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Acta Paulista de Enfermagem

versão On-line ISSN 1982-0194

Acta paul. enferm. vol.22 no.5 São Paulo set./out. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002009000500009 

ARTIGO ORIGINAL

 

Qualidade de vida de cuidadores de idosos com doença de Alzheimer*

 

Calidad de vida de cuidadores de ancianos con enfermedad de Alzheimer

 

 

Meiry Fernanda PintoI; Dulce Aparecida BarbosaII; Ceres Eloah de Lucena FerretiIII; Lídia Ferreira de SouzaIV; Dayana Souza FramI; Angélica Gonçalves Silva BelascoII

IPós-graduanda (Mestrado) em Enfermagem pelo Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil
IIPós-doutora em Nefrologia. Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil
IIIDoutora em Medicina Neurociências pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil
IVFisioterapeuta. Especialista em Ortopedia e Traumatologia, da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil

Autor Correspondente

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida de cuidadores de idosos com doença de Alzheimer e relacioná-la ao Índice de Katz dos pacientes e ao escore do Inventário de Depressão de Beck dos cuidadores.
MÉTODOS: O estudo foi desenvolvido no Núcleo de Envelhecimento Cerebral da Universidade Federal de São Paulo/ Hospital São Paulo. A amostra foi constituída, respectivamente, por 118 cuidadores e seus pacientes com doença de Alzheimer (DA). As informações coletadas nos prontuários dos pacientes foram sociodemográficas e mórbidas, Índice de Katz e Miniexame de estado mental (MEEM). Os dados do cuidador, obtidos por questionários, foram sociodemográficos e mórbidos , o SF - 36 e o Inventário de Depressão de Beck (IDB).
RESULTADOS: Os escores mais comprometidos do SF -36 dos cuidadores foram: vitalidade (56,8) e os físicos e emocionais com 58,1, respectivamente. Houve correlação negativa entre o IDB do cuidador e o índice de Katz dos pacientes; entre o SF - 36 e o IDB e as correlações positivas entre os escores do SF -36 e Índice de Katz e entre os domínios deste índice e os escores do MEEM.
CONCLUSÃO: A qualidade de vida dos cuidadores de pacientes com DA mostrou-se alterada, podendo comprometer os cuidados por eles prestados e, evidenciou piora quando a capacidade funcional do idoso esteve mais comprometida.

Descritores: Cuidadores; Doença de Alzheimer; Qualidade de vida; Enfermagem familiar


RESUMEN

OBJETIVO: Evaluar la calidad de vida de cuidadores de ancianos con enfermedad de Alzheimer y relacionarla al Índice de Katz de los pacientes y al escore del Inventario de Depresión de Beck de los cuidadores.
MÉTODOS: El estudio fue desarrollado en el Núcleo de Envejecimiento Cerebral de la Universidad Federal de Sao Paulo/ Hospital Sao Paulo. La muestra estuvo constituída, respectivamente, por 118 cuidadores y sus pacientes con enfermedad de Alzheimer (DA). Las informaciones recolectadas en las historias clínicas de los pacientes fueron sociodemográficas y mórbidas, Índice de Katz y Mini examen del estado mental (MEEM). Los datos del cuidador, obtenidos por cuestionarios, fueron el SF - 36 y el Inventario de Depresión de Beck (IDB).
RESULTADOS: Los escores más comprometidos del SF -36 de los cuidadores fueron: vitalidad (56,8) y los físicos y emocionales con 58,1, respectivamente. Hubo correlación negativa entre el IDB del cuidador y el índice de Katz de los pacientes; entre el SF - 36 y el IDB y las correlaciones positivas entre los escores del SF -36 e Índice de Katz y entre los dominios de este índice y los escores del MEEM.
CONCLUSIÓN:
La calidad de vida de los cuidadores de pacientes con DA se mostró alterada, pudiendo comprometer los cuidados prestados por ellos y, evidenció desmejoramiento cuando la capacidad funcional del anciano estuvo más comprometida.

Descriptores: Cuidadores; Enfermedad de Alzheimer; Calidad de vida; Enfermería de la família


 

 

INTRODUÇÃO

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, entre 1950 e 2025, o número de idosos no Brasil deverá aumentar 15 vezes, enquanto as outras faixas etárias cinco vezes. O Brasil será o sexto país em contingente de idosos, em 2025, com cerca de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais(1).

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, de 2001, refere que um e meio milhão de idosos encontram-se fragilizados no país. Entende-se por idosos fragilizados aqueles com mais de 75 anos ou os com mais de 65 anos portadores de algum tipo de comprometimento funcional(2).

A prevalência de doenças crônicas não transmissíveis é maior entre os idosos, sendo considerada uma das principais causas de incapacidade e dependência dos mesmos. Estas limitações demandam mais recursos financeiros para a realização de reabilitação, assistência domiciliar e institucionalização por períodos, tanto mais longos quanto maior a expectativa de vida e piores as condições de saúde(3).

Conceitos como autonomia, dependência e independência vêm sendo amplamente discutidos pelos profissionais da área de saúde que atuam com a pessoa idosa. O declínio funcional que ocorre ao longo da vida, particularmente, após os 30-40 anos, é influenciado por vários fatores como: físicos e/ou orgânicos, pela constituição genética individual, hábitos de vida, meio ambiente, condições educacionais, socioeconômicas e relações familiares. Os estados de dependência e independência, em maior ou menor grau, estão presentes ao longo do curso da vida, não sendo um atributo da pessoa com deficiência, doente, incapacitada ou idosa(4).

A doença de Alzheimer (DA) é uma demência que afeta o idoso e compromete sua integridade física, mental e social, levando-o a dependência total na fase mais avançada da doença e exigência de cuidados, cada vez mais complexos(5).

As demandas de cuidados produzidos pela DA e por necessidades de saúde do idoso influenciam o cotidiano do cuidador e alteram sua qualidade de vida. Para a OMS, a qualidade de vida (QV) é a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto cultural e de sistemas de valores no qual vive e em relação às suas metas, expectativas, valores e preocupações(6).

Conhecer a QV dos cuidadores e os fatores que a influenciam é imprescindível para planejar ações integrais em saúde que contemplem soluções para minimizar os efeitos danosos da sobrecarga de cuidado vivenciada por eles.

Pensando no novo perfil populacional brasileiro, padrão de envelhecimento, prevalência das doenças crônicas não transmissíveis e na crescente necessidade de cuidados que os idosos apresentam, resolvemos realizar um estudo com o objetivo de avaliar a QV de cuidadores de idosos com DA e relacioná-la ao Índice de Katz dos pacientes e ao escore de Inventário de Depressão de Beck dos cuidadores.

 

MÉTODOS

O estudo foi desenvolvido no Núcleo de Envelhecimento Cerebral (NUDEC) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Hospital São Paulo. Esta instituição é um dos centros de referência para o tratamento e dispensação de medicação para pessoas portadoras de DA.

A coleta de dados ocorreu após aprovação do projeto de pesquisa pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP (n.º 0940/07) e autorização do NUDEC, para o início das entrevistas que ocorreram de março de 2007 a abril de 2008.

A amostra constituiu-se de 118 cuidadores, de ambos os sexos que exerciam a atividade de cuidador há, pelo menos três meses, e de seus pacientes idosos com diagnóstico de DA.

Os cuidadores foram selecionados após a análise dos prontuários dos pacientes com DA que haviam sido submetidos à avaliação do neurologista e/ou psiquiatra e/ou geriatra, do NUDEC e que preencheram os critérios clínicos de demência secundária a DA e Miniexame de estado mental (MEEM) com escore entre 12 e 24 para pacientes com mais de quatro anos de escolaridade e escore entre 8 e 17 para pacientes com até quatro anos de estudo, conforme a Portaria N° 843, de 31 de outubro de 2002(7).

As informações do paciente foram coletadas por intermédio do prontuário e de seu cuidador. Os dados levantados foram sociodemográficos; mórbidos e a capacidade de realização das atividades da vida diária (AVD) por meio do Índice de Katz(8).

Para o cuidador, foram aplicados questionários sobre dados sociodemográficos; mórbidos, QV por meio do questionário genérico SF-36 (Medical Outcome Study 36 - item short-form health survey) traduzido e validado no Brasil(9)e Inventário de Depressão de Beck (IDB) traduzido e validado no Brasil(10) para avaliação da presença ou não de depressão e seu grau. O SF-36 é um questionário genérico composto por oito dimensões (capacidade funcional, aspecto físico, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspecto social, aspecto emocional e saúde mental), e o escore de cada dimensão varia de 0 (pior estado) a 100 (melhor estado).

O IDB consiste em 21 itens que incluem sintomas e atitudes. Cada questão é formada por quatro alternativas que descrevem traços que caracterizam o quadro depressivo. As respostas variam entre 0 (ausência de sintomas) a 3 (sintomas depressivos mais acentuados.

O Índice de Katz relaciona-se com as AVD que demonstram a capacidade que o idoso possui para cuidar-se e responder por si no espaço de seu lar. Cada uma das atividades é avaliada quanto à dependência (ou não) do idoso para sua realização. O escore varia entre 0 e 18, e quanto menor a pontuação, menor a dependência.

 

RESULTADOS

As características sociodemográficas dos cuidadores e dos pacientes com DA estão listadas na Tabela 1. A média de idade dos pacientes foi 79,6 anos, 77,1% eram mulheres e a maior parte viúvos ou divorciados. Os cuidadores tinham idade média de 57,4 anos, maioria do sexo feminino (85,6%) e casados. A maior parte dos cuidadores era parente (80,3%), sobretudo filha, e 72,9% moravam com o paciente.

 

 

Os dados da Tabela 2 mostram comobirdades e características dos pacientes com DA e seus cuidadores. O tempo médio de DA foi de 44,4 meses, 46,6% recebiam ajuda de outras pessoas para o cuidado. A média de tempo como cuidador foi de 42,2 meses.

 

 

Os dados da Tabela 3 comparam os valores médios de cada domínio do SF-36 dos cuidadores deste estudo com outra pesquisa realizada com cuidadores de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC), com a população normal brasileira e de países da Europa.

 

 

Os dados da Tabela 4 listam as variáveis que se correlacionam com dimensões do SF-36.

Os dados da Tabela 5 mostram as correlações negativas e significativas entre os domínios do SF-36 e o escore de Beck e entre o SF-36 e o Índice de Katz.

 

 

DISCUSSÃO

Neste estudo, observamos que a idade média dos idosos com DA foi 79,6 anos; 77,1% eram do sexo feminino; viúvos e divorciados (59,3%). As médias do tempo de diagnóstico de DA, dos escores MEEM e de Atividades de Vida Diária foram, respectivamente, 44,4 meses, 16,0 pontos e 5,7 pontos.

Estudos com idosos confirmam maior prevalência de mulheres com DA. Autores ressaltam que, no Brasil, o mesmo acontece e sugerem que esta prevalência maior pode ser decorrente da mortalidade diferencial entre os sexos, inclusive, na população brasileira(11-12).

A cada cinco anos a prevalência da DA dobra em pessoas com idades entre 65 e 85 anos, e o sexo feminino é considerado fator de risco para DA(13-14).

Na literatura, encontramos também predominância do sexo feminino entre os cuidadores de idosos demenciados e variação da idade entre 50 e 65 anos(15) à semelhança de nossos achados.

Resultados de estudos em nosso meio mostram que a maioria das cuidadoras reside com o idoso, é casada e soma as atividades do cuidar às domésticas, gerando acúmulo de trabalho e sobrecarga nos domínios: social, físico, emocional, espiritual, contribuindo para o autodescuido e comprometimento da saúde global(16).

Em relação ao tempo de cuidado, horas por semana dedicadas ao cuidado, quanto ao grau de parentesco nosso estudo apresenta dados similares ao de outros autores(17) que verificaram que 55,2% dos cuidadores prestavam cuidado há quatro anos, e a maioria (55,2%) referiu dedicar de 19 a 24 horas por dia à tarefa.

Cuidadores de pacientes com DA possuem maiores chances de ter sintomas psiquiátricos, problemas de saúde, maior frequência de conflitos familiares e problemas no trabalho, se comparados a pessoas da mesma idade que não exercem esse papel(1). Até 60% dos cuidadores de pacientes com DA podem desenvolver distúrbios físicos e psicológicos, e os mais comuns são hipertensão arterial, desordens digestivas, respiratórias; propensão a infecções, depressão, ansiedade e insônia(18).

Quando comparamos os escores do SF-36 obtidos na população deste estudo, com cuidadores de pacientes com AVC(19), verificamos que todos os domínios dos cuidadores deste estudo foram superiores. Entretanto, quando os comparamos com escores da população brasileira, do Reino Unido e da França, detectamos escores inferiores nos aspectos físicos e emocionais (58,1), saúde mental (60,3), dor (63,6) e aspecto social (63,6).

Mais horas de cuidado por semana, morar com o paciente e ser do sexo feminino influenciaram negativamente a QV do cuidador. Semelhantes achados foram demonstrados por autores ao afirmar que mulheres cuidadoras costumam sofrer maior impacto, possivelmente em razão das diferenças de tarefas desempenhadas por homens e mulheres. As mulheres assumem com mais frequência tarefas desgastantes, como a higiene do paciente, além de precisarem gerenciar as tarefas domésticas(20-21).

No presente estudo, observamos correlação positiva entre o IDB dos cuidadores e o índice de Katz dos pacientes. Altos índices de depressão em cuidadores de pacientes com DA são evidenciados na literatura e chegam a atingir de 30% a 55% dos cuidadores, representando risco de desenvolver a doença duas a três vezes maior que o restante da população(22).

Assim, quanto maior a pontuação do MEEM menor será sua dependência. Estudo realizado, demonstrou uma associação importante entre o declínio cognitivo e funcional de idosos com déficits cognitivos prévios e menores escores no MEEM, indicando perda progressiva da independência para desempenhar as AVD(23).

O atual estudo mostrou que quanto maior o escore da QV dos cuidadores, menores serão os escores do Inventário de Depressão de Beck do cuidador e do Índice de Katz do paciente, resultado semelhante ao de outro estudo que refere, conforme a demência vai progredindo, o cuidador, além de se envolver em atividades da vida diária instrumentais, como administrar finanças e medicamentos, aumenta suas responsabilidades em atividades básicas, como tarefas de cuidado pessoal de higiene, banho e alimentação(24).

Uma pesquisa realizada com cuidadores indica que cuidar de idosos dependentes traz uma variedade de efeitos adversos e reconhece o impacto emocional vivido por familiares que cuidam de pessoas com doença mental ou outros problemas decorrentes do envelhecimento(25). Esse impacto emocional ou sobrecarga tem sido definido como: "problemas físicos, psicológicos ou emocionais, sociais e financeiros que familiares apresentam por cuidarem de idosos doentes"(26).

Em outro estudo, o autor relata que cuidadores apresentam taxas mais altas de depressão e outros sintomas psiquiátricos. Podem ter mais problemas de saúde que pessoas, com a mesma idade, que não são cuidadores. Além disso, os cuidadores participam menos de atividades sociais, têm mais problemas no trabalho, e apresentam maior frequência de conflitos familiares, tendo como foco a forma como cuidam do parente comum. Algumas pessoas chegam a apresentar o que tem sido chamado de "erosão do self", pela forma como submergem no papel de cuidadores(27).

 

CONCLUSÃO

Os resultados deste estudo permitiram concluir que a QV dos cuidadores de idosos com DA avaliados mostrou-se alterada, e os domínios do SF-36 mais afetados foram: aspecto físico e emocional (58,1), saúde mental (60,3) e dor física e aspecto social (63,6). Morar com o paciente, ser mulher e cuidar do paciente por muitas horas na semana foram variáveis que se correlacionaram com pior QV dos cuidadores.

Maior comprometimento funcional do idoso revelou escores mais elevados do IDB do cuidador, enquanto o menor escore do MEEM mostrou maior comprometimento funcional do idoso. A QV do cuidador mostrou-se pior quando a capacidade funcional do idoso esteve mais comprometida.

Diante dos resultados, entendemos que o cuidador deve ser inserido no plano de assistência ao paciente com DA, uma vez que este cuidador também começa a apresentar alterações em vários aspectos de sua saúde. Uma atenção ao cuidador garante-lhe, não só uma melhor qualidade de vida, mas, sobretudo, ao paciente com DA.

 

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Autor Correspondente:
Meiry Fernanda Pinto
Av.: Onze de Junho, 940 - Apto. 103 - Vila Clementino
SP - Brasil - Cep: 04041-003.
E-mail: meiryfernanda@yahoo.com.br

Artigo recebido em 11/12/2008 e aprovado em 29/05/2009

 

 

* Estudo realizado no Núcleo de Envelhecimento Cerebral (NUDEC), Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil

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