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Revista Paulista de Pediatria

Print version ISSN 0103-0582

Rev. paul. pediatr. vol.31 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-05822013000100014 

ARTIGO ORIGINAL

 

Avaliação da participação de mães em um programa de prevenção e controle de cáries e doenças periodontais para lactentes

 

Evaluación de la participación de madres en un programa de prevención y control de las enfermedades caries y periodontal para lactantes

 

 

Rubenice Amaral da SilvaI; Nayron Barbosa NóiaII; Letícia Machado GonçalvesIII; Judith Rafaelle O. PinhoIV; Maria Carmen F. N. da CruzV

Instituição: Centro de Saúde da Vila Embratel, São Luís, MA, Brasil
I
Doutora em Biotecnologia pela Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio); Professora-Associada do Departamento de Odontologia II da UFMA, São Luís, MA, Brasil
IIGraduado em Odontologia pela UFMA, São Luís, MA, Brasil
IIIDoutoranda em Clínica Odontológica pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Piracicaba, SP, Brasil
IVDoutoranda em Saúde Coletiva pela UFMA, São Luís, MA, Brasil
VDoutora em Patologia Oral pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); Professora Adjunta IV do Programa de Pós-Graduação em Odontologia da UFMA, São Luís, MA, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar o conhecimento sobre saúde bucal de mães participantes de um programa educativo-preventivo para lactentes.
MÉTODOS: Estudo de coorte com 112 mães e seus bebês de 0 a 18 meses, cadastrados no projeto "Promoção de Saúde Bucal na Primeira Infância", da Universidade Federal do Maranhão. Inicialmente, entrevistas semiestruturadas que contemplavam o nível de conhecimento das mães sobre a saúde bucal dos bebês foram realizadas. Também foi examinada a cavidade bucal dos bebês a fim de detectar o nível de placa bacteriana, sangramento gengival e presença de cárie. Em seguida, palestras educativo-preventivas foram ministradas e, após um ano de acompanhamento, novas entrevistas foram realizadas, bem como o exame clínico. Para analisar os dados, foram utilizados os testes de qui-quadrado e exato de Fisher com nível de significância de 5%.
RESULTADOS: Antes das palestras educativas, 93% das mães executavam a higiene bucal de seus bebês e 57,3% a realizavam nos períodos diurno e noturno. Após as palestras, todas responderam executar os cuidados (p=0,02), sendo 74,7% nos períodos diurno e noturno (p=0,01). Não houve diferença quanto ao consumo de alimentos cariogênicos nos questionários inicial e final. Notou-se que, inicialmente, 5,6% das faces dentais apresentaram cárie; 29,7%, placa bacteriana; e 11,9%, sangramento gengival. Após as palestras, apenas 0,4% das faces dentais apresentaram cárie (p<0,0001); 2,4%, placa bacteriana (p<0,0001); e 10,6%, sangramento gengival (p<0,0001).
CONCLUSÕES: A aquisição de conhecimentos é fundamental para melhorar as condições de saúde.

Palavras-chave: assistência odontológica para crianças; planos e programas de saúde; saúde materno-infantil; saúde bucal.


RESUMEN

OBJETIVO: Evaluar el conocimiento sobre salud bucal de madres participantes de un programa educativo-preventivo para lactantes.
MÉTODOS: Se realizó un estudio caso-control anidado a una cohorte. Se evaluaron a 112 madres y a sus bebés con edades de 0 a 18 meses, registrados en el proyecto «Promoción de Salud Bucal en la Primera Infancia», de la Universidad Federal de Maranhão. Inicialmente, se realizaron entrevistas semiestructuradas que contemplaban el nivel de conocimiento de las madres sobre la salud bucal de los bebés. También se examinó la cavidad bucal de los bebés a fin de detectar el nivel de la placa bacteriana, sangrado gingival y presencia de caries. Enseguida, se realizaron charlas educativo-preventivas y, tras un año de seguimiento, se realizaron nuevas entrevistas, así como el examen clínico. Para analizar los datos, se utilizaron las pruebas de chi-cuadrado y Exacto de Fisher, con nivel de significancia de 5%.

RESULTADOS: Antes de las charlas educativas, el 93% de las madres ejecutaba la higiene bucal de sus bebés, y el 57,3% la realizaban en los periodos diurno y nocturno. Después de las charlas, todas contestaron ejecutar los cuidados (p=0,02), siendo el 74,7% en los periodos diurno y nocturno (p=0,01). No hubo diferencia respecto al consumo de alimentos cariogénicos en los cuestionarios inicial y final. Se notó que, inicialmente, el 5,6% de las caras dentales presentaba caries; el 29,7%, placa bacteriana; y el 11,9% sangrado gingival. Después de las charlas, solamente el 0,4% de las caras dentales presentó caries (p<0,0001); 2,4%, placa bacteriana (p<0,0001); y el 10,6%, sangrado gingival (p<0,0001).

CONCLUSIONES: La adquisición de conocimientos es fundamental para mejorar las condiciones de salud.

Palabras clave: asistencia odontológica a niños; planes y programas de salud; salud materno-infantil; salud bucal.


 

 

Introdução

A Odontologia atual vem desenvolvendo novos conceitos de atenção precoce e manutenção da saúde, contribuindo para o declínio da prevalência da cárie(1,2). No entanto, não tem sido observado o mesmo declínio na dentição decídua, verificando-se que o emprego de medidas preventivas para crianças com até cinco anos não é realizado eficazmente para reduzir a cárie em tal faixa etária(3,4).

Dessa forma, novos conceitos foram desenvolvidos a partir do princípio de que a educação gera hábitos de vida saudáveis, surgindo então a necessidade de uma atuação precoce no intuito de manter a saúde antes mesmo de prevenir a doença. Despertar o interesse da família para os cuidados com a saúde e educá-la para adotar um estilo de vida adequado exercem grandes impactos sobre suas vidas, promovendo uma boa saúde geral e bucal(5,6).

Existe uma estreita relação entre o nível de saúde e de carência socioeconômica e cultural, observando-se que a cárie afeta especialmente crianças de famílias de classes sociais menos favorecidas, com menor grau de escolaridade e maior dificuldade de acesso à educação em saúde(7-9). Para evitar o estabelecimento de cáries em lactentes, há a necessidade de programas voltados à promoção de saúde na primeira infância(6), demonstrando-se um importante declínio da cárie em grupos de crianças beneficiados por programas preventivos(10-13). Este declínio é obtido quando a atenção odontológica acontece durante a gestação e nos primeiros anos de vida(14,15).

É plenamente reconhecido o papel da mãe no ato de cuidar, e que os principais fatores de risco de diversas doenças são decorrentes dos hábitos de vida. Tais considerações conduzem à proposta deste trabalho, que foi avaliar o conhecimento e as práticas de saúde bucal de mães participantes de um programa educativo-preventivo para bebês de 0 a 18 meses, no Projeto de Extensão "Promoção de Saúde Bucal na Primeira Infância", da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Este visou à melhoria da saúde bucal destas crianças em desenvolvimento.

 

Método

Para atender às exigências éticas e científicas fundamentais da Resolução 196/96 (Normas de Pesquisa Envolvendo Seres Humanos) do Conselho Nacional de Saúde, o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Presidente Dutra da UFMA. Antes da realização da pesquisa, as mães tiveram esclarecimentos e informações a respeito do trabalho e foram incluídas as que assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

Foi realizado um estudo de coorte. O cálculo amostral foi realizado pelo programa Epi-Info, versão 3.4.3, adotando 95% de confiança, poder de 80% e Odds Ratio (OR) de 4,18(16). A amostra foi constituída de 112 mães e seus respectivos bebês, de ambos os sexos, de 0 a 18 meses, com bom estado de saúde geral. As mesmas estavam cadastradas no Projeto de Extensão "Promoção de Saúde Bucal na Primeira Infância", da UFMA. A escolha da faixa etária do estudo se deve ao fato de esta etapa da vida se caracterizar como um período de erupção dos dentes decíduos e à adição de novos hábitos alimentares do bebê, fatores que podem ou não oferecer risco à ocorrência de lesões de cárie e gengivite, caso as mães sejam ou não educadas quanto à saúde bucal de seu bebê.

Inicialmente, entrevistas semiestruturadas foram realizadas por meio da aplicação de questionários padronizados compostos por perguntas e respostas objetivas, em linguagem compreensível. Os questionários discorriam a respeito dos cuidados empregados na saúde e higiene bucal do bebê. Nesta mesma ocasião, realizou-se o exame clínico da cavidade bucal dos lactentes. Para isso, foi elaborada uma ficha para anotações individuais dos dados de identificação, anamnese, higiene bucal, dieta alimentar, tipo de lesão da cárie dental, índice de placa visível e de sangramento gengival visível.

O exame da cavidade bucal dos bebês era feito com a criança em decúbito dorsal, sob luz artificial, por um único examinador devidamente calibrado (calibração intraexaminador, Kappa=0,75). A técnica de exame empregada foi a inspeção tátil-visual, utilizando-se como instrumentos auxiliares espelho bucal, pinça clínica, sonda exploradora, fio dental e gaze, devidamente esterilizados. Quando os dentes decíduos apresentavam-se erupcionados, estes foram analisados por meio da inspeção visual. Antes de realizar qualquer procedimento de limpeza dos dentes, avaliou-se a presença de placa bacteriana visível e de sangramento gengival. Já com os dentes limpos e secos, foi observado o aspecto clínico de lesões cariosas presentes. Lesões cariosas não cavitadas foram consideradas de natureza inativa (mancha branca inativa) quando se apresentavam clinicamente com coloração desde o branco até o marrom, porém brilhosas e com lisura superficial; e de natureza ativa (mancha branca ativa) quando apresentavam opacidade do esmalte, descoloração da cor branca e textura irregular à sondagem(15).

As crianças sem a presença de cavitações ativas ou inativas ou, ainda, sem manchas brancas ativas e sangramento gengival foram consideradas livres de cárie e gengivite, respectivamente. Caso contrário, durante o período da pesquisa aquelas que necessitaram de tratamento odontológico foram encaminhadas e atendidas na Clínica Infantil do Curso de Odontologia da UFMA, onde foram realizados os procedimentos terapêutico-curativos.

Após a aplicação do questionário inicial e a realização do exame clínico, foram ministradas palestras educativo-preventivas direcionadas às mães. Durante seis meses, as mães frequentaram palestras bimestrais com apresentação de cartazes, macromodelos e macroescovas odontológicas sobre saúde e higiene bucal. Após o período de palestras, as mães ainda foram acompanhas mensalmente durante um ano, de modo a repassar instruções individuais sobre as necessidades específicas da saúde bucal do bebê e com reforço das orientações ministradas. No último bimestre de acompanhamento, o mesmo questionário padronizado foi aplicado para avaliar o grau de conhecimentos adquiridos durante o período de duração da pesquisa. A fim de minimizar o viés da pesquisa, a ordem das alternativas do questionário final foi modificada em relação àquele inicial, na tentativa de não influenciar as respostas. Nesse momento, novo exame clínico da cavidade bucal dos bebês também foi executado, considerando os parâmetros citados.

Após a coleta de dados, os mesmos foram tabulados e analisados utilizando-se o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) for Windows 10.0 (1999), por meio dos testes qui-quadrado de independência e exato de Fisher, nas diversas variáveis investigadas, considerando-se um nível de significância de 5%.

 

Resultados

Na análise dos questionários aplicados, observou-se que das 112 mães inicialmente entrevistadas, 93% executavam a higiene bucal de seus bebês. Ao ser aplicado o questionário final, todas as mães mostraram-se informadas e conscientes da necessidade de cuidados de higiene bucal em seus bebês (p=0,0215), como observado na Figura 1.

 

 

Durante a coleta de dados do questionário inicial, observou-se que 57,3% das mães realizavam a higiene bucal de seus filhos nos períodos diurno e noturno, aumentando tal valor para 74,7% após as palestras e o acompanhamento educativo-preventivo. Antes do acompanhamento, 42,7% das mães realizavam a higiene apenas no período diurno e este valor passou para 24,1% no questionário final. Apenas uma das mães (1,2%) respondeu realizar essa higiene no período exclusivamente noturno após o acompanhamento educativo-preventivo. Comparando as respostas das mães no primeiro questionário com aquelas do final, observou-se diferença estatística significante (p=0,01), como visto na Figura 2.

 

 

Quanto ao uso de alimentos cariogênicos utilizados na alimentação de seus bebês, foi observada, em ordem decrescente, a seguinte frequência nos questionários inicial e final: mingau com açúcar (70,5 e 74,7%), leite com açúcar (24,1 e 26,5%), refrigerante (17 e 24,1%) e chá com açúcar (3,6 e 12%), não sendo observada diferença estatística significante entre as respostas iniciais e finais (Figura 3).

 

 

Com relação aos resultados do exame da cavidade bucal dos bebês, percebeu-se, que quanto à presença ou não de manchas brancas ativas e cárie nas faces dentais, 5,6% delas estavam comprometidas inicialmente, enquanto que, ao ser realizado o exame final, esse percentual caiu para 0,4%. Comparando os referidos percentuais de faces comprometidas pela cárie, nota-se que o inicial foi superior em relação ao final, apesar de as crianças apresentarem inicialmente menos dentes e, consequentemente, menos faces (p<0,0001), vide Figura 4. Quanto à presença de placa bacteriana, comparando-se os dados do primeiro com o segundo exame percebeu-se a redução da sua taxa, da ordem de 29,7 para 2,4% e, consequentemente, aumento do percentual de faces sem a presença de placa (de 70,3 para 97,6%), com p<0,0001 (Figura 5). Ao examinar a presença de sangramento gengival, ficou evidente que houve um decréscimo quando comparada à avaliação inicial, conforme observado na Figura 6 (p<0,05).

 

 

 

 

 

 

Discussão

Com base no fato de que a cárie de estabelecimento precoce tem afetado crianças menores de três anos, a doença atualmente é considerada um problema de Saúde Pública(16-19). Sua etiologia é complexa e resulta da interação de vários fatores, tais como: alto consumo de carboidratos fermentáveis, negligência na higiene bucal, baixo nível socioeconômico familiar e nível limitado de instrução escolar da mãe(20-23). Este trabalho mostrou que, com relação à higiene bucal dos bebês, as ações educativas do referido programa foram capazes de gerar nas mães envolvidas habilidades para o autocuidado e estimular hábitos saudáveis em suas crianças(13).

Uma associação positiva entre a higiene bucal, a frequência e o consumo de açúcar na dieta é um aspecto bastante relevante na etiologia da cárie de estabelecimento precoce(24-26). Este trabalho mostrou que as mães entrevistadas utilizavam alimentos com poder cariogênico em seus bebês. Essa realidade não se modificou após a aplicação do questionário final. Dessa forma, percebe-se que a adoção de hábitos dietéticos saudáveis com padrão nutricional adequado e consumo restrito de alimentos açucarados é uma meta difícil de ser alcançada. Entretanto, os pais devem ser convencidos do benefício de tal medida preventiva na manutenção e aquisição da saúde bucal(6).

Nota-se que a presença inicial de lesões brancas e/ou cavitadas, detectadas em 5,6% das crianças neste estudo, indica doença e predispõe ao desenvolvimento de mais lesões e agravamento das já existentes(20). É válido ainda ressaltar que o risco de desenvolvimento de doenças bucais se modifica nas diferentes faixas etárias(7). Assim, a anatomia da superfície oclusal com sulcos retentivos, ao dificultar o acesso da escova, torna-a suscetível ao desenvolvimento de lesões da cárie. Nas superfícies lisas não retentivas, a simples desorganização do biofilme dental determinada pela ação mastigatória e 'breve' higiene bucal (realizada de forma não tão meticulosa) seriam suficientes para dificultar a colonização bacteriana. Acrescenta-se ainda o fácil acesso da saliva e de produtos fluoretados, tais como os dentifrícios(27). Sob esta ótica, na unidade dente, as superfícies vestibular e lingual poderiam ser consideradas de menor risco cariogênico. Quanto às superfícies oclusais e proximais, seu sítio retentivo favoreceria a colonização bacteriana, tornando-as suscetíveis. Contudo, na primeira infância as superfícies são de risco, à medida que hábitos inadequados se fazem presentes. Ainda, o uso rotineiro da mamadeira impede os efeitos positivos da mastigação, fazendo com que a situação se agrave quando aos líquidos oferecidos for acrescentado açúcar e a higiene bucal for deficiente, como descrito nos resultados obtidos por esta pesquisa.

A saúde bucal de bebês depende da qualidade e do acesso das mães às medidas educativas e preventivas, bem como do reforço constante na construção deste conhecimento(28). É preciso investir em educação e na melhoria das condições socioeconômicas, além de estimular a solidariedade coletiva e a autoestima para que o nível de saúde seja aprimorado(29). Vale salientar que a adoção de hábitos bucais saudáveis deve ser estabelecida precocemente nas mães, os quais serão repassados à criança como uma forma de educação continuada(30). Quando as mães participam de um programa de atenção à saúde bucal, passam a ter um bom nível de informação e são motivadas a adotar hábitos saudáveis, fato que contribui para a redução da cárie(28,31).

Mesmo considerando o pequeno número de crianças incluídas no estudo e em uma faixa etária tão jovem, os resultados do programa educativo-preventivo foram promissores. Houve redução do percentual de cáries nas faces dentais, de placa bacteriana e do sangramento gengival. Tal situação pode representar um reflexo da influência positiva das ações educativo-preventivas implementadas no presente programa. A educação visando à prevenção de problemas bucais deve ser iniciada do modo mais precoce possível e deve ocorrer de forma sistemática(32,33). Acredita-se ainda que sejam necessários mais investimentos em ações de educação em saúde, bem como a implantação de programas de promoção de saúde bucal ao bebê, de preferência em conjunto com os serviços de Pediatria, para um melhor atendimento da criança.

Dessa forma, conclui-se que a aquisição de conhecimentos é fundamental para melhorar as condições de saúde. Mães que recebem informações de saúde bucal adequada irão adquirir bons hábitos de higiene bucal de seus bebês. Cabe ressaltar a importância de reforçar hábitos dietéticos saudáveis, pois a adesão a mudanças ainda se apresenta como um desafio, necessitando de intervenção mais ampla.

 

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Endereço para correspondência:
Maria Carmen F. N. da Cruz.
Rua dos Rouxinóis - Condomínio Alphaville, Bloco I, apto. 102
CEP 65075-630 - São Luís/MA
E-mail: ma.carmen@uol.com.br

Recebido em: 15/4/2012
Aprovado em: 14/9/2012
Conflito de interesse: nada a declarar

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