (TES)(19,20). Os soros foram previamente absorvidos com antígenos de Ascaris suum e, em todos os testes, utilizaram-se soros padrão positivo (reagente), padrão negativo (não reagente) e soro limiar de reatividade (SRL). Os resultados foram expressos em índice de reatividade (IR), relativo à densidade óptica da amostra/densidade óptica do SLR. Foram consideradas amostras reagentes as que apresentaram IR>1. Todas as amostras foram testadas em duplicata.

Os dados foram comparados por meio de estatística descritiva e do teste do qui-quadrado, utilizando-se o aplicativo BioEstat 3.0. O teste das proporções foi realizado com o aplicativo Statistica 7.1. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Estadual de Maringá e pelas secretarias de educação e saúde dos municípios investigados.

 

Resultados

Do total de 1.199 pacientes cujas sorologias foram realizadas no período de estudo proposto, 92 eram provenientes de Astorga, 82 de Colorado, 59 de Mandaguaçu, 92 de Mandaguari, 123 de Marialva, 260 de Maringá, 98 de Nova Esperança, 82 de Paiçandu e 311 de Sarandi.

A pesquisa revelou 386/1.199 (32,2%) crianças com anticorpos IgG anti-Toxocara spp. (Tabela 1). A maioria delas não apresentou eosinofilia (Tabela 1). Esta foi observada em 126/1.199 (19,6%) dos casos. Dos 386 pacientes sororreagentes ao Toxocara spp., 30 (7,8%) mostraram eosinofilia concomitante. Não houve associação entre eosinofilia e presença de anticorpos anti-Toxocara spp.; ao contrário, as crianças não portadoras de anticorpos anti-Toxocara spp. apresentaram, com maior frequência, contagem eosinofílica superior a 600/mm3 (p=0,033). A soroprevalência de anticorpos anti-Toxocara spp. e a eosinofilia foram mais frequentes em crianças de sete meses a cinco anos quando comparadas àquelas de seis a oito anos e de nove a 12 anos, (p=0,011e p=0,005 respectivamente).

 

 

Dentre os 30 indivíduos reagentes ao Toxocara spp. e com aumento de eosinófilos (Tabela 2), a maioria apresentou eosinofilia Grau I (p<0,001). A distribuição dos graus de eosinofilia entre as três faixas etárias (Tabela 2) não mostrou diferença estatística (p=0,51). Das 30 crianças, dez (33,3%) relataram sintomas respiratórios e, destas, sete apresentaram Grau I de eosinofilia. As três outras crianças mostraram, cada uma, os demais graus de eosinofilia (II, III e IV). A maioria relatou contato com cães e/ou gatos e com areia/terra ou gramado. A distribuição dos graus de eosinofilia entre as três faixas etárias, nas crianças não reagentes ao Toxocara spp., também não foi significante (p=0,98) (Tabela 2).

 

 

Discussão

A maioria das crianças investigadas apresentou contagem de eosinófilos normal, inclusive aquelas sororreagentes ao Toxocara spp. Sabe-se que os eosinófilos comumente estão aumentados em processos alérgicos e parasitários(21,22) e, principalmente, em helmintíases com invasão tecidual, sendo mais pronunciadas durante o processo migratório larvário(12,13). Alguns fatores são importantes para o desencadeamento dos sintomas, como a quantidade de larvas migrantes, a hipersensibilidade e o estado imunológico dos indivíduos.

Apesar de a toxocaríase se caracterizar pela presença de larvas nos tecidos humanos, no presente estudo não houve associação entre eosinofilia e soropositividade ao Toxocara spp. Esses resultados estão em concordância com os achados de Radman(23), Anaruma(24) e Paludo(5). Entretanto, outros autores encontraram associação, porém utilizaram como critério de eosinofilia a contagem relativa de eosinófilos(25,26) ou valores inferiores a 600 eosinófilos/mm3(3,27). Se fosse considerada a contagem relativa desses leucócitos, haveria elevação de 30 (7,8%) para 133 (34,5%) crianças eosinofílicas dentre as 328 soro-reagentes. Entretanto, é fundamental considerar os aspectos clínicos, pois de 30 crianças soropositivas, apenas 33% apresentaram sintomatologia sugestiva de toxocaríase, todas com eosinofilia. Como a maioria dos indivíduos é assintomática, a eosinofilia é uma ferramenta adicional para a conclusão diagnóstica. A dosagem de anticorpos IgG é útil para o diagnóstico da toxocaríase(1,3,5); entretanto, não serve como marcador de cura da doença, pois seus títulos podem permanecer elevados por anos após o tratamento(4,28). Assim, cabe destacar que, nos dez casos soropositivos, eosinofílicos e com quadro de asma ou bronquite, o tratamento com tiabendazol 25mg/kg/dia por sete dias(20,15) reduziu os sintomas pulmonares e normalizou o número de eosinófilos. Os sinais clínicos da toxocaríase, inclusive o quadro clínico pulmonar, são variáveis e dependem do número de ovos ingeridos, do tecido envolvido e da resposta alérgica induzida pelo hospedeiro(29,30).

A soropositividade foi mais frequente em crianças de menor faixa etária, concordando com os resultados de Paludo(5) e Karadam(27), pois nessas faixas etárias, devido aos hábitos comportamentais, as crianças são mais expostas à areia e ao solo contaminados(4,5). No presente estudo, foi observada elevada prevalência de anticorpos anti-Toxocara spp., principalmente em crianças menores de cinco anos. Diversos trabalhos realizados em outras regiões do país também observaram prevalência similar(1,3-5,31,32). Nesta pesquisa, com exceção de algumas crianças que apresentaram sintomas respiratórios e presença de eosinofilia, a maioria foi assintomática, não sendo, inclusive, observada associação da zoonose e de sua sintomatologia com eosinofilia. Deve-se destacar que, quase sempre, a parasitose evolui de forma assintomática(15,33,34) e os títulos de IgG anti-Toxocara spp. podem permanecer elevados durante anos após o tratamento(4,28). Assim, a pesquisa de eosinófilos é uma ferramenta secundária para o diagnóstico de pacientes com indícios clínicos de toxocaríase.

 

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Endereço para correspondência:
Ana Lúcia F. Guilherme
Avenida Colombo, 5.790,Bloco I-90, sala 11
CEP 87020-900 - Maringá/PR
E-mail: alfguilherme@uem.br

Recebido em: 16/10/2009
Aprovado em: 11/6/2010
Fonte financiadora: Fundo Paraná, o qual apoiou com verba a aquisição de equipamentos e material de consumo para o projeto.
Conflito de interesse: nada a declarar

 

 

Instituição: Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá, PR, Brasil