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Revista Paulista de Pediatria

Print version ISSN 0103-0582

Rev. paul. pediatr. vol.29 no.3 São Paulo Sept. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-05822011000300015 

ARTIGO ORIGINAL

 

Treinamento esfincteriano anal: estudo transversal em crianças de 3 a 6 anos de idade

 

 

José Eduardo G. B. de MirandaI; Nilton Carlos MachadoII

Instituição: Faculdade de Medicina de Sorocaba (CCMB) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Sorocaba, SP, Brasil
IDoutor em Pediatria pelo Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp); Professor Assistente Doutor da Disciplina de Pediatria do Departamento de Medicina da Faculdade de Medicina de Sorocaba da PUC-SP, Sorocaba, SP, Brasil
IILivre-docente pela Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp; Professor Adjunto do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp, Botucatu, SP, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar o treinamento do controle esfincteriano anal em crianças, por meio de entrevista aplicada aos pais ou cuidadores.
MÉTODOS: Estudo de corte transversal em crianças sadias, aplicando-se um questionário estruturado para 100 responsáveis por crianças entre três e seis anos de idade.
RESULTADOS: 97% das crianças foram treinadas em casa pelas mães e 92% delas utilizaram a intuição, a experiência com o filho anterior e o aprendizado com as avós. O treinamento do controle esfincteriano anal e vesical foi iniciado simultaneamente em 84% dos casos, sendo o controle anal adquirido primeiramente em 41% das crianças. As mães com escolaridade menor e das classes C-D-E iniciaram o treinamento mais precocemente, sendo um dos fatores relatados o custo das fraldas. Não houve diferença entre meninos e meninas para idade de início e duração do treinamento. As crianças apresentavam a maioria dos "sinais de prontidão" para o início do treinamento e, das crianças que foram treinadas no vaso sanitário, uma pequena parcela utilizou redutor e apoio para os pés. Não houve aumento significativo de constipação intestinal após o treinamento e não foram observados casos de encoprese.
CONCLUSÕES: As mães foram as responsáveis pelo treinamento esfincteriano anal e o iniciaram sem auxílio especializado. Nas classes sociais C-D-E, o custo das fraldas foi determinante para o início do treinamento esfincteriano anal.

Palavras-chave: treinamento no uso de toalete; desenvolvimento infantil; pré-escolar.


 

 

Introdução

O treinamento para o controle esfincteriano é área dos cuidados pediátricos que apresenta ótima oportunidade para orientação clínica e prevenção. O controle esfincteriano é um marco do desenvolvimento de uma criança, pois ocorre em um período em que ela está descobrindo ou aumentando as suas habilidades físicas, entendendo e respondendo à dinâmica da relação com outras pessoas e confrontando e reagindo às pressões externas. O treinamento esfincteriano pode gerar conflitos e ansiedade, com possível impacto negativo na relação pais-criança e complicações como recusa do treinamento esfincteriano, constipação e encoprese(1-3).

O artigo de Brazelton(1), de 1962 - focalizado no estudo do treinamento esfincteriano em Boston, nos Estados Unidos - envolveu 1.170 crianças de pais de classe média alta e bom nível educacional e relata que 26% das crianças atingiram continência fecal e urinária aos 24 meses de idade, 52,5% aos 27 meses, 85,3% aos 30 meses e 98% aos 36 meses. Brazelton(1) definiu que o comportamento de continência do controle vesical e intestinal origina-se da maturidade neurológica suficiente para que a criança voluntariamente aceite a responsabilidade em participar do processo. Essa abordagem considera o treinamento esfincteriano um processo pelo qual os pais e/ou cuidadores sistematicamente respondem aos "sinais de prontidão" das crianças para a continência. As recomendações de Brazelton(1)  continuam sendo preconizadas.

Assim, considerando-se a necessidade do conhecimento da prática de ensino do controle esfincteriano anal em nosso meio, especialmente dos "sinais de prontidão" que podem orientar o pediatra para que os pais iniciem o treinamento esfincteriano anal (TEA), e as consequências relativas ao ensino inadequado deste treinamento, tanto para a criança quanto para a família, o objetivo deste estudo foi avaliar a prática do treinamento do controle esfincteriano anal em crianças saudáveis, na faixa de três a seis anos de idade, por meio de entrevista aplicada aos pais ou cuidadores.

 

Método

O estudo de corte transversal constou de inquérito baseado em entrevista, utilizando casos consecutivos de crianças de diferentes níveis socioeconômicos, no período de junho de 2005 a agosto de 2006, que procuraram o Ambulatório de Pediatria do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (74% das entrevistas) e uma clinica pediátrica privada (26% das entrevistas) de um dos autores (JEGBM). Como critérios de inclusão, as crianças deveriam ser saudáveis, ter entre 3 e 6 anos e TEA completo relatado pelos pais. Os critérios de exclusão foram: doenças que se apresentaram com perda fecal, malformações anorretais, cirurgia gastrintestinal prévia, alterações da coluna vertebral e comprometimento do crescimento e desenvolvimento. Foram avaliadas variáveis demográficas das crianças, dos pais e do ambiente e variáveis relativas ao TEA.

As seguintes definições foram usadas no estudo:

a) Idade de início do TEA: idade na qual os pais ou cuidadores apresentaram o penico ou o vaso sanitário e começaram a discutir com a criança aspectos relativos ao treinamento;

b) TEA completo: quando os pais ou cuidadores relataram que a criança não usava fraldas e defecava regularmente no penico ou vaso sanitário;

c) Constipação: passagem de fezes endurecidas, empedradas, cibalosas e/ou calibrosas, com ou sem evacuação dolorosa, na maioria das evacuações, ou com frequência de duas ou menos vezes por semana, por período superior a duas semanas(4). Na avaliação antropométrica, a aferição do peso (kg) e da estatura (cm) foi realizada segundo descrição de Barros e Victora(5). Para o cálculo dos escores Z do peso, da estatura e do índice de massa corpórea (IMC), foi utilizado o programa Epi-Info 2002.

O instrumento para coleta das informações foi especificamente elaborado para esta investigação e baseado em extensa revisão da literatura(1-2,6-22). Após avaliação das respostas e das dificuldades de compreensão dos entrevistados de diferentes níveis socioeconômicos, em projeto piloto, o instrumento definitivo foi construído. Para a maioria das questões, a resposta era "sim" ou "não". A avaliação do nível socioeconômico foi realizada, segundo os critérios da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (ABEP-2003)(23). Após explanação do estudo, as entrevistas foram realizadas pelo pesquisador num tempo médio de 15 minutos e respondidas pelo cuidador, caracterizado como o responsável pelos cuidados essenciais da vida da criança.

O cálculo do tamanho amostral foi baseado nos dados de Brazelton(1), nos quais 85,3% das crianças atingiram a continência aos 30 meses. Com nível de confidência de 95% e uma precisão absoluta de sete pontos percentuais (78 a 92%), obteve-se a amostra exata de 100 pacientes. A estatística descritiva das variáveis estudadas é apresentada como média, desvio-padrão, intervalo de confiança de 95% da média e percentagem. O teste do qui-quadrado foi utilizado para comparar as variáveis, considerando o valor de p<0,05 como significante. O programa GraphPad Prism, Version 3.0, 1999, foi utilizado para a análise estatística. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Faculdade de Medicina de Sorocaba da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

 

Resultados

A mãe foi a entrevistada em 97% dos 100 questionários aplicados. A idade das crianças e dos pais e o nível de escolaridade dos pais estão descritos na Tabela 1. Outras características demográficas da população analisada foram: mãe branca - 94%; primeiro casamento ou união estável - 90%; religião católica - 66% e evangélica - 24%; trabalho fora do lar - 61%. A posição das crianças na família foi: 57% primeiro filho, 25% segundo filho, 18% terceiro filho ou mais, sendo 37% filhos únicos. A percentagem das classes socioeconômicas das famílias foi: A=24%; B=23%; C=28%; D=22% e E=3%, ou seja (A-B - 47%) e (C-D-E - 53%). Todas as crianças eram nutricionalmente adequadas, segundo os escores Z do peso, da estatura e do IMC.

 

 

Na Figura 1, estão descritos os "sinais de prontidão" para o TEA, na ordem em que foram perguntados. Dentre os 12 sinais, oito apresentaram frequência maior que 75% no início do treinamento. A Tabela 2 apresenta as características do TEA da amostra estudada segundo as classes sociais A-B e C-D-E. Nela observa-se que as mães das classes C-D-E responderam de forma significante que o custo das fraldas descartáveis interferiu na pressão para se iniciar o TEA mais precocemente e que fizeram o treinamento sem horário definido (p<0,05). Outros achados do TEA foram: em 97% das crianças o TEA ocorreu em casa; em 89% não houve dificuldades para o treinamento e 23% das crianças frequentavam a creche por ocasião do treinamento. Em 84% dos casos, os treinamentos esfincterianos anal e vesical foram iniciados simultaneamente, sendo o TEA obtido primeiramente em 41% das crianças. O treinamento foi iniciado no penico em 56% das crianças e 44% no vaso sanitário, sendo que 8% destas usaram redutores e apenas 1% apoio para os pés. Não houve diferença significante para tempo de treinamento no vaso sanitário ou no penico (p>0,05). Não houve diferença na percentagem de constipação antes (18%) e após o treinamento (20%) e nenhum caso de encoprese.

A Tabela 3 apresenta as percentagens das idades de início e tempos de duração do TEA, não havendo diferença estatisticamente significante entre essas variáveis (p>0,05). Não houve diferença significante para as relações idade de início, duração do TEA e gênero e também para idade de início, duração do TEA e filho único versus não único. Para idade de início, duração do TEA e escolaridade da mãe, ³11 versus <11 anos, as mães com menor escolaridade iniciaram o TEA mais precocemente (p<0,05). Para idade de início, duração do TEA e classe socioeconômica, as classes C-D-E iniciaram o TEA mais precocemente (p<0,05).

 

 

Discussão

A faixa etária de três a seis anos foi escolhida, pois se procurou reforçar o efeito memória em estudo com base em entrevistas. As entrevistas permitem ao entrevistador esclarecer questões, solicitar respostas lógicas, obter respostas mais complexas, minimizar respostas perdidas e incompletas e controlar a ordem das perguntas. Consideramos a amostra apropriada, pois em 97% dos casos, o entrevistado foi a mãe da criança; todas as entrevistas foram realizadas pelo mesmo entrevistador; as mães eram, em sua maioria, menores de 30 anos e com um ou dois filhos; a maioria tinha ensino fundamental completo; 90% eram casadas e/ou com união estável. Observou-se que 92% das mães adquiriram experiência sem auxilio especializado e somente 7% receberam informação do pediatra, sendo a imprensa responsável por somente 3% das informações sobre treinamento esfincteriano, denotando pouca orientação antecipatória como recomendado(13,22,24).

Em estudo análogo, Schumet al(15) demonstraram que, dos 11 "sinais de prontidão" para o treinamento da toalete aos 24 meses, as meninas dominaram somente dois e os meninos não eram proficientes em alguns sinais, sendo a mediana da idade para inicio do treinamento de 25,5 meses para as meninas e 30,5 meses para os meninos. Os autores recomendam que o treinamento se inicie quando a criança tiver entre 22 e 30 meses de idade. Neste estudo, em 89% das crianças, a retirada das fraldas iniciou-se antes dos 30 meses de idade. Isso mostra que, do ponto de vista cronológico, a maioria iniciou o treinamento no período recomendado e com os "sinais de prontidão" presentes, portanto, com a criança motivada. Taubman e Buzby(2) verificaram que, quando o treinamento era iniciado antes dos 24 meses de idade, 68% das crianças estavam treinadas antes dos três anos e, se iniciado após os 24 meses, somente 54% estavam treinadas antes dos três anos. Blum et al(18) relataram que a idade mais precoce para o início do TEA faz com que o tempo de treinamento seja mais prolongado. Neste estudo, a maioria (77%) estava treinada em menos de seis meses, não havendo diferença estatisticamente significante entre a idade de início e a duração do treinamento.

Blum et al(21) observaram que a constipação relaciona-se mais à recusa de usar o banheiro do que à consequência do treinamento. Levine(25) notou que 43% das crianças com encoprese primária e 69% daquelas com encoprese secundária foram submetidas ao TEA antes de 2 anos de idade. No presente estudo, a prevalência da constipação intestinal não se alterou antes e após o treinamento e não se observou nenhum caso de encoprese. Também não houve diferença no tempo de treinamento feito no vaso sanitário ou no penico e, quando feito no vaso sanitário, houve pouca utilização de redutores e apoio para os pés da criança, demonstrando pouca adaptação para uma melhor efetividade do TEA.

A idade do início e da conclusão do treinamento do toalete parece ser explicada parcialmente pela raça/etnia(26), pois crianças de mães hispânicas, afro-americanas e do Caribe estão treinadas entre 20,2 e 22,2 meses, enquanto as de mães americanas de origem europeia, aos 28,1 meses. Não avaliamos o TEA segundo a raça/etnia, pois 96% das crianças eram brancas.

No estudo de Brazelton(1), o TEA foi obtido primeiramente em 12,3% das crianças, comparado com 41% em nosso estudo. Foi demonstrado que as meninas completam o treinamento da continência mais cedo que os meninos(1,7,10); entretanto, neste estudo, não houve diferença com relação à idade de início, à duração do TEA, ao gênero e quando considerado filho único e não único. Provavelmente, o aprendizado para o treinamento dependeu da intuição, do aprendizado com o filho anterior e com a experiência das avós.

As mães de menor escolaridade e das classes socioeconômicas C-D-E iniciaram o TEA mais precocemente e retiraram as fraldas sem horário definido em maior porcentagem do que as classes A-B. As mães de classe socioeconômica mais desfavorecida responderam que o custo das fraldas interferiu na pressão de se iniciar o treinamento, diferentemente das de nível mais elevado. Uma criança gasta, em média, 4.800 fraldas descartáveis até os 30 meses de idade, de acordo com a Associação Pró-Teste de Consumidores(27). Assim, é possível que o custo das fraldas descartáveis possa ter um papel determinante para se iniciar o treinamento do toalete anal. Horn et al(28) associaram a renda familiar com o início do TEA, pois pais com renda mais elevada relatam que o treinamento do toalete deve começar aproximadamente aos 2 anos, comparados com a idade de 18 meses para pais de renda mais baixa.

Os resultados deste estudo não devem ser generalizados para a população brasileira como um todo, pois pode haver diferenças regionais na condição sociocultural e econômica dos país. Contudo, a contribuição principal foi definir os "sinais de prontidão" mais relevantes em nosso meio, os quais um pediatra deve conhecer, estando apto para efetivamente aconselhar os pais quando as crianças estão prontas para o treinamento da toalete ou, alternativamente, decidir esperar até que a criança tenha adquirido os "sinais de prontidão" para o TEA(21).

 

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Endereço para correspondência:
Nilton Carlos Machado
Campus Universitário Rubião Júnior, s/n
CEP 18618-970 - Botucatu/SP
E-mail: nmachado@fmb.unesp.br

Conflito de interesse: nada a declarar
Recebido em: 14/9/2009
Aprovado em: 4/3/2010

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