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Revista Paulista de Pediatria

Print version ISSN 0103-0582

Rev. paul. pediatr. vol.29 no.2 São Paulo June 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-05822011000200004 

ARTIGO ORIGINAL

 

Aleitamento materno exclusivo e adiposidade

 

 

José Fernando V. N. MoraesI; Rodolfo GiuglianoII

Instituição: Universidade Católica de Brasília (UCB), Brasília, DF, Brasil
I Mestre em Educação Física pela UCB; Professor Assistente da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Petrolina, PE, Brasil
IIDoutor em Nutrição Humana pela University of London, Inglaterra; Professor Titular de Pediatria da UCB, Brasília, DF, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Associar o tempo de amamentação exclusiva da criança à adiposidade central e periférica, por meio do índice de massa corporal, dos perímetros da cintura e do braço, e das dobras cutâneas triciptal, subescapular e a somatória destas em pré-escolares.
MÉTODOS: Pesquisa de delineamento transversal, em que 134 pré-escolares entre três e cinco anos de idade de uma escola par-ticular de Brasília, DF, foram avaliados quanto a: massa corporal, estatura, perímetros do braço e da cintura, dobras cutâneas triciptal e subescapular. Os pais das crianças responderam a um questionário sobre tempo de amamentação. O diagnóstico de sobrepeso e obe-sidade foi realizado de acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde para o índice de massa corporal por idade.
RESULTADOS: As meninas tiveram maior concentração adiposa na dobra cutânea triciptal (p=0,001), subescapular (p=0,044) e na somatória destas (p=0,003) em relação aos meninos. A prevalência de sobrepeso e obesidade foi similar nos dois sexos (25,4% nos meninos e 22,6% nas meninas), assim como o tempo médio de amamentação exclusiva (4,3 meses para meninos e 4,6 meses para meninas). Notou-se correlação inversa significativa entre tempo de amamentação exclusiva e perímetro da cintura (r=-0,166; p=0,05). As demais variáveis também mostraram tendência de correlação inversa com o tempo de aleitamento materno exclusivo, porém sem valores significativos.
CONCLUSÕES: A associação inversa entre o tempo de ama-mentação e o perímetro da cintura mostra um possível efeito do aleitamento materno sobre a distribuição de gordura corporal no pré-escolar.

Palavras-chave: aleitamento materno; adiposidade; obesidade abdominal; pré-escolar.


 

 

Introdução

O aumento da obesidade infantil nas últimas duas déca-das tem levantado uma série de hipóteses sobre os motivos do desencadeamento desse processo. Setian et al(¹) relataram que o desenvolvimento da obesidade poderia advir de um desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético ou ser determinado por fatores genéticos, fisiopatológicos (endócrino-metabólicos), ambientais (prática alimentar e atividade física) e psicológicos.

Nesse sentido, diversos estudos têm procurado relacionar a obesidade com variáveis ambientais influentes na vida das crianças. Entre estas, encontra-se o aleitamento materno, que, além de melhorar o desenvolvimento neurológico, visual, psicossocial e proteger contra várias morbidades(²), é relatado como fator protetor para o desenvolvimento de sobrepeso e obesidade em inúmeros estudos(3-7).

O diagnóstico de sobrepeso e obesidade nos primeiros anos de vida pode auxiliar na prevenção e no combate ao excesso de peso, evitando o desenvolvimento de doenças cardiovas-culares e degenerativas como aterosclerose, intolerância à glicose, diabetes melito tipo 2, dislipidemia e hipertensão arterial(8). A divulgação de um novo padrão de crescimento pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que, além do peso e da estatura, inclui indicadores como o perímetro do braço e dobras cutâneas triciptal e subescapular(9), facilita o diagnóstico e a avaliação da adiposidade em crianças.

Dessa forma, o presente estudo propõe a hipótese de que as crianças amamentadas de forma exclusiva por mais tempo possuiriam valores mais baixos nos indicadores antropomé-tricos de adiposidade, tendo em vista o fator protetor do leite materno no desenvolvimento de sobrepeso e obesidade(3-7). Assim, o objetivo do estudo foi verificar possíveis associa-ções entre o tempo de amamentação exclusiva da criança, o índice de massa corporal (IMC) e a adiposidade central e periférica, por meio dos perímetros da cintura e do braço, das dobras cutâneas triciptal e subescapular, e pela somatória destas em crianças pré-escolares de uma escola particular de Brasília, DF.

 

Método

Foram avaliados 134 pré-escolares entre três e cinco anos de idade estudantes do Centro Educacional Católico de Brasília (CECB), escola particular de Brasília com cerca de 3.500 alunos, sendo 330 entre três e cinco anos, predomi-nantemente de classe média e média alta.

Em apenas um encontro (estudo transversal), as crian-ças foram avaliadas quanto à sua massa corporal, estatura, perímetro da cintura, perímetro do braço e dobras cutâ-neas triciptal e subescapular do lado esquerdo, segundo as orientações propostas na elaboração do padrão da OMS(10). Todas as crianças na faixa etária entre três e cinco anos foram convidadas a participar do estudo, com a pré-condição de os pais preencherem um questionário com perguntas sobre amamentação (exclusiva e complementar) e assinarem um termo de consentimento livre e esclarecido. A pesquisa teve aprovação do Comitê de Ética para Pesquisa da Universidade Católica de Brasília (UCB).

Para a medida da massa corporal, foi utilizada uma balança Filizola (São Paulo, Brasil), com 100g de precisão. A esta-tura foi avaliada com estadiômetro Gofeka (Santa Catarina, Brasil), cuja precisão é de 0,1cm. Os perímetros do braço e da cintura foram medidos com fita antropométrica inexten-sível Cescorf ® (Rio Grande do Sul, Brasil) com precisão de 0,1cm. A medida do perímetro da cintura foi realizada com as crianças na posição ereta, no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca. As dobras cutâneas triciptal e subes-capular foram medidas com adipômetro Lange (Maryland, EUA) com precisão de 0,5mm. A dobra triciptal foi medida no ponto médio entre o olécrano e o acrômio do braço es-querdo e a subescapular, logo abaixo do ângulo inferior da escápula esquerda.

As crianças foram diagnosticadas como magras, eutró-ficas, com sobrepeso ou obesas, de acordo com os escores Z preconizados pela OMS(11) e adotados pelo Ministério da Saúde, por meio da utilização dos programas Anthro e Anthroplus.

O cálculo amostral foi realizado a partir da equação para estimar amostras de uma população finita(12), sendo o nível de confiança estipulado em 95%, que corresponde ao valor 1,96 expresso em números de desvios padrão. A porcentagem na qual o fenômeno ocorre foi fixada em 16,6%, visto que as crianças incluídas no estudo poderiam ser exclusivamente amamentadas por um mês até os seis meses de vida; a po-pulação total da escola analisada era de 330 alunos de três a cinco anos, e o erro amostral foi estipulado em 5%. De acordo com esse cálculo, a amostra necessária para a realização do estudo seria de 130 crianças.

Para comparações entre as medidas antropométricas e a prevalência de sobrepeso e obesidade, de acordo com o sexo, aplicou-se o teste t para amostras independentes. A correla-ção de Pearson foi empregada para análise das relações entre o tempo de amamentação e as variáveis antropométricas.

Utilizou-se o programa Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS) for Windows 15.0, e o nível de significância adotado foi p<0,05. O cálculo do poder foi realizado com o auxílio do programa G*Power 3.0.10 e alcançou valores de 0,81 para o teste de comparação de médias e 0,95 para o teste de correlação.

 

Resultados

Das 134 crianças avaliadas, 71 eram do sexo feminino; 20,1% (n=27) tinham três anos de idade, 37,3% (n=50) tinham quatro anos e 42,5% (n=57) tinham cinco anos. A Tabela 1 mostra as características gerais das crianças. O teste t para amostras independentes indicou diferença significante entre os sexos para a dobra cutânea triciptal (p=0,001), dobra cutânea subescapular (p=0,044) e soma-tório das duas dobras cutâneas (p=0,003), havendo maior adiposidade nas meninas.

O sobrepeso e a obesidade foram identificados em 23,8% (n=32) dos pré-escolares, com 25,4% (n=16) ocorrendo em meninos e 22,6% (n=16) em meninas. A magreza foi detectada em apenas uma criança (0,7%). Não foram observadas diferenças significantes na frequência de excesso de peso entre os sexos e nas diferentes faixas etárias (Tabela 2).

O tempo médio de amamentação foi de 4,5±1,6 meses, sem diferenças entre os sexos. A frequência de excesso de peso nas crianças amamentadas exclusivamente até o sexto mês foi de 21,2%, enquanto que naquelas com amamentação exclusiva até o segundo mês, a frequência foi de 26,7%. A correlação de Pearson entre o tempo de amamentação das crianças e as variáveis antropométricas avaliadas revelou associação inversa com todas as variá-veis. A correlação foi significativa quanto ao perímetro da cintura (r=-0,166; p=0,05), como pode ser visto na Tabela 3 e na Figura 1.

 

Discussão

Inúmeros autores têm relacionado o tempo de amamenta-ção exclusiva e o desenvolvimento de sobrepeso e obesidade. Destacam-se os estudos de Siqueira e Monteiro(3), Victora et al (4), Koletzko et al (5), Harder et al (6), Shields et al (7), von Kries et al (13) e Gillman et al (14), que constataram um efeito dependente entre a duração do aleitamento materno e a incidência de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes. Bergmann et al (15) ob-servaram valores estatisticamente maiores das dobras cutâneas triciptal e subescapular em crianças aleitadas artificialmente.

Estudos de revisão e meta-análise também têm mostrado evidências de que o prolongamento da amamentação exclusiva está associado a menor prevalência de obesidade e a um IMC mais baixo, em comparação às crianças e adolescentes que consumiram fórmulas lácteas(2,16,17). Owen et al (18) associaram o aleitamento materno com menores concentrações de insu-lina sérica, glicemia sanguínea pré-prandial, insulina pré e pós-prandial e um risco cerca de 40% menor de desenvolver diabetes melito tipo 2. Martin et al (19) relataram uma associação inversa entre amamentação e pressão arterial elevada.

Por outro lado, a literatura também traz estudos que não encontram associação entre amamentação e excesso de peso. Li et al (20) não observaram efeito protetor do aleitamento materno no desenvolvimento da obesidade. Kramer et al (21) não consta-taram efeitos benéficos da amamentação exclusiva prolongada na pressão arterial, estatura, IMC, perímetro da cintura, dobra cutânea triciptal e subescapular. Burdette et al (22) não encon-traram resultados estatisticamente significativos ao comparar adiposidade corporal, por meio de absortometria radiológica de dupla energia (DEXA), com tempo de amamentação ou introdução de alimentação complementar.

Uma limitação inerente ao presente estudo pode ter sido a quantificação do tempo de aleitamento materno exclusivo por meio da utilização de questionários, o que pode ter levado a um viés de esquecimento por parte dos pais. Porém, outros estudos disponíveis na literatura relatam a coleta desses dados por meio da utilização do mesmo instrumento(14,20). Além disso, o delineamento transversal desta pesquisa só permite avaliar o grau de adiposidade em um momento da vida das crianças, tornando necessária a realização de estudos longitudinais para melhor acompanhamento do crescimento e desenvolvimento dos pacientes analisados.

O presente estudo evidenciou tendência a uma menor ocorrência de sobrepeso e obesidade em pré-escolares ama-mentados de forma exclusiva até o sexto mês de vida. Além disso, observou-se uma correlação inversa significativa entre perímetro da cintura e tempo de amamentação. Tal resultado também foi observado por Rudnicka et al (23), para os quais indivíduos amamentados por mais de um mês possuíam menor perímetro da cintura, menor relação cintura/quadril e risco 15% menor de desenvolver obesidade, além de níveis menores de marcadores inflamatórios, quando comparados aos que foram amamentados por menos de 30 dias.

A importância desta observação deve-se ao conhecido efeito da adiposidade visceral como fator predisponente para o desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas, como hipertensão arterial, dislipidemia, síndrome metabó-lica, diabetes melito tipo 2, entre outras(24-29). Tal achado evidencia um possível efeito do aleitamento materno sobre a distribuição de gordura corporal na infância.

 

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Conflito de interesse: nada a declarar
Recebido em: 1/4/2010

Aprovado em: 13/10/2010