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Tempo Social

Print version ISSN 0103-2070

Tempo soc. vol.8 no.2 São Paulo July/Dec. 1996

http://dx.doi.org/10.1590/ts.v8i2.86429 

ARTIGOS

Trabalho e valor

Work and value

YVES SCHWARTZ1 

1Professor de Filosofia da Universidade de Provence

RESUMO

As mudanças atuais no "mundo do trabalho" presentes também para além do espaço fabril colocam interrogações. O valor mercantil do trabalho é o ponto de partida mas não o único para o entendimento de questões como "centralidade" ou não do trabalho, redução ou partilha do "trabalho" e incertezas para a vida dos sujeitos trazidas por estas mudanças. Afinal, o que é o trabalho? Em que se constitui o valor? É considerando o trabalho como uma realidade complexa que se poderá melhor compreender os "dramáticos uso de si" nas diversas situações sociais de trabalho que também são universos de valores, bem como apreender a existência de circulações e barreiras entre o trabalho mercantil e outras formas de atividades. Isto permitirá que o político seja tido como ação e não submissão visto não haver forma canônica que representaria a excelência, as virtudes mesmas "do trabalho".

Palavras-Chave: trabalho; valores mercantis; valores não-mercantis; modernidade; "usos dramáticos de si"; barreiras; circulações; político

ABSTRACT

Actual changes in the "world of work", which are also present beyond the factory's space, put some questions. The market value of work is one starting point but not the only one for the comprehension of issues as "centrality" or not of work, "work"-reduction or -share and uncertainties for the subjects' lives brought about by these changes. After all what is work? What is value constituted of? Taking into consideration the idea of work as a complicate reality, it will be possible to better comprehend the "dramatic uses of self" in the different social working situations which are also a universe of values, and to realize the existence of circulations and of barriers between market work and other forms of activity. This will make the political appear as an action and not as a submission, as there is not any canonical form which would represent the excellence, even the virtues of "work".

Key words: work; market values; not-market values; modernity; "dramatic uses of self"; barriers; circulations; political

Texto completo disponível em PDF.

A ser publicado na coletânia Crise du travail, la société salarié en question. Gentilmente cedido pela Éditions La Dispute.

1Nestas duas maneiras problemáticas de associar a angústia existencial e a invenção do trabalho, a primeira pode, com efeito, fazer-nos refletir, na medida em que apóia-se sobre testemunhos materiais que exigem interpretação. (A aparente anterioridade da "revolução dos símbolos" sobre as primeiras produções agrícolas).

2Desenvolvemos este ponto em Philosophie, ergonomie e exterritorialité (Schwartz, 1996).

3Le travail en perspectives, Université de Nantes, responsable: Professeur Alain Supiot (12-13/04/96).

4Yves Rousseau, comunicação no Colóquio Le travail en perspectives.

5E isto talvez possa ser considerado como uma aquisição social fundamental, um vivo setor de confrontação entre valores de mercado e os outros valores.

6Sobre este ponto, será proveitoso consultar a tese de J. L. Bertocchi (1966).

7Para uma abordagem sem nuances – mas não sem princípiosdestes usos das formas "atípicas" do emprego, poder-se-á consultar Michel Neumayer (1994).

8Tive a ocasião de desenvolver este ponto em De l'inconfort intelectuel, ou comment penser les activités humaines? (Schwartz, 1995b).

9Ver nossa contribuição no nº Hors Série de Futurs, Mars, 1996, consagrado a este movimento social.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Received: August 1996

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