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Revista Paulista de Pediatria

Print version ISSN 0103-0582

Rev. paul. pediatr. vol.30 no.3 São Paulo Sept. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-05822012000300015 

ARTIGO ORIGINAIS

 

Concordância entre duas classificações para a aptidão cardiorrespiratória em crianças

 

Concordancia entre dos clasificaciones para la aptitud cardiorrespiratoria en niños

 

 

Ana Carolina PaludoI; Rômulo Araújo FernandesII; Gabriela BlasquezIII; Lidyane Ferreira ZambrinIV; Helio Serassuelo JuniorV

Instituição: Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina, PR, Brasil
IMestre em Educação Física pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Física Associado da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e UEL, Londrina, PR, Brasil
IIDoutor em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista (Unesp); Docente do Departamento de Educação Física da Unesp, Presidente Prudente, SP, Brasil
IIIMestre em Educação Física pelo Programa de Pós-Graduação Associado UEM e UEL; Docente da Universidade Paulista (Unip) e do Centro Universitário de Rio Preto (Unirp), São José do Rio Preto, SP, Brasil
IVGraduada em Educação Física pela UEL, Londrina, PR, Brasil
VDoutor em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP); Docente do Departamento de Ciências do Esporte da UEL, Londrina, PR, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar a concordância entre duas diferentes tabelas de pontos de corte para a classificação da aptidão cardiorrespiratória em escolares de sete a 10 anos de idade, de ambos os sexos.
MÉTODOS: Estudo de delineamento transversal do qual participaram 184 escolares (106 meninos e 78 meninas) de sete a 10 anos de idade. A aptidão cardiorrespiratória dos escolares foi obtida por meio do teste de campo de corrida ou caminhada de nove minutos. Para a discriminação do desempenho no teste, foram utilizados dois critérios ajustados por sexo e idade: Fitnessgram (1987) e o de Bergmann et al (2010). A concordância entre os pontos de corte foi verificada pelo teste de McNemar e pelo índice Kappa, com significância estatística de p<0,05.
RESULTADOS: As análises demonstraram que não houve diferença no percentual de jovens classificados como aptos fisicamente (Fitnessgram com 58,1% e Bergmann et al, 59,2%; p=0,864). De forma similar, a concordância entre os pontos de corte apresentou-se moderada (Kappa=0,61).
CONCLUSÕES: Ambos os pontos de corte para aptidão cardiorrespiratória classificaram de maneira semelhante os escolares, independentemente do sexo.

Palavras-chave: aptidão física; atividade motora; criança.


RESUMEN

OBJETIVO: Analizar la concordancia entre dos distintas tablas de puntos de corte para la clasificación de la aptitud cardiorrespiratoria, en escolares de siete a diez años de edad, de ambos sexos.
MÉTODOS: Estudio de delineación transversal, en el que participaron 184 escolares (106 muchachos y 78 muchachas) de siete a 10 años de edad. La aptitud cardiorrespiratoria de los escolares se obtuvo a través de la prueba de campo de carrera o caminata de 9 minutos. Para la discriminación del desempeño en la prueba, se utilizaron dos criterios ajustados por sexo y edad: Fitnessgram (1987) y el de Bergmann et al (2010). La concordancia entre los puntos de corte fue verificada por la prueba de McNemar e índice Kappa, con significancia estadística de p<0,05.

RESULTADOS: Los análisis demostraron que no hubo diferencia en el porcentaje de jóvenes clasificados como aptos físicamente (Fitnessgram con 58,1% y Bergmann et al, 59,2%; p=0,864). De modo similar, la concordancia entre los puntos de corte se presentó moderada (Kappa=0,61).

CONCLUSIONES: Ambos puntos de corte para aptitud cardiorrespiratoria clasificaron de manera semejante a los escolares, independiente del sexo.

Palabras clave: aptitud física; actividad motora; niño.


 

 

Introdução

Nas últimas décadas, verificou-se uma transição abrupta nas causas de mortalidade e morbidade na população adulta, bem como o aumento na ocorrência de doenças cardiovasculares e seus fatores de risco(1,2). Na população pediátrica, o diagnóstico da doença cardiovascular é raro, uma vez que apresenta um longo período de latência. No entanto, a presença de alguns dos seus fatores de risco (obesidade, pressão arterial elevada, resistência à insulina e dislipidemia) tem sido cada vez mais frequente em indivíduos jovens(3-5).

No que se refere a populações pediátricas, sabe-se que a aptidão cardiorrespiratória (ACR) é inversamente relacionada com a ocorrência de muitos dos fatores de risco citados(6). Dessa forma, tem-se enfatizado a importância de atender aos valores recomendados como adequados de forma a assegurar proteção ao desenvolvimento de tais fatores. Assim, avaliar e classificar a ACR em idades precoces tornam-se ferramentas importantes de monitoramento e prevenção de agravantes na saúde do indivíduo adulto. Somando-se a tais necessidades, informações nacionais indicam que poucos jovens cumprem as recomendações relacionadas à ACR(7,8).

Por outro lado, existem questionamentos pertinentes sobre a utilização dos pontos de corte desenvolvidos em outras populações, que não a brasileira (norte-americana ou europeia), para uso nacional, o que demonstra a importância de se desenvolver critérios e pontos de corte para a ACR de jovens brasileiros(9). Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi analisar a concordância entre os diferentes tipos de pontos de corte para a classificação da ACR em escolares de sete a 10 anos de idade, de ambos os sexos.

 

Método

O presente estudo foi caracterizado como descritivo-comparativo, de delineamento transversal, e foi conduzido no primeiro semestre de 2011. Embora a presente amostra não tenha sido selecionada aleatoriamente, utilizou-se uma equação para estimar o tamanho amostral por meio do teste de McNemar. Dessa maneira, havia uma proporção esperada de concordância para os dois testes (68%), tendo que atender ao critério em ambos (arbitrária pela ausência de estudos similares), e uma discordância de 25% (arbitrária devido à ausência de estudos similares), teste bicaudal, com erro alfa de 0,05 e poder de 80%, identificando-se a necessidade de avaliar ao menos 180 participantes.

Assim, uma unidade escolar foi selecionada por conveniência para a realização do estudo (colégio de aplicação localizado dentro da instituição de ensino superior responsável pela pesquisa), no município de Londrina, Paraná. No período em questão, a referida escola apresentava 193 alunos matriculados nas séries selecionadas (2ª a 4ª séries, períodos matutino e vespertino), os quais foram convidados a participar do estudo. Os critérios de inclusão foram: pertencer às séries preestabelecidas, estar regularmente matriculado na instituição de ensino selecionada, aceitar participar do estudo e obter a autorização dos pais ou responsáveis. Como critérios de exclusão: apresentar qualquer problema físico que impedisse a realização do teste motor. Após as exclusões, a amostra foi composta por 184 escolares (106 meninos e 78 meninas, 95,3% de participação) de sete a 10 anos de idade.

Os alunos envolvidos na pesquisa e seus respectivos responsáveis foram informados previamente quanto aos objetivos do estudo e receberam esclarecimentos sobre os procedimentos adotados. Os responsáveis assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa local, seguindo as diretrizes e normas da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisa envolvendo seres humanos.

As variáveis antropométricas avaliadas foram: massa corporal, obtida em uma balança digital da marca Urano (modelo PS 180; precisão de 0,1kg e capacidade máxima de 180kg), e estatura, determinada por um estadiômetro de madeira com precisão de 0,1cm e extensão máxima de 2m. As medidas antropométricas seguiram os procedimentos descritos por Gordon et al(10). As medidas foram realizadas dentro da unidade escolar por educadores físicos previamente treinados. Além disso, os jovens avaliados vestiam roupas leves e estavam descalços.

O teste de campo de corrida ou caminhada de nove minutos foi realizado em uma pista de atletismo oficial, localizada na própria instituição de ensino superior, seguindo as recomendações de Cooper(11). No referido teste, os avaliados caminharam ou correram o tempo estabelecido de nove minutos, sendo a distância percorrida controlada por meio do número de voltas completas na pista (400m), somando-se os metros adicionais da volta incompleta.

Para análise dos critérios de classificação da ACR para a faixa etária de sete a 10 anos, foram adaptados os valores sugeridos pela bateria de testes motores do Fitnessgram(12). Estes foram idealizados pelo Cooper Institute for Aerobics Research, que recomenda o teste de corrida e/ou caminhada de uma milha para avaliação da ACR ou testes de corrida e/ou caminhada com tempo superior a seis minutos.

Portanto, os valores recomendados para o teste de corrida e/ou caminhada de uma milha foram divididos pelo tempo do teste de corrida utilizado, estabelecendo pontos de corte de velocidade (m/minutos) para o teste de nove minutos. O segundo ponto de corte utilizado foi recentemente sugerido por Bergmann et al(9), no qual a ACR foi medida pelo teste de nove minutos, elaborado a partir dos dados de escolares brasileiros.

Com base nos valores recomendados para a saúde de acordo com idade e sexo, os escolares foram classificados como "atendeu" ou "não atendeu" aos pontos de corte analisados (Quadro 1).

Em relação às variáveis numéricas do estudo, uma vez que a normalidade do conjunto de dados não foi confirmada pelo teste de Shapiro-Wilk, as características descritivas da amostra foram expressas em valores de mediana (tendência central) e diferença entre quartil (dispersão). Dessa forma, o teste U de Mann-Whitney foi utilizado para a comparação dos sexos. Por outro lado, para a representação das variáveis categóricas, os valores foram expressos por meio de frequências. O teste do qui-quadrado foi aplicado para a verificar a associação entre ACR e sexo e o teste de McNemar para analisar diferenças entre as proporções de jovens que cumpriram os critérios para ACR em ambos os pontos de corte. O índice Kappa testou a concordância entre as duas formas de diagnosticar a ACR. A significância estatística adotada foi p<0,05 e os dados foram tratados no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 17.0.

 

Resultados

A Tabela 1 apresenta as variáveis descritivas da amostra total, classificadas quanto ao sexo. Não houve diferenças entre os sexos para as seguintes variáveis: idade (p=0,758), massa corporal (p=0,242), estatura (p=0,359) e índice de massa corpórea - IMC (p=0,322). Porém, os meninos percorreram maior distância no teste de corrida em relação às meninas, sendo esta diferença significante (p=0,004).

Quando analisado o percentual de jovens classificados como aptos por ambas as tabelas de referência, observam-se valores muito próximos para as tabelas nacional (59,2%; n=109) e internacional (58,1%; n=107), fato este que se refletiu na diferença significante apontada pelo teste de McNemar (p=0,864). Por outro lado, quando analisada a concordância entre ambas as tabelas, os escores do índice Kappa indicaram uma moderada concordância: 0,61 (Tabela 2). Aproximadamente 81% (n=150) dos jovens avaliados apresentaram a mesma classificação em ambas as tabelas de referência.

A Tabela 3 mostra a associação entre a ACR e o sexo, de acordo com as duas tabelas de classificação. Os valores obtidos pelo teste do qui-quadrado apontaram que houve independência entre as duas variáveis em ambos os pontos de corte analisados. A tabela do Fitnessgram(12) identificou que 61,3% dos meninos e 53,8% das meninas atenderam ao critério de aptidão (sem diferença significativa, p=0,311), ao passo que, na tabela de Bergmann et al(9), 62,2% dos meninos e 55,1% das meninas atenderam ao critério estabelecido (sem diferença significativa, p=0,332). Tais resultados indicam novamente similaridade entre a classificação das tabelas, independentemente do sexo.

 

Discussão

O objetivo do presente estudo foi analisar a concordância entre duas tabelas com pontos de corte para ACR ajustados conforme sexo e idade (uma nacional recentemente divulgada e outra internacional amplamente utilizada), por meio de um estudo transversal envolvendo jovens brasileiros. Os resultados identificaram pouca divergência entre ambas no que se refere à classificação do desempenho no referido teste motor.

A literatura especializada tem evidenciado significativa relação entre ACR e menor risco cardiovascular e metabólico entre jovens(3-5). Nesse sentido, para a mensuração da ACR na população pediátrica, uma alternativa muito utilizada é o teste de corrida ou caminhada de nove minutos(13-15). A evidência que sustenta a aplicação de tal teste motor para discriminar a da ACR em populações pediátricas é a reconhecida relação linear entre o desempenho no teste e as medidas do consumo máximo de oxigênio(16).

Sabe-se que, para um mesmo constructo, diferentes tabelas do ponto de corte podem modificar de maneira sensível a prevalência do desfecho analisado, bem como sua capacidade de diagnóstico. Fernandes et al(17) analisaram três diferentes tabelas de ponto de corte para IMC em uma mesma amostra de adolescentes e mostraram que a presença de sobrepeso/obesidade variou de 29,8 a 40,6% no sexo masculino e de 14,7 a 20,9%, no feminino. A elevada variação observada para o IMC não foi verificada na ACR analisada no presente estudo, pois ambas as tabelas de ponto de corte não diferiram significantemente.

Uma possível explicação para a semelhança de classificação da ACR baseia-se na forma de construção de ambas as tabelas. A proposta do Fitnessgram(12) foi desenvolvida levando em consideração os valores de consumo máximo de oxigênio por adultos (associados a problemas cardiovasculares) e extrapolando tais valores para crianças e adolescentes, respeitando-se o desenvolvimento da economia de corrida. Similarmente, os pontos de corte elaborados por Bergmann et al(9) foram baseados em uma amostra de crianças e adolescentes brasileiros de sete a 12 anos de idade, levando-se em consideração os fatores de risco para doenças cardiovasculares. Assim, parece aceitável identificar que a construção de ambas as tabelas, baseada na detecção dos fatores de risco cardiovascular, pode ter influenciado a concordância consistente observada.

Ainda, as duas propostas classificaram de maneira semelhante a ACR em 81% dos escolares, alcançando valores moderados do índice Kappa (0,61). Os valores de concordância observados foram inferiores àqueles notados a diferentes pontos de corte para o componente de gordura corporal estimada por densitometria óssea (índice Kappa variando de 0,87 a 0,93)(18) e, também, inferiores aos diferentes pontos de corte para IMC (índice Kappa variando de 0,81 a 0,91). Tais dados evidenciam que, em amostras maiores e com maior variação de idade, as discrepâncias entre os pontos de corte analisados podem se manifestar mais fortemente. Além disso, reconhece-se o significativo impacto que a maturação biológica exerce sobre o componente da ACR, o qual dificilmente pode ser observado em um grupo tão jovem como o analisado. Assim, para ratificar estes achados ou evidenciar outras vertentes do mesmo, sugere-se a realização de futuros estudos com amostras maiores e adolescentes de outros grupos etários.

As limitações da pesquisa precisam ser pontuadas. O tamanho reduzido da amostra foi destacado e merece especial atenção em futuras investigações. Como pano de fundo para a realização do estudo, destacou-se a importância da ACR na detecção de jovens de mais alto risco cardiovascular ou metabólico. Desse modo, a ausência de tais fatores de risco cardiovascular merece ser destacada, pois é determinante na utilização de um ou outro ponto de corte.

Em resumo, independentemente do sexo, os dois critérios de classificação para a ACR de populações jovens discriminam de forma similar crianças com baixa ACR.

 

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Endereço para correspondência:
Helio Serassuelo Junior
Rodovia Celso Garcia Cid, Pr 445 Km 380, Campus Universitário
CEP 86051-980 - Londrina/PR
E-mail: heliojr@onda.com.br

Recebido em: 29/11/2011
Aprovado em: 4/4/2012
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