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Revista Paulista de Pediatria

Print version ISSN 0103-0582

Rev. paul. pediatr. vol.29 no.2 São Paulo June 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-05822011000200011 

ARTIGO ORIGINAL

 

Validade da equação de Henry e Rees que estima a taxa metabólica de repouso em adolescentes masculinos

 

 

Paulo Henrique S. FonsecaI; Maria de Fátima S. DuarteII

Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil
IMestre em Educação Física pela UFSC, Florianópolis; Professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IF-SC), Itajaí, SC, Brasil

IIDoutora em Biodinâmica do Movimento Humano pela University of Illinois at Urbana-Champaign, Champaign, IL, USA; Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da UFSC, Florianópolis, SC, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar a validade da equação de predição da taxa metabólica de repouso proposta por Henry e Rees (1991) em adolescentes do sexo masculino.
MÉTODOS: Estudo transversal, com amostra de conveniência constituída de 52 meninos, entre dez e 17 anos, sendo mensuradas a massa corporal e a calorimetria indireta. A massa corporal foi substituída na equação de Henry e Rees para determinar a taxa metabólica de repouso predita. A calorimetria indireta foi determinada pelos valores do consumo de O2 e produção de CO2, e usada na equação de Weir (1949), considerada método padrão para o cálculo da taxa metabólica de repouso. Todas as medidas foram realizadas pela manhã, com o indivíduo em jejum de seis horas, em posição supina e em repouso muscular. Realizaram-se os seguintes procedimentos estatísticos: teste t pareado; erro constante (com diferença aceita entre as médias <5%) e, para análise da concordância entre os dois métodos, o procedimento gráfico de Bland e Altman.
RESULTADOS: A equação proposta por Henry e Rees não apresentou diferença significativa em relação ao método padrão, assim como o erro constante entre as médias foi <5%. Porém, a análise gráfica de Bland e Altman revelou que não há concordância entre a equação e o método padrão.
CONCLUSÕES: A equação de Henry e Rees deve ser utilizada com prudência no cálculo da taxa metabólica de respouso para adolescentes com características similares as do grupo estudado.

Palavras-chaves: metabolismo energético; saúde da criança; adolescente.


 

 

Introdução

A taxa metabólica de repouso (TMR) é definida como a taxa mínima de energia consumida necessária para sustentar todas as funções celulares e responde por 60 a 70% do total de gasto energético diário nos humanos(1), representando o principal componente do gasto energético total(2), principalmente quando se determina a necessidade diária de energia em pessoas sedentárias(3).

Quenouille et al, em 1951, propuseram à Organização Mundial da Saúde (OMS) a hipótese de que a TMR pudesse ser útil para estimar as necessidades de energia de grupos populacionais e que essa taxa poderia ser multiplicada por fatores relacionados a diferentes níveis de atividade física(4).

A OMS(5), por sua vez, em 1985, propôs o uso de novas equações diante da impossibilidade de avaliar a TMR por meio da calorimetria direta. Essas equações foram oriundas da revisão de estudos somados ao banco de dados de Schofield(6), disponibilizando aproximadamente 11 mil medidas da TMR por meio da calorimetria indireta (CI). Porém, diversos estudos demonstraram que tais equações fornecem valores superestimados da TMR, quando aplicadas a diferentes grupos étnicos(7,8).

Sustentados pelas evidências de que a TMR era superestimada pelas equações da OMS(5) e de Schofield(6), principalmente em regiões tropicais, Henry e Rees(9), em 1991, derivaram equações para indivíduos residentes nos trópicos. Por meio de uma revisão na literatura, em que somente os estudos com mérito estatístico foram aceitos, os autores selecionaram 2.822 medidas da TMR de ambos os sexos, organizadas por faixas etárias de três a nove anos, dez a 17 anos, 18 a 29 anos e 30 a 60 anos.

As equações sugeridas por Henry e Rees(9) para adolescentes residentes nos trópicos não tiveram a mesma atenção dada às equações de Schofield(9-16) e às propostas pela OMS(11,12,14-18) em relação à análise de sua validade para diferentes populações. Somente o estudo de Schneider e Meyer(16) buscou verificar a aplicabilidade dessa equação em adolescentes brasileiros. É importante esclarecer, no entanto, que tal estudo se restringiu somente aos adolescentes com sobrepeso e obesidade.

Considerando-se a necessidade de estimativas precisas da TMR em adolescentes, o uso dessas equações deve ser reexaminado(19), pois a exatidão na medida da TMR é necessária para determinar a eficiência dos planos de nutrição(20,21). Nesse contexto, o presente estudo apresenta como objetivo analisar a validade da equação proposta por Henry e Rees(9), em 1991, para predizer a TMR em adolescentes do sexo masculino, comparando-a com o cálculo de CI, segundo o padrão de Weir, proposto em 1949(22).

 

Método

O presente projeto e o termo de consentimento livre e esclarecido foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A amostra estudada foi de conveniência do tipo ao acaso, constituída de 52 meninos com idade entre dez e 17 anos, segundo a faixa etária sugerida pela OMS(5) e classificados pelo índice de massa corporal (IMC) em baixo peso, peso adequado, sobrepeso e obeso(23). Devido à imposição das variáveis controle ao estudo, não houve cálculo para determinar o tamanho amostral, pois seria inviável obter sujeitos para participar da amostra. Assim, a presente amostra não é representativa da população, porém buscou-se avaliar um número de adolescentes superior ao de outros estudos com o mesmo objetivo(11-14,16,18). Foram adotados como critérios de exclusão não ter realizado o período mínimo de seis horas de jejum; não relatar uma boa qualidade de sono na véspera da avaliação; ser fumante, amputado, cadeirante ou possuir alguma doença que poderia influenciar na resposta da TMR, como diabetes melito, asma ou anemia.

As avaliações ocorreram no Laboratório de Esforço Físico (LAEF) da UFSC, entre os meses de maio e novembro de 2006, sempre durante a manhã, com o máximo de quatro sujeitos avaliados por período.

No dia da avaliação, foram apresentados aos pais e aos adolescentes os termos de consentimento livre e esclarecido e o protocolo do Comitê de Ética em Pesquisa, que esclarecia que o estudo não colocava em risco a integridade física e psicológica dos indivíduos estudados. A avaliação no LAEF seguiu os seguintes passos: primeiro, o sujeito respondeu à anamnese com perguntas de identificação, qualidade do sono na véspera da avaliação e morbidade. Nesse momento, os adolescentes que não conseguiram responder às questões receberam auxílio dos pais e pesquisadores. Após, realizou-se a avaliação da massa corporal (MC) em uma balança (modelo MEA- 03140, Plenna Digital, USA), sendo o resultado inserido na equação de Henry e Rees(9) para meninos de dez a 17 anos:

TMR (MJ/d) = 0,084*(MC) + 2,122

Como o valor da TMR foi analisado em kcal por dia, para realizar a conversão de MJ/dia multiplicou-se o resultado por 239. Em seguida, realizou-se a medida da CI pelo procedimento da análise de gases em repouso (Aerosport, TEEM 100, USA) e registraram-se os valores minuto a minuto do VO2 e VCO2, em litros por minuto, nos últimos dez minutos, após 20 minutos de repouso, totalizando 30 minutos de teste.

Essas medidas foram realizadas com o indivíduo em jejum de seis horas, em posição supina e em repouso muscular(24). Com o auxilio dos pais, tentou-se ao máximo controlar o período de jejum. Os adolescentes que não respeitaram esse período e que se deslocaram até o local da avaliação da CI caminhando, correndo ou de bicicleta tiveram sua avaliação cancelada e remarcada para uma data posterior.

Uma vez obtidos os valores médios de VO2 e VCO2 dos últimos dez minutos de avaliação, calculou-se a equação de Weir(22), considerada como método padrão(25) para determinar a TMR:

TMR (kcal/min) = 3,942*VO2 (L/min) + 1,106*VCO2 (L/min)

TMR (kcal/dia) = TMR (kcal/min) * 1,440

Para analisar a validade da equação de Henry e Rees(9) em comparação à medida padrão da TMR, realizaram-se os seguintes procedimentos estatísticos: teste t pareado, para medir a diferença dos valores médios das equações com o valor da TMR padrão, com nível de significância de p<0,05; erro constante (EC), que é a diferença média bruta da medida da TMR estimada pela equação com a medida da TMR avaliada pelo método padrão, tendo como critério de aceite uma variação na diferença menor que 5%(19), ou seja, usando como exemplo um valor médio de TMR estimada de 1.500kcal/dia multiplicada por 5%, o EC poderia variar em uma diferença aceita de 75kcal/dia acima ou abaixo da média. Finalmente, para análise da concordância entre os dois métodos, foi utilizada a proposta gráfica de Bland e Altman(26). Os procedimentos estatísticos foram calculados pelo programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) 10.0 for Windows.

 

Resultados

A distribuição etária e nutricional dos adolescentes estudados encontra-se na Tabela 1. Já os valores do consumo de O2 e produção de CO2, medidos pela CI, de acordo com a classificação nutricional e utilizados na equação proposta por Weir(22) para o cálculo da TMR, bem como os valores de MC utilizados no cálculo da TRM predita pela equação de Henry e Rees(9) estão dispostos na Tabela 2.

 

 

Na Tabela 3, estão demonstrados os valores dos critérios adotados para análise da validade da equação. Por meio do teste t, percebe-se que não há diferença estatística entre a equação proposta por Henry e Rees(9) e a equação padrão de Weir(25). A média das diferenças entre essas duas equações foi <5%, limite aceito neste estudo, correspondendo a um valor de 65,6kcal/dia.

Finalmente, a Figura 1 ilustra a dispersão dos dados analisados pela proposta de Bland e Altman(26). Nesta análise, o valor médio do TMR de acordo com as duas equações (Henry e Rees versus Weir) é plotado no eixo horizontal e a diferença entre ambos os valores (resíduos) no eixo vertical, para cada um dos 52 adolescentes analisados. Quanto maior o número de pontos próximos da linha referente a zero (ou seja, o resíduo é mínimo), maior a concordância. A análise desse gráfico demonstra que os resíduos apresentam uma tendência crescente, indicando haver violação da hipótese de homogeneidade da variância, ou seja, quanto maior o valor da TMR, maior a diferença residual e o erro de predição da equação de Henry e Rees(9). Dessa forma, o valor da TMR estimado pela equação de Henry e Rees(9) não possui concordância com o valor da TMR calculada pela CI, segundo o padrão de Weir(22).

 

Discussão

Por meio da análise realizada com o grupo de adolescente, constatou-se, neste estudo, que eles apresentam amplitude de massa corporal (27,1 a 101,4kg) maior do que a apresentada no artigo original de Henry e Rees(9) (20 a 66kg). Tal diferença do grupo analisado e daquele que derivou a equação pode justificar possíveis erros da equação de Henry e Rees(9), visto existir forte relação entre os componentes corporais e os valores da TMR(8,18). A presença de meninos que extrapolam o limite superior de massa corporal do estudo original é uma limitação do presente estudo, porém adotou-se sua permanência na amostra para ganhar em validade externa. Justifica-se essa escolha porque há maior procura por profissionais da saúde pela parcela de adolescentes que se encontra abaixo e acima da massa corporal ideal e esse grupo seria o mais prejudicado por uma estimativa equivocada da TMR.

Nota-se que equação sugerida por Henry e Rees(9) não apresenta diferença significativa, calculada pelo teste t, em relação à equação de Weir(22), sendo essa diferença, na média, <5%. Porém, a análise do gráfico de Bland e Altman(26) indica não haver uma forte concordância entre a equação e o método padrão. Uma boa concordância seria representada por um gráfico com os pontos (sujeitos da amostra) próximos à linha zero do eixo y. No entanto, é visível uma ampla variação, inaceitável para fins clínicos, conforme aumentam os valores da TMR. Os resultados, em conjunto, mostram não haver diferença na média dos dois métodos para o grupo, mas, quanto à concordância entre os métodos para cada sujeito, há uma grande variabilidade.

Revisando-se a literatura nacional e internacional, constata-se que há apenas um artigo que buscou analisar a validade da equação de Henry e Rees(9) para adolescentes do sexo masculino. O estudo de Schneider e Meyer(16) verificou a aplicabilidade dessa equação em um grupo de adolescentes masculinos em condições de sobrepeso e obesidade, residentes no município de Porto Alegre (RS). As autoras encontraram uma superestimativa de 9,5% da equação de Henry e Rees(9) em relação à CI. Esse resultado é bem superior ao encontrado neste artigo, no qual se observou diferença de 4,3% na TMR, dentro de limites aceitáveis. Uma explicação para essas discrepâncias entre as equações estudadas pode ser a presença de indivíduos com sobrepeso e obesidade. A equação de Henry e Rees(9) foi derivada de uma população de meninos que tinham no máximo 66kg e, portanto, a equação talvez não estime de forma correta a TMR em adolescentes que possuam valores de massa corporal, especialmente massa gorda, acima desse valor.

A avaliação da CI por troca gasosa é extremamente sensível e sujeita à modificação do resultado por variáveis intervenientes. No presente estudo, buscou-se ao máximo controlar essas variáveis; no entanto, sabe-se que a raça apresenta influência sobre a TMR e, nas condições da pesquisa, foi impossível definir as raças e classificar os sujeitos envolvidos na análise. A influência sazonal na TMR também é uma limitação do estudo, pois as avaliações ocorreram no período de maio a novembro, englobando o inverno e a primavera. Tentou-se ao máximo padronizar a temperatura e a umidade do ambiente onde era realizada a avaliação da CI, para, dessa forma, minimizar a influência sazonal sobre a TMR.

Assim, considerando-se as limitações da pesquisa e contrariando-se a hipótese do estudo, conclui-se que o resultado da TMR estimado pela equação proposta por Henry e Rees(9) e aplicada no planejamento de intervenções nutricionais para manutenção, perda ou ganho de peso está comprometido, pois a equação não se revelou válida. Desse modo, orienta-se que a equação proposta por Henry e Rees(9) seja utilizada com prudência no cálculo da TMR em adolescentes do sexo masculino com as características do grupo analisado.

 

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Endereço para correspondência:
Paulo Henrique S. Fonseca
Avenida Medianeira, 1.879, apto. 603 – Centro
CEP 97060-003 – Santa Maria/RS
E-mail: paulo.phsf@gmail.com

Fonte financiadora: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Conflito de interesse: nada a declarar
Recebido em: 15/1/2010
Aprovado em: 20/9/2010