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Revista Paulista de Pediatria

versão impressa ISSN 0103-0582

Rev. paul. pediatr. vol.31 no.1 São Paulo jan./mar. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-05822013000100012 

ARTIGO ORIGINAL

 

Imagem corporal, estado nutricional, força de resistência abdominal e aptidão cardiorrespiratória de crianças e adolescentes praticantes de esportes

 

Imagen corporal, estado nutricional, fuerza de resistencia abdominal y aptitud cardiorrespiratoria de niños y adolescentes practicantes de deportes

 

 

Alexandre SchubertI; Renata Selvatici B. JanuárioII; Juliano CasonattoII; Christi Noriko SonooIII

Instituição: Universidade Norte do Paraná (Unopar), Londrina, PR, Brasil
IMestre em Educação Física pela Universidade Estadual de Maringá (UEM); Docente da Unopar, Londrina, PR, Brasil
IIMestre em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL); Docente da Unopar, Londrina, PR, Brasil
IIIDoutora em Filosofia e Ciência da Educação pela UEM; Docente da UEM, Maringá, PR, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Verificar se há associação entre estado nutricional, nível de aptidão física e imagem corporal em crianças e adolescentes.
MÉTODOS: Participaram deste estudo transversal 401 estudantes (236 meninos e 165 meninas) com idades entre 8 e 16 anos, praticantes de esportes nos clubes locais. Para o estado nutricional calculou-se o índice de massa corpórea. Foram avaliadas a satisfação com a imagem corporal, a força de resistência abdominal e a aptidão cardiorrespiratória. As variáveis foram analisadas no mesmo dia, seguindo ordem padronizada. Para verificar as associações entre as variáveis foi utilizado o teste do qui-quadrado. Posteriormente, a regressão logística binária foi aplicada para identificar a magnitude das associações, considerando-se significante p<0,05.
RESULTADOS: Foi constatada associação entre imagem corporal e índice de massa corpórea (p=0,001), força de resistência abdominal (p=0,005) e aptidão cardiorrespiratória (p=0,001). A razão de chances para os participantes que não atingiram os valores esperados para os critérios de saúde na força de resistência abdominal e na aptidão cardiorrespiratória de apresentarem insatisfação com a imagem corporal foi de 2,14 e 2,42 vezes, respectivamente, e para aqueles com sobrepeso e obesidade, de 2,87 vezes.
CONCLUSÕES: A insatisfação com a imagem corporal está associada ao índice de massa corpórea e também às variáveis de aptidão física, força de resistência abdominal e aptidão cardiorrespiratória.

Palavras-chave: aptidão física; índice de massa corporal; imagem corporal; crianças; adolescentes.


RESUMEN

OBJETIVO: Verificar si hay asociación entre estado nutricional, nivel de aptitud física e imagen corporal en niños y adolescentes.
MÉTODOS: Participaron de este estudio transversal 401 estudiantes (236 muchachos y 156 muchachas) con edades entre 8 y 16 años. Para el estado nutricional se calculó el índice de masa corporal. Se evaluaron la satisfacción con la imagen corporal, la fuerza de resistencia abdominal y la aptitud cardiorrespiratoria. Las variables fueron analizadas en el mismo día, siguiendo orden estandarizado. Para verificar las asociaciones entre las variables se utilizó la prueba del chi-cuadrado. Posteriormente, se aplicó la regresión logística binaria para identificar la magnitud de las asociaciones, considerando como significante p<0,05.

RESULTADOS: Se constató asociación entre imagen corporal e índice de masa corporal (p=0,001), fuerza de resistencia abdominal (p=0,005) y aptitud cardiorrespiratoria (p=0,001).La razón de chances para los participantes que no alcanzaron los valores esperados para los criterios de salud en la fuerza de resistencia abdominal y en la aptitud cardiorrespiratoria de presentar insatisfacción con la imagen corporal fue de 2,14 y 2,42 veces, respectivamente, y para aquellos con sobrepeso y obesidad, de 2,87 veces.

CONCLUSIONES: La insatisfacción con la imagen corporal está asociada al índice de masa corporal y también a las variables de aptitud física, fuerza de resistencia abdominal y aptitud cardiorrespiratoria.

Palabras clave: aptitud física; índice de masa corporal; imagen corporal; niños; adolescentes.


 

 

Introdução

Diversos estudos têm evidenciado que a obesidade assumiu caráter epidêmico nas últimas décadas, na maioria dos países desenvolvidos e em desenvolvimento(1-3). Além disso, está bem documentado na literatura que seus efeitos atingem indistintamente todas as faixas etárias(4-10), de modo que a prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes vem aumentando e está diretamente associada aos maiores riscos de morbidade e mortalidade na idade adulta(11). Nesse sentido, o aumento expressivo da massa corporal combinado ao sedentarismo está associado ao decréscimo da aptidão física, evidenciando prejuízos cardiorrespiratórios e de resistência muscular. Por outro lado, embora a obesidade seja uma doença de grande prevalência, seus determinantes psicossociais ainda não foram totalmente compreendidos(12).

Em adultos, estudos com abordagens sobre os efeitos psicológicos causados pela obesidade têm sido amplamente explorados; entretanto, em crianças e adolescentes os achados não são consistentes, possivelmente em razão de serem períodos marcados pelo desenvolvimento e por expressivas mudanças físicas e psicológicas. Alterações morfológicas e de aparência física parecem ser as preocupações mais evidentes na população em questão e, por essa razão, a obesidade pode predispor ao surgimento de insatisfação com a imagem corporal(13).

Além disso, estudos que examinaram a associação entre imagem corporal e nível de aptidão física ainda são inconsistentes, sendo raros aqueles direcionados a associar insatisfação com imagem corporal e baixos níveis de aptidão física em crianças. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi identificar a possível associação entre imagem corporal, estado nutricional, força de resistência abdominal (ABD) e aptidão cardiorrespiratória (AC) em crianças e adolescentes praticantes de esportes.

 

Método

Foi desenvolvida uma pesquisa descritiva exploratória de caráter transversal, cuja seleção da população foi realizada por conveniência nos principais clubes esportivos da cidade de Londrina, no estado do Paraná. A seleção da amostra foi feita por meio de uma tabela de números aleatórios. Foram incluídas 401 crianças e adolescentes de ambos os gêneros (236 meninos e 165 meninas), com idades entre 8 e 16 anos, participantes de escolinhas de esportes individuais e coletivos há pelo menos um ano e que realizavam aulas de Educação Física na escola de duas a três vezes por semana.

Este estudo foi encaminhado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Maringá, de acordo com as normas da resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisa envolvendo seres humanos. Após serem convenientemente informados sobre a proposta da pesquisa e os procedimentos adotados durante a mesma, os responsáveis legais pelos sujeitos investigados assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

As coletas de cada indivíduo aconteceram no mesmo dia, obedecendo à seguinte sequência: primeiramente, os testes relacionados aos dados antropométricos dos sujeitos, ou seja, massa corporal e estatura. Em seguida, foi realizada a análise da imagem corporal e, por fim, os testes de campo na seguinte ordem: teste de ABD e de AC.

A massa corporal foi mensurada em uma balança de plataforma, digital, marca Filizola (S.A Pesagem e Automação - São Paulo, SP, Brasil), modelo ID110, e a estatura foi determinada em um estadiômetro de madeira com precisão de 0,1cm. Para avaliar o estado nutricional, calculou-se o índice de massa corpórea (IMC) mediante a razão entre o peso corporal e o quadrado da estatura. Como critério de referência, foi adotada a tabela de estado nutricional de padrão internacional, amplamente utilizada em estudos nacionais(14). Após a análise do IMC, os indivíduos foram estratificados em dois grupos, sendo um composto por indivíduos eutróficos e outro pelos portadores de sobrepeso e obesos.

Como indicadores da aptidão física relacionada à saúde (AFRS), aplicaram-se a bateria de testes e os critérios de classificação do Projeto Esporte Brasil (PROESP)(15). Os sujeitos foram divididos em dois grupos: os que atendiam e os que não atendiam aos indicadores de saúde. Os indivíduos que se encontravam nas classificações muito fraco, fraco e regular(15) foram reclassificados como não atendendo aos indicadores de saúde, e os classificados em bom, muito bom e excelente, de acordo com os mesmos autores, foram reclassificados em atendendo aos indicadores de saúde. Os testes utilizados para avaliação da AFRS foram: ABD e teste de nove minutos para AC.

Para identificar a satisfação com a imagem corporal, utilizou-se a concordância entre a silhueta atual e a ideal apontada pelos participantes mediante o uso da escala de silhuetas proposta por meio de desenhos humanos(16).

Foi empregada a estatística descritiva para caracterizar a amostra. Paralelamente, os dados foram categorizados de forma dicotômica e, na sequência, utilizou-se o teste do qui-quadrado(17) para identificar possíveis associações. Num segundo momento, para verificar a magnitude das associações, adotou-se a regressão logística binária(18). Foram realizadas análises univariadas e, posteriormente, para as variáveis que permaneceram significantes (p<0,05), foi aplicado o modelo ajustado. Posteriormente, foi utilizada novamente a regressão logística binária, ajustada para IMC, flexibilidade (FLEX) e força de membros superiores (FMS), considerando a imagem corporal como variável dependente. O índice geral de significância foi estabelecido em p<0,05. Os dados foram calculados no software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 17.0.

 

Resultados

Do total geral da amostra (401 crianças e adolescentes), os meninos representaram 59% e as meninas, 41%. A Tabela 1 apresenta as características gerais da amostra. Houve diferença significativa entre os sexos para idade, estatura, massa corporal e IMC, sendo que os meninos apresentaram os maiores valores para estatura, massa corporal e IMC. As meninas apresentaram maior média de idade.

 

 

Na Tabela 2 estão os valores do teste do qui-quadrado, sendo identificadas associações entre estado nutricional e imagem corporal, de modo que aqueles indivíduos classificados como portadores de excesso de peso apresentaram insatisfação com a imagem corporal. O baixo desempenho no teste motor, que é um indicador da capacidade de força/resistência muscular, também se associou com distúrbios de imagem corporal. Associação semelhante foi identificada para a capacidade motora e resistência cardiorrespiratória.

No modelo univariado para associação entre as variáveis antropométricas e a imagem corporal (Tabela 3) são apresentados os valores da razão de chance e seus respectivos intervalos de confiança. Os indivíduos com excesso de peso apresentaram uma chance de desenvolver insatisfação com a imagem corporal de 187% quando comparados aos eutróficos. Na associação com a variável força/resistência abdominal, a chance dos indivíduos que não atendem ao critério de saúde para essa capacidade motora apresentarem insatisfação com a imagem corporal foi de 114%, ao serem comparados àqueles que atendem ao critério. Da mesma forma, os indivíduos com baixa AC demonstraram possuir 142% mais chance de insatisfação com a imagem corporal em relação aos seus pares, os quais atendiam ao critério de saúde para esta capacidade motora.

Nos valores apresentados por meio do modelo ajustado (Tabela 4), a associação entre força/resistência abdominal e distúrbio de imagem corporal perde significância estatística. Por outro lado, as associações de força/resistência abdominal e AC com insatisfação com a imagem corporal permaneceram estatisticamente significantes.

 

Discussão

O presente estudo verificou a existência de possíveis associações entre imagem corporal, estado nutricional, ABD e AC de crianças e adolescentes de ambos os sexos, participantes de escolinhas de esportes individuais e coletivos nos principais clubes esportivos da cidade de Londrina, Paraná.

Houve maior proporção de crianças e adolescentes classificadas como eutróficas pelo IMC e foi encontrada diferença significativa entre meninos e meninas. O estado nutricional mostrou-se fortemente associado à imagem corporal, uma vez que aqueles com sobrepeso e obesidade apresentavam 2,87 vezes mais chance de estarem insatisfeitos com sua imagem corporal. Essa insatisfação faz parte de um subcomponente da dimensão atitudinal da imagem corporal e diz respeito à depreciação que o sujeito tem com sua aparência física(19,20). Petroski et al(20), em estudo realizado com amostra de escolares, mostram que indivíduos com excesso de peso, de acordo com o IMC, apresentaram 8,45 vezes mais chances de estarem insatisfeitos com sua imagem corporal, valor muito superior ao do presente estudo.

Entretanto, apesar de os resultados da presente investigação serem inferiores ao estudo supracitado, ainda são preocupantes, pois as práticas mais comuns para o controle de peso por adolescentes insatisfeitos geralmente estão associadas à realização de exercícios físicos extenuantes e ao comportamento alimentar inadequado, sugerindo a presença de transtornos alimentares(21). Ainda sobre as associações, percebeu-se que a maior parte dos indivíduos eutróficos (64%) sentia-se satisfeita com sua imagem corporal. Porém, quando os avaliados apresentavam sobrepeso ou obesidade, apenas 38,2% deles mostraram-se satisfeitos com sua imagem corporal. Da mesma forma, outros autores(22) encontraram que a maioria dos adolescentes com sobrepeso ou obesos era mais insatisfeita com sua imagem corporal do que os eutróficos. Em contrapartida, em outro estudo(23), 82% da amostra de escolares com idades entre 8 e 12 anos se mostraram insatisfeitos com a imagem corporal, independentemente da classificação do IMC, indicando que, nesse caso, a insatisfação com a imagem corporal não estava associada ao estado nutricional.

Embora crianças obesas apresentem maior insatisfação com a imagem corporal do que as eutróficas, elas podem ter um conceito sobre seus corpos que não é totalmente negativo. Ou seja, embora concordem que sua aparência física os incomoda, algumas características positivas sobre determinadas partes do corpo, como os olhos e um rosto bonito, podem amenizar a insatisfação(24). Outros autores, analisando também escolares(25), mostraram que a maioria das crianças eutróficas avaliadas (58,2%) encontrava-se insatisfeita com sua imagem corporal, resultados que diferem dos aqui apresentados.

Assim, alguns estudos apontam que o IMC é um dos determinantes principais da satisfação corporal(26,27), enquanto outros argumentam que é um indicador pouco importante quando comparado às características psicológicas que influenciam na insatisfação com a imagem corporal(21,28). Nesse sentido, observa-se que o índice de insatisfação com a imagem corporal diverge bastante entre os estudos. Contudo, é consenso na literatura a presença de grande insatisfação com o corpo durante a adolescência, especialmente no sexo feminino(29).

Em relação à associação entre aptidão física e imagem corporal, observou-se que, quando os avaliados atendem aos critérios estabelecidos para aptidão física voltada à saúde, há uma proporção maior de sujeitos satisfeitos com sua imagem corporal, tanto na ABD quanto na AC, 56,9 e 63,1% respectivamente. No entanto, quando os níveis de aptidão física não atendem aos mesmos critérios, há maior proporção de indivíduos insatisfeitos com a sua imagem corporal para as mesmas capacidades (61,8 e 56,1%). Em um estudo com idosos(30) detectou-se que a prática de atividades físicas melhora os aspectos fisiológicos, assim como os psicológicos, como é o caso da satisfação com a imagem corporal.

A literatura apresenta modelos univariados de meninos e meninas que se julgam "muito gordos", sendo influenciados notavelmente por um alto risco de inatividade física. Dessa forma, a associação entre insatisfação da imagem corporal com baixos níveis de atividade física em ambos os sexos é bem estabelecida(31), porém, nenhum estudo foi encontrado sobre a associação entre aptidão física e imagem corporal em qualquer idade.

Em relação aos componentes da aptidão física, observou-se que a maior proporção de indivíduos satisfeitos com a imagem corporal encontrava-se entre aqueles que cumpriam os critérios de saúde para ABD e AC, 56,9 e 63,1%, respectivamente. Os insatisfeitos, em sua maior proporção, não atendiam aos mesmos critérios para ambas as variáveis. Esse achado é ressaltado pela observação de que a razão de chance de os indivíduos apresentarem insatisfação com a imagem corporal entre aqueles que não atenderam aos critérios de saúde, no que se refere à ABD e à aptidão cardiorrespiratória, foi de 2,14 e 2,42 vezes, respectivamente.

Pesquisa(32) realizada com estudantes universitários identificou melhor avaliação da imagem corporal após treinamento de força durante seis semanas. Esses resultados são semelhantes aos de outro estudo(33), que também mostrou melhora na imagem corporal de universitárias após um programa de 12 semanas de treinamento de força. Portanto, as evidências indicam que a prática de exercícios físicos e a melhora de alguns componentes da aptidão física podem ter influência sobre a melhora da imagem corporal. Em contrapartida, uma análise longitudinal não revelou associação entre mudanças na percepção corporal e alteração do nível de atividade física ao longo de 12 meses(34). Ainda, outros autores(35), ao analisarem mulheres atletas, observaram que mesmo estando com a gordura corporal dentro dos padrões esperados para idade e sexo, 33% apresentavam distorção da imagem corporal.

Quanto aos valores apresentados no modelo ajustado, foi possível notar que a resistência abdominal perde sua associação com a imagem corporal. Entretanto, o oposto ocorre entre o IMC e a aptidão cardiorrespiratória, que, apesar de se manterem associados, diminuem a magnitude dessa associação. Diante disso, parece razoável supor que a imagem corporal está associada a algumas variáveis da aptidão física, como é o caso da ABD e AC. Porém, as causas que levam a essa associação ainda não estão esclarecidas. Um dos fatores que poderiam justificar tal associação talvez seja a relação entre as variáveis de aptidão física com o IMC, tendo em vista que indivíduos com baixa resistência cardiorrespiratória e limitada ABD têm maior possibilidade de contar com valor elevado de IMC.

É importante ressaltar ainda que uma possível limitação deste estudo foi o fato de não terem sido controlados os níveis de atividade física nas horas de lazer, o que poderia, dependendo da atividade, influenciar os resultados apresentados. Outro fator a se considerar foi a não verificação das atividades propostas durante as aulas de Educação Física, que também poderiam exercer influência sobre os resultados deste estudo. De qualquer forma, tais resultados apontam para a existência de uma associação entre imagem corporal e estado nutricional e entre imagem corporal e variáveis relacionadas à aptidão física, como a ABD e a resistência cardiorrespiratória, em crianças e adolescentes participantes de escolinhas de esportes individuais e coletivos.

 

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Endereço para correspondência:
Alexandre Schubert
Rua Ana Neri, 23 - Jardim Petrópolis
CEP 86015 610 - Londrina/PR
E-mail: alexandreschubert@hotmail.com

Recebido em: 1/6/2012
Aprovado em: 8/10/2012
Conflito de interesse: nada a declarar

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