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Acta Paulista de Enfermagem

Print version ISSN 0103-2100

Acta paul. enferm. vol.24 no.5 São Paulo  2011

https://doi.org/10.1590/S0103-21002011000500021 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Estratégias tecnológicas de ensino associadas ao treinamento em Suporte Básico de Vida

 

Estrategias tecnológicas de enseñanza asociadas al entrenamiento en Soporte Básico de Vida

 

 

Satomi MoriI; Iveth Yamaguchi WhitakerII; Heimar de Fátima MarinIII

IMestre. Enfermeira da Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil
IIDoutora. Professora Adjunto da Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil
IIIProfessora Titular da Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – São Paulo (SP) Brasil

Autor Correspondente

 

 


RESUMO

Neste estudo objetivou-se analisar a eficácia e as vantagens do uso dos recursos tecnológicos para o ensino em Suporte Básico de Vida (SBV) por meio de revisão narrativa. Foram analisados 29 artigos publicados e indexados nas bases de dados MedLine, PubMed e LILACS que utilizaram vídeo, CD-ROM, DVD, websites e programas computacionais para o ensino em SBV. Observou-se que a utilização desses recursos pode favorecer a aquisição de conhecimento em níveis similares ou superiores aos métodos tardicionais de ensino. Dentre as vantagens observadas citam-se a redução dos custos de treinamento, a facilidade de acesso e padronização das informações.

Descritores: Suporte vital Cardiaco Avançado; Instrução assistida por computador/métodos; Ressuscitação cardiopulmonary/educação; Educação continuada em Enfermagem/organização & administração; Internet/ organização & administração; Necessidades e demandas de serviços de saúde


RESUMEN

En este estudio se tuvo como objetivo analizar la eficacia y las ventajas del uso de los recursos tecnológicos para la enseñanza del Soporte Básico de Vida (SBV) por medio de revisión narrativa. Se analizaron 29 artículos publicados e indexados en las bases de datos MedLine, PubMed y LILACS que utilizaron video, CD-ROM, DVD, websites y programas de informática para la enseñanza en SBV. Se observó que la utilización de esos recursos puede favorecer en la adquisición de conocimientos en niveles similares o superiores a los métodos tradicionales de enseñanza. Entre las ventajas observadas se citan la reducción de los costos de entrenamiento, la facilidad de acceso y patronización de las informaciones.

Descriptores: Apoyo Vital Cardíaco Avanzado; Instrucción por computador/métodos; Resucitación cardiopulmonar/educacion; Educación continua en Enfermería/organización & administracíon; Internet/ organización & administracíon; Necesidades y demandas de servicios de salud


 

 

INTRODUÇÃO

O processo de desenvolvimento das manobras em ressuscitação cardiopulmonar (RCP) envolveu o trabalho científico de diversos estudiosos, desde o século XVIII até os dias atuais. O marco para a realização das técnicas modernas ocorreu, em 1950, quando o procedimento foi dividido nos passos A, B e C, e, em 1960, quando Kouwenhoven publicou um artigo afirmando que qualquer pessoa em qualquer lugar poderia iniciar as manobras de RCP. Em 1961, motivada pela possibilidade de reverter uma parada cardiorrespiratória(PCR), a American Heart Association fundou um comitê de reanimação cardiorrespiratória para promover pesquisas, padronização das informações e treinamento sem Suporte Básico de Vida (SBV)(1-3).

Desde então, muitos estudos sobre treinamentos e disponibilidade de informações em SBV vêm sendo realizados. O primeiro recurso tecnológico criado para este fim e amplamente utilizado até os dias atuais é o manequim,que possibilita o treinamento prático de procedimentos,tais como a ventilação boca a boca e a compressão torácica externa. Posteriormente, outros recursos para a propagação de informações passaram a ser testados e utilizados para a mesma finalidade.

A relevância da divulgação do conhecimento e o desenvolvimento de habilidades em RCP devem-se ao fato de que, quando as manobras de RCP são instituídas precoce e corretamente, vidas podem ser salvas. Outro aspecto importante relaciona-se à alta incidência de situações que podem ocasionar a PCR, como infarto agudo do miocárdioe acidentes(4-5). Por isso, é importante que as pessoas tenham fácil acesso às informações e aos treinamentos em SBV. Apesar da existência de cursos de SBV, é necessário maior investimento na propagação dos conhecimentos de modo a abranger um maior número de pessoas. Nesse sentido,existem diversos recursos tecnológicos de comunicação, tais como: vídeos, CD-ROM, DVD e web sites que podem ser utilizados para essa finalidade.

Tendo em vista a importância da divulgação das informações em SBV, neste estudo, pretendeu-se analisar a eficácia e as vantagens do emprego desses recursos para aquisição de conhecimentos e habilidades em SBV, tanto por leigos como por profissionais da área da saúde. Acredita-se que essas informações possam colaborar para a tomada de decisão sobre os melhores recursos a serem usado para essa finalidade, de acordo com as necessidade se condições de seus usuários. Além disso, poderiam também favorecer o aperfeiçoamento e o desenvolvimento de novas estratégias de treinamento em SBV.

 

MÉTODOS

Trata-se de uma revisão narrativa, cuja busca foi realizada nas bases de dados MedLine, PubMed e LILACS, nas quais foram utilizados os descritores cardiopulmonar resuscitation e education. A busca dos artigos incluiu as publicações até2009, e os idiomas considerados foram inglês, espanhol e português. O critério para a inclusão dos artigos consistiu na descrição do uso de uma ou mais das seguintes ferramentas tecnológicas: vídeo, CD-ROM, DVD, web sites e programas computacionais, como o único material didático informativo para o treinamento em RCP ou SBV. Os estudos sobre o ensino em Suporte Avançado de Vida,bem como temas não relacionados a SBV e os que não usaram os recursos tecnológicos citados foram excluídos.

Na base de dados MedLine, foram obtidos 1.041 artigos e destes foram selecionados 30. No PubMed,foram identificados 189 artigos, selecionados três artigos,pois 20 já haviam sido recuperados pela MedLine. NaLILACS, foram encontrados 51 artigos, no entanto,nenhum foi selecionado devido não se enquadrarem noscritérios de inclusão para este estudo. Assim, o total deartigos selecionados foi 29.

 

RESULTADOS

As informações referentes ao tipo de estudo, ano de publicação, periódico e o equipamento utilizado são descritos no Quadro 1.

Do total de 30 artigos, 21 (70%) utilizaram vídeo e DVD,9 (30%) o CD-ROM, programas computacionais e web site. No periódico Resuscitation, foram verificados 15 (50%) artigos.

Vídeotape e DVD

Dentre os estudos que usaram vídeo ou DVD,verificou-se que 16 foram aplicados em leigos, dois em estudantes de medicina, um em estudante de enferma geme um em funcionário de um hospital(6-26).

Nos estudos realizados com leigos, cinco avaliaram as habilidades logo após o treinamento, sete, em um intervalo entre um semana a oito meses do treinamento e quatro aplicaram entrevista(7-9,11-22,24).

Por meio dos dados obtidos em entrevista aos leigos,verificou-se que do total de 65 PCR presenciadas, 31ocorreram no grupo que recebeu treinamento por meio de vídeotape e 34 no grupo que não recebeu treinamento, e a RCP foi iniciada pelos leigos em 83% e75% dos casos, respectivamente(7).

Na análise da taxa de leigos treinados com o uso de DVD após alguns meses, percebeu-se em um estudo que 4% da população da Noruega haviam sido treinadas com sua utilização. Em outro estudo, verificou-se que não houve aumento significativo na taxa de pessoas treinadas de um ano para outro, após o uso do recurso. Quanto ao aspecto psicossocial, observou-se que o treino com o vídeo amenizou a ansiedade inicial quando comparada a outros métodos(10,12,14,22).

Entre os estudantes de medicina, verificou-se desempenho superior nas habilidades adquiridas no grupo que usou o vídeo que no controle. Cerca de 43% daqueles que receberam o treinamento tradicional e 19% do grupo do treinamento com o vídeo foram classificados como incompetentes em RCP. Entre os estudantes de enfermagem,observou-se que não houve diferenças significativas entre os grupos intervenção e controle; no entanto, o grupo que utilizou o vídeo apresentou melhor desempenho na sequência de avaliação primária. Verificou-se ainda que 49,2% referiram que o fator limitante para participar de treinamentos em RCPrelacionou-se ao custo(26).

Em outros estudos, na avaliação prática logo após o treinamento em RCP, houve adequada aquisição de habilidade que verificada entre 60% e 80% no grupo que utilizou ovídeo e de 6,1% e 45,1% no grupo controle. Outros estudos mostraram resultados diferentes, sendo o bom desempenho,em 79% naqueles que participaram de treinamentos que associaram as orientações dadas por um instrutor e o uso do vídeo, 72.5% nos que receberam orientação por instrutores e de 65% nos que só usaram o vídeo(8-9,13,15).

Ao se avaliar as compressões torácicas externas (CTE),constatou-se que a média de CTE alcançada antes e depois do treinamento foi de 100,5 +/- 62,5 para 161 +/- 32,8no grupo intervenção e de 74,4 +/-55.5 para159 +/31,.8 no grupo controle, não havendo diferenças significativas entre os grupos. Já, em outro estudo, nos que usaram o vídeo, a quantidade de CTE aumentou notavelmente de 60 para 119. O uso do vídeo também foi efetivo para alcançar desempenho satisfatório no emprego do desfibrilador automático externo(21,23-24).

Os estudos que avaliaram a retenção de conhecimento e habilidades ao longo do tempo mostraram que, após dois meses do treinamento, 40% do grupo que fez uso do vídeo e 16% no grupo controle apresentavam-se competentes na realização das manobras. Ainda considerando o mesmo período, observou-se em outro estudo o declínio do desempenho de 60% para 44% no grupo intervenção e de42% para 30% no grupo controle. Nos que envolveram a avaliação, após três e seis meses, além de observar o desempenho melhor nos adultos que em crianças constatou-se a deterioração do conhecimento e das habilidades em um dos estudos e nos demais não houve diferença significativa entre os grupos intervenção e o controle, concluindo que ovídeo foi tão efetivo como o método tradicional(10-11,16-20).

CD-ROM, Programas Computacionais e web site

A avaliação do uso de CD-ROM, programas de computador e de internet foi realizada com estudantes de medicina, enfermagem e ensino médio, além de enfermeiros e profissionais de saúde mental e de uma empresa(27-35).

Em três estudos sobre o uso da internet em alunos do ensino médio, verificou-se em um deles que a média de acertos no teste teórico sobre SBV foi de 7,5 no grupo intervenção e 6,0 no grupo controle, em um outro estudo, não houve diferenças significativas entre os grupos(31). Ao se comparar a aquisição desconhecimento após, dois dias do treinamento em quatro grupos distintos, os acertos na avaliação teórica foram de 87% no grupo que associou o uso do computador e o treinamento prático, 82% nos que usaram somente o computador, 77% nos que associaram vídeo e demonstração prática e 54% no grupo sem treinamento. Na avaliação prática da sequência do atendimento a PCR,os acertos variaram de 26% e 100% nos grupos intervenção e de 12% e 56% no grupo controle(30).

Nos estudos que envolveram o uso do CD-ROM pelos estudantes de enfermagem e medicina, verificou-se o melhor desempenho nos que o utilizaram. A média de acertos nas práticas dos estudantes de enfermagem variou de 5% e 100%no grupo intervenção e de 0% e 100% no grupo controle, e50% dos itens avaliados alcançaram taxa de 0% nesse grupo(27). Dentre os estudantes de medicina, observou-se na avaliação teórica o melhor desempenho no grupo intervenção quando comparado ao controle, sendo p = 0,0007. No entanto, na avaliação prática, não foram observadas diferenças significativas entre esses grupos (p = 0,4381)(27).

Na avaliação prática de enfermeiros, a média de acertos foi de 34 no grupo que recebeu o treinamento convencional, 28 no grupo que realizou o curso pela internete 26 no grupo controle(29). Os profissionais de saúde mental que utilizaram o web site obtiveram desempenho melhorem 21 dos 30 aspectos observados e, entre os profissionais recrutados em uma empresa, observou-se que a informação obtida pelo estudo de um web site colaborou, para que 84% e 100% dos participantes realizassem corretamente as etapas que envolveram o SBV(32,35).

 

DISCUSSÃO

Dentre os estudos selecionados que usaram o vídeo, o CD-ROM, o DVD, o programa computacional e o web site como único material informativo para o treinamento emSBV, foram observados que estes podem ser usados para aquisição de conhecimento por apresentarem resultados similares ou superiores na maioria dos estudos analisados,quando comparados aos métodos tradicionais. Já em relação à avaliação de desempenho prático, verificou-se em alguns estudos que esses recursos podem não favorecer a aquisição de habilidades, sendo indicada a complementação com o treino prático das manobras(23,27,34-35).

Apesar dessa observação, considera-se que o uso dessas ferramentas seja de fundamental importância para a disseminação do conhecimento e informações sobre SBV. Isso se deve sobretudo à possibilidade de abrangerem um número maior de pessoas em comparação aos métodos tradicionais, nos quais as vagas para treinamento são muitas vezes limitadas. Outros aspectos que os tornam atrativos,relacionam-se à possibilidade de uniformização da qualidade e quantidade de informações disponibilizadas. Nos métodos tradicionais, podem ocorrer divergências nas informações passadas pelos diferentes instrutores, e com a utilização de materiais áudios visuais esse risco seria menor ou inexistente(11,13).

Outros fatores relevantes que devem ser considerados, relacionam-se aos custos do treinamento e também à característica de flexibilidade no estudo dos materiais. Mesmo que o custo para a produção de ferramentas tecnológicas seja alto, seu valor é compensado pela alta possibilidade de reprodução e reutilização em momentos, locais e por pessoas diferentes. Esta característica é de fundamental importância, sobretudo, quando há a preocupação de que a informação seja compartilhada para pessoas de diferentes condições sócio econômicas(8).

As possibilidades de reduzir o tempo em sala de aula,do aprendiz realizar os estudos do material, de acordo com suas necessidades sem sofrer a influência dos colegas também foram aspectos valorizados. A maioria das ferramentas descritas é de fácil manuseio e adaptabilidade,além de possibilitar que os conteúdos sejam revistos e em alguns deles também é possível ao usuário interagir com o sistema, por meio de simulações e questionários,além de tornar possível a ilustração dinâmica, por intermédio de vídeos e sons(8,11,13,25-26,29-34).

Observou-se que esses recursos foram apreciados,por possibilitar além da flexibilidade de prosseguir oure ver conteúdo de acordo com as próprias necessidades sem sofrer a influência de outras pessoas, também os consideraram estimulantes e inovadores(28).

As limitações, frequentemente, apontadas nos estudos relacionaram-se ao fato de que as coletas de dados foram realizadas em pequenas populações, significando que seus resultados podem não ser aplicáveis em outras realidades. Outros fatores citados em menor frequência e que podem ter influenciado nos resultados obtidos, consistiram na possibilidade das pessoas com conhecimento prévio em SBVou que tenham obtido informações adicionais durante oestudo, tenham sido randomizados de maneira desigual entre os grupos, além do uso de manequins diferentes entre o grupo intervenção e controle na avaliação prática, os intervalos irregulares entre a orientação recebida e a realização da avaliação prática e o fato terem ocorrido falhas técnicas com os equipamentos durante o treinamento(7-8,11,26-28,30-32).

Ao considerar os resultados obtidos e a importância relacionada à possibilidade de elevar as chances de mais vidas serem salvas, pela aplicação de manobras simples por pessoas treinadas e informadas, ressaltam-se a relevância e a necessidade de maiores investimentos na criação e divulgação de novas tecnologias para o treinamento em SBV. Dentre eles, foram citados os recursos de Realidade Virtual e Realidade Aumentada, que possibilitam ao usuário interagir com a interface computacional com maior facilidade. Além desse aspecto, são necessários também maiores incentivos políticos, para que toda a população tenha acesso a esses recursos. Estas iniciativas poderiam beneficiar sobretudo aos que possuem limitações para participação em cursos ou treinamentos relacionados a razões sócio econômicas.

 

CONCLUSÃO

O uso de ferramentas tecnológicas favoreceu a aquisição de conhecimento em níveis similares ou superiores aos métodos tradicionais de treinamento em SBV. No entanto, para o adequado desenvolvimento das habilidades recomenda-se a associação das práticas. Outros aspectos relevantes que devem ser considerados, relacionam-se ao fato de que os recursos analisados podem influenciar na redução dos custos de treinamento, na facilidade de acesso às informações pela população, na adequação do estudo,de acordo com as necessidades pessoais do aprendiz, na padronização das informações disponibilizadas e na redução do tempo em sala de aula entre outros.

 

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Autor Correspondente:
Satomi Mori
R. Napoleão de Barros, 754 - Vila Clementino
São Paulo - SP - Brasil
CEP. 04024-002
E-mail: satomi.mori@unifesp.br

Artigo recebido em 10/03/2010 e aprovado em 06/01/2011

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