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Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo

Print version ISSN 0103-0663

Rev Odontol Univ São Paulo vol.13 n.3 São Paulo July/Sept. 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-06631999000300008 

ATM

 

Prevalência das maloclusões e dos índices anamnésicos e clínicos, em pacientes com disfunção da articulação temporomandibular

Prevalence of malocclusion and of anamnestic and clinical indexes in patients with temporomandibular joint dysfunction

 

Antonio Castelo Branco TEIXEIRA*
Gilberto MARCUCCI**
João Gualberto Cerqueira LUZ***

 

 


TEIXEIRA, A. C. B.; MARCUCCI, G.; LUZ, J. G. C. Prevalência das maloclusões e dos índices anamnésicos e clínicos em pacientes com disfunção da articulação temporomandibular. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 13, n. 3, p. 251-256, jul./set. 1999.

Os autores analisaram a freqüência das maloclusões e dos índices anamnésicos e clínicos de disfunção segundo HELKIMO10 (1974), e sua possível correlação em 110 pacientes avaliados independentemente da idade e do gênero, portadores de disfunção da articulação temporomandibular. Verificaram-se sinais e sintomas, níveis dos índices de Helkimo (1974), classificação de Angle (1899), medidas de sobressaliência e sobremordida, mordidas cruzadas e número de dentes ausentes. Concluiu-se que predominaram classes II de Angle e sobressaliências maiores que dois milímetros. Entre os índices de Helkimo, houve leve predomínio dos Índices Anamnésicos AiII (sintomas intensos de disfunção) e Índices Clínicos de Disfunção DiI (disfunção leve). Foi estatisticamente significante a relação entre os Índices Clínicos de Disfunção com classe de Angle, bem como entre os Índices Anamnésicos e sobremordidas.

UNITERMOS: Articulação temporomandibular; Transtornos craniomandibulares; Diagnóstico; Dor facial; Maloclusão.


 

 

INTRODUÇÃO

A articulação temporomandibular (ATM) pode ser sede de transtornos funcionais e estruturais, descritos como disfunções temporomandibulares (DTM) e considerados como resultantes de alterações proprioceptivas, decorrentes de desequilíbrios oclusais, em indivíduos predispostos.

Alguns estudos têm demonstrado que grande parte dos casos de disfunção temporomandibular são devidos às maloclusões morfológicas9,19,20,22. Para que estas disfunções ocorram, seria necessária a participação de fatores predisponentes, eficientes e psicológicos, considerados de origem multifatorial, sendo as alterações oclusais consideradas causas predisponentes ou eficientes.

Uma combinação entre maloclusão, tensão emocional, estresse, ansiedade e fatores psicogênicos, resultando espasmos musculares que levam à disfunção temporomandibular, é admitida5. Num estudo sobre disfunção temporomandibular, correlacionando maloclusão morfológica e funcional, foi verificado que a maloclusão funcional, ou interferência oclusal, é mais importante que a maloclusão morfológica na explicação da existência da disfunção9. Desta maneira, maloclusão morfológica, como classe II e III, sobremordida e mordida cruzada, estão associadas com maloclusão funcional, podendo predispor à disfunção da ATM.

Nosso objetivo foi estudar a prevalência das maloclusões morfológicas e dos índices de Helkimo, em pacientes com disfunção temporomandibular.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Casuística

Foram avaliados 110 pacientes portadores de disfunções temporomandibulares que correspondem à síndrome dor e disfunção dos músculos mastigatórios e disfunção intra-articular, independente do gênero, raça e faixa etária. A ausência dentária de no máximo três elementos foi adotada como critério, para melhor se proceder à classificação de ANGLE2 (1899).

 

METODOLOGIA

O exame clínico constitui-se na palpação digital bilateral e simultânea dos músculos da mastigação, região cervical e ATM, como segue: a) músculos e regiões examinadas: masseter (feixes superficial e profundo); temporal (feixes anterior, médio e posterior); frontal; vértex; cervical posterior; esternocleidomastóideo; pterigóideo medial; digástrico anterior (região); pterigóideo lateral (região); b) inspeção e palpação da ATM: através da palpação bilateral das regiões lateral e posterior da ATM, procurou-se verificar a sensibilidade dolorosa. Os ruídos articulares foram avaliados com a ajuda de estetoscópio.

A coleta dos índices de Helkimo inicialmente se referiu às queixas principais dos pacientes: a) Índice Anamnésico de Disfunção (Ai), que compreende as seguintes classes: Ai0 - ausência de sinais e sintomas de disfunção; AiI - sinais e sintomas de natureza leve, como um ou mais dos seguintes: ruídos na ATM, sensação de fadiga nos maxilares, sensação de rigidez nos maxilares; AiII - sinais e sintomas intensos de disfunção, tais como dificuldade de abertura da boca, travamento, luxações, dor à movimentação da mandíbula, dor na região da ATM ou na musculatura mastigatória; b) Índice Clínico de Disfunção (Di), que compreende as seguintes classes, baseando-se na anotação dos dados obtidos no exame objetivo, das musculaturas mastigatória e cervical, e da articulação, cujos pontos relativos a estes dados serão somados, conforme metodologia adotada por HELKIMO10 (1974), permitindo a classificação nos seguintes grupos: 0 ponto: disfunção grupo 0, clinicamente sem sintomas = Di0; 1-4 pontos: disfunção grupo I, disfunção leve = DiI; 5-9 pontos: disfunção grupo 2, disfunção moderada = DiII; 10-13 pontos: disfunção grupo 3; 15-17 pontos: disfunção grupo 4; 20-25 pontos: disfunção grupo 5. Os grupos 3, 4 e 5 estão classificados, segundo HELKIMO10 (1974), como disfunção intensa = DiIII.

Após avaliação da classificação de ANGLE2 (1899), mordidas cruzadas e número de dentes ausentes, com uma régua milimetrada, calculamos para a sobressaliência a média aritmética das distâncias perpendiculares entre as bordas incisais dos dois incisivos centrais, superiores e inferiores. A seguir, fizemos um cruzamento dos dados obtidos, para analisarmos a freqüência das maloclusões morfológicas e dos índices anamnésicos e clínicos de disfunção de HELKIMO10 (1974) e sua possível correlação, representada por números absolutos e percentuais, bem como pelo teste c2 (qui-quadrado).

 

RESULTADOS

A distribuição dos pacientes, de acordo com o gênero e faixa etária, demonstrou predomínio do gênero feminino, com 81,81% e faixa etária de 20-29 anos, com maior freqüência representada por 45,47%.

Verificamos maior participação de pacientes com classe II de Angle e sintomas intensos de disfunção (AiII) e menor participação de classe III de Angle. A aplicação do teste c2 demonstrou diferenças não significantes (Tabela 1). Na distribuição dos pacientes segundo as maloclusões morfológicas e Índices Clínicos de Disfunção, houve maior número de casos de classe II, distribuídos em disfunção leve (DiI), disfunção moderada (DiII) e disfunção intensa (DiIII). O teste estatístico do c2 para estes resultados foi significante a p < 0,001 (Tabela 2).

 

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Em relação à sobressaliência e índice anamnésico de Helkimo, encontramos um maior número de pacientes com sobressaliências maiores que dois milímetros, distribuídos em sintomas leves de disfunção (AiI) e sintomas intensos de disfunção (AiII), sendo que o teste estatístico para estes resultados não foi significante (Tabela 3). Na distribuição dos pacientes de acordo com o Índice Clínico de Disfunção e sobressaliência, o maior número de casos com sobressaliência maior que dois milímetros era distribuído em disfunção leve (DiI), disfunção moderada (DiII) e disfunção intensa (DiIII), não apresentando estatisticamente significância do c2 (Tabela 4).

 

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Quanto às medidas de sobremordidas e os índices anamnésicos de Helkimo, encontramos mais pacientes com sobremordidas maiores que dois milímetros, e sintomas intensos de disfunção (AiII). A aplicação do teste estatístico do c2 foi significante, com p < 0,001 (Tabela 5). Este maior número de pacientes com sobremordidas superiores a dois milímetros foi representado por disfunção leve (DiI), disfunção moderada (DiII) e disfunção intensa (DiIII). O teste estatístico do c2 para estes resultados não foi significante (Tabela 6).

 

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Na distribuição dos pacientes, conforme os índices anamnésicos de Helkimo e mordida cruzada, encontramos maior freqüência de pacientes com ausência de mordidas cruzadas, e maior número de pacientes com sintomas intensos de disfunção (AiII), A aplicação do teste c2 não se mostrou significante (Tabela 7). Na correlação das mordidas cruzadas com os Índices Clínicos de Disfunção, encontramos nos pacientes com ausência de mordidas cruzadas maior número de casos de disfunção leve (DiI) e menor número de disfunção intensa (DiIII), não sendo ao teste do c2 significante (Tabela 8).

 

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Quanto aos índices anamnésicos de Helkimo e o número de dentes ausentes, encontramos distribuição semelhante entre pacientes sem ausência de dentes e com ausência de 1 a 3 dentes, sendo maior o número de pacientes com falta de 2 elementos, estando presente neste caso um leve predomínio de sintomas leves de disfunção (AiI), não apresentando nível de significância (Tabela 9). Quanto à distribuição dos pacientes, conforme os índices clínicos de disfunção e o número de dentes ausentes, este maior número de pacientes com ausência de dois dentes se apresentava distribuído em disfunção leve (DiI), disfunção moderada (DiII) e disfunção intensa (DiIII), para estes resultados não houve significância estatística (Tabela 10).

 

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DISCUSSÃO

Pudemos observar a maior freqüência na faixa etária de 20 a 29 anos, com 50 pacientes (45,47%), ressaltando nesta faixa predominância do gênero feminino (37,28% do total), como outros autores6,24,28.

Em relação à classificação de ANGLE2 (1899), os dados coletados são sugestivos de maior participação da classe II nas disfunções da ATM. Encontramos grande presença de sintomas intensos de disfunção (AiII), tais como dificuldade de abertura da boca, luxações, dor ao movimento e dor facial. Foram encontrados 65 casos de classe II (59,09% do total), distribuídos em 28 casos (25,45% do total) de sintomas leves de disfunção (AiI) e 37 casos (33,64% do total) de sintomas intensos de disfunção (AiII). Com relação aos índices clínicos de disfunção de HELKIMO10 (1974), os 65 casos de classe II foram distribuídos em 26 casos (23,64% do total) de disfunção leve (DiI), 22 (20,0% do total) de disfunção moderada (DiII) e 17 casos (15,45% do total) de disfunção intensa (DiIII). Como se vê, encontramos menor participação das maloclusões classe III de Angle (1899), com um total de 16 casos (14,55% do total).

A importância das maloclusões na etiologia das disfunções dolorosas da ATM tem sido destacada principalmente na gênese das dores articulares e limitação funcional1,3,11,16,17,18,21,23,25,26,27. A ocorrência destes sintomas dever-se-ia a uma sobrecarga na região de molares. Por outro lado, estudo correlacionando maloclusão morfológica e funcional demonstrou que as interferências oclusais são mais importantes que as maloclusões morfológicas9. Desta maneira, nossos achados confirmam observações prévias de maior freqüência da classe I entre os casos de disfunção da ATM4.

Alguns estudos têm demonstrado que somente as maloclusões morfológicas e interferências oclusais não podem ser isoladamente consideradas como fatores etiológicos para o desenvolvimento das disfunções da ATM. Há necessidade da participação de outros fatores predisponentes, eficientes ou psicológicos, considerados de origem multifatorial27.

De acordo com os resultados analisados, há sempre um predomínio dos valores maiores que dois milímetros, para sobressaliência e sobremordida que, quando aumentadas, são características das maloclusões classe II, divisão I e II, respectivamente. Estes valores para sobremordida maior que dois milímetros foram significantes para os sintomas leves de disfunção, que corresponderam à presença de ruídos articulares e sensação de fadiga nos maxilares. Acredita-se que este excessivo trespasse vertical possa levar a mandíbula a uma posição de retrusão, favorecendo o aparecimento desses sintomas. As maloclusões classe II e sobremordidas aumentadas podem predispor à disfunção da ATM, que tem sido relatada7,8,9,12,22,26. Embora o número de mordidas cruzadas seja baixo, acreditamos que a sua ocorrência, uni ou bilateralmente, é um fator funcional com grande potencial de sobrecarga para os componentes da ATM8,9,19,22.

Na distribuição dos pacientes com disfunção da ATM, encontramos 59 casos (53,63% do total) sem ausência dentária e 51 (46,37% do total) com ausência de um a três dentes, cujos resultados não apresentaram correlação estatisticamente significante. Houve correlação entre ausência dentária e a ocorrência de disfunção da ATM6,7,13,14.

Em relação aos índices anamnésicos, os nossos dados revelaram um leve predomínio de pacientes com sintomas intensos de disfunção (AiII), como dificuldade de abertura da boca, travamento, luxações, dor ao movimento e dor facial, sendo estatisticamente significante a relação entre esses índices e sobremordidas maiores que dois milímetros.

Quanto aos Índices Clínicos de Disfunção, encontramos um leve predomínio de pacientes com índices de disfunção leve (DiI), havendo significante correlação entre os Índices Clínicos de Disfunção e as maloclusões morfológicas, representada pelo maior número de casos de classe II.

Ao compararmos os nossos resultados com a literatura, verificamos que há uma semelhança com nossa experiência clínica, onde alguns pacientes com determinados tipos de maloclusão, como sobremordida aumentada, apresentavam grande incidência de distúrbios na ATM.

 

CONCLUSÕES

Pudemos concluir que neste estudo predominaram as classes II de Angle, sobressaliências e sobremordidas maiores que dois milímetros, com maior número dos casos com ausência de mordidas cruzadas, e daqueles sem ausências dentárias. Entre os casos com ausências dentárias, houve predomínio da falta de dois elementos, bem como dos índices anamnésicos AiII (sintomas intensos de disfunção) e clínicos de disfunção DiI (disfunção leve), havendo uma relação estatisticamente significante para os índices clínicos de disfunção com classe de Angle e anamnésicos com sobremordidas.

 

 


TEIXEIRA, A. C. B.; MARCUCCI, G.; LUZ, J. G. C. Prevalence of malocclusion and of anamnetic and clinical indexes in patients with temporomandibular joint dysfunction. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 13, n. 3, p. 251-256, jul./set. 1999.

The authors analyzed the frequency of malocclusion, Helkimo (1974) anamnestic and clinical dysfunction indexes in patients with temporomandibular joint dysfunction and their possible correlation. One hundred and ten patients with these conditions were evaluated independent of age and gender. Signs and symptoms were evaluated, indicating levels of Helkimo indexes, Angle classification, over-jet, over-bite, cross-bite and missing teeth. The authors concluded that there was a high incidence of Angle class II and overjet larger than two milimeters. Among the Helkimo indexes there was a slight predominance of Anamnesthic Index AiII (symptoms of severe dysfunction) and Clinical Index level DiI (mild dysfunction). A statistically significant relationship was found between the Clinical Index and the Angle classification as between Anamnestic Index and overbite.

UNITERMS: Temporomandibular joint; Craniomandibular disorders; Facial pain; Malocclusion.


 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido para publicação em 02/01/99
Reformulado em 27/05/99
Aceito para publicação em 09/08/99

 

 

* Professor Doutor, ** Professor Titular do Departamento de Estomatologia, *** Professor Associado do Departamento de Cirurgia, Prótese e Traumatologia - Faculdade de Odontologia - USP.