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Acta Paulista de Enfermagem

Print version ISSN 0103-2100

Acta paul. enferm. vol.24 no.1 São Paulo  2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002011000100015 

ARTIGO ORIGINAL

 

Cobertura vacinal contra hepatite B entre usuários de drogas ilícitas*

 

 

Juliana Santos AttilioI; Fabiana Perez RodriguesII; Rogério Dias RenovatoII; Cibele de Moura SalesII; Márcia Regina Martins AlvarengaII; Marjorie Thomaz MoreiraII; Nathalia Cristina Alves PereiraII

IGraduada em Enfermagem pela Universidade Estadual do Mato Groso do Sul - UEMS - Dourados (MS), Brasil
IICurso de Enfermagem, Universidade Estadual do Mato Groso do Sul - UEMS - Dourados (MS), Brasil

Autor Correspondente

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Identificar a cobertura vacinal contra a hepatite B e os comportamentos de risco entre usuários de drogas ilícidas (UDI) em Dourados-MS.
MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva de corte transversal realizada mediante aplicação de questionário em 49 usuários atendidos pelos centros de recuperação e programas de apoio desse Município.
RESULTADOS: Identificou-se predomínio de homens jovens que utilizavam drogas não injetáveis. A história de prisão, e de hepatite na família, tatuagens, múltiplos parceiros sexuais e realização de todas as formas de relação sexual, foram os fatores de risco mais frequentes.
CONCLUSÃO: Estes fatores combinados com a baixa cobertura vacinal e a falta de término do esquema confirmam a vulnerabilidade do grupo em adquirir a hepatite B.

Descritores: Vírus da hepatite B; Drogas ilícitas; Vacinação


 

 

INTRODUÇÃO

A hepatite B está entre as principais doenças infecciosas em todo o mundo, sendo considerada um grave problema de saúde pública(1). Estima-se que cerca de dois bilhões de pessoas já se infectaram em algum momento da vida com o vírus da hepatite B (HBV)(2).

No Brasil, cerca de 15,0% da população já entraram em contato com o vírus. Os casos crônicos acometem, aproximadamente, 1% da população(3). Na região Centro-Oeste, estudos conduzidos em Goiás têm mostrado prevalência para os marcadores de infecção pelo HBV, variando de 6,1% na população urbana feminina(4) a 63,4% em doentes renais crônicos(5). Em Mato Grosso, um índice de 31,0% foi encontrado em uma comunidade rural(6) e 37,1% em contactantes de doadores de sangue positivos para o HBsAg(7). No Mato Grosso do Sul, estudos realizados em Campo Grande apontam índices de 9,4% em doadores de sangue(8), 19,8% em comunidades afrodescendentes(9) e 10,8% em dentistas(10).

O agente etiológico da hepatite B, HBV, é um DNA vírus envelopado pertencente à família Hepadnaviridae do gênero (Orthohepadnavirus). Quanto à morfologia, possui um capsídio icosaédrico interno, composto pelo antígeno central (HBcAg), pelo antígeno "e" (HBeAg) e pelo DNA viral. Já o envelope viral é composto pelo antígeno de superfície (HBsAg). Além da partícula viral completa, são produzidas em excesso, durante a replicação viral, inúmeras partículas incompletas desprovidas de ácido nucleico, constituídas apenas pelo antígeno de superfície(11).

A transmissão deste vírus ocorre pelas vias vertical/ perinatal, horizontal/intrafamiliar, sexual e parenteral. A primeira é uma das formas mais eficientes e temíveis da transmissão do HBV, e ocorre sobretudo em crianças nascidas de mães HBsAg e HBeAg reagentes. Já a via sexual (relações sexuais desprotegidas, múltiplos parceiros, etc.) e parenteral (transfusão sanguínea, reutilização de seringas e agulhas não esterilizadas, procedimentos médicos invasivos, acidentes com perfurocortantes, compartilhamento de materiais de higiene e etc.) são mais frequentes em regiões de prevalência intermediária e baixa(12-14). Com base nas vias de transmissão observa-se que os usuários de drogas ilícitas (UDI) apresentam elevado risco de adquirir esta infecção, tendo em vista os comportamentos de risco adquiridos por este grupo como práticas sexuais inseguras e compartilhamento de seringas e agulhas(15).

Aproximadamente, 50,0% a 70,0% dos UDI tornam-se infectados com HBV em cinco anos de uso de droga injetável e, em geral, 35% a 70% dos usuários de drogas apresentam positividade ao anti-HBc(16-17). Índices de 15,0% e 36,0% de infecção pelo HBV, passada ou presente têm sido evidenciados entre os UDI na Inglaterra(18). Em Nova York (EUA), estudos mostram índices de 23,0% e 25,0% em usuários de drogas não injetáveis e injetáveis, respectivamente(19).

No Brasil, um estudo realizado com 609 usuários de drogas injetáveis, no período de 1999 a 2001, mostrou uma prevalência para os marcadores da infecção pelo HBV de 27,1%, e 3,4% eram positivos para HBsAg e 0,8% para anti-HBs(20). Na Região Centro-Oeste, um estudo realizado com 268 usuários de drogas ilícitas em Campo Grande-MS identificou um índice de 10% de positividade para o HBV(21).

A vacina contra a hepatite B é a principal forma de prevenção da infecção pelo HBV(3). No Brasil, atualmente, esta vacina é universal, sendo oferecida a todos os indivíduos menores de um ano de idade(22). Grupos de risco como profissionais do sexo, hemodialisados, profissionais de saúde, usuários de drogas injetáveis e inaláveis dentre outros, encontram àdisponibilidade da vacina pelo Sistema Único de Saúde em qualquer faixa etária(23).

O controle e a prevenção da transmissão do HBV entre os UDI visam alcançar inúmeros fatores de risco presentes neste grupo. A vacina contra a hepatite B é recomendada para esta população, desde 1982, contudo a cobertura vacinal nestes permanece pequena(16,24).

Neste grupo, as taxas de cobertura vacinal apresentam índices de 10,0% a 25,0% na Europa e Estados Unidos da América, o que permite elevados índices de transmissão desta infecção nessa população(14). Estudos realizados no Brasil com jovens usuários de droga na cidade do Rio de Janeiro-RJ e Campo Grande-MS mostraram índices de 3,3% e 9,7%, respectivamente de cobertura vacinal(20).

Pesquisas demonstraram que a pequena cobertura vacinal entre os usuários de droga pode ser atribuída a uma combinação de fatores como: barreiras econômicas e sociais, ausência de programas de saúde que supervisione e realize a vacinação em grupos de risco, o desconhecimento do profissional de saúde sobre como abordar o grupo, a desinformação e desinteresse do familiar do usuário de droga, para encaminhá-lo a um serviço que ofereça a vacina, o desconhecimento sobre hepatite B e sobre a vacina entre os próprios usuários de drogas(14).

Assim, estratégias para aumentar a cobertura vacinal nesse grupo são extremamente necessárias e incluem a identificação de ambientes onde essas pessoas possam ser rotineiramente vacinadas, como centros de recuperação de drogas, clínicas de tratamento de doenças sexualmente transmissíveis, casas de detenção juvenil, bem como prisões e cadeias(14,16,24).

No Brasil, bem como no Centro-Oeste existem poucos estudos que abordam a prevalência da infecção pelo vírus da hepatite B e a cobertura vacinal entre os usuários de drogas. Neste sentido, este estudo objetivou identificar a cobertura vacinal contra a hepatite B e os comportamentos de risco entre usuários de drogas ilícitas em Dourados-MS.

 

METODOS

Estudo descritivo de corte transversal, realizado no município de Dourados-MS, em Centros de Recuperação e demais programas de apoio a usuários de drogas injetáveis e não injetáveis desta cidade, vinculados à Igreja Missão Peniel, à Fazenda Esperança, à Fazenda Geovagiré e centros de acompanhamento ambulatoriais como o Centro de Atenção Psicossocial -Álcool e Droga (CAPS AD), ligado à Secretaria Municipal de Saúde, e Amor Exigente, iniciativa de acompanhamento de dependentes químicos, vinculados à ação religiosa.

Destaca-se que em instituições de permanência como a Missão Peniel, as Fazendas Esperança e Geovagiré a média de UDI internados mantém-se em 20 indivíduos. Já nos centros de acompanhamento ambulatoriais, o número é menor e ainda variável, decorrente das inúmeras características do grupo, entre elas, a dificuldade de seguir o tratamento.

Desta forma, a técnica de amostragem do estudo foi por conveniência, atingindo uma amostra de 49 UDI. Os critérios de inclusão foram ser UDI, estar cadastrado em uma das instituições e/ou centros acima citados e consentir em participar do estudo.

O município de Dourados situa-se a 120 km da fronteira Brasil-Paraguai e a 214 km da capital Campo Grande, sendo constituído pela sede, Dourados, e poroito distritos. É a segunda maior cidade do Estado de Mato Grosso do Sul e possui, aproximadamente, 183 mil habitantes, com uma economia baseada na agricultura e pecuária.

A técnica de investigação para a coleta de dados foi a aplicação de um questionário com questões abertas, dicotômicas e de múltipla escolha, já utilizado em estudos anteriores com usuários de drogas e outros grupos de risco para a infecção pelo vírus da hepatite B(15,17,21). Após a coleta dos dados, foi utilizado para a análise o programa Epi Info versão 3.3. A pesquisa foi aprovada peloComitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com (Protocolo nº. 1.075). Os 49 participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre Esclarecido. No período de dezembro de 2007 a maio de 2008, os 49 UDI participantes do estudo foram assim distribuídos: 15 da Fazenda Esperança, dez da Fazenda Geovagiré, seis da Missão Peniel, dez do Amor Exigente e oito doCentro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas.

 

RESULTADOS

Entre os sujeitos estudados, identificou-se que 57,2% dos entrevistados residiam em Dourados-MS, com predomínio do sexo masculino (98,0%), 55,1% identificaram-se como brancos; 59,2% solteiros, com idade entre 26 a 36 anos (44,9%) e renda familiar de dois a cinco salários mínimos (53,1%) (Tabela 1).

 

 

Entre os comportamentos de risco para a infecção pelo HBV, identificados na amostra, a maioria tinha história de prisão (55,1%); pouco menos da metade treferiu história de hepatite na família; (36,8%) e 42,9% apresentavam tatuagem (Tabela 2).

 

 

Do total dos UDI entrevistados, 49,0% realizaram todo tipo de relação sexual, com prevalência de mais de dois parceiros em um período de seis meses. A maioria (69,0%) negou história de doença sexualmente transmissível, e 36,7% mantinham ou mantiveram relação sexual homossexual em alguma fase da vida (Tabela 3).

 

 

Conforme os dados da Tabela 4, a grande maioria dos UDI em Dourados fez uso de droga não injetável (91,8%), com início precoce, na infância, que perdurou pela adolescência e vida adulta.

 

 

A cobertura vacinal contra a hepatite B identificada no estudo foi de 33 % dos UDI investigados (Figura 1).

 

 

DISCUSSÃO

No decorrer da coleta de dados, foi possível identificar que a capacidade dos centros de atendimento ao dependente químico da cidade de Dourados-MS não ultrapassou o número limite de 20 internos: normalmente encontra-se em recuperação, uma média de dez internos. Nos grupos de acompanhamento, como o CAPS-AD e o Amor Exigente, não há internação, portanto, a presença dos usuários de drogas não é obrigatória, ocorrendo apenas nos dias de consulta ou de acompanhamento psicológico.

Estas características apresentaram-se como uma das limitações do estudo, pois corroboraram para a formação de uma amostra pequena, o que não permite extrapolar esses dados para os demais UDI, considerando que muitos indivíduos usuários de drogas não freqüentam centros de apoio ou de internações específicas para a reabilitação, seja pelo medo da discriminação da sociedade ou pela inquietação própria destes indivíduos fruto das crises de abstinência.

Neste estudo, ss características sóciodemográficas identificadas evidenciaram o predomínio de homens jovens, solteiros. Isso reflete o padrão de atendimento das unidades de recuperação de dependentes químicos, onde os homens se fazem mais presentes do que as mulheres e confirmam os achados de estudos realizados com usuários de drogas ilícitas em vários locais do mundo, como Estados Unidos da América, Espanha, Alemanhã. E, ainda, no Brasil na cidade de Campo Grande-MS, onde se identificou um predomínio do sexo masculino, jovens e solteiros(25).

Os comportamentos de risco identificados entre os indivíduos investigados foram: a história de prisão e de hepatite na família e presença de tatuagem(26). Um estudo realizado em São Paulo evidenciou que presidiários, indivíduos internados em casas de correção, UDI injetáveis e tatuados com materiais não adequadamente esterilizados contribuem para a disseminação da Hepatite B em nosso País(27) e outra pesquisa desenvolvida em Minas Gerais identificou relação entre infecção pelo HBV e presença de tatuagens(28).

Quanto ao histórico familiar de hepatite, inúmeros estudos sobretudo em áreas de elevada endemicidade têm apontado para a transmissão intrafamiliar, considerando assim importante a história de hepatite na família. Um estudo realizado no Estado do Amazonas identificou em 97 indivíduos positivos para HBV investigados, uma prevalência de 9,3% com história de hepatite na família, e dos 258 familiares (51,6%) apresentavam algum marcador de infecção passada para o HBV(29).

Entre os comportamentos sexuais de risco identificados nos sujeitos pesquisados, estão a troca de parceiros em seis meses, a relação sexual desprotegida, e a realização de todas as formas de relação sexual. A mudança de parceiros entre UDI também foi constatada em pesquisa realizada, na qual 82,0% dos entrevistados referiram ter tido relações sexuais com parceiros ocasionais do sexo oposto(30). Esses dados também corroboram com inúmeros estudos, como os realizados nos Estados Unidos da América e no Brasil(25,30) que apontam o comportamento sexual como importante fator de risco para a transmissão do HBV entre usuários de drogas ilícitas, especialmente, entre os usuários de drogas não injetáveis.

Diversos estudos apontam que as práticas com múltiplos parceiros, tanto homossexuais como heterossexuais elevam o risco à infecção pelo HBV(27). Indivíduos com história de atividade sexual com mais de um parceiro em seis meses apresentam alto risco para exposição ao vírus(25). As relações sexuais desprotegidas aumentam a chance de aquisição do vírus, com risco aumentado nas relações sexuais anais, reduzindo gradativamente até o sexo oral(23). Portanto, a relação anal, tanto insertiva como receptiva, eleva os índices de infecção pelo HBV(31).

A prevalência de UDI não injetáveis evidenciada neste estudo foi semelhante à encontrada recentemente em pesquisa realizada em Campo Grande-MS, na qual 87,0% da amostra referiram o uso de droga não injetável(25). Vale ressaltar que nesses indivíduos, como já foi mencionado, o comportamento sexual inseguro é um importante fator de risco.

Finalmente em relação à cobertura vacinal contra a hepatite B, esta investigação identificou uma taxa de 33,0%. Este índice é elevado quando comparado com taxas de cobertura vacinal identificadas em outros estudos com usuários de drogas como os que identificaram uma cobertura de 10,0% na Europa(24,30), nos Estados Unidos da América (13,4%), bem como, de (9,7%) de cobertura vacinal em usuários de drogas em Campo Grande-MS(25).

Acredita-se que essa diferença possa estar relacionada com a forma de identificação da situação de vacinação no presente estudo, uma vez que nenhum dos participantes da pesquisa conseguiu comprovar a vacinação mediante a carteira de vacinação, não sendo também ao mesmo tempo realizado teste para detecção do marcador de imunidade, anti-HBs, podendo ser esta situação outra limitação do estudo.

Ainda sobre a vacinação entre os usuários de drogas, apenas 31,0% da população estudada referiram completar o esquema de três doses. O fato retrata a baixa adesão dos usuários de drogas quanto ao esquema de três doses da vacina contra a hepatite B, apontada por autores(14,24) e reforça a necessidade de estratégias que garantam aumento efetivo da cobertura dessa vacina nesse grupo de risco.

 

CONCLUSÃO

De acordo com a análise dos dados concluiu-se que a maioria dos usuários de drogas ilícitas em Dourados-MS utilizou drogas não injetáveis, manteve práticas sexuais de todo o tipo com múltiplos parceiros com predominância dos relacionamentos heterossexuais. Portanto, é notória a existência de diversos fatores de risco para a aquisição do vírus da hepatite B nesse grupo. A cobertura vacinal identificada pelo estudo (33,0%) foi superior às taxas evidenciadas em alguns estudos. Acredita-se que este fato possa estar relacionado ao relato dos usuários de drogas ilícitas e não à comprovação pela carteira de vacinação.

A baixa adesão ao esquema vacinal completo também foi evidente. Estes dados reforçam a necessidade de estratégias de saúde pública que se apoiem na intersetorialidade sobretudo entre a Educação e Assistência Social visando à educação em saúde e a oportunidade de uma assistência integral a esta população, levando em consideração as questões sociais, econômicas e culturais deste grupo. Por fim os resultados desta investigação apontam também para a necessidade de maiores estudos sobre a cobertura vacinal contra a hepatite B não apenas em usuários de drogas ilícitas, bem como em demais grupos de risco, como profissionais do sexo, profissionais de saúde, hemodialisados, encarcerados e outros.

 

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Autor Correspondente:
Fabiana Perez Rodrigues
R. Major Capilé, 2430 - Ed. Eldorado - Bl. A - Apto. 71 - Centro
Dourados - MS - Brasil CEP. 79805-011
E-mail: fabiana@uems.br

Artigo recebido em 02/04/2010 e aprovado em 07/10/2010

 

 

* Estudo realizado no município de Dourados-MS, em Centros de Recuperação e demais programas de apoio a usuários de drogas injetáveis e não injetáveis.

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