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Acta Paulista de Enfermagem

Print version ISSN 0103-2100

Acta paul. enferm. vol.22 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002009000500017 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Resiliência na área da Enfermagem em Oncologia

 

Resiliencia en el área de Enfermería en Oncologia

 

 

Denise de Assis de Corrêa SóriaI; Ailse Rodrigues BittencourtII; Maria de Fátima Batalha de MenezesIII; Célia Antunes Crisóstomo de SousaIV; Sônia Regina de SouzaV

IDoutora em Enfermagem. Professora Adjunto da Escola de Enfermagem Alfredo Pinto ( EEAP) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO - Rio de Janeiro (RJ), Brasil
IIMestre em Enfermagem. Diretora de Enfermagem do Hospital do Câncer I - INCA- Rio de Janeiro (RJ), Brasil
IIIDoutora em Enfermagem. Coordenadora da Educação Continuada do HCI-INCA - Rio de Janeiro (RJ), Brasil
IVDoutora em Enfermagem. Professora Colaboradora do Mestrado em Enfermagem da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO - Rio de Janeiro (RJ), Brasil
VDoutora em Enfermagem. Professora Adjunto da Escola de Enfermagem Alfredo Pinto ( EEAP) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO - Rio de Janeiro (RJ), Brasil

Autor Correspondente

 

 


RESUMO

Este estudo objetivou mapear a produção científica, nacional e internacional, sobre a resiliência na Enfermagem em Oncologia e discutir sua aplicabilidade na assistência. Resiliência origina-se do latim resiliens e significa saltar para trás, voltar, ser impelido, recuar, encolher-se, romper. Trata-se de revisão sistemática sem meta análise nas bases de dados Public Medical (PubMed), Literatura Internacional em Ciências da Saúde (Medline), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e nos sites da Oncology Nursing Society e da International Society of Nurses in Cancer Care. Os descritores foram: resilience e nursing; resilience, cancer e oncology; resilience, nursing, cancer e oncology; resiliência e enfermagem; resiliência, câncer e oncologia; resiliência, enfermagem, câncer e oncologia. Foram encontrados 116 artigos e selecionados cinco artigos que abordam a resiliência vinculada à Enfermagem em Oncologia. Verifica-se uma lacuna na utilização do conceito na Enfermagem em Oncologia na América Latina, e incipiência nas produções internacionais. Há necessidade do incremento da abordagem da resiliência nessa área e ampliação da discussão na temática.

Descritores: Enfermagem oncológica; Resiliência; Literatura de revisão


RESUMEN

En este estudio se tuvo como objetivo listar la producción científica nacional e internacional, sobre la resiliencia en el área de Enfermería en Oncología y discutir su aplicabilidad en la asistencia. La resiliencia se origina del latin resiliens y significa saltar hacia atrás, volver, ser impelido, retroceder, encogerse, romper. Se trata de una revisión sistemática sin meta análisis realizada en las bases de datos Public Medical (PubMed), Literatura Internacional en Ciencias de la Salud (Medline), Literatura Latino-Americana y del Caribe en Ciencias de la Salud (LILACS) y Base de Datos de Enfermería (BDENF) y en los sites de la Oncology Nursing Society y de la International Society of Nurses in Cancer Care. Los descriptores fueron: resilience y nursing; resilience, cancer e oncology; resilience, nursing, cancer y oncology; resiliencia y enfermería; resiliencia, cáncer y oncología; resiliencia, enfermería, cáncer y oncología. Fueron encontrados 116 artículos y seleccionados cinco artículos que abordaban la resiliencia vinculada a la Enfermería en Oncología. Se verifica una laguna en la utilización del concepto en la enfermería en oncología en América Latina, e incipiencia en las producciones internacionales. Hay necesidad de incremento del abordaje de la resiliencia en esa área así como la ampliación de la discusión en la temática.

Descriptores: Enfermería oncológica; Resiliencia; Literatura de revisión


 

 

INTRODUÇÃO

O termo resiliência origina-se do latim resiliens e significa saltar para trás, voltar, ser impelido, recuar, encolher-se, romper. Na língua inglesa, resilient sugere à idéia de elasticidade e capacidade rápida de recuperação, bem como a habilidade de voltar rapidamente para o seu usual estado de saúde ou de espírito depois de passar por doenças e dificuldades. Também pode ser entendida como a habilidade de uma substância retornar à sua forma original quando a pressão é removida indicando flexibilidade(1).

Na física, resiliência consiste na propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida, quando cessa a tensão causadora de uma deformação elástica. No sentido figurado, o mesmo dicionário aponta o termo como "resistência ao choque"(2).

Considerando a perspectiva psicossocial a resiliência é definida como a capacidade de responder de forma mais consistente aos desafios e dificuldades, de reagir com flexibilidade e capacidade de recuperação diante desses desafios e circunstâncias desfavoráveis, tendo uma atitude otimista, positiva, perseverante e mantendo um equilíbrio dinâmico durante e após os embates de personalidade que, ativada e desenvolvida, possibilita ao sujeito superar-se e às pressões de seu mundo, desenvolver um auto-conceito realista, autoconfiança e um senso de auto-proteção que não desconsidera a abertura ao novo, à mudança, ao outro e à realidade subjacente. Não deve ser apenas um atributo individual, mas pode estar presente nas instituições/organizações, gerando uma sociedade mais resiliente(3).

Do ponto de vista da psicologia e da sociologia, trata-se também de uma qualidade, e de uma capacidade das pessoas, individualmente ou em grupo, resistirem a situações adversas sem perderem o seu equilíbrio inicial, isto é, a capacidade de se acomodar e reequilibrar constantemente(3). Relaciona-se com toda sorte de eventos negativos de vida, e que, quando presentes, aumentam a probabilidade de o indivíduo apresentar problemas físicos, sociais ou emocionais(4).

Outro enfoque nos estudos realizados em torno da auto-estima e do autoconceito ressalta que o desenvolvimento da capacidade de resiliência nos sujeitos passa pela mobilização e ativação das suas capacidades de ser, estar, ter, poder e querer, ou seja, pela sua capacidade de auto-regulação e auto-estima. Ajudar as pessoas a descobrir as suas capacidades, aceitá-las e confirmá-las positiva e incondicionalmente é, em boa medida, a maneira de torná-las mais confiantes e resilientes para enfrentar a vida do dia-a-dia por mais adversa e difícil que se apresente(3).

Quanto às pesquisas científicas, os primeiros estudos sobre risco foram feitos no campo da epidemiologia e da medicina, cujo foco era estudar "padrões de doença em determinadas populações e os fatores que influenciaram estes padrões"(5).

Novas considerações metodológicas sobre o conceito de resiliência reiteram a necessidade de se fazer a distinção entre indicadores de risco e mecanismo de risco. O importante para compreensão da resiliência é tentar conhecer como as características protetoras se desenvolveram e de que modo modificaram o percurso pessoal do indivíduo. Torna-se claro, portanto, que interessa estudar o conjunto de processos decorrentes desta variável, que vincula e faz a mediação das condições de risco com as manifestações negativas ou psicopatológicas(6).

Os fatores de risco sempre devem ser pensados como processo e não como variável em si, relacionando os fatores de risco com toda a sorte de eventos negativos da vida, os quais, quando presentes, aumentam a probabilidade de o indivíduo apresentar problemas físicos, sociais ou emocionais(7).

Essa concepção restrita não é suficiente para interpretar aspectos do desenvolvimento humano, já que o risco também se origina no contexto social e, felizmente, a adversidade nem sempre se traduz em mortalidade.

A combinação de dois ou mais estressores pode diminuir a possibilidade de conseqüências positivas no desenvolvimento, e estressores adicionais aumentam o impacto de outros estressores presentes(7).

A resiliência é freqüentemente referida por processos que explicam a superação de crises e adversidades em indivíduos, grupos e organizações. Nota-se que a resiliência como conceito vem sendo bastante discutida do ponto de vista teórico e metodológico, dotando-se de abrangência e aplicabilidade em várias áreas de interesse da comunidade científica, representando um novo espaço de investigação(4).

Assim, na assistência de Enfermagem em Oncologia, a aplicação do conceito de resiliência cria possibilidades de reflexão, além da ampliação nos modos de ver e fazer o exercício assistencial e gerencial de enfermagem.

A resiliência tem sido abordada na enfermagem e em outras áreas do conhecimento, com o enfoque na compreensão do estabelecimento da relação entre fatores de risco/vulnerabilidade e fatores de proteção inerentes ao indivíduo e ao ambiente, ante o enfrentamento das situações do cotidiano(8).

Apesar de existirem pesquisas sobre este tema na enfermagem, o conteúdo da produção cientifica sobre resiliência ainda pode ser caracterizado como escasso.

Na área da oncologia a resiliência é um tema relevante, pois o câncer, qualquer que seja sua etiologia, é reconhecido como uma doença crônico-degenerativa que atinge milhões de pessoas no mundo, independente de classe social, cultura ou religião. O impacto do diagnóstico de câncer é em geral aterrador, pois apesar dos avanços terapêuticos permitindo uma melhoria na taxa de sobrevida e qualidade de vida, permanece o estigma de doença dolorosa, incapacitante, mutilante e mortal. Assim, apesar dos recentes avanços no diagnóstico e tratamento da doença, que asseguram a remissão e possível cura, o câncer permanece como uma doença relacionada com a desesperança, dor, medo e morte(9).

O diagnóstico do câncer e seu tratamento, geralmente produzem transtornos psicológicos resultantes dos próprios sintomas da doença, assim como das percepções que o paciente e sua família têm da doença e do seu estigma. Os pacientes têm medos em comum: a morte; a dependência do companheiro ou companheira, da família e do médico; a mudança na imagem corporal com a desfiguração, às vezes, resultando na perda ou na mudança da função sexual; incapacidades que interferem na realização do trabalho ou lazer; ruptura das relações interpessoais; desconforto ou dor nos estágios avançados(10).

Considerando a singularidade das pessoas, as formas de expressão frente ao diagnóstico de câncer, bem como os recursos disponíveis para o tratamento, algumas características podem ser percebidas. Um período inicial de incredulidade, negação ou desespero é comum, e geralmente dura de dois a cinco dias. A segunda fase, na qual ocorre disforia, dura uma ou duas semanas, e caracteriza-se por ansiedade, depressão, anorexia, insônia e irritabilidade. Nesta fase, a habilidade para se concentrar e realizar as atividades da vida diária está prejudicada. A adaptação usualmente ocorre várias semanas após, quando o paciente começa a se integrar com novas informações, confronta a realidade, encontra razões para otimismo e reassume suas atividades(11).

Diante destas considerações, colocar em perspectiva a resiliência como um conceito aplicável para o entendimento do processo de adoecimento e recuperação, a partir do diagnóstico de câncer, é um desafio, considerando a escassez de abordagens da temática e a produtiva fonte de subsídios para investigação e de intervenção para a saúde e a enfermagem na área da Oncologia.

Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi um esforço no sentido de mapear a produção científica, nacional e internacional sobre a resiliência na Enfermagem em Oncologia, e discutir sua aplicabilidade na assistência.

 

MÉTODOS

A partir do objetivo proposto optamos pela revisão sistemática sem meta análise. Realizamos uma busca nas bases de dados Pub Med, Medline, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF). Também utilizamos os sites da Oncology Nursing Society e da International Society of Nurses in Cancer Care por se tratar das principais sociedades internacionais de enfermagem oncológica.

O período temporal adotado compreendeu os anos de 1966 a 2008, que corresponde a margem de tempo disponível nas bases de dados consultadas. Os descritores utilizados foram: resilience e nursing; resilience, cancer e oncology; resilience, nursing, cancer e oncology; resiliência e enfermagem; resiliência, câncer e oncologia; resiliência, enfermagem, câncer e oncologia. De 116 artigos encontrados, foram selecionados cinco, para compor a amostra do estudo, os artigos com autoria de enfermeiras e/ou publicados em periódicos de enfermagem. Os artigos encontrados em duplicidade foram quantificados uma única vez. A análise dos artigos foi realizada com base na disponibilidade "on line" dos mesmos.

A seguir, os artigos incluídos foram categorizados em um quadro analítico que constou de: bases de dados, descritor, ano, fonte, título, tipo do estudo, concepção de resiliência e área da oncologia na qual a temática estava inserida.

Após a construção do quadro, realizou-se a discussão dos resultados, focalizando a aplicabilidade do conceito na enfermagem em oncologia, bem como foram elaboradas as considerações finais.

 

RESULTADOS

Foram encontrados 116 artigos nas bases de dados pesquisadas com a associação de todos os descritores utilizados. Na base de dados PubMED concentraram-se 111 artigos internacionais e na LILACS, a produção latino-americana, que constou de cinco artigos.

Com os descritores resilience e nursing foram encontrados 111 artigos; com os descritores resiliência e enfermagem, cinco artigos. Os nove artigos encontrados com os descritores resilience, cancer e oncology e os quatro artigos com resilience,nursing, cancer and oncology estavam incluídos no elenco de artigos do Medline e PubMED. Assim, contabilizou-se um total de 116 artigos, devido à duplicidade de citação nas referidas bases. Não foram encontrados artigos com os descritores resiliência, enfermagem, câncer e oncologia nas bases LILACS e BDENF.

Selecionamos apenas os cinco artigos que abordavam a resiliência vinculada à área de Enfermagem em Oncologia, o que representa 4,3% deste total.

Vale destacar que um artigo não estava disponível por via on line, não sendo então possível realizar a análise, sendo o mesmo apenas contabilizado.

O resultado do estudo evidenciou que a abordagem da resiliência na Enfermagem em Oncologia inicia-se a artir de 1998, com maior enfoque nos periódicos americanos e europeus abordando a temática na área de Pediatria Oncológica.

Verificamos que nas publicações da enfermagem brasileira concentradas na base de dados BDENF, a abordagem da resiliência em oncologia é inexistente. Dos cinco estudos analisados, quatro utilizavam a abordagem qualitativa na aproximação ao conceito. Apesar de um artigo não estar disponibilizado on line, seu título relacionava-se à Enfermagem em Cuidados Paliativos, vinculando-a à resiliência. Encontramos somente um estudo com abordagem quantitativa, que utilizava a resiliência como um indicador correlacionado com a escala de Esperança (Hope Hearth Index), que entendia a resiliência como auto-estima, autoconfiança e autotranscendência.

Constatou-se que a partir de 2005 ocorreu uma discreto acréscimo da temática na Enfermagem em Oncologia, através da publicação de dois artigos e dois livros internacionais. Os enfoques principais associados à resiliência foram a resistência emocional e física, enfrentamento e proteção ante a situação de adoecimento por câncer.

Identificamos, também, que a resiliência está incluída na agenda de pesquisa da Oncology Nursing Society (ONS) estando inserida nos estudos psicossociais, comportamentais, de comunicação e na abordagem da família de pessoas com câncer. Ressaltamos que recentemente a ONS publicou um artigo que aborda o risco da ocorrência de fadiga entre enfermeiras atuantes na oncologia, citando a resiliência como um fator de proteção(12). Destacamos, também, a inclusão da resiliência na revista oficial da ONS, que tem um número temático com artigos relacionados à sobrevida das crianças com câncer(13).

 

Quadro 2

 

Encontramos dois livros, um de cuidados paliativos - Resilience in Palliative Care- Achievement in adversity, de autoria de Barbara Monroe e David Oliviere (2007) e outro de câncer de mama - Breast Cancer: DaugthersTell Their Stories, de autoria de Julianne S Oktay (2005), que incluem a abordagem da resiliência.

Identificamos nos artigos de Enfermagem em Oncologia que a resiliência pode ser promovida por intervenções resolutivas com impacto na qualidade de vida dos pacientes. Apresenta-se a seguir a consolidação dos artigos encontrados nas bases de dados.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Verificamos a existência de uma lacuna no que tange a utilização do conceito de resiliência na área da Enfermagem em Oncologia na América Latina, e incipiência nas produções internacionais, fato que agrega valor à sua abordagem neste estudo.

Acreditamos que, dado seu potencial, a resiliência é um conceito que pode ser significativo para o redimensionamento das pesquisas na Enfermagem em Oncologia, contribuindo para reflexões na assistência, na gerência, no ensino e na pesquisa.

Os dados encontrados sugerem a necessidade de familiarização das enfermeiras relacionada à importância da resiliência no enfrentamento ao adoecimento por câncer, favorecendo a adesão do paciente à terapêutica e ao plano de cuidados de enfermagem.

Outra aplicabilidade do conceito na Enfermagem em Oncologia refere-se à importância da construção da resiliência, também nos profissionais atuantes na área, visando a superação ante à exposição aos fatores de riscos, caracterizados pelo contato estreito com a terminalidade, finitude, dor e desesperança, tão presentes no cotidiano da assistência ao paciente com câncer .

O enfoque da resiliência pode ser uma fonte de inspiração e de orientação da nossa atenção e ação. Porém, depende de nós definirmos o que queremos e o que podemos fazer com este instrumento de trabalho.

O desafio que a resiliência impõe à Oncologia é expandir a utilização do conceito, visando a promoção de bem-estar e qualidade de vida dos pacientes e profissionais.

Considerando o cenário da Oncologia, dotado com especificidades inerentes e de alta complexidade organizacional, assistencial e gerencial, o conceito de resiliência reveste-se de aplicabilidade teórica e prática, podendo contribuir com um novo olhar para a assistência em saúde, nessa área específica.

De acordo com os achados desta revisão, fica clara a importância e a necessidade do incremento na produção científica sobre a resiliência na Enfermagem em Oncologia, que ainda pode ser caracterizada como escassa.

Enfatizamos que a resiliência integra o elenco temático de pesquisas da Oncology Nursing Society, estando presente na abordagem das questões relacionadas à sobrevida de crianças com câncer, na relação da família ante o processo de adoecimento e instituição da terapêutica antineoplásica.

Os dados coletados sugerem, então, que a resiliência na produção científica da Enfermagem em Oncologia tem estreita relação com o processo de adoecimento e as situações daí advindas.

Ressaltamos que este é um estudo preliminar, e recomendamos que sejam realizadas novas pesquisas no intuito de ampliarmos a discussão sobre a resiliência na Enfermagem em Oncologia.

 

REFERÊNCIAS

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3. Tavares J, organizador. Resiliência e educação. São Paulo: Cortez; 2001.         [ Links ]

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8. Sória DAC, Souza, Oliveira IEO, Moreira MC, Santoro DC, Menezes MFB. A resiliência como objeto de investigação na enfermagem e em outras áreas: uma revisão. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2006;10(3):547-51.         [ Links ]

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Autor Correspondente:
Ailse Rodrigues Bittencourt
R. Aladim, 241 - Apto 505 - Bl. 01 - Vila Valquiria
Rio de Janeiro - RJ - Brasil - CEP. 21330-100
E-mail: abittencourt@inca.gov.br

Artigo recebido em 24/09/2008 e aprovado em 17/02/2009