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Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo

Print version ISSN 0103-0663

Rev Odontol Univ São Paulo vol.12 n.4 São Paulo Oct./Dec. 1998

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-06631998000400002 

Microbiologia

 

Prevalência de estreptococos do grupo mutans em crianças de 12 a 31 meses de idade e sua associação com a freqüência e severidade de cárie dental

Prevalence of mutans streptococci in 12-31-month-old children and its association with frequency and severity of dental caries

 

Renata de Oliveira MATTOS-GRANER*
Flávio ZELANTE**
Regina Célia Santos Rocha PEREZ***
Márcia Pinto Alves MAYER**

 

 


MATTOS-GRANER, R. O.; ZELANTE, F.; PEREZ, R. C. S. R.; MAYER, M. P. A. Prevalência de estreptococos do grupo mutans em crianças de 12 a 31 meses de idade e sua associação com a freqüência e severidade de cárie dental. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 12, n. 4, p. 309-314, out./dez. 1998.

Avaliaram-se os níveis salivares de estreptococos do grupo mutans (GM) e a prevalência de cárie dental em 142 crianças, de 12 a 31 meses de idade, da cidade de Piracicaba - SP. Ao exame clínico, foram diagnosticadas as lesões de cárie iniciais (mancha branca) e cavitadas de todas as superfícies dentárias. GM foram detectados em 80,3% (n = 114) das crianças estudadas, sendo que 21,8% (n = 31) delas apresentavam altos níveis salivares desses microrganismos. Os níveis salivares de GM foram dependentes do número de dentes irrompidos na cavidade bucal (c2 = 19,03; p < 0,001). Observou-se associação positiva entre os níveis salivares desses microrganismos e o número de crianças com cárie dental (c2 = 28,67; p < 0,001). Além disso, observou-se uma correlação positiva entre os níveis de GM na saliva e o número de lesões diagnosticadas, sendo maior o coeficiente de correlação quando as lesões iniciais foram consideradas (r = 0,537; p < 0,001). Os dados mostram uma alta prevalência de GM em crianças com 12 a 31 meses de idade e sua associação positiva com a freqüência e severidade da cárie dental.

Unitermos: Streptococcus mutans; Cárie dentária; Dentição primária.


 

 

INTRODUÇÃO

Não é recente a idéia de que estreptococos do grupo mutans (GM) desempenham papel importante na etiologia da cárie dental (LOESCHE16, 1986), sendo os níveis salivares desses microrganismos um dos fatores mais freqüentemente associados ao desenvolvimento de lesões de cárie dental (DEMERS et al.5, 1990). Existem evidências na literatura de que, quanto mais precoce a colonização da cavidade bucal por estreptococos do grupo mutans, maior o risco de desenvolvimento da cárie dental na dentição decídua (ALALUUSUA; RENKONEN1, 1983; KÖHLER et al.15, 1988; FUJIWARA et al.6, 1991). Tais achados explicam o interesse em se avaliarem os fenômenos que propiciam a colonização dos dentes por GM em crianças nos seus primeiros anos de vida, permitindo, assim, o desenvolvimento de estratégias que retardem a colonização de dentes decíduos recém-irrompidos na cavidade bucal. CAUFIELD et al.4 (1993) avaliaram a colonização da cavidade bucal por GM em crianças desde o nascimento até os 5 anos de idade e sugeriram que o período crítico para a implantação de GM na cavidade bucal está entre 19 e 31 meses de idade, correspondendo à época de erupção dos molares. A avaliação dos níveis salivares de GM em crianças com um ano de idade pode auxiliar na identificação precoce de indivíduos de alto risco de cárie dental (GRINDEFJORD et al.11, 1995). Estudos realizados em crianças de 6 a 36 meses de idade no Brasil (WALTER et al.22, 1987; MORITA et al.19, 1993; MATTOS-GRANER et al.18, 1996) e em países desenvolvidos como a Suécia (GRINDEFJORD et al.11, 1995) sugerem que a idade inicial na qual se observam lesões irreversíveis de cárie dental (lesões cavitadas) está entre 12 e 18 meses.

Estudos recentes têm demonstrado uma correlação positiva entre a presença de GM na saliva e a incidência de cárie dental em crianças com 1 ano de idade (GRINDEFJORD et al.9, 1996), embora a relação entre os níveis salivares desses microrganismos e a ocorrência futura de cárie seja maior quando se avaliam crianças de 2,5 a 3,5 anos de idade (GRINDEFJORD et al.8, 1995; GRINDEFJORD et al.9, 1996; THIBODEAU et al.21, 1993). No entanto, estes estudos são provenientes de países desenvolvidos, onde a prevalência de cárie dental é baixa. No Brasil, não existem estudos que avaliam os níveis salivares de GM em crianças de 1 a 2,5 anos de idade, bem como sua relação com a prevalência de cárie dental. Assim, o objetivo deste trabalho é avaliar os níveis salivares de estreptococos do grupo mutans em crianças com 12 a 31 meses de idade e sua relação com a prevalência e severidade da cárie dental.

 

MATERIAL E MÉTODO

A amostra estudada consistiu de 142 crianças com 12 a 31 meses de idade (idade média de 21,8 meses), de ambos os sexos (68 meninas e 74 meninos), e que freqüentavam 9 creches municipais da cidade de Piracicaba - SP. As creches foram selecionadas aleatoriamente de um total de 21 unidades, as quais atendem crianças pertencentes a famílias de baixo nível socioeconômico.

Amostras de saliva não estimulada foram coletadas segundo o método de KÖHLER; BRATTHALL14 (1979) com modificações propostas por WEINBERGER; WRIGHT23 (1989). Para isto, uma espátula de madeira estéril foi introduzida na boca de cada criança, sendo umedecida com saliva através de movimentos giratórios e pressionada sobre a superfície dorsal da língua. Em seguida, ambos os lados da espátula foram pressionados sobre uma placa tipo Rodac contendo o meio MSB (15% de sacarose e 0,2 UI de bacitracina/ml de meio) (GOLD et al.7, 1973). As placas foram condicionadas em sacos plásticos contendo ar expirado e incubadas a 37°C durante 48 horas. Realizou-se a leitura das colônias de estreptococos do grupo mutans com o auxílio de um microscópico estereoscópico (Rossabach S.A., Kyowa), numa área previamente estipulada de 1,5 cm2 aquém da extremidade da espátula. O número de unidades formadoras de colônias (UFC) correspondeu ao valor médio obtido de ambos os lados da espátula.

O diagnóstico de cárie dental foi realizado através do método de inspeção visual, com auxílio de espelho clínico e lanterna portátil. Antes do exame, as crianças tiveram seus dentes cuidadosamente escovados com escovas dentais macias e, a seguir, secos com gaze. Foram registradas as lesões iniciais (manchas brancas) e cavidades de cárie de todas as superfícies dentárias, de acordo com os critérios utilizados por MATTOS-GRANER et al.18 (1996). O índice utilizado para as lesões de cárie diagnosticadas foi o ceos. Previamente, realizou-se a aferição do diagnóstico de cárie para a avaliação da concordância intra-examinador. Para isto, foram realizados dois exames clínicos em 10% da amostra com um intervalo de tempo de uma semana, obtendo-se uma concordância de 99,5% (k = 0,77).

Utilizou-se o teste c2 para avaliação da dependência entre as diferentes variáveis estudadas. A relação entre os níveis salivares de GM e o número de lesões de cárie foi avaliada através do teste de correlação de Spearman. O nível de significância adotado foi de 5% (a = 0,05).

 

RESULTADOS

Foram detectados estreptococos do grupo mutans (GM) em 114 (80,3%) crianças, sendo que 58,5% apresentavam níveis moderados (1 - 50 UFC) e 21,8% apresentavam níveis altos (> 50 UFC) desses microrganismos.

Das 31 crianças com mais de 50 UFC de GM, 27 apresentavam altíssimos níveis de GM (³ 100 UFC). A Tabela 1 mostra a distribuição das 142 crianças segundo os níveis de GM nas diferentes faixas etárias. A Tabela 2 mostra a distribuição de crianças segundo os níveis salivares de GM e número de dentes irrompidos na cavidade oral, onde se observa uma associação positiva entre os níveis salivares de GM e o número de dentes (c2 =19,03; p = 0,000). A Figura 1 ilustra a distribuição das crianças sem e com lesões de cárie segundo os níveis salivares de GM. Observou-se que a presença de cárie dental foi dependente dos níveis salivares de GM (c2 = 28,67; p = 0,001).

 

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O ceos médio foi de 1,32 (± 3,29) quando incluídas as lesões de mancha branca e 0,63 (± 0,18) quando estas não foram consideradas. Não foram encontradas superfícies restauradas. Observou-se uma correlação positiva estatisticamente significante entre os níveis de GM na saliva e o número de lesões cavitadas (Spearman; r = 0,439; p < 0,001) e entre os níveis de GM na saliva e o somatório de lesões iniciais e cavitadas (Spearman; r = 0,537; p < 0,001). A distribuição das crianças segundo o número de lesões cariosas diagnosticadas e os níveis de GM é observada na Tabela 3. Entre as 27 crianças com 100 ou mais UFC de GM na saliva, 5 apresentavam número de lesões de cárie igual ou superior a 6 (n = 67), 5 crianças apresentavam 4 a 5 lesões (n = 23), 10 apresentavam de 1 a 3 lesões de cárie (n = 17) e 7 crianças não apresentavam nenhuma lesão de cárie dental.

 

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DISCUSSÃO

Estreptococos do grupo mutans foram observados em 80,3% das crianças estudadas, sendo que 22% destas apresentaram altos níveis salivares desses microrganismos (> 50 UFC). Estes dados são muito superiores aos encontrados em países desenvolvidos, onde a prevalência de cárie dental é baixa. ALALUUSUA; RENKONEN1 (1983) detectaram GM em apenas 11% das amostras salivares de crianças suecas com 2 anos de idade. Também na Suécia, GRINDEFJORD et al.12 (1991) detectaram GM em apenas 6,3% de um total de 1.095 crianças de 1 ano de idade. Os mesmos autores (GRINDEFJORD et al.10, 1993), avaliando as mesmas crianças aos 2,5 anos de idade, identificaram GM em 28% das amostras salivares. ROETERS et al.20 (1995) detectaram GM em 43% das amostras salivares de 235 crianças de 2 anos de idade na Holanda. No Japão, FUJIWARA et al.6 (1991) detectaram GM em amostras salivares de 32,6% das crianças de 12 a 30 meses de idade. Por outro lado, nos EUA, THIBODEAU et al.21 (1993) detectaram GM na saliva de 83% das crianças de 2 a 5 anos de idade. Na Tabela 1, observa-se que não houve dependência entre os níveis salivares de GM e a faixa etária, embora haja uma tendência de aumento dos níveis de GM com o aumento da idade. No entanto, observou-se uma associação positiva estatisticamente significante entre o número de dentes irrompidos e os níveis salivares de GM (Tabela 2). CAUFIELD et al.4 (1993), em estudo longitudinal de 46 crianças, detectaram GM em apenas 21% das crianças aos 19 meses de idade e em 62% das crianças aos 31 meses de idade. Estes autores sugeriram que o período de maior chance para a implantação de GM na cavidade bucal seria durante a idade média de 26 meses (entre 19 e 31 meses de idade), período que foi chamado de "janela de infectividade". No entanto, em nossa amostra, 70,8% das crianças entre 12 e 19 meses de idade apresentaram GM em níveis detectáveis na saliva, sugerindo que a janela de infectividade possa ocorrer mais precocemente em populações onde a prevalência de cárie é maior. Segundo CAUFIELD et al.4 (1993), a janela de infectividade está relacionada à erupção dos molares decíduos, visto que as superfícies de sulcos e fissuras são mais facilmente colonizadas. Em nosso estudo, observou-se que entre as crianças com apenas 1 a 8 dentes na cavidade bucal (incisivos), 47,8% não apresentaram níveis detectáveis de GM. Altos níveis desses microrganismos foram identificados em 15% das crianças com 9 a 12 dentes (primeiros molares) e em 28,3% das crianças com 13 a 20 dentes na cavidade oral (segundos molares e caninos). Estes dados são compatíveis com os trabalhos que demonstram a necessidade de dentes na cavidade bucal para a implantação de GM (BERKOWITZ et al.2, 1975; CAUFIELD et al.4, 1993), sendo os níveis desses microrganismos aumentados com o irrompimento de novos dentes decíduos (KÖHLER et al.15, 1988; FUJIWARA et al.6, 1991).

Entre as 142 crianças estudadas, 35,1% (n = 91) apresentavam uma ou mais lesões cariosas. Na figura 1, observa-se uma associação positiva entre o número de crianças com cárie e os níveis salivares de GM. A maior parte das crianças livres de cárie apresentavam-se com 0 UFC (27,5%) ou 1 a 50 UFC (63,7%), sendo que entre as crianças com lesões de cárie, 49% tinham 1 a 50 UFC e 45,1% mais de 50 UFC. FUJIWARA et al.6 (1991) observaram uma correlação positiva entre cárie dental e níveis salivares de GM em crianças de 0 a 2 anos de idade. Concordando com estes autores, obtivemos uma correlação positiva entre níveis salivares de GM e cárie dental, sendo o coeficiente de correlação maior quando as lesões iniciais foram consideradas, o que demonstra a importância do diagnóstico das lesões iniciais nos estudos que avaliam os fatores etiológicos da cárie dental. O número de lesões de cárie dental também foi maior entre crianças com mais de 50 UFC (Tabela 3). Observou-se que apenas 8 crianças (5,6% da amostra) eram responsáveis por 87 das l88 lesões de cárie diagnosticadas. Todos estes dados corroboram os estudos de GRINDEFJORD et al.11 (1995), sugerindo que os níveis salivares de GM em crianças com menos de 3 anos de idade estão associados com a freqüência e severidade da cárie dental. Além disso, os dados do presente trabalho confirmam os resultados de MATTOS-GRANER et al.18 (1996), que observaram uma pequena porcentagem de crianças entre 6 e 36 meses de idade com altíssimos índices de cárie dental, apontando a necessidade de identificação de crianças com alto risco de cárie dental em idade precoce.

Entre as 8 crianças com 6 ou mais lesões de cárie, 7 apresentavam altos níveis salivares de GM, sendo que, destas, 5 crianças tinham 100 ou mais UFC de GM. Por outro lado, 26% (n = 8) das crianças com mais de 50 UFC de GM não apresentavam nenhuma lesão de cárie dental. MATEE et al.17 (1993) identificaram altos níveis salivares de GM em crianças africanas com 12 a 30 meses de idade livres de cárie. Dados semelhantes foram observados em crianças com 12 a 42 meses (MATEE et al.17, 1993) e com maior idade (CARLSSON et al.3, 1987). Na Islândia, HOLBROOK et al.13 (1989) observaram que 5% das crianças com 4 anos de idade livres de cárie apresentavam altos níveis de GM na saliva. Considerando-se a natureza multifatorial da cárie dental, sugere-se que a simples presença de altos níveis salivares de GM não justifica completamente a alta atividade de cárie dental. Além disso, são necessários estudos longitudinais para avaliar a importância dos níveis salivares de GM na identificação de crianças de 1 a 2,5 anos de idade com alto risco de cárie em países em desenvolvimento como o Brasil.

 

CONCLUSÕES

Nossos dados demonstram uma alta prevalência de estreptococos do grupo mutans em crianças com 12 a 31 meses de idade da amostra estudada e sugerem que os níveis salivares desses microrganismos são dependentes do número de dentes irrompidos na cavidade bucal, além de estarem positivamente associados à freqüência e severidade da cárie dental.

 

 


MATTOS-GRANER, R. O.; ZELANTE, F.; PEREZ, R. C. S. R.; MAYER, M. P. A. Prevalence of mutans streptococci in 12-31-month-old children and its association with frequency and severity of dental caries. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 12, n. 4, p. 309-314, out./dez. 1998.

The prevalence of mutans streptococci (MS) was evaluated in samples of unstimulated saliva from 142 12-31-month-old children. Initial and manifest caries of all teeth surfaces were recorded. Mutans streptococci were detected in 80.3% (n = 114) of the studied children, and 21.8% of all children (n = 31) presented high levels of these microorganisms. The salivary levels of mutans streptococci depended on the number of erupted teeth (c2 = 19.03; p < 0.001). There was a positive association between the number of caries affected children and the salivary levels of MS (c2 = 28.67; p < 0.001). In addition, there was a positive correlation between the salivary levels of these microorganisms and the number of caries lesions which was higher when initial caries were considered (r = 0.537; p < 0.001). These data show a high prevalence of mutans streptococci in children with 12 to 31 months of age and its positive association with the frequency and severity of dental caries.

UNITERMS: Streptococcus mutans; Dental caries; Primary dentition.


 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido para publicação em 15/12/97
Reformulado em 23/04/98
Aceito para publicação em 16/06/98

 

 

* Doutoranda da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo - USP.
** Professor Titular e Professora Doutora do Instituto de Ciências Biomédicas II - USP.
*** Aluna do Curso de Especialização em Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP.

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