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Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo

Print version ISSN 0103-0663

Rev Odontol Univ São Paulo vol.13 n.2 São Paulo Apr./June 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-06631999000200003 

Materiais Dentários

 

Avaliação clínica de uma resina composta modificada por poliácido, utilizada como selante oclusal, quando aplicada por dentista, THD e graduando

 

Clinical evaluation of a polyacid-modified resin composite, used as an occlusal sealant, when applied by dentist, dental hygienist and undergraduate

 

Roberta Tarkany BASTING*
Alessandra Maria Carneiro CERQUEIRA**
Antonio Carlos PEREIRA***
Marcelo de Castro MENEGHIM***
José Eduardo CORRENTE****

 

 


BASTING, R. T.; CERQUEIRA, A. M. C.; PEREIRA, A. C.; MENEGHIM, M. C.; CORRENTE, J. E. Avaliação clínica de uma resina composta modificada por poliácido, utilizada como selante oclusal, quando aplicada por dentista, THD e graduando. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 13, n. 2, p.111-117, abr./jun. 1999.

O presente trabalho tem por finalidade comparar as diferenças de retenção de uma resina composta modificada por poliácido (Variglass V.L.C.), utilizada como selante oclusal, quando aplicada por dentista, THD e graduando em Odontologia. Foram seladas as superfícies oclusais de 370 primeiros molares permanentes superiores de crianças entre 6 e 8 anos de idade provenientes de escolas públicas do município de Piracicaba. As avaliações clínicas foram realizadas após seis e oito meses da aplicação do selante. Aos seis meses, verificou-se que 78,42% dos selantes clinicamente aceitáveis permaneceram retidos sobre a superfície oclusal. O índice de perdas totais corresponderam a 10,20% do total de selantes aplicados. O melhor índice de retenção total foi obtido quando aplicado por graduando. Aos 12 meses, houve um aumento do número de selantes perdidos (43,79%) e conseqüente decréscimo do número de selantes totalmente retidos (18,96%), não havendo diferenças significativas de retenção do selante quando aplicado por dentista, THD e graduando. Nos casos de perdas totais do selante, não se constatou presença de lesão cariosa.

UNITERMOS: Selantes de fossas e fissuras; Cimentos de ionômero de vidro; Resinas compostas.


 

 

INTRODUÇÃO

No Brasil, principalmente na região Sul e Sudeste, a fluoretação da água de abastecimento público e o uso de dentifrícios fluoretados, associados a uma correta higienização da cavidade bucal, são algumas das medidas empregadas que demandam menor custo e maior proteção à superfície dentária5. Entretanto, a eficiência de tais métodos restringe-se, em particular, à prevenção de cáries de superfícies lisas, protegendo as faces vestibular e lingual dos dentes em 86% e interproximais em 73%, enquanto a proteção oferecida para as superfícies oclusais é de apenas 37%1.

Considerando a alta susceptibilidade de cáries em superfícies oclusais, faz-se necessária a interação de outro método, usando-se, por exemplo, os selantes de fóssulas e fissuras que previnem eficientemente2,3,6,7,11,19,23 o desenvolvimento de cáries oclusais. Entretanto, deve ser visto como adjunto a um programa total de prevenção de cáries que incluiria tratamento com flúor e freqüência restrita de ingestão de carboidratos.

A eficiência e retentibilidade dos selantes resinosos oclusais (do tipo Bis-GMA) é descrita em vários trabalhos em que se seguiu um acompanhamento criterioso de sua retenção ao longo de alguns anos, constituindo um recurso devidamente comprovado na prevenção da cárie oclusal3,4,6,11,16,17,23.

O progresso tecnológico trouxe novos materiais dentários, possibilitando a utilização de cimentos de ionômero de vidro como selantes2,7,8,15,18,19,23. Estes têm-se destacado por reunir propriedades anticariogênicas, estéticas e biocompatíveis com a estrutura dental. Entretanto, sua adesividade é considerada menor quando comparada a um selante resinoso, podendo ser melhorada através do condicionamento ácido do esmalte7,22. Contudo, SEPPÄ ; FORSS18 (1991) sugerem que fissuras seladas com cimento de ionômero de vidro são mais resistentes à desmineralização que uma superfície não selada, mesmo após a perda do selante, devido aos resíduos de partículas do material na fissura. Os selantes ionoméricos, portanto, tornam-se uma boa alternativa de escolha quando avaliações periódicas para a verificação de integridade do material não são possíveis de serem realizadas.

Buscando-se melhorar as propriedades físicas dos cimentos de ionômero de vidro, no final da década de 1980, os materiais híbridos12 foram desenvolvidos. Estes apresentam em sua formulação o cimento de ionômero de vidro e um componente resinoso (HEMA ou Bis-GMA), proporcionando melhor estética, menor sensibilidade à técnica e menor embebição e sinérese do material. Propriedades quanto à resistência e adesividade à estrutura dentária também foram melhoradas, o que indica sua utilização como selante de fóssulas e fissuras.

Em 1994, McLEAN et al.13 propuseram a classificação desses materiais em:

• ionômeros de vidro modificados por resina: aqueles cuja reação de presa caracteriza-se pela ausência de luz, através da reação ácido-base típica dos ionômeros de vidro;

• resina composta modificada por poliácido: aqueles que apresentam um comportamento clínico mais semelhante ao das resinas compostas. Apesar de possuírem componentes dos ionômeros de vidro, não podem ser assim classificados, pois sua reação de presa não ocorre sem a presença de luz.

As resinas compostas modificadas por poliácidos apresentam grande versatilidade, possibilitando sua utilização como selante de fóssulas e fissuras. O componente ionomérico é capaz de proteger a estrutura dentária pela sua comprovada liberação de flúor e o componente resinoso permite melhor adesividade à estrutura dental22.

Muitos dentistas, no entanto, argumentam que o tempo gasto para a realização de uma tarefa simples de aplicação de um selante oclusal poderia ser utilizado numa atividade mais complexa9. Desse modo, o dentista direcionaria suas atenções a um ramo mais específico de sua formação, enquanto sua THD - Técnica em Higiene Dental - se encarregaria da atividade de aplicação de selantes em seus pacientes. As atividades da THD são legalizadas pela Resolução 147/1987 do Conselho Federal de Odontologia.

A modificação dos métodos de trabalho ao longo dos anos, aumento da demanda de serviços odontológicos e necessidade de se trabalhar numa atmosfera menos estressante fez com que o cirurgião-dentista transferisse uma série de funções à THD, trazendo-lhe grandes benefícios, tais como maior produtividade com o máximo de qualidade9. Isso pode ser aplicado tanto em consultórios particulares quanto em saúde pública.

Higienistas dentárias são as profissionais mais indicadas para a aplicação de selantes oclusais10, sempre sob a supervisão de um dentista. Além disso, o custo desse procedimento passa a diminuir diretamente de acordo com o nível de formação profissional. Observando-se a Tabela 1, o custo de uma aplicação de selante realizada por THD pode ser reduzido em até 4 vezes se comparado com a mesma atividade realizada pelo cirurgião-dentista.

 

TABELA 1 - Comparação de custo de um selamento oclusal realizado por dentista e THD (custo em dólares).
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Porém, surgem dúvidas quanto ao aspecto de delegação de atividades. Obviamente, o trabalho de uma higienista dental deve sempre ser supervisionado pelo cirurgião-dentista. Com esta supervisão, a auxiliar necessita conferir o máximo de eficiência técnica ao serviço, podendo apresentar resultados muito mais satisfatórios que o mesmo procedimento realizado pelo odontólogo.

O mesmo ocorre em relação ao aluno de graduação em Odontologia que presta serviços dessa natureza à população nos estágios clínicos. Apesar de sua pouca experiência, o graduando, com um pouco de treinamento, também pode apresentar eficiência técnica semelhante a um profissional com vários anos de experiência, uma vez que é amplamente orientado e supervisionado pelos seus professores.

No presente trabalho, através da comparação entre o selamento oclusal realizado por dentista, THD e graduando, poderemos observar se há significativas discrepâncias de retenção entre as aplicações feitas pelos diferentes operadores e suas conseqüências na delegação de atividades no que se refere à qualidade de serviços prestados à população. Além disso, através da utilização de uma resina composta modificada por poliácido (Variglass V.L.C.), poderemos verificar sua retentibilidade e eficiência na prevenção de cáries oclusais.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A amostra foi constituída por escolares com idade entre 6 e 9 anos, provenientes de escolas públicas da rede estadual de ensino de Piracicaba - SP, que apresentassem os primeiros molares permanentes superiores hígidos e não selados. Além disso, deveriam ter nascido ou residir em Piracicaba - SP desde os dois anos de idade.

As atividades de selamento oclusal foram desenvolvidas nos estágios extramurais localizado no Colégio Técnico da Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP, onde as crianças eram recepcionadas e selecionadas para a pesquisa.

Foram seladas as superfícies oclusais de 370 dentes, havendo a distribuição de selantes a serem realizados pelos seguintes operadores: cirurgião-dentista, THD e graduando do 3º e 4º anos regularmente matriculados na Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP. Essa distribuição pode ser verificada na Tabela 2.

 

TABELA 2 - Número de dentes selados por operador.
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A técnica de aplicação do selante consistiu em:

1. profilaxia da superfície dental com escova tipo Robinson em baixa rotação, pedra-pomes e água;

2. lavagem com spray de água;

3. isolamento relativo e secagem com ar;

4. condicionamento ácido do esmalte com ácido fosfórico a 37% durante 30 segundos;

5. lavagem com spray de água;

6. isolamento relativo e secagem com ar;

7. espatulação do material utilizado como selante. A resina composta modificada por poliácido utilizada foi o material Variglass V.L.C., numa proporção de 1 colher medida pequena de pó para 2 gotas de líquido (consistência de base ou forramento, segundo instruções do fabricante);

8. inserção do material sobre os sulcos e fissuras com uma sonda exploradora percorrendo toda a sua extensão e profundidade;

9. fotopolimerização por 40 segundos;

10. verificação dos contatos oclusais e ajuste, quando necessário.

O condicionamento ácido do esmalte foi realizado visando-se melhorar as condições de retenção do selante, promovendo uma superfície irregular no esmalte. Desse modo, o material penetraria nos poros da superfície, formando "tags" no esmalte, garantindo uma retenção mecânica mais eficiente22.

As avaliações clínicas foram realizadas após 6 e 12 meses da aplicação dos selantes. Para a inspeção dos dentes, foram utilizados um espelho bucal plano, uma sonda exploradora e iluminação artificial.

Os critérios adotados para a avaliação foram os seguintes:

  • Retenção total (RT): total permanência do selante sobre a superfície oclusal, sem haver mínima perda do material.

  • Retenção parcial tipo 1 (R1): presença do selante em 2/3 da extensão dos sulcos, observando-se pequenas fraturas e perdas do material.

  • Retenção parcial tipo 2 (R2): presença do selante em 1/3 da extensão dos sulcos, observando-se maiores fraturas e perdas do material.

  • Perda total (PT): ausência do material selador sobre a superfície oclusal dos dentes.

Para a comparação da efetividade do grau de retenção entre os operadores, foi realizado o teste qui-quadrado para proporção, utilizando o programa S-Plus for Windows.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

De acordo com os critérios utilizados, após 6 meses, avaliamos a integridade do selante aplicado num total de 343 dentes (92,70%) dos 370 submetidos ao selamento oclusal inicial e, aos 12 meses, avaliamos 290 selantes (78,37%) do total inicial. Os dentes não avaliados corresponderam à evasão de alunos das escolas em decorrência de reformas na educação e impossibilidade de localizá-los para o exame avaliativo.

Os resultados referentes à avaliação clínica após 6 e 12 meses da aplicação podem ser vistos nas Tabelas 3, 4 e 6, além da análise estatística nas Tabelas 5 e 7.

 

TABELA 3 - Retenção do selante Variglass V.L.C.® aos 6 e 12 meses.
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TABELA 4 - Grau de retenção por operador, após 6 meses de aplicação.
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TABELA 5 - Teste Qüi-Quadrado para proporções, comparando o grau de retenção por operador, quando se agrupam os critérios RT + R1 (aceitável clinicamente) e R2 + PT (não aceitável clinicamente), após 6 meses de aplicação.
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TABELA 6 - Grau de retenção por operador, após 12 meses de aplicação.
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TABELA 7 - Teste Qüi-Quadrado para proporções, comparando o grau de retenção por operador, quando se agrupam os critérios RT + R1 (aceitável clinicamente) e R2 + PT (não aceitável clinicamente), após 12 meses de aplicação. Letras iguais indicam estatística em nível de 5%.
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De acordo com os dados obtidos, podemos abordar a discussão dos resultados em dois aspectos: relativo ao material e relativo ao operador.

A) Relativo ao material

Após os 6 meses da aplicação, verifica-se na Tabela 3 que o material Variglass V.L.C., utilizado como selante oclusal, apresentou índices de retenção total de 51,89%. Ao considerar os critérios de retenção total e retenção parcial como clinicamente aceitáveis, observamos que 78,42% do total de selantes aplicados permaneceram retidos nas fissuras oclusais, prevenindo a instalação de lesões cariosas de maneira eficaz. Essa retentibilidade nos sulcos e fissuras deve-se às projeções do material no esmalte dental condicionado, assegurando maior retenção mecânica7,22. Quanto ao critério de perda total, obtivemos um índice de 10,2%.

Na avaliação após 12 meses do selamento oclusal, observou-se um declínio percentual no critério retenção total (18,96%) e um aumento no critério perda total (43,79%).

Apesar da alta porcentagem de perdas totais verificadas após 12 meses, os materiais que apresentam em sua composição o ionômero de vidro, quando utilizados como selantes oclusais, exibem efeito cariostático, aumentando a resistência das superfícies oclusais à cárie dentária, devido a pequenas porções do material que permanecem no interior das cicatrículas e fissuras, liberando flúor após sua perda18. Estas perdas observadas podem ter ocorrido devido a forças mastigatórias ou a processos de abrasão e erosão: com o passar do tempo, o selante vai-se abrasionando, mas o esmalte ainda apresenta resíduos de material nos microporos criados pelo ataque ácido22.

Nos dentes avaliados que apresentaram retenção parcial do selante (critérios R1 e R2), observamos que a maioria das perdas e fraturas se restringiu à região do sulco ocluso-palatino dos primeiros molares permanentes superiores. Dificuldade de visualização e de acesso à região podem ser fatores relacionados ao imperfeito escoamento do selante nos sulcos e fissuras10. Fraturas ocorridas poderiam ser motivo de preocupação de infiltração ao redor dos selantes resinosos parcialmente retidos. Entretanto, em estudo de PRADO16 (1987) e MEDNICK et al.14 (1974), observou-se pequena infiltração ao redor do selante clinicamente estável, evidenciando que esta não permite a iniciação de cárie dentária, garantida pela liberação de flúor e efeito anticariogênico do material híbrido.

Nos casos de perdas parciais ou totais dos selantes, não se verificou nenhuma lesão cariosa nos dentes examinados, enfatizando sua efetividade como medida preventiva às cáries oclusais.

B) Relativo ao operador

Na avaliação após os 6 meses, observamos que os selantes aplicados por graduandos apresentaram maior retenção total (62,40%) que os selantes aplicados por THD (44,54%) e cirurgião-dentista (46,00%), conforme Tabela 4.

Quanto ao critério perda total, o menor índice de insucesso também foi observado quando os selantes eram aplicados por graduandos, observando-se 2,25% de perdas.

Assim, verificamos que após 6 meses, os selantes realizados por graduandos foram os que apresentavam melhor desempenho clínico no que se refere à sua retenção e, portanto, os que apresentaram melhor condução durante o procedimento técnico de selamento. Isso pode ter ocorrido, provavelmente, devido à supervisão dos professores durante as atividades clínicas dos alunos, resultando em maiores cuidados quanto à manipulação do material, condicionamento ácido do esmalte e manejo do isolamento relativo do campo operatório.

De acordo com a Tabela 5, verifica-se que, através da análise estatística realizada, não há diferenças significativas quanto ao grau de retenção do selante quando aplicado por CD e THD e entre THD e graduando. Houve diferenças apenas entre CD e graduando.

Na avaliação após 12 meses da aplicação, os índices de retenção total apresentaram-se praticamente semelhantes entre os três operadores, conforme Tabela 6. Na Tabela 7, podemos verificar que não houve diferenças estatisticamente significantes de retenção em relação aos três operadores.

Tendo em vista os resultados obtidos, verificamos que a experiência profissional do operador não deve ser considerada exclusivamente como critério para a realização de uma técnica adequada e correta. Desse modo, um procedimento realizado pela THD - sob supervisão do dentista - e por um graduando - sob supervisão de um professor orientador - pode proporcionar melhores condições sob o ponto de vista de qualidade técnica do trabalho realizado. Entretanto, salientamos que a responsabilidade profissional individual em oferecer ao seu paciente um atendimento adequado e duradouro deve sempre prevalecer em qualquer situação clínica.

 

CONCLUSÃO

Podemos concluir que a resina composta modificada por poliácido, utilizada como selante oclusal, foi capaz de evitar o desenvolvimento de lesões cariosas, mesmo nos casos de perdas parciais ou totais do selante. Maior índice de perdas foi verificado após os 12 meses de aplicação. Aos 6 meses, maior índice de retenção do selante foi obtido quando realizado por graduando. Aos 12 meses, entretanto, não houve diferenças estatísticas entre as aplicações dos selantes realizadas por CD, THD e graduando. Assim, um atendimento adequado deve ser oferecido aos pacientes, levando-se em consideração uma adequada realização da técnica, independente da experiência profissional do operador.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem o apoio financeiro da FAPESP (Processo 95/2685) e do SAE-UNICAMP (Processo 356-95). Este trabalho foi vencedor do 6° Prêmio Estímulo Kolynos 1996 da Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP.

 

 


BASTING, R. T.; CERQUEIRA, A. M. C.; PEREIRA, A. C.; MENEGHIM, M. C.; CORRENTE, J. E. Clinical evaluation of a polyacid-modified resin composite, used as an occlusal sealant, when applied by dentist, dental hygienist and undergraduate. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 13, n. 2, p. 111-117, abr./jun. 1999.

The aim of this work is to evaluate the differences of clinical retention of a polyacid-modified resin composite (Variglass V.L.C.), used as an occlusal sealant, when applied by dentist, dental hygienist and undergraduate in Dentistry. The occlusal surfaces of 370 superior first molars of children ageing from 6 to 8 years from public schools in Piracicaba, were sealed. The presented data are related to the final evaluation after 6 and 12 months. It was observed that after 6 months, 78.42% of the sealants clinically acceptable, remained on the occlusal surfaces and that the completely lost sealants reached 10.20%. The best results of the sealants retention were obtained when the sealants were applied by an undergraduate. After 12 months, there was an increase of completely lost sealants (43.79%) and a decrease of completely remaining sealants (18.96%). There were no statistical differences in the retention of sealant when applied by dentist, dental hygienist and undergraduate. Even when the sealant was completely lost, the presence of carious lesion was not observed.

UNITERMS: Pit and fissure sealants; Glass ionomer cement; Composite resins.


 

 

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Recebido para publicação em 23/11/98
Aceito para publicação em 04/01/99

 

 

* Aluna do curso de mestrado em Clínica Odontológica, *** Professores do Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Piracicaba - UNICAMP

** Cirurgiã-dentista

**** Professor do Departamento de Matemática e Estatística da Escola Superior de Agronomia - USP