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Acta Paulista de Enfermagem

Print version ISSN 0103-2100

Acta paul. enferm. vol.24 no.6 São Paulo  2011

https://doi.org/10.1590/S0103-21002011000600019 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Responsividade dos instrumentos de avaliação de qualidade de vida de Ferrans e Powers: uma revisão bibliográfica

 

Responsiveness of instruments for assessing quality of life of Ferrans e Powers: a literature review

 

Receptividad de los instrumentos de evaluación de la calidad de vida de Ferrans e Powers: una revisión bibliográfica

 

 

Alcicléa dos Santos OliveiraI; Vera Lúcia Conceição de Gouveia SantosII

IMestre em Enfermagem. Enfermeira do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. São Paulo (SP), Brasil
IIProfessora Associada do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica da Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP), Brasil

Autor Correspondente

 

 


RESUMO

Este estudo objetivou realizar uma revisão bibliográfica sobre a responsividade ou sensibilidade às mudanças dos instrumentos de avaliação de qualidade de vida de Ferrans & Powers (IQVFP), nas versões genérica e específica. Os artigos foram localizados por meio das bases de dados Pubmed/Medline, Lilacs e SciELO e no próprio sítio eletrônico das autoras, utilizando as palavras-chaves: quality of life, responsiveness, sensitivity to change, Ferrans and Powers Index, measure tool. Dos 31 artigos encontrados, 20 foram acessados na íntegra. Quanto aos objetivos, 85% relacionavam QV e intervenções e 15% sobre responsividade, sendo a maioria desenvolvida com pacientes cardíacos (11/ 55%). Dentre os três estudos sobre responsividade, em dois foram testadas as propriedades psicométricas de confiabilidade e responsividade. O outro tratava de revisão de literatura. Concluiu-se que o número de pesquisas que testou a responsividade dos instrumentos de IQVFP é reduzido, havendo necessidade de novos estudos que avaliem essa propriedade de medida.

Descritores: Qualidade de vida; Indicadores básicos de saúde; Cardiopatias; Avaliação/métodos; Revisão


ABSTRACT

This objective of this study was to review literature on the responsiveness or sensitivity to changes of Ferrans & Powers instruments (IQVFP), for assessing quality of life (QV) using both the generic and specific versions. The articles were identified using the databases PubMed / Medline, Lilacs and SciELO and the electronic site of the authors, using the keywords: quality of life, responsiveness, sensitivity to change, Ferrans and Powers Index, and measurement tool. Of the 31 articles identified, 20 were assessed in full. As to the objectives, 85% were related to QV and interventions, and 15% about responsiveness, mostly developed with cardiac patients (11/55%). Among the three studies of responsiveness, two tested the psychometric properties of reliability and responsiveness. The other was a literature review. It was concluded that the number of studies that tested the responsiveness of the instruments IQVFP is low, requiring new studies to assess this property of measurement.

Keywords: Quality of life;Health status indicators;Heart diseases; Evaluation/menthods; Review


RESUMEN

En este estudio se tuvo por objetivo realizar una revisión bibliográfica sobre la receptividad o sensibilidad a los cambios de los instrumentos de evaluación de calidad de vida de Ferrans & Powers (ICVFP), en las versiones genérica y específica. Los artículos fueron localizados por medio de las bases de datos Pubmed/Medline, Lilacs e SciELO y en el propio sitio electrónico de las autoras, utilizando las palabras-clave: quality of life, responsiveness, sensitivity to change, Ferrans and Powers Index, measure tool. De los 31 artículos encontrados, 20 fueron accedidos en su totalidad. En cuanto a los objetivos, el 85% relacionaban CV e intervenciones y el 15% sobre receptividad, siendo la mayoría desarrollada con pacientes cardiacos (11/ 55%). De los tres estudios sobre receptividad, en dos fueron comprobadas las propiedades psicométricas de confiabilidad y receptividad. El otro trataba de revisión de literatura. Se concluyó que el número de investigaciones que probó la receptividad de los instrumentos de ICVFP es reducido, habiendo necesidad de nuevos estudios que evalúen esa propiedad de medida.

Descriptores: Calidad de vida; Indicadores de salud; Cardiopatías; Evaluación/métodos; Review


 

 

INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, o tema Qualidade de Vida (QV) vem sendo discutido amplamente em todas as áreas do conhecimento, especialmente, na saúde. Atualmente, Qualidade de Vida Relacionada à Saúde (QVRS) é considerada uma das mais importantes medidas de resultados em estudos clínicos(1), pois permite não só auxiliar na decisão entre diferentes tratamentos, como também monitorar o sucesso de uma nova terapia ou intervenção levando em consideração a percepção do paciente. Além disso, a avaliação da QVRS ajuda a direcionar o planejamento de ações que conduzem à melhoria das condições de vida(2).

Muitos instrumentos têm sido desenvolvidos sobretudo na Europa e Estados Unidos da América (USA), com o objetivo de medir QVRS. Estes instrumentos podem ser classificados como: genéricos, quando avaliam o impacto de uma doença sobre a vida do paciente, podendo ser aplicados a vários grupos ou populações; ou específicos, que avaliam, de forma pontual, determinados aspectos da QVRS, proporcionando uma maior sensibilidade na detecção de melhora ou piora do aspecto em estudo(3). Os instrumentos específicos são, portanto, clinicamente sensíveis e podem ser mais responsivos que os genéricos(3).

Há consenso de que, ao desenvolver-se um instrumento de avaliação de QV, é importante que algumas propriedades - confiabilidade e validade - sejam testadas, antes de seu emprego como medida de resultados em estudos clínicos(1,3).

A confiabilidade refere-se à consistência com que o instrumento mede o atributo(4). Indica a reprodutibilidade de uma medida, ou seja, capacidade de reproduzir o mesmo resultado quando aplicado repetidamente em sujeitos estáveis(3). Quanto menor sua variação nas mensurações repetidas de um atributo maior será sua confiabilidade(4).

A validade de um instrumento de medida consiste no grau que ele mede o que supostamente deve medir(3-4). Por exemplo, um instrumento válido para medir a inteligência deve medir a inteligência e não a memória.

Quando se deseja avaliar as mudanças na QVRS ao longo do tempo - decorrentes de uma cirurgia, uma terapia medicamentosa, um procedimento ou um tratamento - além dessas propriedades, os pesquisadores têm proposto uma terceira propriedade a ser medida que é a responsividade(1).

Responsividade, também chamada de sensibilidade para mudanças (sensitivity to changes), é a habilidade do instrumento medir mudanças pequenas, mas clinicamente importantes que o sujeito desenvolve em resposta a uma intervenção terapêutica efetiva. É considerada como parte importante do processo de avaliação de construtos longitudinais(5). Em estudos de intervenção, avaliações errôneas de resultados podem, portanto, ocorrer quando se utilizam instrumentos não sensíveis.

Em revisão de literatura sobre responsividade, os autores(1) encontraram várias definições, classificadas em três grupos, de acordo com o tipo de mudança que o instrumento responsivo é capaz de detectar: habilidade para detectar mudanças em geral, não considerando se a mudança é relevante ou significativa; habilidade para detectar mudanças clinicamente importantes e habilidade de detectar uma mudança real no conceito que está sendo medido(1).

Índice de Qualidade de Vida Ferrans & Powers
O Índice de Qualidade de Vida de Ferrans & Powers (IQVFP) foi desenvolvido pelas enfermeiras Carol E. Ferrans e Marjorie Powers, docentes da Universidade de Illinois (USA), em 1984. A versão genérica I do IQVFP(6) inclui 18 áreas, definidas por 32 itens, distribuídos em quatro domínios: Saúde e Funcionamento (SF), Psicológico/ Espiritual (PE), sócioeconômico (SE) e Família (Fa). Sua estrutura contém duas partes: a primeira, destinada à avaliação da satisfação com a vida e a segunda, para avaliar a importância atribuída pelo indivíduo a cada item(6-8), ambas são compostas dos mesmos 32 itens, o que leva à duplicação do número de questões a serem respondidas(6-7). A versão original I foi traduzida e adaptada para o português(9), com pacientes após alta de unidades de terapia intensiva, desde sua publicação original(6). A última versão, denominada genérica III, é datada de 1998(10).

Além das versões Genérica I e Genérica III, existem várias versões específicas do IQVFP: Câncer III, Cardíaca IV, Síndrome da Fadiga Crônica III, Diabetes III, Diálise III, Epilepsia III, Transplante de Fígado III, Esclerose Múltipla III, Nursing Home III, Pulmonar III, Lesão Medular III, Anemia Falciforme III, Acidente Vascular III(11), e, mais recentemente, autoras brasileiras desenvolveram a versão feridas do IQVFP (IQVFP-VF)(12).

Considerando-se a relevância da responsividade como propriedade de medida dos instrumentos de avaliação de QV e sendo o Índice de Qualidade de Vida Ferrans e Powers cada vez mais utilizado em nosso meio, desenvolveu-se esta revisão bibliográfica, objetivando identificar e analisar as evidências sobre essa propriedade relacionada ao IQVFP, em suas versões genérica e específica.

 

MÉTODOS

Para que os artigos fossem incluídos nesta revisão bibliográfica, deveriam atender aos seguintes critérios: estar relacionado ao tema responsividade, utilizar o instrumento IQVFP, ser publicado em periódico nacional ou internacional indexado, e estar nos idiomas Inglês, Português ou Espanhol. Incluíram-se publicações na forma de artigos completos, resumos, revisões, editoriais e cartas. Foram excluídos os artigos em outros idiomas, artigos não acessados eletronicamente ou em revista impressa que não faziam parte do acervo das bibliotecas.

A coleta de dados foi realizada em junho 2010, acessando-se as bases de dados Pubmed/Medline, Lilacs e SciELO e no próprio sítio eletrônico das autoras Ferrans e Powers(11), utilizando-se as seguintes palavras-chave: qualidade de vida, responsividade, sensibilidade para mudança, índice Ferrans e Powers, instrumento de medida (em português) e quality of life, responsiveness, sensitivity to changes, Ferrans and Powers Index, measure tool (em inglês).

 

RESULTADOS

Foram identificados 31 artigos de pesquisa sobre o tema proposto e, destes, 27 estavam inseridos no próprio site eletrônico das autoras(11). Dos 31 artigos identificados, só 20 foram acessados e compuseram esta revisão, conforme os dados apresentados no Quadro 1. Os artigos não acessados foram em razão de: referência errada, artigos antigos não disponíveis eletronicamente ou em revista impressa e revistas não encontradas nos acervos das bibliotecas.

De acordo com esta revisão bibliográfica, a primeira publicação sobre o IQVFP ocorreu em 1989, com o maior número de publicações em 2000 (4/20%) e em 2004 (3/15%). Estados Unidos da América é o país onde foram realizadas 65% das pesquisas, país de origem das autoras. Os artigos analisados foram publicados em 15 diferentes periódicos, destacando-se: Heart & Lung (3), Aplied Nursing Research e Circulation, com duas publicações cada. Quanto aos objetivos dos estudos, 85% (17) relacionavam QV e intervenções e só 15% (3) deles eram sobre responsividade. Dos artigos que tratavam sobre responsividade, somente em dois ela foi testada além da confiabilidade(31-32), e o terceiro artigo consistia em revisão de literatura. Com relação às amostras estudadas, a maioria foi de pacientes cardíacos (11/ 55%), sendo as demais: doença vascular encefálica (2), diabates (1), doença pulmonar (1) e outros (5). Com relação aos autores dos estudos, as enfermeiras estão presente em 11 deles (55%). Quanto aos instrumentos do IQVFP utilizados nesses estudos, a maioria foi o instrumento genérico QLI Index - versões I e III, com 28,6% cada um. Com referência aos instrumentos específicos, foram utilizados QLI Index - versão cardíaca (3) e versão AVE. E, com relação às análises estatísticas realizadas nos estudos, 6 (27,3%) utilizaram o test-t pareado e 3 (13,5%) o effect size. Só em 5 (22,3%) deles, há a descrição do valor de p.

 

DISCUSSÃO

A maioria dos artigos deste estudo foi encontrada no site eletrônico das próprias autoras(11), criadoras do IQVFP (QLI Index), estando classificados como estudos de responsividade. No entanto, ao serem analisados, somente dois(31-32) tratavam, de fato, da responsividade. Os demais trabalhos, embora descrevam a intervenção relacionada à QV, não se referem especificamente aos resultados da responsividade, ou seja, como propriedade de medida do instrumento, à semelhança dos estudos de validação. Esses estudos, mesmo não fazendo parte dos resultados desta revisão, por não se tratarem de estudos de responsividade, são deixados nos dados do Quadro 1 para informação dos usuários dos instrumentos de Ferrans & Powers, bastante utilizados no Brasil.

Um dos estudos, que analisou a responsividade do IQVFP(31), investigou a QV de 90 pacientes com diagnóstico de dispneia do sono e o uso de bipap contínuo. Neste estudo, foram usados os seguintes instrumentos: Calgry, Sleep Apnea Quality of Life Index (SAQLI), como instrumento de doença específico, e SF-36 e IQVFP, como instrumentos genéricos. Os instrumentos eram aplicados em dois momentos: antes e após o tratamento. Como propriedades psicométricas, foram analisadas a confiabilidade, validade e responsividade. Para análise da responsividade, foram utilizados testes t-pareado e effect size. Neste estudo, o SAQLI mostrou alta responsividade em relação aos instrumentos SF-36 e IQVFP.

Na outra investigação, foram testadas as propriedades psicométricas de confiabilidade e responsividade(32) . Nesta pesquisa, o objetivo foi comparar a reprodutibilidade e responsividade de três instrumentos de qualidade de vida: Seattle Angina Questionnaire (SAQ), Quality of Life Index Cardiac Version III (QLI) e o SF-36. Cento e sete pacientes com angina instável participaram do estudo, analisando-se o uso de dois tipos de medicamentos (de ação prolongada, com administração uma vez ao dia e de ação rápida, com administração mais de uma vez ao dia) e a melhora da QV. Os instrumentos de QV eram aplicados no início do tratamento, duas semanas e três meses após o início. Para análise da responsividade, os pesquisadores utilizaram o test t-pareado, com nível de significância de 5%. Nesse estudo, todos os instrumentos de QV demonstraram confiabilidade satisfatória. Com relação à responsividade, o IQVFP, versão cardíaca III (QLI) não conseguiu detectar mudanças na QV, não se confirmando, portanto, essa importante propriedade de medida.

Com relação ao método de cálculo da responsividade, nos dois estudos acima foram utilizados o teste t-pareado, e no segundo, além deste, utilizou-se também o effect size. Na literatura, são descritas várias formas para se testar a responsividade, não havendo um consenso entre os estudos. Em uma revisão, os autores1 encontraram 31 índices utilizados nos estudos para o cálculo da responsividade, destacando-se, dentre eles, o effect size ou tamanho do efeito. Em outro estudo(33), citam o test t-pareado como a estatística mais utilizada para o cálculo da responsividade, assim como em ambas as publicações mencionadas(31-32).

 

CONCLUSÃO

Os resultados desta revisão bibliográfica mostram que o número de pesquisas que testaram a responsividade dos instrumentos de QV de Ferrans & Powers, foi bastante reduzido, embora classificadas como tal no site eletrônico das autoras originais do instrumento. Reconhecendo que a validade de um instrumento de medida não é definitivamente provada, mas sustentada no acúmulo de evidências, observa-se a necessidade de novos estudos que avaliem as propriedades psicométricas, inclusive e, sobretudo, a responsividade.

 

REFERÊNCIAS

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Autor Correspondente:
Alcicléa dos Santos Oliveira
Av. dos Ourives, 480 - apto. 43 - Bloco 3
São Paulo - SP- Brasil
CEP. 04194-260
E-mail: alciclea@ig.com.br

Artigo recebido em 05/04/2010 e aprovado em 10/09/2010

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