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Acta Paulista de Enfermagem

Print version ISSN 0103-2100

Acta paul. enferm. vol.24 no.4 São Paulo  2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002011000400019 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Respostas fisiológicas e emocionais ao estresse em estudantes de enfermagem: revisão integrativa da literatura científica

 

Respuestas fisiológicas y emocionales al estrés en estudiantes de enfermería: revisión integrativa de la literatura científica

 

 

Sonia Betzabeth Ticona BenaventeI; Ana Lucia Siqueira CostaII

IEnfermeira graduada na Universidad Nacional de San Agustín de Arequipa, Perú
IIDoutora em Enfermagem. Professora do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo -USP- São Paulo (SP), Brasil

Endereço para correspondêcia

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar a produção científica relacionada às respostas fisiológicas e emocionais em estudantes de enfermagem, registrada nos periódicos nacionais e internacionais de enfermagem.
MÉTODOS: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura científica, tendo como foco as bases de dados PUBMED, MEDLINE, CINAHL, LILACS e SciELO. Na amostra, foram incluídos trabalhos escritos na íntegra, em português, inglês ou espanhol, no período de julho de 2004 a julho de 2009, que continham, pelo menos, um descritor no título e três no texto, diretamente relacionados a manifestações fisiológicas e psicológicas do estresse em estudantes de enfermagem.
RESULTADOS: Dos 126 artigos identificados apenas 13 referiram-se ao tema, deles, cinco abordaram manifestações psicológicas, quatro, manifestações fisiológicas e outros quatro ambas. Do total, quatro foram estudos longitudinais e nove transversais.
CONCLUSÃO: Pelos resultados atingidos, observou-se que o tema ainda deve ser estudado e desenvolvido no processo de ensino e aprendizagem da enfermagem, pois verificou-se que o estresse é uma ocorrência frequente e com consequências importantes entre esses estudantes.

Descritores: Estudante de enfermagem/psicologia; Estresse; Estresse fisiológico; Estresse psicológico.


RESUMEN

OBJETIVO: Analizar la producción científica relacionada a las respuestas fisiológicas y emocionales de estudiantes de enfermería, registrada en los periódicos nacionales e internacionales de enfermería.
MÉTODOS: Se realizó una revisión integrativa de la literatura científica, teniendo como foco las bases de datos PUBMED, MEDLINE, CINAHL, LILACS y SciELO. En la muestra, fueron incluídos trabajos escritos íntegramente, en portugués, inglés o español, en el período de julio del 2004 a julio del 2009, que contenían, por lo menos, un descriptor en el título y tres en el texto, directamente relacionados a manifestaciones fisiológicas y psicológicas del estrés en estudiantes de enfermería.
RESULTADOS: De los 126 artículos identificados apenas 13 se refirieron al tema, de ellos, cinco abordaron manifestaciones psicológicas, cuatro, manifestaciones fisiológicas y otros cuatro ambas. Del total, cuatro fueron estudios longitudinales y nueve transversales.
CONCLUSIÓN: Por los resultados alcanzados, se observó que el tema aun debe ser estudiado y desarrollado en el proceso de enseñanza y aprendizaje de la enfermería, pues se verificó que el estrés es una ocurrencia frecuente y con consecuencias importantes entre esos estudiantes.

Descriptores: Estudiante de enfermeria/psicología; Estrés; Estrés fisiológico; Estrés psicológico.


 

 

INTRODUÇÃO

As experiências estressantes fazem com que os indivíduos desenvolvam diferentes estratégias de enfrentamento, como forma de adaptação e sobrevivência. A princípio, o processo de adaptação é considerado como parte integrante dos seres vivos. No homem contemporâneo, tornou-se complexo, acompanhado, muitas vezes, de manifestações psicossomáticas e altamente prejudiciais para sua qualidade de vida(1). Quando esta resposta particular é apreciada pelo individuo, como difícil ou que excede seus próprios recursos e com maior risco de seu bem-estar, as reações de estresse desenvolvem-se(2).

Atualmente, os estudos de estresse têm alcançado grande popularidade, tanto na linguagem cotidiana como na literatura científica(3-4). Sendo considerado como um fator predisponente, desencadeante ou coadjuvante de múltiplas doenças, que podem ser realmente sérias(5-6).

Estudantes da área da saúde experimentam elevados níveis de estresse. Na análise comparativa entre os estudantes dos cursos de medicina, obstetrícia e puericultura, enfermagem e tecnologia médica, foi verificado que as disciplinas curriculares e a condição pessoal para a realização das atividades curriculares causam maior impacto entre os estudantes de enfermagem(7). Na comparação de 558 estudantes universitários dos cursos de ciências da computação, direito, enfermagem e letras, observou-se que os transtornos mentais menores foram prevalentes entre os de enfermagem. Os distúrbios psicossomáticos de maior incidência foram tensão, estresse psíquico e baixa capacidade de desempenho(8). Sabe-se que estas alterações contribuem para um baixo desempenho e consequências severas no estado de saúde desses estudantes(9).

O estudante de enfermagem encontra-se imerso no processo ensino e aprendizagem, que se caracteriza pela possibilidade de participar dessa experiência que pode ser ameaçadora ou desafiante e, particularmente, importante, por estar relacionada à sua formação profissional(7,10). A adaptação ao processo ensino e aprendizagem ao longo de todo o curso é uma preocupação constante dos estudantes(11).

Diversos autores constataram diferentes fontes de estresse nos estudantes de enfermagem. As exigências acadêmicas, em razão do aumento da carga horária, avaliações constantes(12-13), elaboração de relatórios e redação de forma correta(13) são exemplos de fontes de estresse para esses estudantes. Outras fontes presentes de estresse são as relações interpessoais e intrapessoais, ou seja, a procura por novos amigos, realização de trabalho com pessoas desconhecidas(14-15) e problemas relacionados com os professores, por serem muitas vezes exigentes, intimidativos e restritos(15), limitação do tempo para cumprir múltiplos papéis relacionados à família, trabalho e faculdade(11), além de problemas financeiros, cada vez mais presentes no mundo atual(11,16).

Após diferentes relatos, concorda-se que o estresse é uma usual e esperada ocorrência no ambiente acadêmico de enfermagem. Obviamente, deve-se considerar que os estudantes de cada instituição de ensino vivenciam em menor ou maior intensidade o estresse no processo de ensino e aprendizagem e são dependentes da realidade em que vivem, pois, ocorrem flutuações nessa intensidade durante as distintas etapas de formação do aluno(17).

Com o intuito de conhecer os sintomas produzidos pelo estresse em estudantes de enfermagem, esta pesquisa pautada na literatura cientifica foi desenvolvida com o seguinte objetivo: realizar uma revisão integrativa da literatura científica relacionada às manifestações fisiológicas e psicológicas de estresse presentes em estudantes de enfermagem.

 

MÉTODOS

Para o alcance do objetivo, optou-se pelo método de revisão integrativa, de caráter descritivo com abordagem quantitativa. A revisão integrativa é um método de pesquisa que permite a busca, a avaliação crítica e a síntese das evidências disponíveis do tema investigado, sendo seu produto final o estado atual do conhecimento do tema investigado, assim como a identificação de lacunas que direcionam para o desenvolvimento de pesquisas futuras(18).

A metodologia considera seis etapas, que foram utilizadas neste estudo: estabelecer a questão da pesquisa, selecionar as pesquisas que constituirão a amostra, categorizar os estudos, avaliar os estudos incluídos, interpretar os resultados e síntese do conhecimento.

O levantamento bibliográfico foi realizado na rede de acesso virtual da Biblioteca da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Os artigos foram selecionados nas seguintes bases eletrônicas de dados: National Library of Medicine (PUBMED), Health Information from the National Library of Medicine (MEDLINE), Cummulative Index of Nursing and Allied Health Literature (CINAHL), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências de Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Para o levantamento dos artigos, foram utilizadas as palavras-chave: estudante de enfermagem, estresse, estresse fisiológico, estresse psicológico nos idiomas português, espanhol e inglês. Com estes descritores, foram encontrados 126 artigos com texto completo, sendo selecionados só os relacionados às manifestações fisiológicas e emocionais de estresse nos estudantes de enfermagem. Após a leitura dos artigos, 13 foram escolhidos, pois se relacionavam diretamente com o tema em questão.

Os critérios de inclusão dos artigos foram: trabalhos escritos na íntegra, em português, inglês ou espanhol, no período de julho 2004 a julho 2009, que continham, pelo menos, uma palavra-chave no título e três no texto, diretamente relacionadas com estresse psicológico ou estresse fisiológico em estudantes de enfermagem. A escolha do período de seleção dos artigos baseou-se no critério de pesquisas recentes que caracterizam a fase atual de análise do estresse.

Um formulário para coleta de dados foi elaborado e preenchido para cada artigo da amostra do estudo. O formulário permitiu a obtenção das seguintes informações:

- Identificação do artigo: foi considerado o nome do artigo e a identificação do periódico onde foi publicado;

- Identificação dos autores: estes foram identificados, de acordo, com sua formação e titulação; e

- Tipo de estudo: As pesquisas foram identificadas pelo objetivo, tipo de metodologia, resultados e conclusões.

 

RESULTADOS

Do total de 126 artigos encontrados, apenas 13 referiam-se ao tema manifestações fisiológicas e psicológicas do estresse nos estudantes de graduação em Enfermagem, como é mostrado nos dados da Figura 1. Na base de dados LILACS, os artigos encontrados estavam somente em forma de resumo. Desta forma, foram excluídos e não apresentados nos dados da Figura 1. Os artigos encontrados foram publicados nas revistas: Nurse Education Today (dois artigos), Journal of Psychiatric and Mental Health Nursing (um artigo), Journal of Physiological Antropology (um artigo), Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology (um artigo), Research in Nursing & Health (um artigo), International Journal of Nursing Studies (dois artigos), International Journal of Nursing Education Scholarship (um artigo), Archives of Psychiatric Nursing (um artigo), Revista Chilena de Neuro Psiquiatria (um artigo), Biomedical Research, (um artigo) e Revista Referência (um artigo).

Quanto à formação acadêmica dos autores, como se apresentam os dados da Tabela 1, pode-se observar que, em sua maioria, constitui-se de enfermeiros (29; 55,8%), 11 deles com título de doutor; em menor proporção médicos (16; 30,8%); a seguir, fisioterapeutas (6; 11,5%) e um psicólogo (1; 1,9%). Os autores em maior frequência eram docentes de enfermagem em diferentes instituições.

Dos artigos encontrados, cinco abordavam manifestações psicológicas relacionadas ao estresse nos estudantes de enfermagem; quatro, abordavam as manifestações físicas e ambos (físicas e emocionais) em quatro artigos.

Os 13 artigos analisados foram resultados de pesquisas, sendo 11 na linha quantitativa, um com abordagem mista (qualitativa e quantitativa), e um com abordagem qualitativa. Do total, quatro são estudos longitudinais e nove, transversais.

Ao analisar os objetivos das pesquisas, conforme descritos no Quadro 1, foram verificadas abordagens diferentes entre os autores. Alguns(17,19-20,22-23,25-26) procuraram analisar a relação específica do estresse com uma manifestação fisiológica ou psicológica e outros(10,12,21,24,27-28) exploraram a visão geral do estado de saúde dos estudantes envolvidos nas pesquisas.

Os artigos sobre as manifestações psicológicas de estresse foram realizados por diferentes autores. Pesquisadores identificaram estudantes com níveis baixos de autoestima na etapa final do curso de graduação. Os níveis de estresse e de autoestima geral foram significativamente diferentes entre os discentes, nas diversas etapas de formação. O estresse foi significativamente alto entre os estudantes que estavam na fase inicial do 3º ano, quando comparado ao estresse em outra etapa do curso de graduação(17).

 

DISCUSSÃO

Com base na análise dos resultados, observou-se que os artigos foram publicados, principalmente em revistas internacionais de enfermagem, sem ocorrência de publicação em periódicos nacionais.

Verificou-se que o estresse nos estudantes de enfermagem, assim como, suas manifestações são de maior interesse dos docentes na área. O fato identifica que os professores da área de enfermagem estão preocupados com a formação discente e com as repercussões da experiência acadêmica na vida profissional futura desses indivíduos.

Maior número de pesquisas, que abordavam os aspectos emocionais, foi identificada. O resultado pode ser consequência do maior número de instrumentos disponíveis para avaliação desse tipo de manifestações.

O menor número de pesquisas que abordavam as manifestações fisiológicas de estresse, justifica-se pela dificuldade de se trabalhar com instrumentos adequados que possam ser reproduzidos em diferentes amostras. Ainda, nesta abordagem, para obtenção de resultados objetivos com dosagem de hormônios específicos de estresse, é necessário apoio laboratorial especializado, o que acarreta maior custo e impacto no desenvolvimento de estudos na área.

Elevados níveis de morbidade psicológica e burnout foram identificados em estudantes chineses. O estresse também aumentou ao longo do período de formação e as estratégias de coping com foco na emoção foram utilizadas por estes estudantes(19).

As reações dos estudantes de enfermagem frente à comunicação nas situações de estresse foram medidas em dois experimentos, tendo a emoção e a empatia às variáveis analisadas e o traçado do encefalograma e eletrocardiograma, o registro da variação. O resultado demonstrou que expressar emoções, ativa a região temporal esquerda do cérebro, e as respostas fisiológicas da empatia, variaram conforme a percepção do estudante dos diferentes elementos da empatia. Neste estudo, pôde-se concluir que a expressão da emoção e a percepção de empatia recebida reduzem o estresse, e o partilhamento de informações é o ponto central para redução do estresse(20).

Estudos demonstram que os incidentes de estresse e o coping negativo estão positivamente correlacionados com sintomas psicológicos em alguma extensão. O coping positivo e o apoio social estão correlacionados com a diminuição dos sintomas psicológicos(21). Outro estudo relata que o apoio social e a autoestima foram negativamente relacionados à depressão(22).

Na Nigéria, foi feita a coleta de dados, mediante um questionário sobre as características sociodemográficas, percepção de estressores e o General Health Questionnaire-12. Os estudantes revelaram como estressores mais frequentes, o ambiente barulhento, a falta de segurança e os meios de transporte. Os autores ainda referem que o gênero não é um fator significativo na morbidade psicológica(23).

Quanto às manifestações fisiológicas do estresse, pesquisadores coletaram dos estudantes de enfermagem amostras de saliva em conjunto com o preenchimento de um questionário em três diferentes circunstâncias: um mês depois do início do semestre, depois das provas finais, e após a publicação das notas. Os autores identificaram incremento no nível dos anticorpos específicos HCMV IgG e IgA, um mês após o início do semestre e depois dos exames finais. A diminuição dos anticorpos foi observada logo após os exames finais e no período de publicação das notas de rendimento escolar. Mesmo considerando esta variação nas taxas de anticorpos, o estado de saúde e o comportamento saudável mantiveram-se estáveis mesmo em período de estresse(24).

Em estudo comparativo de estudantes de enfermagem com dor lombar foi observado que aqueles com presença de dor eram fisicamente mais ativos, apresentavam maior pontuação de estresse e utilizavam com freqüência estratégias de coping passivas quando comparados com o grupo controle. A análise de regressão revelou que a percepção do estresse, coping utilizado, atividade física praticada, movimento espinal e a idade contribuem para a presença da dor lombar(25).

Para uma avaliação fisiológica de estresse, foram acompanhados 15 estudantes de enfermagem saudáveis que realizavam provas simuladas, contendo 100 questões de múltipla escolha de anatomia e fisiologia, como preparatório do Exame Nacional em Osaka. O cortisol salivar foi coletado em três momentos diferentes, uma hora antes do início do exame, imediatamente ao término e duas horas, após a finalização do mesmo. As concentrações de cortisol salivar, IgA e CgA foram determinadas por um ensaio de enzimas. O resultado revelou que as concentrações de IgA e CgA apresentaram aumento com significância estatística imediatamente, após a realização do exame e diminuíram no período de duas horas, após seu término. Não foram observadas diferenças significativas da concentração do cortisol da saliva no período que compreende antes, imediatamente e após o término do exame(26).

No estudo de correlação entre estresse e enfermidades infecciosas, foi revelada associação positiva entre resfriado comum (61,7%) e herpes (21,3%). Estudantes com baixa pontuação de estresse tiveram correlação negativa com doença infecciosa(27).

Na comparação de estudantes de enfermagem coreanos e japoneses para a presença de depressão e o registro de sintomas somáticos em um determinado período, foi observado que as culturas não diferem para os índices do Beck Depression Inventory. No entanto, as mulheres coreanas têm medias de estresse significativamente maiores do que as japonesas(28).

Na identificação entre os estudantes de enfermagem das manifestações físicas do estresse como transpiração, tremores e debilidade física e as manifestações psicológicas de pânico, angústia, solidão e abandono, tristeza, desmotivação, frustração, impotência e revolta; foi verificada a prevalência de angústia perante todas as manifestações mencionadas pelos estudantes(12).

A escala General Health Questionnaire-30 permitiu identificar que os níveis de estresse estão acima do raio de corte, o que sugere que os estudantes de enfermagem podem desenvolver uma doença física ou psiquiátrica(10).

 

CONCLUSÕES

A realização desta pesquisa permitiu encontrar 13 artigos sobre as manifestações psicológicas e fisiológicas do estresse vivenciadas por estudantes de enfermagem.

Pôde-se concluir que os estudantes de enfermagem apresentam manifestações psicológicas e fisiológicas de estresse em maior proporção que os de outras áreas.

As diferenças socioeconômicas contribuem para o surgimento de diversos fatores de estresse, e o gênero não é um fator relevante na análise das manifestações de estresse entre os estudantes de enfermagem.

Diversos estudos associam as manifestações físicas do estresse, como: dor lombar, alteração dos níveis das imunoglobulinas, aumento da secreção de cortisol e associação de doenças e baixa imunidade.

Na utilização de questionários de avaliação de depressão e situação geral de saúde, houve variação dos resultados, porém, com tendência a revelar transtornos físicos ou mentais para os estudantes em análise.

Ainda na análise dos resultados, na amostragem não foram incluídas, pesquisas realizadas no Brasil, por não terem sido publicadas na íntegra, o que aponta para a necessidade de realização de estudos que analisem as peculiaridades e a incorporação das características socioeconômicas e culturais dos estudantes brasileiros na análise do estresse.

Recomenda-se que este tipo de estudo seja conhecido, especialmente, pelos docentes da área de enfermagem e que sejam criados sistemas de apoio aos alunos, para que melhor se beneficiem da etapa de formação acadêmica.

Ainda como recomendação, que se desenvolvam estudos com enfoque nas manifestações e fontes de estresse, para que possam ser traçadas estratégias de intervenção, a fim de proporcionar melhoria da qualidade de vida desses estudantes. Os alunos treinados para utilizar estratégias de enfrentamento irão usufruir melhor a etapa acadêmica e saberão aplicar a experiência na futura vida profissional.

 

 

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Autor Correspondente:
Ana Lucia Siqueira Costa
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419 - Cerqueira César - São Paulo - SP - BrasilCEP. 05435-000
E-mail: anascosta@usp.br

 

 

Artigo recebido em 04/04/2010 e aprovado em 12/02/2011

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