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Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo

Print version ISSN 0103-0663

Rev Odontol Univ São Paulo vol.13 n.2 São Paulo Apr./June 1999

https://doi.org/10.1590/S0103-06631999000200010 

Odontopediatria

 

Dentição decídua: estudo da prevalência dos espaços interproximais em crianças brasileiras

 

Deciduous dentition: prevalence study of interdental spaces in brazilian children

 

Vera Mendes SOVIERO*
Eliana Pinheiro dos Santos BASTOS**
Ivete Pomarico Ribeiro de SOUZA***

 

 


SOVIERO, V. M.; BASTOS, E. P. S.; SOUZA, I. P. R. Dentição decídua: estudo da prevalência dos espaços interproximais em crianças brasileiras. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 13, n. 2, p. 159-165, abr./jun. 1999.

No intuito de conhecer mais sobre as características da dentição decídua, apresentadas pelas crianças brasileiras, realizou-se um estudo de prevalência do qual participaram 400 crianças, com dentição decídua completa e idade variando de 2 a 6 anos, na cidade de Petrópolis - RJ. O arco tipo I foi o mais prevalente tanto no arco superior (93,2%) como no inferior (90,5%), sendo que o superior tipo II foi mais comum no sexo feminino (p < 0,01). Os espaços primatas foram os espaços interproximais mais encontrados em ambos os arcos. A associação entre a presença de espaços interproximais e idade foi estatisticamente significante para ambos os arcos (p < 0,05), sugerindo uma tendência para o fechamento dos espaços com o aumento da idade.

UNITERMOS: Dentição primária; Oclusão dentária; Pré-escolar; Criança.


 

 

INTRODUÇÃO

A presença de espaços interproximais é uma característica comum na dentição decídua1,3,5 13,15,16,18,21,23,24,26,28. BAUME3 (1950), baseado na presença ou ausência desses espaços, classificou os arcos dentários decíduos em tipo I, com espaços interdentais, ou tipo II, sem espaços, ou seja, apresentando os dentes continuamente em contato. Os arcos tipo II, segundo o autor, não raramente chegam a mostrar um ligeiro apinhamento entre os dentes anteriores.

Os arcos com espaços são mais comuns tanto na maxila como na mandíbula1,3,8,11,12,16,20,21,23. No estudo de ALBEJANTE1 (1975), que avaliou 74 crianças brasileiras, de 3 a 6 anos de idade, considerando apenas os espaços da região anterior, cerca de 50% dos arcos, tanto superiores como inferiores, foram classificados como tipo I. NOFELY et al.16 (1989), após moldarem as arcadas de 243 crianças egípcias, de 2,5 a 5,5 anos de idade, verificaram uma alta prevalência de crianças com arcos totalmente sem espaços interdentais, 20,1% (49) e 11,1% (27) para mandíbula e maxila, respectivamente. Estes resultados diferem dos achados anteriores de FOSTER; HAMILTON8 (1969), em crianças inglesas, e RAVN23 (1975), em crianças dinamarquesas, que encontraram total ausência de espaços somente em 3% (3) e 3,5% (11) das crianças no arco superior e 4% (4) e 4,8% (15) no inferior, respectivamente.

Quando se trata da freqüência de cada espaço interproximal, os autores apontam os espaços primatas como sendo os mais encontrados3,4,5,8,11,12,15,19,23. Estes espaços estão localizados entre incisivo lateral e canino decíduos, no arco superior, e entre canino e primeiro molar decíduos, no arco inferior3. Entretanto, o espaço observado distalmente ao canino decíduo superior e mesialmente ao inferior mostrou uma freqüência similar em alguns estudos8,12,23.

De acordo com BAUME3 (1950), a presença dos espaços interproximais segue um padrão próprio e não é resultado de uma adaptação funcional, ou seja, após a erupção completa dos dentes decíduos, não surgem novos espaços, nem o aumento dos já existentes. Entretanto, GUNTON10 (1928) e FRIEL9 (1954) relataram que o crescimento ósseo é um dos processos de obtenção de espaço para os incisivos permanentes, podendo manifestar-se através do espaçamento entre os incisivos decíduos. CLINCH7 (1951), SILLMAN26 (1956) e RICHARDSON24 (1972) concordam que ocorre este aumento da distância intercaninos, porém, consideram que o aumento dos espaços interincisais, em função deste, raramente pode ser observado ou mensurado. ALBEJANTE1 (1975), inclusive, verificou maior prevalência dos arcos espaçados nas crianças de faixa etária mais baixa, sugerindo que os arcos tipo I não se originam dos arcos tipo II. Contrariando esta afirmativa, USBERTI et al.28 (1981), após examinarem 120 crianças brasileiras, de 3 a 6 anos de idade, constataram uma diminuição do número de arcos tipo II na faixa etária mais alta, de 5 a 6 anos, sugerindo ocorrer uma mudança de arco tipo II em tipo I, com o evoluir da idade, principalmente na maxila. Quanto aos espaços na região posterior, alguns autores verificaram uma tendência para o fechamento dos espaços entre os molares decíduos logo antes da erupção dos primeiros molares permanentes6,13,14. Em relação aos espaços primatas, CHAPMAN6 (1935) e PETERS21 (1979) observaram que, com o aumento da idade, estes espaços tendem a diminuir.

O objetivo deste estudo foi avaliar, em crianças brasileiras, em fase de dentição decídua completa, a prevalência de cada tipo de arco (I e II de Baume) e, nos casos de arco tipo I, a prevalência de cada um dos espaços interproximais. Além disso, testou-se a associação do tipo de arco com faixa etária e sexo e a associação da prevalência de espaços interproximais com faixa etária.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Seleção da amostra

O critério de inclusão baseou-se no fato de a criança apresentar a dentição decídua completa. Os critérios de exclusão foram: presença de lesão cariosa ou restaurações envolvendo superfícies proximais; ausência de dente decíduo; alteração de número, tamanho ou da forma dos dentes; ou a presença de elemento dentário permanente irrompido em qualquer das arcadas. Com base nos critérios citados, a amostra deste estudo constou de 400 crianças, com dentição decídua completa, entre 2 e 6 anos de idade, variando de 2 anos e 1 mês a 6 anos e 6 meses, com idade média de 4 anos e 5 meses. Dentre estas, 207 (51,7%) eram do sexo feminino e 193 (48,3%), do sexo masculino. Para algumas análises, a amostra foi dividida em 2 grupos de acordo com a faixa etária: grupo 2 a 4, entre 2 anos e 1 mês e 4 anos; grupo 4 a 6, entre 4 anos e 1 mês e 6 anos e 6 meses.

Exame clínico

O exame clínico foi realizado apenas por um examinador, em escolas do município de Petrópolis – RJ – Brasil, sob luz natural. As crianças eram sentadas em carteiras escolares com a cabeça apoiada no encosto da cadeira. A examinadora ocupava uma posição de frente para a criança, sentada numa cadeira mais baixa. Foi utilizado espelho bucal nº 5 para visualização e gaze para promover a secagem da região a ser observada.

Critérios para classificação

Os arcos foram classificados como tipo I, com espaços interdentais, ou tipo II, apresentando os dentes continuamente em contato, de acordo com BAUME3 (1950). Quando houve dúvida em relação à presença de espaços interdentais, o fio dental foi passado entre as faces proximais para confirmar a presença ou ausência de contato.

Análise estatística

As informações foram armazenadas em um banco de dados, criado através do programa estatístico EpiInfo 6.02. Utilizou-se o teste qui-quadrado, indicado para testar a associação entre variáveis categóricas. Nos casos nos quais o teste qui-quadrado mostrou uma freqüência esperada menor que 5, empregou-se o teste exato de Fisher. A partir destes testes, p-valores inferiores a 0,05 foram considerados como significativos estatisticamente para as variáveis envolvidas.

 

RESULTADOS

O arco tipo I foi mais encontrado tanto na maxila (93,2%) como na mandíbula (90,5%). A combinação de arcos superior e inferior tipo I foi mais prevalente, observada em 349 (87,2%) crianças (Tabela 1).

 

TABELA 1 - Prevalência de arco tipo I e II para as arcadas superior e inferior.
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O arco tipo II mostrou maior prevalência, estatisticamente significante (p < 0,01), na faixa etária de 4 a 6 anos para ambas as arcadas (Gráficos 1 e 2). A correlação entre tipo de arco e sexo foi estatisticamente significante somente para o arco superior (p < 0,01) para o qual o sexo feminino mostrou maior prevalência de arco tipo II (Gráficos 3 e 4).

 

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GRÁFICO 1 -Distribuição do tipo de arco superior de acordo com a faixa etária (p < 0,01).

 

 

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GRÁFICO 2 - Distribuição do tipo de arco inferior de acordo com a faixa etária (p < 0,01).

 

 

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GRÁFICO 3 - Distribuição do tipo de arco superior de acordo com o sexo (p < 0,01).

 

 

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GRÁFICO 4 - Distribuição do tipo de arco inferior de acordo com o sexo (p > 0,05).

 

Tanto na maxila como na mandíbula os espaços primatas foram os espaços interproximais mais freqüentemente observados. As Tabelas 2 e 3, demonstram a prevalência de cada um dos espaços interproximais para as arcadas superior e inferior, respectivamente.

 

TABELA 2 - Freqüência de cada espaço interproximal da arcada superior em 400 crianças.
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TABELA 3 - Freqüência de cada espaço interproximal da arcada inferior em 400 crianças.

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Quando avaliados isoladamente, os espaços primatas estiveram presentes bilateralmente, em ambas as arcadas, na maioria dos casos. Entretanto, também foram observados unilateralmente (Tabelas 4 e 5).

 

TABELA 4 - Prevalência de espaços primatas na arcada superior.
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TABELA 5 - Prevalência de espaços primatas na arcada inferior.
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Ocorreu decréscimo da prevalência dos espaços interproximais com o avanço da idade, principalmente dos espaços entre os molares decíduos, em ambas as arcadas (Gráficos 5 e 6). Na arcada superior, este decréscimo foi estatisticamente significante, ao nível de 1% (p < 0,01) para todos os espaços, exceto para os espaços primatas do lado direito (p > 0,05) e esquerdo (p < 0,05). Na arcada inferior esta diferença foi estatisticamente significante ao nível de 1% (p < 0,01) para todos os espaços, exceto para o espaço localizado entre os incisivos centrais (p > 0,05).

 

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GRÁFICO 5 - Freqüência de cada espaço interproximal do arco superior em relação à idade (* p < 0,01; ** p < 0,05; *** p > 0,05 ).

 

 

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GRÁFICO 6 - Freqüência de cada espaço interproximal do arco inferior em relação à idade (* p < 0,01; ** p > 0,05).

 

DISCUSSÃO

Neste trabalho, os arcos dentários decíduos foram classificados como tipo I e tipo II de acordo com os critérios de BAUME3 (1950). O arco tipo I foi mais prevalente, encontrado em 93,3% dos arcos superiores e em 90,5% dos inferiores. Ao descrever as características de cada um dos dois tipos, o autor explica, de forma clara, que os arcos tipo I são aqueles que apresentam espaços interproximais e que os arcos tipo II, por não possuírem espaços, apresentam os dentes continuamente em contato. O autor, portanto, não faz diferença quanto à localização dos espaços interproximais no momento de classificar os arcos dentários como tipo I ou tipo II. Entretanto, algumas pesquisas, que também utilizaram a classificação de BAUME3 (1950), basearam-se somente na presença dos espaços interincisais. Desta forma, talvez, devido a esta diferença no emprego da metodologia, estudos como os de ALBEJANTE1 (1975) e PACE; CHELOTTI19 (1981) tenham observado maior freqüência de arcos decíduos tipo II, cerca de 50% para ambos os arcos, quando comparada com a do presente trabalho, menos de 10%.

Ainda em relação à prevalência de arcos totalmente sem espaços interproximais, NOFELY et al.16 (1989), avaliando crianças egípcias, encontraram valores mais altos do que o presente estudo, cerca de 10% para a arcada superior e 20% para a inferior. Por outro lado, FOSTER; HAMILTON8 (1969), em crianças inglesas, e RAVN23 (1975), em crianças dinamarquesas, observaram valores mais baixos, menos de 5% para ambos os arcos. De qualquer forma, todos concordam que a ausência dos espaços é uma característica mais comum na mandíbula do que na maxila.

No presente trabalho, observou-se uma correlação estatisticamente significante entre sexo e tipo de arco para a arcada superior. O arco superior tipo II foi mais prevalente no sexo feminino, concordando com os achados de KAUFMAN; KOYOUMDJISKY11 (1967). RAVN23 (1975) e ALBEJANTE1 (1975) também relataram maior número de arcos tipo II no sexo feminino, embora não tenha sido significante estatisticamente.

Da mesma forma que em outros estudos3,4,5,8,11,12,15,19,23, os espaços primatas foram os espaços interproximais mais freqüentemente encontrados. O espaço localizado distalmente ao canino superior e mesialmente ao inferior foi quase tão freqüente quanto o primata, concordando com a literatura pesquisada8,12,23. Os espaços primatas estiveram mais presentes na maxila do que na mandíbula e, na maior parte dos casos, foram observados bilateralmente, concordando com diversos relatos presentes na literatura1,4,8,11,12,18,20,23.

Na presente pesquisa, observou-se um decréscimo do número de crianças com espaços interproximais na faixa etária mais alta. Apesar de não se tratar de uma avaliação longitudinal, este achado indicou uma nítida tendência para a diminuição dos espaços interproximais com o avanço da idade em ambas as arcadas. No arco superior, esta diminuição foi estatisticamente significante, ao nível de 1%, para todos os espaços interproximais, exceto para os espaços primatas. No arco inferior, este decréscimo apresentou significância estatística, ao nível de 1%, para todos os espaços, inclusive os primatas, exceto para o espaço localizado entre os incisivos centrais. Este resultado discorda de BAUME3 (1950), cuja opinião era que, devido à estabilidade da dentição decídua, nenhuma alteração ocorreria nos espaços interproximais nesta fase. Além disso, contraria os achados de GUNTON10 (1928), FRIEL9 (1954), SCURES25 (1967) e USBERTI et al.28 (1981), que observaram uma tendência para o aumento dos espaços interproximais com o avanço da idade. Por outro lado, concorda com os relatos de CHAPMAN6 (1935), PETERS21 (1979) e PETERS et al.22 (1981), que também constataram o fechamento total ou parcial dos espaços primatas inferiores com o aumento da idade. Os espaços localizados entre os molares decíduos foram os que mostraram, no presente trabalho, o maior indício de que se fecham com o aumento da idade. A diminuição ou fechamento completo desses espaços, durante o período de dentição decídua, também foram relatados por CHAPMAN6 (1935), MOORREES et al.13 (1965) e MOORREES et al.14 (1969). A diminuição do comprimento do arco durante a fase de dentição decídua completa, observada por autores, tais como BARROW; WHITE2 (1952), SILLMAN27 (1964), NYSTRÖM17 (1979) e ALBEJANTE1 (1975), também pode estar associada ao fechamento dos espaços interproximais.

 

CONCLUSÕES

1.  O arco tipo I de Baume foi mais prevalente em ambas as arcadas, presente em 93,2% (373) das crianças, na arcada superior, e em 90,5% (362) na arcada inferior;

2.  os espaços primatas foram os espaços interproximais mais prevalentes. No arco superior, foram observados em 86,5% (346) das crianças, bilateralmente, e em 3,5% (14), unilateralmente. No arco inferior, foram encontrados em 78,5% (314) das crianças, bilateralmente, e em 5,3% (21), unilateralmente. Os espaços localizados distalmente ao canino superior e mesialmente ao canino inferior foram quase tão freqüentes quanto os espaços primatas;

3.  a associação entre sexo e tipo de arco foi estatisticamente significante para o arco superior. O arco superior tipo II foi mais freqüente no sexo feminino;

4.  a associação entre idade e tipo de arco, I ou II de Baume, foi estatisticamente significante para ambas as arcadas. Os arcos tipo II foram mais prevalentes na faixa etária mais alta, 4 a 6 anos de idade;

5.  a associação entre idade e prevalência dos espaços interproximais foi estatisticamente significante. Houve um decréscimo do número de crianças apresentando espaços interproximais, com o avanço da idade, para ambas as arcadas, sugerindo uma tendência para o fechamento dos espaços durante a fase de dentição decídua completa.

 

 


SOVIERO, V. M.; BASTOS, E. P. S.; SOUZA, I. P. R. Deciduous dentition: prevalence study of interdental spaces in brazilian children. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 13, n. 2, p. 159-165, abr./jun. 1999.

For the purpose of ascertaining more information about the characteristics of deciduous dentition presented by the Brazilian children, a prevalence study was performed. Four hundred children with complete deciduous dentitions and age ranging from 2 to 6 years, were examined in Petrópolis - RJ - Brazil. The type I arch was the most prevalent in the upper arch (93.2%) and in the lower arch (90.5%). The type II upper arch was more common in the females (p < 0.01). The primate spaces were the most frequent spaces found in both arches. The association between the presence of interdental spaces and age was statistically significant (p < 0.05), suggesting that there is a tendency for the spaces to close with age.

UNITERMS: Primary dentition; Dental occlusion; Preschool child; Child.


 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido para publicação em 02/06/98
Reformulado em 08/09/98
Aceito para publicação em 22/03/99

 

 

* Professora Assistente da UNESA e Professora Assistente da FO - UERJ.

** Professora Adjunta e *** Professora Titular de Odontopediatria na Faculdade de Odontologia - UFRJ.

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