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Revista Paulista de Pediatria

Print version ISSN 0103-0582

Rev. paul. pediatr. vol.29 no.2 São Paulo June 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-05822011000200006 

ARTIGO ORIGINAL

 

Padrão de refeições realizadas por adolescentes que frequentam escolas técnicas de São Paulo

 

 

Erica Lie ArakiI; Sonia Tucunduva PhilippiII; Marcelle Flores MartinezIII; Camilla de Chermont P. EstimaIV; Greisse Viero S. LealV; Marle dos Santos AlvarengaVI

Instituição: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
IMestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Saúde Pública da USP; Nutricionista e Colaboradora Científica do Food Notes, São Paulo, SP, Brasil
IILivre-Docente pelo Departamento de Nutrição da USP; Professora Associada da Faculdade de Saúde Pública da USP, São Paulo, SP, Brasil
IIIMestranda pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Nutrição Humana Aplicada (Pronut) da USP, São Paulo, SP, Brasil
IVDoutoranda pelo Pronut da USP, São Paulo, SP, Brasil
VDoutoranda em Nutrição em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP; Celetista Formal da Universidade Nove de Julho, São Paulo, SP, Brasil
VIPós-Doutora pela Faculdade de Saúde Pública da USP; Supervisora do Grupo de Nutrição do Programa de Transtornos Alimentares (AMBULIM) do Instituto de Psiquiatria da USP, São Paulo, SP, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO 

OBJETIVO: Avaliar e caracterizar o consumo de refeições realizadas por adolescentes.
MÉTODOS: Estudo transversal com 71 adolescentes do ensino médio de escolas técnicas de São Paulo. Foi utilizado um questionário que avalia atitudes alimentares de ado-lescentes. As variáveis estudadas foram: frequência, local, com quem realiza as refeições e substituição de refeições por lanches. Os dados foram analisados descritivamente e o teste do qui-quadrado comparou as variáveis segundo gênero, considerando nível de significância de 5%.
RESULTADOS: Do total, 58% eram do gênero feminino. A maioria relatou realizar as principais refeições em casa (88% café da manhã, 91% almoço e 96% jantar). Quanto à frequência do consumo, 49% realizavam todos os dias o café da manhã, 65% o almoço e 51% o jantar. Os adolescentes consumiam tanto o café da manhã (48%) quanto o almoço (39%) sozinhos, enquanto o jantar (77%) era realizado com os pais, havendo, para o jantar, diferença entre gêneros (p=0,022). Observou-se que 29% substituíam o almoço por lanches e, destes, 17% o faziam uma a duas vezes por semana. No jantar, uma porcentagem maior de adolescentes o subs-tituía por lanche (62%), sendo a frequência de substituição de uma a duas vezes por semana para 42% deles.
CONCLUSÕES: Apesar de os adolescentes realizarem as re-feições em casa, as mesmas não são feitas diariamente nem acompanhadas pelos pais.

Palavras-chave: adolescente; consumo de alimentos; preferências alimentares.


 

 

Introdução

Em virtude do rápido crescimento e desenvolvimento, o adolescente apresenta maior demanda de energia e nutrientes. Também é nesse período que as atitudes podem repercutir nas escolhas e no desenvolvimento dos hábitos alimentares, os quais se associarão ao estado nutricional ao longo da vida e ao desequilíbrio do balanço energético(1-4).

O padrão alimentar dos adolescentes pode ser influenciado tanto por fatores internos como externos. Dentre os inter-nos, destacam-se: autoimagem, necessidades fisiológicas e saúde individual, valores, preferências e desenvolvimento psicossocial. Dentre os fatores externos, ressaltam-se: hábi-tos familiares, amigos, valores e regras sociais, bem como culturais, mídia, modismos, experiências e conhecimentos do indivíduo(5).

A dieta dos adolescentes caracteriza-se pela preferência de alimentos com elevado teor de gordura saturada, colesterol, sódio e carboidratos refinados, representados muitas vezes por salgados, salgadinhos, alimentos fritos de origem animal e bebidas com adição de açúcar(6,7).

Os adolescentes também consomem as refeições de modo irregular e tendem a "pular refeições", principalmente o café da manhã(8,9). Gambardella et al(10) verificaram que 56% de 153 adolescentes que não tomavam o café da manhã também não realizavam o lanche da manhã e o lanche da noite, per-manecendo um longo período em jejum, ou seja, do jantar de um dia ao almoço do dia seguinte. Há evidências que indicam que o café da manhã é importante para a qualidade da alimentação de estudantes, pois melhora os aspectos cog-nitivos, como concentração, memória e comprometimento acadêmico(11-13) e há evidências de que os jovens que relatam realizar essa refeição regularmente têm melhor perfil nutri-cional comparados aos que a omitem(14).

Esses comportamentos alimentares, associados ao seden-tarismo, são fatores consistentes que contribuem para o au-mento contínuo da prevalência de obesidade(15-17). Franko et al(18) mostraram relação inversa entre frequência de refeições e prevalência de excesso de peso e obesidade. Estudos mos-tram a influência dos pais nos padrões de estilo de vida dos filhos, inclusive quanto à escolha dos alimentos, indicando o importante papel da família no ganho de peso(19)

Assim, torna-se necessário conhecer o comportamento alimentar dos adolescentes – como eles fazem suas refeições, devido ao fato de existir uma correlação positiva entre dieta e risco de morbimortalidade, de modo a fornecer subsídios para implementar políticas públicas e estratégias futuras para melhorar a qualidade e os estilos de vida de adolescentes. Neste sentido, o objetivo do presente trabalho foi conhecer e caracterizar o consumo de refeições de adolescentes de ambos os gêneros, matriculados em uma escola técnica da rede pública de ensino, localizada na região metropolitana da cidade de São Paulo (SP).

 

Método

O presente trabalho é do tipo transversal e está inserido em um projeto matriz denominado "Atitudes alimentares e seus determinantes em adolescentes no município São Paulo". O projeto matriz tem como objetivo principal avaliar os determi-nantes alimentares, a frequência de realização de refeições em família, os comportamentos de risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares e o consumo alimentar de adolescentes. Para o projeto matriz, o número de participantes foi obtido por meio de amostragem aleatória simples, considerando-se como proporção máxima para as diferentes hipóteses a serem encontradas o valor de 50%, com uma margem de erro de 3%, totalizando 1.067 adolescentes. Prevendo possíveis perdas amostrais, acrescentou-se 20% sobre o valor encontrado.

A amostra final obtida foi de 1.280 adolescentes e os dados foram coletados entre os estudantes do ensino médio das escolas técnicas que fazem parte do Centro Paula Souza, no município de São Paulo. Em maio de 2009, o Centro Paula Souza contemplava 27 escolas técnicas, sendo que 15 destas apresentavam o ensino médio. Destas 15, uma foi utilizada para o presente estudo piloto. Nessa escola, foram sorteadas quatro salas de aula, perfazendo um total de 71 adolescentes com idade entre 14 e 17 anos, de ambos os gêneros. Foram considerados elegíveis para o estudo todos aqueles alunos que devolveram o termo de consentimento livre e esclarecido assinado pelos pais.

O questionário do presente trabalho (Questionário de Atitudes Alimentares de Adolescentes – QAAA) foi ela-borado a partir do questionário americano desenvolvido em Minnesota e denominado Projeto EAT (Eating Among Teens). O questionário, ainda não publicado, foi cedido pela autora à equipe deste estudo e traduzido, adaptado para a realidade brasileira, retrotraduzido e aprovado, com versão final de 72 questões abertas e fechadas. Todos os adolescentes responderam o questionário em sala de aula com auxílio dos integrantes da equipe.

Os adolescentes informaram sobre o local, a frequência e com quem mais realizam as seguintes refeições: café da manhã, almoço, jantar e lanches entre refeições. Também foi perguntado: "Você costuma substituir o almoço e o jantar por lanche?". Eles apontaram as categorias "Sim" ou "Não" e a frequência que costumavam substituir as refeições na sema-na ("Nunca", "1-2 dias", "3-4 dias", "5-6 dias" e "Todos os dias"), além de referir quais alimentos comiam como lanche que substitui o almoço ou jantar.

Os dados foram tabulados por meio de dupla digitação e analisados no software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 13.0 para Windows. Foi realizada a análise descritiva das variáveis por meio da frequência e, para com-parar as variáveis (local, frequência, companhia e substituição de refeições) segundo gênero, foi utilizado o teste do qui-quadrado, considerando nível de significância de 5%.

O projeto de pesquisa está de acordo com a resolução 196 de 10 de outubro de 1996 do Conselho Nacional de Saúde, que regulamenta as pesquisas envolvendo seres humanos, e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

 

Resultados

A população estudada foi composta por 71 adolescentes, sendo 30 do gênero masculino (42%). A Tabela 1 mostra que a maioria dos adolescentes relatou realizar as principais refeições em casa (88% café da manhã, 91% almoço e 96% jantar). Quanto à frequência do consumo de refeições, 49% realizavam todos os dias o café da manhã, 65% o almoço e 51% o jantar. Observa-se que quase metade dos adolescentes avaliados realizava o café da manhã sozinha (48%) e pouco mais de um terço, o almoço (39%), enquanto que maior parcela dos adolescentes jantava com a mãe e/ou pai (77%). A realização dos lanches entre as principais refeições foi ob-servada principalmente em casa (70%) e na escola (25%).

Ao analisar os mesmos dados de acordo com o gênero (Tabelas 2 e 3), observou-se que 96% dos meninos e 88% das meninas almoçavam em casa e 100% dos meninos e 92% das meninas jantavam em casa. Dos que não faziam essas refeições em casa, nenhum adolescente do gênero masculino referiu que as realizava na escola; porém, para o gênero feminino, notou-se maior frequência de outros locais para as refeições (escola, lanchonetes fast-food, outros restaurantes e casa de outra pessoa). Um número maior de meninos realizava o café da manhã todos os dias, comparado às meninas (63 e 39%, respectivamente).

A associação entre gênero e tipo de companhia durante os jantares apresentou-se significante (p=0,022), verificando-se que 27% dos meninos jantavam sozinhos e 70% com mãe e/ ou pai, enquanto que 5% das meninas jantavam sozinhas e 83%, acompanhadas da mãe e/ou pai.

A frequência de substituições do almoço por lanches foi verificada em 29% dos adolescentes: 17% dos meninos e 38% das meninas (p=0,057). Para o jantar, não foi observada diferença entre os gêneros. Um maior percentual de substituições da refeição por lanches por uma a duas vezes por semana foi observado no jantar (17% no almoço e 42% no jantar).

Os alimentos referidos como substitutos do almoço foram: pão com frios, pão de queijo, hambúrguer, pastel, pizza, chocolate, amendoim, salgadinho, frutas, vitamina, refrigerantes, sucos e iogurtes. No jantar, os mais citados foram: café, chá, leite com achocolatado, refrigerantes, bis-coitos, bolo, doces, cereal matinal, pão com manteiga, pão com frios, pão com frango e tomate, hambúrguer, cachorro-quente, pizza, pão com ovo, salada e um adolescente relatou "Fruta ou algo que tem pra comer".

 

Discussão

Diante dos resultados do presente estudo, observou-se que os adolescentes tendem a fazer o café da manhã e o almoço sozinhos em casa, o que lhes permite realizar suas próprias escolhas. Sabe-se que os adolescentes têm preferência por alimentos com elevado teor de gordura saturada, colesterol e quantidade substancial de sódio e carboidratos refinados, representados, muitas vezes, pela ingestão de salgados, sal-gadinhos, alimentos de origem animal fritos e bebidas com adição de açúcar(7,15,20).

De modo similar a outros estudos, aproximadamente metade dos adolescentes apresentou o hábito de realizar as refeições todos os dias (café da manhã: 49%; almoço: 65%; e jantar: 51%) – especialmente o almoço. Gambardella et al(10) observaram que, dentre 153 adolescentes residentes na região de Santo André (SP), menos da metade (45%) realizava o café da manhã padrão, cerca de 75% consumiam o almoço e 53% realizavam o jantar – comportamento que pode influenciar na qualidade da alimentação dos adolescentes. Berkey et al(21) mostraram que, quanto maior a frequência de refeições realizadas, mais saudáveis são as escolhas alimentares.

Foi observado também que maior número de meninos realiza o café da manhã todos os dias (63%) comparado às meninas (39%), sendo que ausência do café da manhã pode se associar ao fato de as meninas estarem preocupadas em serem mais magras e, portanto, omitirem mais refeições. No entanto, "pular" o café da manhã é uma maneira ineficaz de controlar o peso(22). Outros estudos também observaram a característica de omissão do café da manhã dos adolescen-tes. Estima et al(23) avaliaram 529 adolescentes residentes no município de Duque de Caxias (RJ) e verificaram que 9% omitiam o café da manhã. Leal(24) observou a omissão dessa refeição por 21% dos 228 adolescentes estudados em Ilhabela (SP). Dalabona(25), por sua vez, avaliando 759 adolescentes (462 femininos) na faixa etária de dez a 19 anos, matriculados em escolas públicas e privadas da Zona Oeste do município de São Paulo, verificou que 58% dos meninos e 61% das meninas apresentaram o hábito de omitir/substituir refeições.

No presente estudo, 77% dos adolescentes tinham o hábi-to de jantar junto da mãe e/ou do pai, sendo tal hábito mais frequente para os adolescentes do gênero feminino. De acordo com Nemark-Sztainer et al(26), a frequência de refeições em família está positivamente associada ao consumo de frutas, vegetais, grãos e alimentos ricos em cálcio e negativamente associada ao consumo de refrigerantes. Curiosamente, no entanto, os adolescentes aqui analisados responderam que o jantar era refeição na qual era mais frequente a presença dos pais e, mesmo assim, essa refeição foi a mais substituída por lanches.

As substituições de refeições podem ser explicadas pela dificuldade dos jovens em conciliar e programar seus horários, o que pode interferir também na realização de refeições em família. Os adolescentes frequentemente referem ter falta de tempo devido às diversas atividades, como a prática de esportes e tarefas escolares, além do desejo por autonomia, insatisfação com relação à família e não gostar dos alimentos servidos em casa. Os adolescentes mencionaram também que os pais têm muitas ocupações, as quais constituem barreiras para realizar refeições em família(27,28). As tendências de "conveniência e praticidade" são motivadas principalmente pelo ritmo de vida nos centros urbanos e pelas mudanças verificadas na estrutura tradicional das famílias, fatores que estimulam a demanda por produtos que permitem a econo-mia de tempo e de esforço dos consumidores. Por isso, cresce a procura por refeições prontas e semiprontas, alimentos de fácil preparo, embalagens de fácil abertura, fechamento e descarte, com destaque para produtos com preparo em forno de micro-ondas, além de serviços e produtos de delivery(29).

A respeito de substituir refeições, 62% dos jovens ana-lisados referiram substituir o jantar por lanches e 29%, o almoço. Reato et al(30) analisaram os hábitos alimentares de 174 adolescentes e observaram que a substituição do almo-ço ou do jantar por lanches ocorreu uma ou duas vezes por semana para 40% dos entrevistados. No presente estudo, os alimentos substitutos no almoço foram mais gordurosos e, no jantar, foram citados também os doces e alimentos usualmente consumidos no café da manhã, que, em geral, são de fácil acesso e preparo para o consumo. Apesar de não serem questionados a respeito dos motivos para tal substi-tuição, sabe-se ser essa uma prática comum nos dias de hoje entre adolescentes, decorrendo daí o aumento do consumo de calorias e gorduras(31).

Quanto aos lanches entre as principais refeições, 25% dos adolescentes os realizam na escola, dependendo dos alimentos servidos ou vendidos nesse local – além da possibilidade de levarem lanches de casa. O estudo de Ochsenhofer et al(20) com 384 adolescentes de escolas públicas teve como objetivo identificar a preferência pelos alimentos comercializados pela cantina ou distribuídos por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e verificou, dentre os alimentos comprados na cantina, doces (72%), salgados (54%), salga-dinhos (28%) e refrigerantes (22%). Os motivos apontados pelos alunos para não consumirem a merenda escolar foi não ter vontade ou fome (22%) e não gostarem da merenda (16%).

A literatura tem explorado o consumo alimentar dos ado-lescentes, destacando o fato de haver um consumo abaixo do recomendado para os grupos das frutas, verduras, legumes e do leite, queijo e iogurtes e, acima, para os grupos dos doces e açúcares e óleo e gorduras – além de verificar o há-bito dos jovens de omitir o café da manhã(21,22). No entanto, não há muitos estudos brasileiros que avaliam o padrão de consumo das refeições. Esta investigação pretendeu ampliar a discussão sobre o consumo de refeições por adolescentes Se verificou que, apesar de realizarem as refeições em casa, em geral, suas refeições não são feitas diariamente e não são acompanhadas pelos pais, com exceção do jantar. Além disso, parte dos adolescentes substituía as principais refeições por lanches. Esse padrão irregular de realização de refeições e consumo inadequado dos grupos alimentares pode acarretar excesso de peso e obesidade. Os resultados aqui apresentados demonstram a necessidade de conhecer melhor o padrão das refeições dos adolescentes a fim de melhorar sua qualidade de vida. É desejável desenhar programas de educação nutricio-nal para estimular o consumo de refeições pelo adolescente acompanhado de sua família.

 

Agradecimentos

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) pelo apoio e aos profissionais que contribuíram para o desenvolvimento deste projeto.

 

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Endereço para correspondência:
Erica Lie Araki
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E-mail: ericalie@usp.br
Fonte financiadora: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), processo n.º 2009/07224-6

Conflito de interesse: nada a declarar
Recebido em: 9/3/2010
Aprovado em: 20/9/2010