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Saúde em Debate

versão impressa ISSN 0103-1104versão On-line ISSN 2358-2898

Saúde debate vol.42 no.117 Rio de Janeiro abr./jun. 2018

http://dx.doi.org/10.1590/0103-1104201811714 

REVISÃO

Agrotóxicos e seus impactos na saúde humana e ambiental: uma revisão sistemática

Agrochemicals and their impacts on human and environmental health: a systematic review

Carla Vanessa Alves Lopes1 

Guilherme Souza Cavalcanti de Albuquerque2 

1Universidade Federal do Paraná (UFPR), Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva, Observatório do Uso de Agrotóxicos e Consequências para a Saúde Humana e Ambiental no Paraná - Curitiba (PR), Brasil. carla.valopes.ufpr@gmail.com

2Universidade Federal do Paraná (UFPR), Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva, Observatório do Uso de Agrotóxicos e Consequências para a Saúde Humana e Ambiental no Paraná - Curitiba (PR), Brasil. guilherme.albuquerque.ufpr@gmail.com

RESUMO

Atualmente, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Diversos estudos comprovam os malefícios para a saúde humana e ambiental da exposição aos agrotóxicos. Realizou-se uma revisão sistemática no período de 2011 a 2017 acerca desse tema em bases de dados científicos. Foram incluídos 116 estudos que demonstraram o impacto negativo para a saúde humana e ambiental. É essencial a realização de estudos sobre os efeitos da exposição crônica e simultânea a diversos agrotóxicos, além de estudos sobre os nexos de determinação estrutural do uso dos venenos e suas consequências.

PALAVRAS-CHAVE Praguicidas; Agroquímicos; Saúde pública; Segurança alimentar e nutricional

ABSTRACT

Currently, Brazil is the largest consumer of agrochemicals in the world. Several studies have proved the harm to human and environment health due to exposure to agrochemicals. A systematic review was carried out over the period 2011 to 2017 about this theme on scientific databases. A total of 116 studies were included that demonstrated the negative impact on human and environment health. It is essential to carry out studies on the effects of chronic and simultaneous exposure to various agrochemicals, in addition to studies on the links of structural determination of the use of poisons and their consequences.

KEYWORDS Pesticides; Agrochemicals; Public health; Food and nutrition security

Introdução

A utilização em massa de agrotóxicos na agricultura se inicia na década de 1950, nos Estados Unidos, com a chamada 'Revolução Verde', que teria o intuito de modernizar a agricultura e aumentar sua produtividade. No Brasil, esse movimento chega na década de 1960 e, com a implantação do Programa Nacional de Defensivos Agrícolas (PNDA), ganha impulso na década de 1970. O programa vinculava a utilização dessas substâncias à concessão de créditos agrícolas, sendo o Estado um dos principais incentivadores dessa prática1-3.

O termo agrotóxico passou a ser adotado no Brasil a partir da Lei Federal nº 7.802, de 1989, regulamentada pelo Decreto nº 4.074, de 2002, e traz o seguinte conceito4:

Compostos de substâncias químicas destinadas ao controle, destruição ou prevenção, direta ou indiretamente, de agentes patogênicos para plantas e animais úteis e às pessoas5.

Atualmente, o Brasil ainda possui políticas públicas que fomentam o uso e o comércio de agrotóxicos mantidas pela influência da bancada ruralista no Congresso Nacional. Exemplos disso são o custo irrisório de registro de produtos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (de R$ 180,00 a R$ 1.800,00) e a isenção, na maioria dos estados, do Imposto sobre a Comercialização de Mercadorias e Serviços (ICMS)6. Segundo Jobim et al.3, essa tecnologia agrícola, porém, ao mesmo tempo que gera crescimento econômico, provoca riscos ao meio ambiente e à saúde humana.

A agricultura no Brasil avança a cada ano, e, atualmente, o País é um dos principais produtores agrícolas do mundo. Já em 2006, contava com 5,17 milhões de empresas agropecuárias4.

Na última década, o Brasil expandiu em 190% o mercado de agrotóxicos, o que colocou o País em primeiro lugar no ranking mundial de consumo desde 2008. Dez empresas controlam mais de 70% desse mercado no País. Somente na safra de 2010 e 2011, foram consumidas 936 mil toneladas de agrotóxicos7.

O uso abusivo dessas substâncias está presente, inclusive, em terras indígenas, como é o caso da região onde habita o povo de etnia Xukuru do Ororubá, em Pernambuco, região onde os agrotóxicos foram introduzidos após o processo de industrialização8.

Se o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, a região Sul é responsável por, aproximadamente, 30% desse consumo9. O Paraná se destaca no uso de agrotóxicos entre os estados brasileiros, com uso de 12 quilos por hectare/ano, diante de uma média brasileira de 4 quilos/hectare/ano10.

O Brasil possui, desde a década de 1970, legislações que regulamentam o registro, a produção, o uso e o comércio dessas substâncias em seu território. Além da relativa frouxidão, que marca tais processos, exemplificada pela liberação de produtos proibidos em diversas regiões do planeta, a grande fragilidade está na fiscalização e nas medidas adotadas para que tais legislações sejam cumpridas. Diante de tal cenário, propôs-se o presente estudo, no sentido de conhecer os rumos da investigação científica acerca do uso de agrotóxicos e sua relação com a saúde.

Metodologia

Neste trabalho, realizou-se um levantamento nas bases de dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e da Web of Science e Scientific Electronic Library (SciELO) das produções científicas publicadas a partir de estudos realizados no Brasil nos últimos 7 (sete) anos sobre o tema 'agrotóxicos', para o qual se utilizou uma metodologia descritivo-analítico-reflexiva11.

Adotou-se para nortear a revisão bibliográfica a questão 'qual foi o rumo das produções científicas no Brasil nos últimos 7 (sete) anos sobre os impactos dos agrotóxicos no meio ambiente e na saúde humana?'.

A definição de estratégia de busca considerou as seguintes expressões: 'Brasil', associado aos grupos 'agrotóxicos', 'inseticidas', 'praguicidas', 'resíduos de praguicidas', 'agroquímicos', 'carcinógenos', 'carcinógenos ambientais', 'poluentes ambientais', 'poluentes do solo', 'mutagênicos', 'inseticidas organoclorados'. Associaram-se esses termos aos descritores 'medição de risco', 'saúde do trabalhador', 'saúde da população rural', 'doenças dos trabalhadores agrícolas', 'efeitos adversos', 'política ambiental', 'agricultura sustentável', 'saúde pública', 'políticas públicas de saúde', 'políticas públicas' e 'segurança alimentar'. Todos os termos foram utilizados nos idiomas português e inglês.

Os critérios de inclusão de estudos foram: (1) que abordavam o tema 'agrotóxicos'; (2) estudos realizados no Brasil no período de 2011 a 2017; (3) formato de artigo científico; (4) artigos nos idiomas português e inglês; e (5) por último, os artigos que se enquadraram nos critérios anteriores, mas que abordavam, especificamente, os impactos dos agrotóxicos na saúde humana e ambiental. Foram excluídas as publicações que: (1) abordavam outro tema que não o de interesse deste trabalho; (2) estudos publicados anteriormente a 2011; (3) estudos no formato de teses, dissertações, vídeos ou livros; e (4) estudos repetidos.

Após a leitura de todos os 116 resumos incluídos nesta pesquisa, esses foram classificados em 2 (duas) categorias distintas: (1) Impactos ambientais do uso de agrotóxicos e (2) Agrotóxicos e impactos na saúde humana.

Resultados

No total, encontraram-se nas bases de dados mencionadas 615 publicações, entre artigos, teses e dissertações publicados no período de 2011 a 2017. Esses, por sua vez, foram incluídos no software gerenciador de bibliografias EndNote®. As duplicatas encontradas foram retiradas, tanto na verificação pelo software quanto na verificação manual. Após leitura dos resumos de todas as publicações restantes, incluíram-se 184 artigos, atendendo aos critérios de inclusão de 1 a 4, citados anteriormente. Restaram 184 artigos, que foram lidos na sua íntegra, e classificados aqueles que atenderam ao critério de inclusão 5. Conforme as categorias, aqueles que não receberam classificação nas categorias 1 e 2 foram excluídos por não atenderem à questão norteadora da pesquisa, obtendo-se os resultados aqui apresentados. A tabela 1 e a figura 1 ilustram a busca nas bases.

Tabela 1 Resultados das buscas nas bases de dados conforme temática estabelecida 

Base de Dados Publicações encontradas Resumos lidos Trabalhos inicialmente incluídos Incluídos
Capes 0 0 0 0
BVS 391 302 96 67
Web of Science 132 83 44 26
ScieELO 92 57 44 23
Total 615 442 184 116
Trabalhos duplicados - Verificação pelo EndNote 95
Trabalhos duplicados - Verificação manual 76

Fonte: Elaboração própria.

Fonte: Elaboração própria.

Figura 1 Fluxograma da busca de dados realizada 

A tabela 1 ilustra que, na base de dados do Portal Capes, não foram encontradas publicações, pois não se enquadravam nos critérios de busca aqui utilizados.

Os artigos foram provenientes de 87 revistas nacionais e internacionais. Todos foram classificados conforme o sistema brasileiro de avaliação de periódicos Qualis-Periódicos, conforme ilustra a tabela 2.

Tabela 2 Classificação dos periódicos segundo o sistema brasileiro de avaliação de periódicos Qualis 

Classificação Qualis
A1 A2 A3 B1 B2 B3 B4 Sem classificação*
Número de artigos 26 20 1 18 21 3 4 23

*Artigos sem classificação na área de saúde coletiva.

Com relação às categorias dos 116 artigos incluídos nesta pesquisa, 61 enquadraram-se na categoria (1) Impactos ambientais do uso de agrotóxicos, e 55 publicações estavam na categoria (2) Agrotóxicos e impactos na saúde humana.

Impactos ambientais do uso de agrotóxicos

As publicações produzidas no período de 2011 a 2017 sobre o impacto dos agrotóxicos no meio ambiente, encontradas no presente estudo, evidenciam o prejuízo causado sobre os insetos, a água, o solo e os peixes pelo uso dessas substâncias, muitas vezes, por alterarem seu habitat natural12.

Um estudo identificou a presença de Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT) em solo13, e outros abordaram que a rápida dissipação dos agrotóxicos nos solos e nas águas e o seu poder de escoamento também devem ser levados em consideração para a discussão do impacto desses venenos sobre o meio ambiente, podendo contaminar águas de rios e mares14-16. Outras substâncias, como o benalaxil, podem se dissipar com a ajuda da degradação da própria microbiota aquática17. O número e o tamanho de estômatos em plantas podem ser influenciados pela presença de agrotóxicos na área de plantio18.

Agrotóxicos podem contaminar reservatórios de água19, rios20,21, recursos hídricos22 e bacias fluviais, podendo interferir nos organismos vivos aquáticos23. Algumas substâncias já proibidas há décadas no País, como é o caso do Hexaclorociclohexano (HCH), ainda estão sendo detectadas em amostras de águas, poços e mananciais24. Lagos urbanos, como um localizado na cidade de Cascavel, no Paraná, com intensa atividade agrícola, apresentaram contaminação recente por organofosforados25. Situação semelhante foi encontrada em Fortaleza, onde foram detectadas as substâncias cipermetrina e malationa em dois rios da região metropolitana26. Até mesmo na água da chuva, em regiões de produção de soja, foi detectada a presença de diferentes agrotóxicos27. Albuquerque, Ribeiro e Kummrow28, em sua revisão de literatura, identificaram que os herbicidas foram os agrotóxicos mais encontrados em águas doces brasileiras.

Estudo de Castro et al.29 demonstra que a contaminação das águas pode afetar a flora aquática. Um estudo realizado por Sanches et al.30, no estado de São Paulo, constatou que os peixes também podem ser intoxicados pela exposição em águas contaminadas por agrotóxicos, principalmente se elas contiverem mais de uma substância simultaneamente. Campos-Garcia et al.31 também identificaram que a exposição ao carbofurano associou-se à hiperplasia de células epiteliais, a aneurismas e alterações capilares em peixes. Outro estudo, realizado por Pessoa et al.32, também demonstrou que atividades das larvas de tilápia, como a velocidade de natação, podem ser comprometidas pela exposição ao carbofurano. Através da contaminação da água, também por pesticidas, como o diuron e carbofurano, protozoários podem ter seu crescimento e sua replicação prejudicados33, e girinos apresentaram alterações bioquímicas com a exposição a algumas substâncias34. Em peixes destinados ao consumo humano, coletados em algumas cidades brasileiras, também foram detectadas acumulações do agrotóxico DDT35,36. Estudos também encontraram agrotóxicos organoclorados em espécies de peixe na região Nordeste do Brasil37,38. Anfíbios de áreas contaminadas por agrotóxicos tendem a ter mais danos no Ácido Desoxirribonucleico (DNA) quando comparados aos mesmos organismos de áreas preservadas39. A exposição de microartrópodes aos organoclorados (com a influência da temperatura externa no local em que a exposição ocorre) também pode ser tóxica para essa espécie40. Chelinho et al.41 também demonstraram em seu estudo as mudanças ocorridas em comunidades de microartrópodes a partir da exposição aos agrotóxicos. Os compostos abamectina e clorfenapir42 e carbofurano12 também causaram danos a outras espécies de artrópodes, além de o número total de nematoides no solo ser significativamente reduzido na presença do carbofurano43. A lambda-cialotrina pode estar associada à toxicidade crônica em minhocas44.

Alguns agrotóxicos muito utilizados na agricultura brasileira, como a cipermetrina, a lambda-cialotrina e o tiametoxam, podem ser prejudiciais ao desenvolvimento de insetos, como o Telenomus podisi45, e áreas com uso de alguns inseticidas podem alterar a biodiversidade local de insetos46. Carbaril, fenitrotiona e metidationa também podem ser prejudiciais aos ovos do inseto Chrysopidae externa47.

Com relação ao Aedes aegypti, alguns inseticidas podem atuar de forma neurotóxica para o mosquito transmissor da dengue48, e alguns podem não causar a resistência no inseto49. Em contrapartida, Bellinato et al.50 demonstraram em seu estudo que o uso dos inseticidas temefós e deltametrina foi associado à resistência nesses insetos, resultado próximo do encontrado por Maciel-de-freitas et al.51 quanto à resistência dos insetos a algumas substâncias. Um outro estudo mostrou que o temefós e o diflubenzuron, utilizados no combate ao mosquito, podem ser extremamente tóxicos para alguns microcrustáceos52.

Estudos também citaram que algumas substâncias, como o spinosad e o imidacloprido, podem estar relacionadas à mortalidade de abelhas e interferindo em suas atividades de voo53. O número de espécies de abelhas também pode estar prejudicado pelo uso de inseticidas associados a culturas geneticamente modificadas54. Outras consequências podem ser: redução da taxa de sobrevivência de larvas expostas aos agrotóxicos, assimetria na forma das asas55 e mortalidade desses insetos56.

Os agrotóxicos podem, também, interferir negativamente na produção de alimentos. Bontempo et al.57 verificou que, em áreas com aplicação de tembotriona, mesmo num período de 8 meses anteriores à plantação, houve redução da produtividade de cenouras. Jardim et al.58 constataram, também, que amostras de frutas coletadas em supermercados continham resíduos de agrotóxicos, inclusive daqueles não autorizados para algumas culturas, resultados semelhantes aos obtidos por Nakano et al.59 ao detectarem que mais de 40% das laranjas coletadas na cidade de São Paulo continham agrotóxicos, alguns deles acima do Limite Máximo de Resíduos (LMR) e outros Não Autorizados (NA) para aquela cultura. Em maçãs, morangos e tomates produzidos no Sul do Brasil, também foi detectada a presença de agrotóxicos nas mesmas situações, acima do LMR e NA60.

Um estudo também demonstrou que o arroz e o feijão estavam contaminados por agrotóxicos, inclusive aqueles não permitidos para tais culturas61. Caldas, Souza e Jardim62 constataram que os alimentos prontos de um restaurante universitário também estavam contaminados por agrotóxicos. No tocante à diferença de contaminação de alimentos orgânicos e alimentos produzidos de forma convencional, Lima et al.63 verificaram que os alimentos convencionais, como era de se esperar, apresentaram maiores concentrações de nitratos e a presença de agrotóxicos organoclorados, enquanto Araujo et al.64 constataram que os alimentos orgânicos tiveram maior teor de fibras em relação aos produzidos com agrotóxicos, porém, alguns tomates supostamente 'orgânicos' também continham resíduos dos venenos.

Em vegetais processados, como o pepino em conserva, também foram identificados agrotóxicos acima do LMR e não autorizados65. Amostras de leite também foram diagnosticadas com compostos organoclorados66.

De modo geral, os estudos encontrados nesta pesquisa, na base de dados escolhida, demonstram importante interferência dos agrotóxicos no equilíbrio do ecossistema e, consequentemente, na vida animal e humana. Os impactos vão desde a alteração da composição do solo, passando pela contaminação da água e do ar, podendo interferir nos organismos vivos terrestres e aquáticos, alterando sua morfologia e função dentro do ecossistema. A alteração do ecossistema e da morfologia de muitos animais e vegetais usados na alimentação humana também pode interferir negativamente na saúde humana.

Agrotóxicos e impactos na saúde humana

Além dos impactos já demonstrados no meio ambiente, são diversos os casos de intoxicações e outros agravos à saúde humana demonstrados em estudos científicos. Um estudo realizado por Teixeira et al.6 constatou que, no período de 1999 a 2009, foram registrados quase 10 mil casos de intoxicação por agrotóxicos no Nordeste do Brasil, e que o estado de Pernambuco foi o mais acometido. Nesse estado, entre os anos de 2007 a 2010, foram identificados 549 casos de intoxicações68. São 2.052 óbitos por intoxicação por agrotóxicos no período de 2000 a 2009, e, somente no ano de 2005, foram mais de 1.200 casos de intoxicações no Nordeste brasileiro4,69.

Tofolo et al.70 e Detófano et al.71 também abordaram em seus estudos os riscos de intoxicação por agrotóxicos em trabalhadores rurais. Riscos de acidentes de trabalho relacionados ao uso de agrotóxicos também foram relatados em um estudo72. Cruz et al.73, ao estudarem o perfil dos indivíduos envolvidos em intoxicações, descobriram que a maior prevalência está no sexo masculino, em idade adulta, resultados também encontrados por Rebelo et al.74 no Distrito Federal, onde o raticida ilegal 'chumbinho' foi o mais utilizado.

Estudos com cultivadores de tabaco expostos aos agrotóxicos mostram que esses trabalhadores tiveram danos nos seus mecanismos de defesa celular e alterações nas atividades de telômeros75,76, transtornos mentais77, doença do tabaco78 e sibilância79. Além disso, os trabalhadores rurais expostos aos agrotóxicos têm maior chance de morrer por suicídio80. Alguns fumicultores relataram sintomas como dores de cabeça, náuseas e dor de estômago81, além de dor lombar82, disúria e diagnóstico médico de gastrite/epigastralgia, depressão, ansiedade, mialgia83, irritabilidade e cólicas abdominais84. Riquinho e Hennington85, ao entrevistarem agricultores do Rio Grande do Sul, também evidenciaram a doença da folha verde do tabaco, o uso de pesticidas e sua possível relação com doenças respiratórias, acidentes e intoxicações por agrotóxicos. Os mesmos autores, em 2012, também demonstraram uma relação entre a exposição aos agrotóxicos e os distúrbios respiratórios, as lesões musculares e doenças mentais86. Um estudo, porém, não encontrou associação positiva entre a exposição aos pesticidas e a doença do tabaco87.

Um estudo realizado com agentes comunitários de saúde, em Goiás, demonstrou, também, que o grupo exposto apresentou maiores danos ao DNA quando comparado ao grupo controle88. Um estudo realizado com agentes de controle da malária da região da Amazônia identificou que esses trabalhadores possuíam níveis sanguíneos de DDT bem superiores aos da população em geral89. Agentes de endemias, que estão diariamente expostos aos agrotóxicos, apresentaram maiores chances de tremores90.

Sabe-se, também, que a exposição aos agrotóxicos pode causar alterações celulares91,92 e, consequentemente, pode estar associada a alguns tipos de câncer, como neoplasia no cérebro93, linfoma não-Hodgkin94,95, melanoma cutâneo96-98, câncer no sistema digestivo, sistemas genitais masculino e feminino, sistema urinário, sistema respiratório, câncer de mama99 e câncer de esôfago100. Boccolini et al.101 estudaram a relação entre a exposição aos agrotóxicos e a mortalidade por Linfoma Não-Hodgkin (NHL) e encontraram relações positivas entre a mortalidade por NHL de agricultores quando comparados ao grupo não exposto.

Rigotto et al.102 também encontraram maior tendência anual para as internações e óbitos por neoplasia e óbitos fetais em populações agrícolas com uso intensivo de agrotóxicos quando comparadas à população da agricultura familiar tradicional.

Godoy et al.103 analisaram a relação de diferentes tipos de genótipos e sua relação com a maior probabilidade da ocorrência de intoxicações naquelas pessoas expostas aos agrotóxicos, mas não encontraram diferenças significativas entre os grupos.

Estudo também mostrou que os organoclorados podem exercer efeitos adversos no tecido hematopoiético e no fígado em populações cronicamente expostas a níveis elevados desses compostos104. Essas substâncias também foram relacionadas a alterações hormonais e nos níveis de hormônios tireoidianos105. Um estudo realizado com doadores de sangue, na cidade de São Paulo, detectou resíduos de organoclorados no sangue dos doadores106.

Pesquisas mostram, também, que a exposição a alguns agrotóxicos pode gerar alterações nos sistemas reprodutores masculinos e femininos, como a relação entre organoclorados e efeitos antiandrogênicos nos homens e efeito estrogênico nas mulheres107.

Além de todos esses efeitos já apresentados, os agrotóxicos podem, também, estar relacionados a alterações no binômio mãe-feto, como malformações congênitas108-111, nascimentos prematuros, índices de apgar insatisfatórios9,112 e micropênis em recém-nascidos113.

A perda auditiva também pode ser um efeito causado pela exposição aos agrotóxicos em trabalhadores rurais114,115. Esses resultados vão ao encontro dos achados da revisão sistemática realizada por Kós et al.116, segundo a qual todos os 16 estudos encontrados mostraram que a exposição aos agrotóxicos induz a danos nas vias auditivas.

Alguns estudos nos quais se entrevistaram populações residentes em áreas de uso intensivo de agrotóxicos também mostraram que os moradores referiram doenças e sintomas como diabetes, doença de Alzheimer, boca seca, visão alterada, dor nas pernas117, doenças neurológicas, síndromes dolorosas e doenças orais2.

Mesmo diante de tamanha exposição a doenças relacionadas aos agrotóxicos, estudos revelam que muitos agricultores não possuem a percepção desse risco118 e que ainda existe uma escassez de práticas chamadas de segurança e saúde no trabalho119. Muitas vezes, os trabalhadores armazenam tais venenos em casa, queimando ou enterrando embalagens vazias de agrotóxicos120. Nesse contexto, Siqueira et al.121 relatam a importância de elaboração de estudos que abordem a qualidade de vida de trabalhadores rurais.

Considerações finais

A literatura consultada traz importantes contribuições da produção científica sobre os impactos deletérios do uso de agrotóxicos sobre o ambiente e a saúde humana e acerca do precário monitoramento da exposição aos agrotóxicos, visando ao cuidado com a saúde.

Percebe-se importante lacuna no que diz respeito ao desvelamento dos nexos dos processos atinentes aos níveis singular, particular e estrutural da realidade, na determinação da saúde e de doenças ligadas ao uso dos agrotóxicos. Analisar apenas os processos singulares e particulares de determinação da saúde é insuficiente para a ação efetiva de prevenção dos agravos e para a promoção da saúde.

Além disso, a maioria dos artigos publicados nos últimos sete anos no Brasil, acerca do tema 'agrotóxicos', está voltada para os efeitos agudos da exposição a essas substâncias e ao tipo de exposição ocupacional.

Pesquisas acerca da ingestão de alimentos contaminados e sua exposição em longo prazo não foram encontradas. É necessário que estudos abordando a temática da exposição crônica laboral ou alimentar sejam realizados a fim de garantir uma proteção adequada aos agravos potencialmente advindos do uso de tais venenos.

Suporte financeiro: não houve

Referências

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Recebido: 15 de Agosto de 2017; Aceito: 20 de Fevereiro de 2018

Conflito de interesses: inexistente

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