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"Pays de malheur!". Un jeune de cité écrit à un sociologue

RESENHAS

Samuel Holder

Membro do comitê de redação da revista francesa Carré Rouge

Stéphane Beaud e Younes Amrani, "Pays de malheur!". Un jeune de cité écrit à un sociologue. Paris, La Découverte, 2005, 255 pp.

Este livro é admirável e, esperamos, explosivo. Sua leitura é apaixonante. Ele provocará profundas reflexões sobre a vida dos jovens da periferia de origem magrebina hoje na França, esse "país maldito", como nomeia um desses jovens. O livro não aborda somente a vida dos jovens da periferia de pais imigrados, longe disso. Ele é um mergulho na espessura da sociedade francesa e em sua evolução no curso dos últimos vinte anos. Suas instituições, suas clivagens sociais, sua vida política, seu racismo e suas hipocrisias, tudo isso passa pelo crivo da reflexão de Younes Amrani por meio de sua correspondência com o sociólogo Stéphane Beaud.

Um livro explosivo

Sua forma já é totalmente inédita, pois se trata de uma troca de mensagens eletrônicas entre Younes Amrani, de 28 anos, que trabalha na condição de emploi-jeune1 1 . Trata-se de um tipo de contrato de trabalho criado pelo governo francês com o objetivo de aumentar os postos de trabalho entre os jovens, especificamente aqueles que não possuem diploma. Na maioria das vezes é um trabalho mal remunerado e precário (N. T.). em uma biblioteca municipal da periferia de Lyon, e Stéphane Beaud, professor da Universidade de Nantes. Lembremos que Beaud publicou, em colaboração com Michel Pialoux, duas obras fundamentais sobre as transformações que afetaram a classe operária industrial francesa nos últimos trinta anos: Retour sur la condition ouvrière e Violences urbaines, violence sociale2 2 . Violences urbaines, violance sociale: genèse des nouvelles classes dangereuses acaba de ser reeditado na coleção de bolso Hachette Littérature. Ler a análise desta obra feita por Yves Bonin no n. 30 do Carré Rouge (setembro de 2004). Retour sur la condition ouvrière acaba de ser reeditado pela 10/18 e foi analisado por François Chesnais no n. 13 do Carré Rouge (fevereiro de 2000). . Ele também publicou em 2002 um livro intitulado 80% au bac... et après? Les enfants de la democracie scolaire3 3 . 80% au bac et après? foi reeditado em outubro 2003 na coleção La Découverte de bolso, com um posfácio de Stéphane Beaud. .

A leitura deste último livro foi um choque para o "jovem da periferia", de pais marroquinos, que não teve êxito na faculdade. No dia 11 de dezembro, ele enviou ao sociólogo uma mensagem eletrônica que começa assim:

"Caro senhor

Permito-me escrever-lhe para lhe agradecer. Eu acabei de ler sua pesquisa 80% au bac. É um livro que me deixou emocionado (eu tive por vezes lágrimas nos olhos) e, ao mesmo tempo, me colocou em estado de cólera (contra mim mesmo). É inacreditável a que ponto as vidas que o senhor descreveu se parecem com a minha."

A resposta de Beaud e toda a correspondência que prosseguirá até o ano de 2003 constituem o essencial deste livro.

Quando Amrani atira-se sobre o teclado de seu computador nos momentos de folga do trabalho, escreve sem máscaras sobre os reais problemas sociais. Muito rapidamente, previne quanto à sua "tendência a ser sempre muito crítico". As observações sobre sua vida, seu passado ou a atualidade política são geralmente de uma lucidez fulgurante, para não dizer chocante. Elas não excluem, de maneira alguma, uma abordagem nuançada, que é estimulada pela retomada e pelo aprofundamento de certos temas à medida que as mensagens são enviadas, constantemente pontuadas por réplicas e por sugestões do sociólogo. Evocaremos aqui alguns desses temas.

Seria inútil perguntar se Younes está certo em relação a todas as questões que aborda: ele tem suas razões, que devem ser compreendidas, pois são fruto de uma experiência de vida difícil e ao mesmo tempo de uma reflexão incessante, ao que é preciso agregar múltiplas leituras sociológicas e históricas. Bem cedo, Beaud lhe escreveu que a cultura "é uma arma perigosa que amedronta os dominantes". A aventura dessa correspondência testemunha e participa dessa ambição.

Percurso do combatente na escola, no exército e no bairro

Younes teve um percurso escolar sem grandes dificuldades até o primário4 4 . O sistema de ensino francês estrutura-se da seguinte forma: escola primária, colégio e liceu (que equivaleriam aos nossos primário, ginásio e colegial, respectivamente). Ao final do liceu realiza-se um exame com o qual se obtém o baccalauréat ( bac). Logo em seguida vem a faculdade, na qual, ao final de dois anos, se pode obter, realizando-se um exame, o DEUG (Diploma de Estudos Gerais Universitários). Ao concluir o terceiro ano pode-se obter a Licence e, ao final do quarto ano, a Maitrise (N. T.). . A escola primária corresponde aos dias felizes. No colégio, "estávamos um pouco 'entre nós' " (entre os árabes). No liceu, as coisas se complicam: "Tomamos consciência de que a concorrência é forte e que nós não temos as mesmas capacidades" (com relação aos franceses). Uma má orientação e o fracasso no bac5 5 . O diploma de baccalauréat ( bac) é um diploma do sistema educativo francês que tem a dupla particularidade de sancionar o fim dos estudos secundários e de abrir caminho ao ensino universitário, do qual ele é o primeiro estágio. Informações colhidas no site www.education.gouv.fr (N. T.). vão subverter esse quadro. O período de serviço militar agrava o insucesso escolar: "No exército tomei a direção errada". Racismo, álcool, droga, desmoralização. Ele observa, sentado em um banco de seu bairro, a vida das outras pessoas passar. O haxixe, "isso estraga as relações entre os camaradas: por um baseado a gente vira rapina [...] isso desmotiva".

A prática religiosa permite a alguns se apaziguarem e se desvencilharem da droga. Younes passou por isso. Ele continua religioso, mas pensa que, se o Islã às vezes representa um comportamento útil para o indivíduo, não oferece nenhuma solução coletiva. Logo depois Younes consegue obter seu bac em uma candidatura individual6 6 . A candidatura individual é realizada quando não se está cursando o liceu regularmente. Pode-se cursá-lo à distância, com material ou como autodidata, e inscrever-se para os exames finais de baccalauréat (N. T.). . Porém, não é aprovado em história no segundo ano de DEUG7 7 . Ver nota 4. . Forma-se, por conta disso, uma ferida moral dolorosa, acompanhada de um forte sentimento de culpa por não ter sido capaz de ter "agarrado sua chance". Quando seus pais são desprezados e quando ele mesmo se defronta com muitas dificuldades ligadas ao estigma de ser jovem "imigrado", de periferia, tudo isso mina profundamente sua energia para "sair dessa situação".

Younes entende bem a complexidade do papel da religião e das diversas formas de proselitismo religioso. Diz ele: "No mais, nesse meio do Islã engajado nos deparamos com muitas pessoas saídas das classes médias de países do Magreb, com estudantes de doutorado que têm posições políticas conservadoras, muitos votam na direita" (p. 50). Ele está, ademais, enojado com esses "muçulmanos de fachada" que prestam reverência diante de Sarkozy.

A vida em família

Entre Younes e sua família há uma grande discórdia, cujas causas sociais emergem progressiva e dolorosamente. Seu pai foi explorado de maneira terrível como mineiro, depois como operário especializado, antes de ser jogado no desemprego, em uma pré-aposentadoria8 8 . A idade de 65 anos é fixada na França para a aposentaria. Contudo, foi criada pelo governo a préretraite, que antecipa em alguns anos a aposentadoria com relativa diminuição de benefícios. Esse programa, supostamente, abriria novos postos de trabalho para os mais jovens (N. T.). . Pode-se gostar de um pai de quem se apanhou diversas vezes, que foi gravemente humilhado como operário, agarrando-se cada vez mais às tradições magrebinas? Younes é o quinto de uma família de seis filhos e o único que optou pela nacionalidade francesa. Ele não suporta mais o que chama de "protocolos árabes", as festas religiosas e familiares, as convenções do vestuário, a cozinha "do país" e as fofocas. Diante das dificuldades, a educação tradicional revela-se incapaz de aproximar pais, irmãos e irmãs. "Um dos grandes problemas, a meu ver, nas famílias magrebinas, é jamais poder falar em profundidade dos problemas cotidianos, por causa dos tabus ou de não sei mais o quê..." Os valores tradicionais e os tabus tornam-se em seguida um entrave nas relações entre as meninas e os meninos.

Impasses: o desemprego, a prisão, a loucura, a droga

Voltando ao bairro de sua juventude, Younes experimenta sentimentos ambivalentes: de um lado, a nostalgia de uma época em que, apesar de tudo, da droga e do tédio, laços calorosos existiam entre ele e seus companheiros de infortúnio; e, de outro, o nojo de um lugar onde tudo continuou a se degradar. Uns se suicidam, outros entram em depressão, outros perdem-se na loucura ou apodrecem na prisão.

Ele constata que os mais jovens, entre os quais está seu irmão mais novo, são diferentes e já estão separados daqueles de sua geração. "Perto das 21 horas, teve um grande imbróglio com um moleque que estava bêbado (ele deve ter 22 anos), com um amigo da minha idade. Foi uma zona porque depois disso o bicho pegou, e no bairro todo mundo olhava sem dizer nada. É a rotina... Agora tem muito haxixe, álcool, pouco limite, a merda é pior que antes... Isto fervilha por todo lugar (eu falo dos moleques) e, para somar, fui revistado pela polícia... Agora, acho que vou me afastar deste bairro e isso é uma pena... Mas é insuportável demais... Os caras estão desconsolados, a molecada gasta adoidado, as meninas se acham atrizes de cinema... E todo mundo está desempregado..." (p. 175). "Eu não acredito que a molecada de hoje seja mais feliz, acho que eles não são piores que nós, é o ambiente social que se tornou pior: menos trabalho que antes, colocados a parte os trabalhos temporários, mais tempo pra pensar, e, quando eles sabem aquilo que alguns de nós vivemos, devem se dizer: 'Nós somos mais espertos que eles, então nós faremos pior'" (p. 199).

A vida política e os militantes

Younes diz: "Sempre me senti muito de esquerda, certamente graças à minha professora 'mais chegada' do colégio, que era daquelas professoras às antigas, 'linha-dura'". Ele é um apaixonado pela política, lê o Libération, L'Humanité, Le Monde Diplomatique, Pour Lire Pas Lu. Sua revolta em relação ao Partido Socialista é violenta, recorrente e claramente fundada para alguém que tenha em mente o que foram os anos Mitterrand e os anos Jospin para os habitantes das periferias, e como suas expectativas foram frustradas. "O laboratório experimental da sociedade destes vinte últimos anos (obrigado, socialistas de merda!!) fecha e joga no lixo (ou na prisão) suas cobaias, mesmo contra a vontade destas últimas. Agora, nós recomeçamos." Com a percepção radical do mundo político que ele forjou, é lógico que desde seu primeiro voto em 1995 Younes tenha optado pela Lutte Ouvrière, percebida como uma organização intransigente ("eu queria votar para os mais 'doidos'"), e, no segundo turno, vote em branco, incluindo a eleição para presidente em 20029 9 . No dia 11 de fevereiro de 2002, Younes escreveu: "Ontem eu vi Mots Croisés [programa televisivo] com o cara da LO [ Lutte Ouvrière], ele tem um ar valente (mas é preciso desconfiar das aparências), o que me faz delirar é a reação alucinante dos dois cães de guarda da social-democracia que são Henri Weber (eu não suporto esse tipo...) e o Mélenchon ( idem): francamente, o senhor deveria ter visto isso". No fundo, a reação de Younes é muito justa. Seria preciso realmente desconfiar das aparências do dirigente da LO, Roberto Barcia. Ainda que amplamente informada, a jornalista da France 2, Arlette Chabot, não lhe fez, durante a emissão, sequer uma questão suscetível de constrangê-lo e de explicitar as aparências: por que perto de 10% dos militantes da LO foram excluídos em março de 1997? . Ele tem um ponto de vista crítico sobre todos os componentes políticos ou associativos ("SOS Racismo, LCR, 'Nem Putas nem Submissas', ATTAC, as 'associações de beurs'"10 10 . Jovens magrebinos nascidos na França, de pais imigrados, segundo Le Petit Robert (N. T.). etc.). Não se sente atraído por nenhuma forma de militantismo e aspira a qualquer coisa "de real, de concreto", ultrapassando os partidos e as associações. Quando do movimento da primavera de 2003, que o deixa indiferente, para seu grande pesar, ele escreve: "Eu não tenho ainda uma cultura forte o suficiente de mobilização social, fui por muito tempo 'excluído' desse mundo, mas agora acho que vou entrar nesse meio".

Todos os seus argumentos merecem ser examinados atentamente, pois eles põem em evidência as queixas de um jovem que vive desde seu nascimento o lado mais terrível, mais humilhante e mais desencorajador da realidade social. Isso o torna hipersensível a todas as formas de complacência em relação aos poderes estabelecidos, particularmente o da mídia. Ele põe por terra todas as manifestações de demagogia ou angelismo, a inutilidade do trabalho social que esconde a real situação, e tem prazer em criticar as intervenções de conforto moral, que pacificam sua culpa. Ele não pode satisfazer-se com uma abordagem limitada ou reduzida das injustiças que proliferam no seu ambiente social. O recolhimento a uma vida familiar tranqüila lhe pareceria uma renúncia; o êxito individual longe de toda essa miséria, uma traição.

Questão de "postura"?

O livro leva-nos a questionar o papel de Stéphane Beaud, que, segundo Michel Samson no Le Monde de 3 de dezembro de 2004 ou Numa Murard na La Quinzaine Littéraire de 16 de janeiro de 2005, teria instaurado uma relação desigual com Younes Amrani. Cada um fará seu próprio julgamento, mas suas críticas me parecem sem fundamento. Um professor não é um "dominador", não teria uma "postura desagradável" porque indica livros ou propõe ao seu interlocutor temas para reflexão! Younes e Beaud não hesitam em exprimir suas discordâncias um ao outro, e o fazem naturalmente, sem complacência.

Como toda relação dual prolongada, esta é ao mesmo tempo intensa e perigosa. À medida que Younes descobre e compreende as causas e os resultados sociais de sua existência, avança em direção a uma dolorosa crise de consciência que não deixa de se manifestar. "Quanto mais eu me abro, mais as contradições me torturam o espírito. Quanto mais eu me abro, mais novos sentimentos me habitam..." (p. 127). "As lembranças me traem, meus projetos me assediam e eu não tenho mais força..." (p. 192). Mas essa situação não se volta jamais na direção de uma terapia psicológica selvagem, nem da dominação de um "mestre" sobre um "discípulo", e isso por várias razões. Younes tem uma lucidez notável sobre a transformação que o afeta e que exprime freqüentemente e ao mesmo tempo como cólera e como humor devastador ("pânico"). Em seu desarrimo, escreve: "Eu gostaria também que o senhor soubesse que eu aprecio enormemente seu apoio, mesmo se ele é limitado pela escrita e espacialmente [...] mas o senhor não é meu pai, nem meu irmão mais velho... Eu teria amado ser filho de professor, ir a um colégio de burguês, freqüentar as salas de concerto e os bares da moda, e votar nos socialistas ou nos verdes para ter a consciência tranqüila... Mas não, sou filho de escravos, cresci na merda, cercado por pessoas sem esperança, nem vontade (ou, antes, possibilidade) de ter êxito Eu terminarei com esta afirmação: "NADA é feito para nós...".

De sua parte, o pesquisador mostra espírito de responsabilidade e de delicadeza. Sem ser neutro, ele não deixa seu domínio de competência, não procura saber mais do que Younes pode ou deseja dizer, o que é uma diferença crucial em relação à prática jornalística corrente nas entrevistas. O caráter fecundo e esclarecedor da correspondência não é em nada unilateral. Mesmo se suas mensagens são bem mais curtas que as de seu interlocutor, o sociólogo descobre e aprende muito, incluindo os pontos dos quais ele pensava já saber bastante. De resto, a situação dos bairros não cessa de evoluir e de se degradar. Ele comenta assim uma mensagem de Younes: "Eu vivo demais desses 'acontecimentos' de 1990-1995, nos quais a crise não havia se tornado tão grave...".

É necessário precisar que a relação por correio eletrônico entre esse jovem e o sociólogo foi completada por telefonemas, alguns encontros pessoais e conversas gravadas. A relação de confiança entre os dois foi possível porque ambos têm uma base comum, a despeito de seus percursos e condições sociais diferentes: eles não aceitam as injustiças da sociedade, nem os discursos hipócritas sobre tais injustiças.

Testemunho para ser útil, compreender para agir

Younes Amrani julga que não é "símbolo de nada". Ele quer testemunhar para ser útil, varrer os estereótipos e os clichês sobre os bairros, sem nada esconder nem edulcorar. "É preciso que as pessoas saibam que atrás desses jovens que fazem merda, que tiram onda, que se excluem (ou que nós excluímos), há também 'corações', 'sentimentos', estados de alma..." (p. 132). "Por que tantos jovens se destroem? Por que tantas famílias são destroçadas? Por que tantas vidas são deterioradas? [ ] Fala-se de integração, de Nação, de República, cidadania... Prove-me então que tudo isso tem um sentido...". Ninguém entre aquelas e aqueles que querem trabalhar na transformação profunda, ousemos a expressão, revolucionária da sociedade, pode escapar a essa interpelação.

Younes não se satisfaz somente em progredir na compreensão de seu percurso, dos que estão próximos e de todos os jovens que ele encontrou: "Eu me coloco a questão de como integrar a 'revolta', a cólera que habita certos jovens em um movimento social... vasta questão...". Poucos são aqueles que têm hoje tentado esboçar uma resposta. Para avançar nessa via, é preciso de início apreender a amplitude e a complexidade dos estragos humanos que a França imperialista provocou nas várias gerações nos bairros populares. Este livro ajuda incontestavelmente a avançar nesse sentido.

Notas

Tradução de Henrique Amorim

Revisão técnica de Sérgio Dela-Sávia

  • 1
    . Trata-se de um tipo de contrato de trabalho criado pelo governo francês com o objetivo de aumentar os postos de trabalho entre os jovens, especificamente aqueles que não possuem diploma. Na maioria das vezes é um trabalho mal remunerado e precário (N. T.).
  • 2
    .
    Violences urbaines, violance sociale: genèse des nouvelles classes dangereuses acaba de ser reeditado na coleção de bolso Hachette Littérature. Ler a análise desta obra feita por Yves Bonin no n. 30 do Carré Rouge (setembro de 2004).
    Retour sur la condition ouvrière acaba de ser reeditado pela 10/18 e foi analisado por François Chesnais no n. 13 do Carré Rouge (fevereiro de 2000).
  • 3
    .
    80% au bac et après? foi reeditado em outubro 2003 na coleção La Découverte de bolso, com um posfácio de Stéphane Beaud.
  • 4
    . O sistema de ensino francês estrutura-se da seguinte forma: escola primária, colégio e liceu (que equivaleriam aos nossos primário, ginásio e colegial, respectivamente). Ao final do liceu realiza-se um exame com o qual se obtém o
    baccalauréat (
    bac). Logo em seguida vem a faculdade, na qual, ao final de dois anos, se pode obter, realizando-se um exame, o DEUG (Diploma de Estudos Gerais Universitários). Ao concluir o terceiro ano pode-se obter a Licence e, ao final do quarto ano, a Maitrise (N. T.).
  • 5
    . O diploma de
    baccalauréat (
    bac) é um diploma do sistema educativo francês que tem a dupla particularidade de sancionar o fim dos estudos secundários e de abrir caminho ao ensino universitário, do qual ele é o primeiro estágio. Informações colhidas no
    site
  • 6
    . A candidatura individual é realizada quando não se está cursando o liceu regularmente. Pode-se cursá-lo à distância, com material ou como autodidata, e inscrever-se para os exames finais de
    baccalauréat (N. T.).
  • 7
    . Ver nota 4.
  • 8
    . A idade de 65 anos é fixada na França para a aposentaria. Contudo, foi criada pelo governo a
    préretraite, que antecipa em alguns anos a aposentadoria com relativa diminuição de benefícios. Esse programa, supostamente, abriria novos postos de trabalho para os mais jovens (N. T.).
  • 9
    . No dia 11 de fevereiro de 2002, Younes escreveu: "Ontem eu vi Mots Croisés [programa televisivo] com o cara da LO [
    Lutte Ouvrière], ele tem um ar valente (mas é preciso desconfiar das aparências), o que me faz delirar é a reação alucinante dos dois cães de guarda da social-democracia que são Henri Weber (eu não suporto esse tipo...) e o Mélenchon (
    idem): francamente, o senhor deveria ter visto isso". No fundo, a reação de Younes é muito justa. Seria preciso realmente desconfiar das aparências do dirigente da LO, Roberto Barcia. Ainda que amplamente informada, a jornalista da France 2, Arlette Chabot, não lhe fez, durante a emissão, sequer uma questão suscetível de constrangê-lo e de explicitar as aparências: por que perto de 10% dos militantes da LO foram excluídos em março de 1997?
  • 10
    . Jovens magrebinos nascidos na França, de pais imigrados, segundo
    Le Petit Robert (N. T.).
  • Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      17 Jul 2006
    • Data do Fascículo
      Jun 2006
    Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, 05508-010, São Paulo - SP, Brasil - São Paulo - SP - Brazil
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