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Revista Paulista de Pediatria

versão impressa ISSN 0103-0582

Rev. paul. pediatr. vol.31 no.3 São Paulo set. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-05822013000300015 

Artigos Originais

Efeito do treinamento concorrente sobre fatores de risco e esteatose hepática em adolescentes obesos

Barbara de Moura M.  Antunes1, Paula Alves  Monteiro2, Loreana Sanches  Silveira2, Suziane Ungari  Cayres3, Camila Buonani da  Silva4, Ismael Forte  F. Júnior5

1Mestranda em Ciências da Motricidade na Unesp, Rio Claro, SP, Brasil

2Mestre em Fisioterapia pela Unesp, Presidente Prudente, SP, Brasil

3Graduanda em Educação Física pela Unesp, Presidente Prudente, SP, Brasil

4Doutoranda em Ciências da Motricidade pela Unesp, Rio Claro, SP, Brasil

5Livre-Docente pela Unesp; Professor Adjunto do Departamento de Educação Física da Unesp, Presidente Prudente, SP, Brasil

RESUMO

OBJETIVO

Analisar os efeitos de 20 semanas de treinamento concorrente sobre as variáveis de composição corporal, perfil lipídico e diagnóstico da esteatose hepática em adolescentes obesos.

MÉTODOS

Realizou-se um ensaio clínico aberto com 34 adolescentes obesos com idades entre 12 e 15 anos. Foram analisados gordura corporal total e de tronco, colesterol total e suas frações (HDL, LDL e VLDL) e triglicérides, sendo realizado exame de ultrassonografia de abdome superior para diagnosticar esteatose hepática. Os participantes foram submetidos ao treinamento concorrente (associação de treino com pesos e exercício aeróbio) três vezes por semana, com duração de uma hora-aula durante 20 semanas. Para o tratamento estatístico, foram realizados o teste t de Student pareado e a análise de frequência, a fim de verificar as reduções relativa e absoluta do diagnóstico da esteatose hepática, adotando-se p<0,05.

RESULTADOS

Os adolescentes estudados apresentaram melhoras significativas da composição corporal, com diminuição do percentual de gordura total, da massa gorda total, da gordura de tronco e do aumento da massa magra, além de redução do tamanho dos lóbulos do fígado, dos índices de prevalência da esteatose hepática, do colesterol total e LDL-colesterol.

CONCLUSÕES

O treinamento concorrente foi efetivo por promover melhorias significativas de variáveis da composição corporal e do perfil lipídico, além de reduzir a prevalência da esteatose hepática.

Palavras-Chave: treinamento; obesidade; esteatose hepática; composição corporal, lipídeos; ensaio clínico

Introdução

No decorrer das últimas décadas, a obesidade tornou-se um problema de saúde pública por ser o distúrbio nutricional mais prevalente nas populações adulta e infantil( 1 , 2 ). Este distúrbio, isoladamente, é considerado um fator de risco para o desenvolvimento de diversas morbidades, como a dislipidemia e a esteatose hepática (EH). Esta tem chamado a atenção de especialistas por sua elevada prevalência em indivíduos obesos( 3 ).

A EH representa um espectro de distúrbios hepáticos unificados histologicamente pela EH macrovesicular na ausência do consumo excessivo de álcool( 4 ), podendo desencadear cirrose hepática e até carcinoma hepático se não for tratada a tempo( 5 , 6 ).

A dislipidemia caracteriza-se por alterações nos níveis plasmáticos de um ou mais lipídios ou lipoproteínas, por exemplo, triglicérides, colesterol total e suas frações (HDL- e LDL-colesterol)( 7 ). Uma vez que a obesidade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da dislipidemia e da EH( 8 , 9 ), a redução do peso corporal, por meio de uma intervenção não farmacológica, é o método mais indicado para grande parte da população, inclusive a pediátrica. O método se baseia na reeducação alimentar e na prática regular de exercícios físicos. Estes são foco de diversos estudos, buscando identificar quais modelos de treinamento são mais efetivos para o tratamento da obesidade e de doenças relacionadas.

Nessa perspectiva, o treinamento concorrente está sendo proposto como tratamento da obesidade e de suas complicações, consistindo em programa de treinamento que combina exercício com pesos e aeróbios em uma mesma sessão( 10 ). Os exercícios de força são responsáveis por melhorias na composição corporal, tais como aumento das massas óssea e magra, além da diminuição do peso total e das gorduras absoluta e relativa( 11 ). Paralelamente, os exercícios aeróbios colaboram com a redução e o controle da gordura corporal total( 12 , 13 ) e promovem alterações benéficas no perfil lipídico dos indivíduos por meio do declínio de lipoproteínas, triglicérides e aumento do HDL-colesterol( 14 ).

Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi analisar os efeitos de 20 semanas de treinamento concorrente sobre as variáveis de composição corporal, perfil lipídico e diagnóstico da EH em adolescentes obesos.

Método

O presente estudo é um ensaio clínico aberto, realizado em 2010 na cidade de Presidente Prudente, localizada na região Oeste de São Paulo. Para participar do presente estudo, adotaram-se os seguintes critérios de inclusão:

  • Ser classificado como obeso pelo índice de massa corpórea (IMC), de acordo com idade e faixa etária, seguindo critério publicado por Cole et al ( 15 ), e pela circunferência de cintura (CC), de acordo com os critérios de Taylor( 16 )

  • Ter entre 12 e 15 anos completos na data da avaliação

  • Não apresentar nenhum problema de ordem clínica que impossibilitasse a prática de atividades físicas

  • Os pais ou responsáveis legais terem assinado o termo de consentimento livre e esclarecido

Os participantes que obtiveram três faltas consecutivas foram excluídos do programa de extensão.

Os sujeitos fizeram parte de um programa para tratamento da obesidade destinado a crianças e adolescentes com faixas etárias entre 6 e 15 anos, realizado nas dependências da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Campus de Presidente Prudente (FCT/Unesp).

Para triagem, realizou-se a avaliação da composição corporal e, após as medidas iniciais, foram agendadas as dosagens sanguíneas e a ultrassonografia da região superior do abdome. Ambas as avaliações foram realizadas em locais especializados na cidade de Presidente Prudente.

Cada sujeito foi convidado a participar voluntariamente do estudo e, juntamente com seus pais ou responsáveis legais, informados detalhadamente sobre os objetivos e como os dados seriam coletados. Somente participaram aqueles que apresentaram o termo de consentimento formal e esclarecido devidamente assinado. O presente trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FCT/Unesp.

A massa corporal foi aferida em uma balança mecânica da marca Filizola (Filizola S.A Pesagem e Automação - São Paulo, SP, Brasil) com precisão de 0,1kg. A estatura foi mensurada com estadiômetro fixo de madeira e precisão de 0,1cm. A partir daí, foi calculado o IMC.

A estimativa da gordura corporal total e de tronco foi realizada por meio da absorciometria de raios X de dupla energia (DEXA), utilizando o equipamento Lunar DPX-NT (Lunar/GE Corp, Madison, Wisconsin). Foram mensurados o percentual de gordura corporal (%GC); a massa de gordura total (MG); a massa corporal magra (MCM); e o percentual de gordura no tronco (%GC tronco). A classificação da massa gorda do tronco foi feita de acordo com a idade e o sexo e seguindo os valores de referência propostos por Taylor et al ( 16 ).

Para caracterizar as variáveis lipídicas, foram realizadas dosagens sanguíneas em laboratório especializado, com jejum de 12 horas, para mensuração de triglicérides, colesterol total e suas frações (HDL, LDL, VLDL), seguindo os valores de referência propostos nas "III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias da Sociedade Brasileira de Cardiologia"( 17 ).

O exame de ultrassonografia de abdome superior foi realizado segundo as recomendações médicas e de literatura, com jejum de quatro horas, para diagnosticar a EH e mensurar as espessuras dos lóbulos direito (LD) e esquerdo (LE) do fígado e as gorduras intra-abdominal (GI) e visceral (GS).

Durante as 20 semanas de estudo, os adolescentes realizaram o treinamento com frequência de três vezes na semana, tendo duração de uma hora cada sessão/dia. No início das atividades, houve um período de quatro semanas de adaptação neuromuscular, tanto para as atividades aeróbias como para os exercícios resistidos e, após esse período, a intensidade de esforço foi monitorada por meio do monitor de frequência cardíaca (marca Polar - Heart Rate Monitor, modelo S810, Finland). O equipamento foi utilizado para garantir que os participantes permanecessem 70% do tempo da atividade dentro da zona aeróbia de treinamento (65 a 85% da frequência cardíaca máxima). A fim de prescrever o treinamento com pesos, foram realizadas avaliações de carga máxima por meio do teste de 12 repetições máximas, para estabelecer a intensidade de treinamento com o objetivo de fortalecimento muscular (entre 65 e 75% do valor da repetição máxima).

O treinamento concorrente consistiu de 30 minutos de atividades aeróbias (caminhadas ou corridas) e 30 minutos de trabalho resistido, por meio de exercícios com peso realizados na academia da universidade, nos quais buscou-se o desenvolvimento da força de diversos grupos musculares (pernas, braços, abdome, peitoral, ombro, costas e quadril).

Os exercícios resistidos foram desenvolvidos em forma de circuito e, em cada estação, foram efetuadas as seguintes atividades: leg 45º, dorsal, tríceps testa, agachamento em máquina, supino inclinado, elevação lateral, mesa flexora, rosca direta, mesa extensora e abdominal. Cada estação era realizada uma vez, com a execução de 15 a 20 repetições e intervalos de um a dois minutos, sendo a série de abdominal feita em solo apenas com o peso corporal.

Para o tratamento estatístico foi efetuada a análise descritiva, na qual os valores obtidos foram expressos em média e desvio padrão. O teste t de Student pareado foi utilizado para comparar as variáveis pré e pós-intervenção. Para analisar o efeito da intervenção sobre os graus da EH utilizou-se o teste de Wilcoxon. Como análise adicional, aplicou-se o teste de McNemar para verificar o efeito da intervenção nos indivíduos que apresentaram algum grau da doença no momento inicial do estudo. As análises foram realizadas no software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 17.0 (Inc. Chicago. IL). A significância estatística foi estabelecida em 5%.

Resultados

O estudo incluiu 34 adolescentes obesos, sendo 12 meninas e 22 meninos, com faixa etária entre 12 e 15 anos (13,7±1,17). São apresentados na Tabela 1 os valores de média e desvio padrão pré e pós-intervenção de 20 semanas, observando-se um aumento significante da estatura e da MCM (kg), concomitantemente com a redução das variáveis MG (kg), %GC, %GC de tronco, LD e LE, colesterol total e LDL.

Tabela 1  Índices antropométricos e análises sanguíneas nos períodos pré e pós-intervenção descritos e média±desvio padrão 

VariáveisPré-intervenção (n=34)Pós-intervenção (n=34)Valor p
Idade (anos)13.6±1.013.6±1.10.910
Massa corporal (kg)77.4±15.677.5±12.10.960
Estatura (cm)161.6±7.9163.4±7.9<0.001
IMC (kg/m2)29.5±5.128.9±3.40.350
%GC DEXA44.1±5.740.6±5.5<0.001
MG (kg)34.3±7.131.1±6.9<0.001
MCM (kg)40.5±7.242.6±7.5<0.001
%GC tronco45.9±6.141.4±6.5<0.001
LD (cm)13.5±1.213.0±1.10.010
LE (cm)9.0±1.48.1±1.3<0.001
GS (cm)3.5±1.33.4±0.90.640
GI (cm)4.1±1.53.9±1.40.390
TG113.2±59.2103.6±51.50.080
Colesterol total165.6±36.8146.5±31.7<0.001
HDL43.1±10.342.4±8.90.510
VLDL22.7±11.820.7±10.30.080
LDL99.7±32.183.3±28.3<0.001

IMC: índice de massa corpórea; %GC DEXA: percentual de gordura pelo Dexa; MG: massa de gordura; MCM: massa corporal magra; %GC tronco: percentual de gordura no tronco; LD: lóbulo direito do fígado; LE: lóbulo esquerdo do fígado; GS: gordura subcutânea; GI: gordura intra-abdominal; TG: triglicérides; HDL: lipoproteína de alta densidade; VLDL: lipoproteína de muito baixa densidade; LDL: lipoproteína de baixa densidade

Na Tabela 2 são apresentados os valores absolutos e relativos de prevalência da EH separada por graus, antes e após as 20 semanas de intervenção, observando-se redução absoluta e relativa da prevalência da doença, porém, sem significância estatística. Adicionalmente, ao analisar somente os indivíduos que apresentaram alterações hepáticas, verificou-se que nove adolescentes apresentavam a EH no momento inicial do estudo e, após a intervenção, oito destes (88,9%) reduziram em algum grau a doença (p=0,008).

Tabela 2  Prevalência de indivíduos com esteatose hepática de acordo com o grau antes e depois da intervenção, segundo a classificação ultrassonográfica 

EHPré-intervençãoPós-intervenção
n% n%Valor p
Grau 02573.52882.40.50
Grau 1617.6514.70.06
Grau 225.912.90.50
Grau 312.9*
Total3410034100
*

EH: esteatose hepática; Grau 0: ausência da patologia; Grau 1: estágio leve; Grau 2: estágio moderado; Grau 3: estágio severo; n: número de indivíduos; análise estatística não pôde ser realizada

Discussão

Estudos epidemiológicos sugerem que o excesso de adiposidade na população pediátrica é um fator de risco para o desenvolvimento de diversos distúrbios metabólicos, como a EH, os quais podem se agravar na fase adulta se não forem tratados precocemente( 18 , 19 ).

Evidências sugerem que a EH atinge 2,6% das crianças e 9,6% dos adolescentes e sua prevalência mundial na população pediátrica obesa varia de 12 a 80%( 20 , 21 ). Nos Estados Unidos, essa prevalência varia de 42 a 77% em crianças e adolescentes obesos entre 8 e 18 anos(22) e de 6 a 23% em crianças com sobrepeso( 23 ).

O presente estudo teve por objetivo verificar o efeito de 20 semanas de intervenção por meio do treinamento concorrente sobre a composição corporal, o perfil lipídico e o diagnóstico da EH em uma população pediátrica obesa.A prática de atividade física regular e sistematizada é proposta como método preventivo e de tratamento da obesidade e de patologias associadas, auxiliando na reversão das alterações metabólicas e hemodinâmicas e apresentando boa aceitação de diferentes populações( 24 ).

Observaram-se no estudo alterações significantes com aumento da massa magra e redução da massa de gordura, concomitante à do %GC, com ênfase no %GC de tronco, colesterol total, LDL-colesterol e lóbulos do fígado após o período de intervenção. Na literatura são encontradas evidências de que há uma relação inversa entre o gasto energético, proveniente da prática sistematizada e regular de atividade física e o acúmulo de gordura; portanto, verifica-se que a prática de exercício, principalmente os exercícios aeróbios, auxilia na redução do peso e no percentual de gordura e pode ajudar no aumento das massas magra e óssea, além de propiciar melhorias sobre os aspectos metabólicos( 25 ).

Em estudo semelhante à presente pesquisa, Foschini et al ( 26 ) verificaram a eficiência de um tratamento multidisciplinar de 14 semanas em adolescentes obesos pós-púberes submetidos ao treinamento concorrente, no qual foram notadas reduções significativas das variáveis de composição corporal, tais como IMC, %GC, massa corporal, gordura subcutânea e intra-abdominal, além da diminuição das variáveis bioquímicas e hemodinâmicas. Estudo de Leite et al ( 12 ) com crianças obesas evidencia as melhorias significativas na composição corporal desenvolvidas por meio da prática de atividade física e orientação nutricional, explicitando a importância de uma abordagem multiprofissional para o tratamento da obesidade.

No presente trabalho verificou-se que a intervenção por meio do treinamento concorrente foi efetiva para o tratamento da EH, uma vez que foi observada redução do seu diagnóstico na amostra avaliada, como indicado na Tabela 2. A diminuição do número de adolescentes com EH pode ser explicada pelo decréscimo dos valores de gordura na região do tronco, além da melhora do perfil lipídico. No entanto, apenas o LDL-colesterol apresentou redução estatisticamente significativa.

Em uma pesquisa realizada por Dâmaso et al ( 27 ) para verificar o efeito de um tratamento multidisciplinar com adolescentes obesos que realizaram exercícios aeróbios e ginástica por 12 semanas, observou-se decréscimo significante na massa corporal total, nas gorduras subcutânea e visceral, além de diminuição da prevalência de EH nos LD e LE, porém, sem significância estatística. Tais achados também foram verificados na presente investigação; todavia, na população estudada houve diminuição na dimensão dos lóbulos do fígado, o que pode ter contribuído para reduzir a presença da EH nos adolescentes.

Sabe-se que o treinamento contínuo e sistematizado propicia o decréscimo dos níveis séricos de triglicérides, colesterol total e LDL-colesterol, além de elevar os índices de HDL-colesterol e massa magra( 28 ). Tais resultados foram encontrados na presente investigação, a qual mostrou reduções significantes no colesterol total e LDL-colesterol e aumento dos níveis de HDL-colesterol, porém, não estatisticamente significante em ambos os grupos.

Os dados do presente estudo são importantes para elucidar os efeitos da intervenção por meio do treinamento sobre a obesidade e a EH. No entanto, é preciso mencionar que este estudo possui limitações, tais como a ausência de orientação nutricional concomitante ao treinamento proposto e o pequeno número amostral. Além disso, a escassez de estudos que tenham verificado os efeitos do treinamento concorrente em população pediátrica dificulta a comparação entre diferentes amostras.

A partir dos resultados obtidos, pode-se concluir que o treinamento concorrente foi eficaz para promover a redução da prevalência de EH, a diminuição das dimensões dos lóbulos do fígado e composição corporal, com decréscimo do %GC, da massa de gordura, do percentual de gordura do tronco e do aumento da massa corporal magra, além de gerar melhorias sobre as variáveis do perfil lipídico.

Agradecimentos

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ao Departamento de Educação Física da FCT-Unesp, ao Centro e Laboratório de Prescrição de Atividade Motora (Celapam) e aos seus membros. Ainda, aos revisores e docentes pelas sugestões dadas à redação do manuscrito.

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