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Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo

Print version ISSN 0103-0663

Rev Odontol Univ São Paulo vol.13 n.4 São Paulo Oct./Dec. 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-06631999000400004 

Dentística

 

Morfologia da dentina tratada com substâncias dessensibilizantes: avaliação através da microscopia eletrônica de varredura

Morphology of dentin treated with desensitizing substances: scanning electron microscopy study

 

Margareth ODA*
Adriana Bona MATOS*
Edson Aparecido LIBERTI**

 

 


ODA, M.; MATOS, A. B.; LIBERTI, E. A. Morfologia da dentina tratada com substâncias dessensibilizantes: avaliação através da microscopia eletrônica de varredura. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 13, n. 4, p. 337-342, out./dez. 1999.

As constantes recidivas dos tratamentos preconizados para a hipersensibilidade dentinária são causa de estudos a respeito desta patologia. Neste trabalho, in vitro, nos propomos a avaliar, por meio de microscopia eletrônica de varredura, a possível formação de película impermeabilizadora quando da aplicação de substâncias dessensibilizantes, acompanhada de condicionamento ácido da dentina. Discos de dentina, foram utilizados onde foi preparado um esfregaço padronizado, realizado condicionamento ácido e aplicação das substâncias testadas, à base de glutaraldeído, oxalato e fluoretos. Para compor o grupo controle um corpo-de-prova foi mantido sem tratamento e outro apenas condicionado com ácido. Dos resultados morfológicos obtidos pode-se concluir que o condicionamento ácido prévio ao tratamento com substâncias à base de glutaraldeído e de oxalato não é capaz de formar uma película uniforme, impermeabilizante sobre a dentina. O uso de fluoretos forma uma camada sobre a dentina facilmente removível, não produzindo porém efeitos a longo prazo nestes tipos de tratamento.

UNITERMOS: Hipersensibilidade dentinária; Ataque ácido; MEV.


 

 

INTRODUÇÃO

O grande desafio para vencer a hipersensibilidade dentinária é encontrar uma substância que elimine efetivamente a sensação dolorosa e não recidive. O que, infelizmente, até os dias de hoje, ainda, não foi possível24.

A hipersensibilidade dentinária também é conhecida, como sensibilidade de colo. Esta condição se manifesta em um número considerável de pessoas4,7, predominando em 98% na face vestibular de pré-molares4. A hipersensibilidade dentinária ocorre na forma de dor, muitas vezes, durante hábitos corriqueiros do portador, tais como a alimentação, diferenças de temperatura nos líquidos ingeridos, escovação dental e até muitas vezes, no simples ato de falar, devido a passagem do ar pela cavidade da boca.

A “Hipersensibilidade Dentinária Cervical” (HSDC) ou, ainda, “Sensibilidade Dentinária Cervical”21 pode ser definida como uma resposta exacerbada a estímulos térmicos, químicos, mecânicos e/ou osmóticos aplicados direta ou indiretamente sobre a dentina3.

É sugerido que os dentes apresentam hipersensibilidade quando da exposição da dentina ou cemento radicular, por diversos motivos, dentre os quais o tratamento periodontal através de raspagem, erosão, retração gengival advinda de problemas oclusais4, e até hábitos de higiene inadequados19,18.

Antes de se admitir a ocorrência da hipersensibilidade dentinária, torna-se fundamental diagnosticar corretamente o tipo de patologia apresentada pelo paciente. O diagnóstico diferencial com dores de origem pulpar, sejam elas causadas por cárie ou fraturas extensas é de suma importância19.

Muito embora CURRO6 descreva a hipersensibilidade dentinária como uma resposta extrema a um estímulo sensorial não nocivo dentre as várias expressões sensoriais manifestadas pelo organismo humano, a teoria de BRÄNNSTRÖM5 apesar de antiga (1964), ainda é a mais aceita na comunidade científica. Esta teoria, fundamentada na movimentação de fluidos no interior dos túbulos dentinários que estimula as fibras nervosas, podendo causar dor, fornece explicação plausível para a hipersensibilidade dentinária.

Terapias oclusivas para tratamento da hipersensibilidade dentinária são freqüentemente propostas por se acreditar que a vedação da superfície dentinária diminui a movimentação de fluidos no interior dos canalículos e, conseqüentemente, a dor1. Dentre as substâncias indicadas para este tipo de tratamento encontram-se aquelas à base de oxalato, de glutaraldeído e fluoretos17.

O principal problema na terapia da hipersensibilidade dentinária é a manutenção destas substâncias por um maior tempo sobre a superfície dentinária, pois a recidiva da dor é precoce. Autores como SCHÜPBACK et al.20, preconizam que para aumentar a permanência destas substâncias sobre a dentina deve-se realizar, um condicionamento ácido prévio da mesma, sob a justificativa de que esta manobra proporcionaria um íntimo contato da superfície dentinária e as diferentes substâncias.

Na presente pesquisa, foram observadas, através de microscopia eletrônica de varredura, em discos de dentina2,10,11,23, as possíveis alterações morfológicas da superfície dentinária quando da utilização de substâncias dessensibilizantes, aplicadas após condicionamento ácido da dentina.

 

MATERIAL E MÉTODO

Foram utilizados 06 discos de dentina obtidos do terço médio da coroa de molares humanos hígidos extraídos.

O esfregaço padronizado foi preparado sobre os espécimes utilizando-se por 1 minuto lixa de água 400 seguida por lixa de água 60014.

Para compor o grupo controle, um espécime não sofreu nenhum tipo de tratamento, mantendo-se a camada de esfregaço, e outro disco foi tratado com ácido fosfórico 35% por 20 segundos e em seguida lavado durante 20 segundos também, para remoção total do esfregaço, a fim de expor a abertura dos túbulos dentinários.

O grupo experimental constou de quatro discos de dentina condicionados com ácido fosfórico a 35% por 20 segundos, lavados pelo mesmo tempo, sobre os quais foram aplicadas diferentes substâncias.

Em um espécime aplicou-se glutaraldeído (glutaraldeído 5% e 35% de hidroxi-etil-metacrilato – HEMA) por 30 segundos com pincel e secos. A marca comercial utilizada foi Gluma “desensitizer” (Bayer).

Em dois discos, foi aplicado fluoreto de sódio 2,26% em veículo a base de solução alcóolica de resina naturais (Duraphat), sendo que somente um foi lavado.

No espécime restante, foi aplicado ativamente oxalato monopotássio e monoidrogenado - solução a 3% de oxalato de potássio monoidratado, pH 4, com apresentação comercial em forma de gel (Oxagel), por 3 minutos com um pincel, sendo o excesso removido com algodão, permanecendo apenas uma fina película do produto.

Os corpos-de-prova foram submetidos ao procedimento de secagem em estufa a 37ºC por 12 horas, montados em “stubs”, metalizados com íons de ouro em um aparelho Balzers SCD-040, e analisados em um microscópio eletrônico de varredura Cambridge Stereoscan 240, do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

 

RESULTADOS

No corpo-de-prova que não recebeu nenhum tipo de tratamento, o esfregaço foi realizado e mantido em posição, observando-se uma camada homogênea, regular, obliterando a abertura dos túbulos dentinários. A manutenção do esfregaço sobre a dentina causa diminuição da sua permeabilidade, com conseqüente dificuldade de acesso à dentina subjacente (Figura 1a).

 

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O tratamento com ácido fosfórico nos discos de dentina expõe a abertura dos túbulos dentinários, com a remoção da camada de esfregaço. Observa-se que esta superfície está limpa e reativa, com sua permeabilidade aumentada, favorecendo a penetração das substâncias utilizadas, bem como a ação de estímulos externos que podem atingir o complexo dentina-polpa (Figura 1b).

Nos espécimes tratados com glutaraldeído nota-se os túbulos dentinários expostos, como conseqüência do condicionamento ácido; porém a superfície dentinária não se encontra com uniformidade de limpeza (Figura 1c).

Quanto à aplicação da substância à base de fluoreto de sódio, nota-se que, sem a lavagem da superfície ocorre a obliteração total da abertura dos túbulos dentinários (Figura 1d). Quando este tipo de tratamento é seguido de lavagem, nota-se uma obliteração parcial de túbulos dentinários e uma camada irregular, sugerindo fragilidade intrínseca da camada obliteradora formada (Figura 1e).

A superfície de dentina condicionada com ácido fosfórico e tratada com oxalato monopotássio e monoidrogenado apresenta-se com obliteração em diferentes níveis de alguns túbulos dentinários (Figuras 1f e 1g).

 

DISCUSSÃO

A hipersensibilidade dentinária é considerada uma patologia de difícil solução clínica e de alto nível de desconforto aos pacientes, por isso muitos tipos de tratamento tem sido sugeridos. Dentre os mecanismos propostos tem-se: terapias hiperestésicas, agentes de ação antiinflamatória, agentes com efeito oclusivo sobre o canalículo dentinário, precipitação de proteínas, deposição de partículas, aplicação de película impermeabilizadora, procedimentos restauradores, aplicação de laser, e despolarização das terminações nervosas17.

Independente do tipo de tratamento escolhido dentre os já citados, imediatamente à realização do procedimento a sensibilidade diminui ou até totalmente desaparece, porém com o passar do tempo, retorna. O grande desafio é a efetividade a longo prazo das terapias realizadas.

A necessidade de vedamento da dentina para diminuição da sensibilidade, baseia-se na teoria de Brännström, que preconiza que a movimentação dos fluidos no interior dos túbulos dentinários é a responsável pela dor5.

Sabe-se que a dentina tratada com estes materiais mantém a camada de esfregaço em posição, que por si só, já funciona como uma entidade protetora natural do complexo dentino-pulpar, diminuindo a permeabilidade dentinária, dificultando o acesso de estímulos externos à polpa. A espessura desta camada pode variar entre 5 a 50 mm, com baixa resistência coesiva15. Um tratamento que torne mais espessa e resistente a esfregaço sugere um resultado promissor.

Substâncias a base de glutaraldeído, oxalato e fluoretos tem sido preconizadas para o tratamento da hipersensibilidade dentinária, sendo consideradas substâncias que fazem terapia oclusiva dos túbulos dentinários.

Neste contexto, tem sido proposto que a aplicação de substâncias seja feita após condicionamento ácido da dentina20 que vai expor a abertura dos túbulos dentinários, aumentando a permeabilidade da dentina, possibilitando que as substâncias utilizadas no tratamento penetrem na dentina em profundidade de forma a criar uma camada impermeável. Esta camada criada pela substância impermeabilizante, deve, preferencialmente, se manter o maior tempo possível sobre a superfície dentinária, para que haja efetividade a longo prazo do tratamento.

Nós observamos, por meio de microscopia eletrônica de varredura, as alterações morfológicas que são causadas na superfície dentinária quando da utilização de substâncias dessensibilizantes, aplicadas após condicionamento ácido da dentina.

É interessante notar que se fala muito em obliterar túbulos5,12,13, para diminuir sensibilidade, pois por conseqüência diminuiriam também a permeabilidade, mas nem todos os agentes oclusivos de túbulos dentinários reduzem a permeabilidade dentinária, como concluem LING et al.9. Outros autores, como TAL et al.22 afirmam, ainda, que algumas substâncias não necessariamente bloqueiam a abertura dos túbulos, nos discos de dentina, mas que são parcialmente efetivos clinicamente, pois reagem quimicamente com os íons cálcio e fosfato dos cristais de CaF2. Estes cristais formam-se especialmente na embocadura dos túbulos dentinários, cujo conteúdo líquido é rico em íons cálcio e fosfato. Salientam que o CaF2 é um composto bastante instável e se desassocia rapidamente após a aplicação, fazendo com que o efeito anti-hiperestésico dos fluoretos seja, via de regra de curta duração.

PEREIRA et al.16 observaram que o tratamento com substâncias à base de glutaraldeído e de oxalato, mantém o esfregaço em posição, tornando-a irregular com deposição de partículas irregulares, sugerindo tratar-se de uma terapia oclusiva dos túbulos dentinários.

A ação do oxalato na superfície da dentina e também no interior dos túbulos é controvertida. Alguns autores como PASHLEY; GAOOLWAY12 e PASHLEY et al.13 acreditam que o oxalato é capaz de reagir com o cálcio da dentina formando cristais insolúveis favorecendo a diminuição da permeabilidade dentinária, sendo considerada uma terapia oclusiva.

SCHÜPBACH et al.20 concluíram em seu estudo experimental que a aplicação tópica do glutaraldeído proporciona formação de uma barreira periférica intrínseca nos túbulos dentinários, com precipitação das proteínas do fluido dentinário através do glutaraldeído, que possui sua ação facilitada pelo HEMA, e que constitui-se em uma substância bem conhecida de alta solubilidade em água.

Os nossos resultados mostram que as substâncias a base de oxalato e glutaraldeído testadas sobre superfície de dentina previamente condicionada por ácido, formam uma camada irregular, não uniforme, havendo a exposição de túbulos dentinários.

No que concerne à terapia oclusiva o procedimento de condicionamento ácido prévio impossibilita a criação de uma camada mais espessa que oblitere a abertura dos túbulos.

Quando a substância utilizada foi a base de fluoreto formou-se uma camada sobre a dentina, porém esta é de fácil remoção mecânica, com apenas um jato de água remove-se parcialmente esta camada. Portanto, acredita-se que após escovação dental, com a finalidade de higienização, esta camada seja totalmente removida. Resta a dúvida, se sucessivas aplicações de substâncias à base de fluoreto, teriam ação química sobre os íons cálcio da estrutura dental, diminuindo a sensibilidade dentinária.

Os resultados morfológicos observados necessitam  de  confirmações  da  efetividade,  longevidade e ausência de recidiva dolorosa clínicas quando da utilização destas substâncias no tratamento da hipersensibilidade dentinária.

 

CONCLUSÕES

De acordo com a metodologia empregada, conclui-se que, o condicionamento ácido da dentina expõe a abertura dos túbulos dentinários e o tratamento com substâncias à base de glutaraldeído e de oxalato não são capazes de formar uma película uniforme, impermeabilizante sobre a dentina. O uso de fluoretos forma uma camada sobre a dentina, sendo esta facilmente removida, provavelmente não produzindo efeito a longo prazo nestes tipos de tratamento.

 

 


ODA, M.; MATOS, A. B.; LIBERTI, E. A. Morphology of dentin treated with desensitizing substances: scanning electron microscopy study. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 13, n. 4, p. 337-342, out./dez. 1999.

The constant recurrence of indicated treatments for dentine hypersensitivity has motivated many studies on the subject, in the search for good long-term clinical results. The aim of this in vitro study was to evaluate, by SEM, the formation of an impermeable film when desensitizing substances are applied after acid etching of the dentine surface. Dentine discs with a standardized smear layer were acid etched with 35% phosphoric acid and substances based on glutaraldehyde, oxalate and sodium fluoride were applied according to manufacturer’s instructions. Discs without treatment were used as the control group and only one of them was acid etched. Morphological results showed that acid etching of the dentine surface prior to the application of substances based on glutaraldehyde and oxalate are not able to form a uniform, impermeable film over dentine. On the other hand, sodium fluoride containing substances can form a layer over dentine, but it is easily removable, probably with no long-term effect.

UNITERMS: Dentin hypersensitivity; Acid etching; SEM.


 

 

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Recebido para publicação em 23/05/99
Enviado para reformulação em 20/09/99
Aceito para publicação em 03/11/99

 

 

* Professoras Doutoras do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia;
** Professor Associado do Departamento de Anatomia do Instituto de Ciências Biológicas - Universidade de São Paulo.