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Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo

Print version ISSN 0103-0663

Rev Odontol Univ São Paulo vol.12 n.3 São Paulo July 1998

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-06631998000300009 

Bioquímica

 

Método para avaliação clínica da capacidade tamponante salivar

A method for the clinical evaluation of salivary buffer capacity

 

Augusto César Cropanese SPADARO*
Thais Henriques CALDEIRA**
Claudia Bueno ROCHA***
Ana Cristina M. POLIZELLO****
Wilson MESTRINER JR.*****

 

 


SPADARO, A.C.C.; CALDEIRA, T.H.; ROCHA, C.B.; POLIZELLO, A.C.M.; MESTRINER JR.W. Método para avaliação clínica da capacidade tamponante salivar. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 12 n. 3, p. 247-251, jul./set. 1998.

O presente estudo teve por objetivo o desenvolvimento e a padronização de um método colorimétrico para avaliar a capacidade tamponante salivar média de nossa população. As amostras de saliva estimulada foram tituladas sem eliminação do CO2. Estudos foram realizados para verificar a influência da perda de CO2 das amostras durante o período necessário para a realização das titulações e para a padronização do tempo de leitura do pH. A partir das titulações realizadas nas amostras de saliva de 206 indivíduos de ambos os sexos na faixa etária de 5 a 50 anos, na proporção de 0,77:1:0,44, respectivamente para crianças, jovens e adultos, foram feitas as distribuições de freqüências dos casos, a determinação média do pH inicial, do pKa, microequivalentes relativos ao final da titulação, pH final da titulação e uma estimativa da porcentagem da saliva titulada em pH 5. Com base nestas variáveis foi estabelecida uma classificação dos indivíduos quanto à capacidade tamponante. Análise dos resultados utilizando-se 11, 12 ou 13 microequivalentes de H+/ml indicam que o valor de 11 microequivalentes/ml de saliva é o mais apropriado para a avaliação da capacidade tamponante salivar em nossa população.

UNITERMOS: Concentração de íons de hidrogênio; Saliva.


 

 

INTRODUÇÃO

A saliva exerce diversas funções nos organismos superiores, como a preparação dos alimentos, a ação protetora sobre os dentes pela formação da película adquirida, pela capacidade tamponante, o controle da microbiota oral, lubrificação, hidratação, remineralização e o auxílio de processos sensoriais (EDGAR, O'MULLANE5, 1990), sendo também bastante utilizada atualmente como indicador de doenças sistêmicas, relacionadas a imunodeficiências (com ênfase para HIV), câncer gástrico, distúrbios de funções hepáticas e intoxicações causadas por digitálicos entre outras (MANDEL13,1993; CARDOT et al.4,1995; JENKINS et al.11,1995).

A avaliação da capacidade tamponante salivar é de grande importância para a saúde oral das pessoas. O diagnóstico precoce de pacientes que apresentam uma baixa capacidade tamponante salivar ou xerostomia de vários graus, ou ainda quando estes dois fatores estão associados, permite que procedimentos preventivos sejam corretamente tomados, evitando-se que ocorram danos maiores aos dentes e aos tecidos orais.

Apesar da variação do fluxo salivar e da composição da saliva em função dos ritmos circadianos, estado emocional, idade, dieta e disfunções em geral (BATES, ADAMS1,1968; MANDEL, WOTMAN14,1976; FELDMAN7,1974; LE BELL et al.12, 1985), a avaliação média da capacidade tamponante salivar pode ser determinada se for selecionada uma amostra conveniente de pacientes, isto é, constituída de um número representativo de elementos em relação principalmente à idade e sexo, para que determinados parâmetros estatísticos sejam significativos. Os fatores mencionados aliados ao clima e costumes dos povos são decisivos para o traçado do perfil da capacidade tamponante salivar de uma população.

A capacidade tamponante da saliva é um importante fator de resistência à cárie dental, e o reduzido fluxo salivar, que geralmente está associado a uma baixa capacidade tamponante, causa infecções da mucosa oral e periodontites (ERICSON6,1959; MANDEL; WOTMAN14,1976; FOX et al.8,1985; SÖDERLING et al.16,1985). Diversos trabalhos foram publicados relacionados à determinação da capacidade tamponante salivar (ERICSON6,1959; FROSTELL9, 1980; BO KRASSE2, 1986; SÖDERLING et al.16 1985; SÖDERLING15, 1989). No entanto, estes estudos em países em desenvolvimento são raros, apesar da sua grande importância.

Neste trabalho realizamos o desenvolvimento e a padronização de um método colorimétrico simples, econômico, eficiente, para avaliação da capacidade tamponante salivar adequada a nossa população, com base nos dados obtidos de titulações de amostras de saliva estimulada, obtidas de algumas cidades do estado de São Paulo.

 

MATERIAL E MÉTODOS

As determinações preliminares da capacidade tamponante foram realizadas por faixas etárias, principalmente crianças e jovens. Para a obtenção do perfil da capacidade tamponante da população foram tomados ao acaso 206 dados relativos a titulações efetuadas com a saliva de indivíduos de ambos os sexos na faixa etária de 5 aos 50 anos, sendo 35% de crianças, 45% de jovens e 20 % de adultos.

Os indivíduos foram avisados para não se alimentarem uma hora antes da coleta, e o estímulo salivar foi efetuado pela mastigação durante um minuto de um pequeno bloco de plástico parafinado. A saliva foi coletada em um pequeno cálice, e uma alíquota de 1 ml foi imediatamente transferida para um pequeno tubo de plástico (5 ml/ volume total) para a titulação com HCl 5 mM. Este procedimento foi realizado utilizando-se uma microbureta de 5 ml de capacidade, colocando-se o ácido próximo ao fundo do recipiente com o auxílio de um fino tubo de polietileno, sendo a solução continuamente mantida sob leve agitação magnética. As quantidades de microequivalentes adicionados ao meio e as leituras correspondentes de pH foram colocadas em tabela, utilizando-se uma planilha do Excel para Windows. O ponto final da titulação foi determinado pela maior variação da razão DpH/Dmeq (derivada primeira). Os valores de pKa e os gráficos foram obtidos pelo conveniente uso da tabela mencionada.

A determinação colorimétrica do pH da saliva foi realizada com 1 ml de amostra tomada em pequeno recipiente de vidro ou plástico transparente e 1 ml de ácido clorídrico (Merck, titrisol) 11, 12 ou 13 mM, contendo 100 µL de solução 0,05% de verde de Bromocresol (Merck, P.A.). A cor obtida no tubo foi comparada com uma fita pré-elaborada em computador (Programa Windows 3.11) adequada às condições operacionais existentes e valores padrão de pH determinados potenciometricamente.

 

RESULTADOS

Na Figura 1 são mostradas duas curvas de titulações com amostras de saliva do mesmo paciente realizadas imediatamente após a coleta, na presença e ausência de corrente de nitrogênio (para eliminação do CO2). A análise dos dados obtidos nestes experimentos pareados (n=32) foi realizada utilizando-se o Teste T para variáveis dependentes.

 

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FIGURA 1 - Curvas de titulações de amostra de saliva realizadas na presença de corrente de nitrogênio (....) e na ausência desta variável (—).

 

A análise estatística relativa aos valores do pH inicial, do pKa e dos microequivalentes correspondentes aos pKas na ausência e presença de nitrogênio nas titulações de amostra de saliva mostra significativa diferença nos valores do pH inicial (p=0,00001), do pKa (p=0,0349), mas não para os microequivalentes correspondentes ao pKa nas duas condições mencionadas (p=0,820244).

Na Figura 2 é apresentada a distribuição de freqüência dos microequivalentes determinados das titulações dos 206 pacientes escolhidos ao acaso dentro da proporção 0,77: 1:0,44, respectivamente para crianças, jovens e adultos, de ambos os sexos (faixa etária 5 - 50 anos).

 

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FIGURA 2 - Distribuição em freqüência dos micro-equivalentes encontrados no ponto final das titulações da saliva mista de 206 pacientes estudados.

 

Na Tabela 2 são apresentados valores de pH relacionados à classificação da capacidade tamponante utilizando o mencionado método, usando 11, 12 e 13 microequivalentes de H+ para cada ml de saliva obtida de um mesmo indivíduo.

 

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DISCUSSÃO

A finalidade das titulações mostradas na Figura 1 foi de verificar a magnitude da diferença nos parâmetros estudados (pH inicial, pKa, microequivalentes no pKa e no ponto final da titulação) influenciada pela ausência e presença do CO2 na solução. Outros experimentos em que as titulações eram processadas três minutos após a coleta da saliva não mostraram alterações significativas nos mesmos parâmetros estudados (p>0,05, n=10) quando comparadas às amostras que eram imediatamente tituladas. O curto período gasto para realização da titulação (3 a 5 minutos, dependendo do operador) não ocasiona perda significativa de CO2, nas condições do experimento e, desta forma, não influencia nos valores dos parâmetros estudados.

Desta forma, as titulações foram efetuadas imediatamente após a coleta de saliva. As leituras correspondentes às determinações colorimétricas do pH foram realizadas trinta segundos após a homogeneização da saliva com a solução ácida contendo o indicador, em frascos tampados.

A análise dos resultados apresentados na Figura 2 e na Tabela 1 mostra que a maior porcentagem de freqüência ocorre com 10 microequivalentes, sendo que os valores vizinhos superiores

Os dados estatísticos relativos aos parâmetros analisados nestes estudos são apresentados na Tabela 1.

(+ 2 microequivalentes) ocorrem também em freqüência relativamente elevada. Os dados sugerem que na elaboração do método para a determinação colorimétrica da capacidade tamponante salivar sejam utilizados valores entre 11 e 13 microequivalentes de H+ para cada ml de saliva. Considerando que os intervalos de leitura de pH pelo método empregado é de 0,5 unidade e que em termos de valores médios as titulações estão completamente realizadas em pH 5 (valor próximo ao pH crítico - a partir do qual se inicia a desmineralização do dente). Desta forma foi estabelecido este valor de pH como ponto de referência para análise dos resultados obtidos com a utilização deste método para a determinação da capacidade tamponante.

Os valores para a classificação boa e muito boa são de aproximadamente 50% (determinações com 11 microequivalentes), 35% (usando 12 microequivalentes) e 26% (usando 13 microequivalentes). Para as faixas baixa e muito baixa de capacidade tamponante, estes valores são respectivamente de 19%, 26% e 40%. Para a faixa de média capacidade tamponante, as diferenças das determinações utilizando os três valores de microequivalentes são menos pronunciadas, variando de 33% a 40%. Como pode ser observado, principalmente nas categorias de capacidade tamponante muito boa e boa, como também na baixa e muito baixa, a quantidade de microequivalentes presentes nas titulações influencia decisivamente nas classificações.

A análise da Figura 2 mostra que acima de 11 microequivalentes/ml de saliva temos uma classificação boa ou muito boa para a capacidade tamponante (50% dos dados obtidos estão nesta faixa), entre 7 e 10 microequivalentes para uma capacidade tamponante média (o que representa 35% dos dados obtidos nas titulações) e na categoria de baixa ou muito baixa capacidade tamponante entre 3 e 6 microequivalentes (15 % dos dados relativos às titulações). Os dados apresentados na Tabela 2 mostram uma porcentagem em torno de 50% para as faixas boa e muito boa de capacidade tamponante, 32% para a média e 20% para as categorias baixa e muito baixa e, portanto, muito próxima da distribuição de freqüência encontrada para as titulações potenciométricas. Estes valores não apresentam a mesma coincidência se considerado o valor de 12 microequivalentes/ml de saliva e bem mais discrepantes quando se considera a quantidade de 13 microequivalentes/ml de saliva. Estes resultados adicionados aos apresentados na Tabela 1 nos sugerem o valor de 11 microequivalentes como valor de referência.

Os métodos de determinação de pH colorimétricos apresentados na literatura utilizam 15 microequivalentes de H+ para saliva estimulada, sendo o frasco agitado e em seguida destampado para a eliminação do CO2 (ERICSON6,1959; BO KRASSE2,1986) e sem este procedimento (BRATTHALL; HAGER3, 1977). Em geral, consideram-se valores de pH de 5-7 para uma capacidade tamponante normal, inferior a 4 para uma capacidade tamponante baixa e de pH 4 - 5 como capacidade tamponante intermediária. O presente trabalho nos permite uma classificação mais ampla, sendo que a capacidade tamponante pode ser expressa em termos de microequivalentes/ml de saliva.

A distribuição de freqüência da capacidade tamponante em termos de pH final, para saliva mista estimulada entre homens e mulheres realizadas na Suíça por HEINTZE et al.10 (1983), utilizando 15 microequivalentes de H+/ml de saliva e determinação potenciométrica, é diferente da apresentada neste trabalho, tendo os maiores picos de freqüência de pH relativo ao final da titulação, deslocados para valores mais ácidos, sendo de 3 - 4, para mulheres, e de 3,5 - 4,5, para homens; enquanto o mesmo parâmetro neste trabalho varia de 4,30 - 5,23, o que está coerente, pelo menos parcialmente com a menor concentração de H+ utilizada.

O método utilizado para a determinação da capacidade tamponante neste trabalho, empregando 11 microequivalentes/ml de saliva, tendo como procedimento a não abertura do frasco após a solução ácida contendo o corante estar em contato com a saliva, nos parece ser mais apropriada em função dos resultados das titulações potenciométricas realizadas sem eliminação do CO2 nos indivíduos da faixa etária especificada, de ambos os sexos, e na proporção de crianças, jovens e adultos de 0,7:1:0,44.

 

CONCLUSÃO

No presente trabalho foi apresentado e padronizado um método colorimétrico para a avaliação da capacidade tamponante salivar simples e eficiente, que pode ser elaborado pelo próprio clínico, com base nas titulações efetuadas em amostras de saliva obtidas da nossa população. A análise dos dados indicou que o valor de 11 microequivalentes de H+/ml de saliva é o mais apropriado para a avaliação da capacidade tamponante salivar de nossa população nas condições utilizadas na elaboração e padronização do presente método.

 

AGRADECIMENTOS

À Profa. Dra. Ana Isabel de Assis Pandochi pelas sugestões e correção do resumo em inglês.

 

 


SPADARO, A.C.C.; CALDEIRA, T.H.; ROCHA, C.B.; POLIZELLO, A.C.M.; MESTRINER JR.W. A method for the clinical evaluation of salivary buffer capacity. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 12 n. 3, p. 247-251, jul./set. 1998.

The present study aimed to develop and standardize a colorimetric method for assessing salivary buffer capacity adapted to the features of the Brazilian population. Samples of stimulated saliva were titrated without CO2 elimination. The assessment was carried out to study the influence of the loss of CO2 from the samples during the few minutes necessary for titration, and to standardize the instants for measuring pH. Saliva samples were titrated from 206 individuals from both genders, between 5 and 50 years of age, and in a proportion of 0.77 : 1 : 0.44, respectively of children, youngsters, and adults. Case frequency distribution; determination of average values of initial pH, pKa, µ equivalents related to titration end point and final pH; and estimate of the percentage of saliva titrated at a pH of 5.0 were calculated based on the data collected. The results were used to classify individuals according to their salivary buffer capacity by colorimetric pH determinations using 11,12, and 13 µ equivalents of H+/ml saliva, and were compared to case frequency distribution obtained from saliva titration data. The results indicate that 11 µ equivalents H+/ml of saliva is the most appropriate for clinically evaluating the salivary buffer capacity of our population.

UNITERMS: Hydrogen-ion concentration; Saliva.


 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido para publicação em 20/05/97
Reformulado em 02/12/97
Aceito para publicação em 02/02/98

 

 

* Prof. Associado do Departamento de Física e Química, FCFRP-USP.
** Odontóloga FORP-USP.
*** Acadêmica de Farmácia e **** Pesquisadora, FCFRP-USP.
***** Prof. Assistente do Departamento de Odontologia Social , FORP-USP.

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