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Acta Paulista de Enfermagem

Print version ISSN 0103-2100

Acta paul. enferm. vol.25 no.3 São Paulo  2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002012000300025 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho em profissionais de enfermagem: revisão integrativa da literatura*

 

Disturbios osteomusculares relacionados al trabajo en profesionales de enfermería: revisión integrativa de la literatura

 

Cheila Maíra LelisI; Maria Raquel Brazil BattausII; Fabiana Cristina Taubert de FreitasIII; Fernanda Ludmilla Rossi RochaIV; Maria Helena Palucci MarzialeV; Maria Lucia do Carmo Cruz RobazziV

ITerapeuta Ocupacional. Pós-graduanda (Mestrado) em Ciências pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil
IIEnfermeira. Especialista em Enfermagem do Trabalho pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - FAMERP - São José do Rio Preto (SP), Brasil
IIIFisioterapeuta. Pós-graduanda (Doutorado) em Ciências pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil
IVDoutora, Professora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto , Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil
VEnfermeiras do Trabalho, Doutoras. Professoras Titulares da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP). Brasil

Autor Correspondente

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar as evidências sobre o adoecimento de trabalhadores de enfermagem pelos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT).
MÉTODOS: Revisão integrativa da literatura utilizando as bases: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), BVS Enfermagem, Scopus e Banco de Teses da Universidade de São Paulo (USP) obtendo-se 17 estudos.
RESULTADOS: Evidenciou-se que os DORT acometem os profissionais de enfermagem e relacionam-se às condições inadequadas dos ambientes de trabalho, à organização e estrutura do trabalho.
CONCLUSÃO: É necessário investir em programas preventivos, capacitações, educação em saúde, estratégias de intervenção e organização dos serviços existentes.

Descritores: Transtornos traumáticos cumulativos; Doenças musculoesqueléticas; Saúde do trabalhador; Equipe de enfermagem


RESUMEN

OBJETIVO: Evaluar las evidencias sobre el padecimiento de trabajadores de enfermería por los Disturbios Osteomusculares Relacionados al Trabajo (DORT).
MÉTODOS: Revisión integrativa de la literatura utilizando las bases: Biblioteca Virtual en Salud (BVS), BVS Enfermagem, Scopus y Banco de Tesis de la Universidad de Sao Paulo (USP) obteniéndose 17 estudios.
RESULTADOS: Se evidenció que los DORT atacan a los profesionales de enfermería y se relacionan a las condiciones inadecuadas de los ambientes de trabajo, a la organización y estructura del trabajo.
CONCLUSIÓN: es necesario invertir en programas preventivos, capacitaciones, educación en salud, estrategias de intervencion y organización de los servicios existentes.

Descriptores: Trastornos de traumas acumulados; Enfermedades musculoesqueléticas; Salud laboral; Grupo de enfermería


 

INTRODUÇÃO

Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) são afecções de músculos, tendões, sinóvias (revestimentos das articulações) nervos, fáscias (envoltório dos músculos) e ligamentos, isolados ou combinados, com ou sem a degeneração de tecidos, voltados ao trabalho. Caracterizam-se pela ocorrência de sintomas concomitantes ou não, como: dor, parestesia, sensação de peso e fadiga. Com aparecimento insidioso, estas lesões atingem geralmente, os membros superiores, a região escapular em torno do ombro e a região cervical, mas, podem também acometer membros inferiores e, frequentemente, são causas de incapacidades laborais temporárias ou permanentes(1-2).

Danos ocasionados pelos DORT decorrem da utilização excessiva do sistema musculoesquelético e de sua inadequada recuperação e abrangem quadros clínicos adquiridos pelo trabalhador submetido às condições de trabalho inadequadas(3). São distúrbios musculoesqueléticos de origem multifatorial complexa; resultam de desequilíbrio entre as exigências das tarefas realizadas no trabalho e as capacidades funcionais individuais para responder a tais exigências; são modulados pelas características da organização laboral(4).

Os DORT originam diferentes graus de incapacidade funcional; ocasionam redução da produtividade, aumento nos índices de absenteísmo comprometendo a capacidade produtiva das empresas e geram despesas expressivas em tratamentos dos acometidos e processos indenizatórios de responsabilidade social(5,6). Sua etiologia inclui, além dos estressores físicos, biomecânicos e ergonômicos, os fatores de risco psicossociais e organizacionais, como estresse ocupacional elevado, inadequação de suporte social, monotonia das atividades, ansiedade e depressão, entre outros(7).

Trabalhadores da enfermagem desenvolvem suas atividades em diversos locais, dentre os quais as instituições hospitalares e realizam atividades de forma contínua, que exigem atenção constante, esforço físico, posições inadequadas, movimentos repetitivos e levantamento de peso, o que os predispõem ao risco de adoecimento pelo trabalho(8); assim a rotina laboral torna-os expostos a diversos fatores de riscos ocupacionais. O trabalho dos profissionais de enfermagem é estressante em função da forte carga psicoemocional decorrente da relação enfermeiro-paciente, das exigências físicas, do déficit de trabalhadores, dos turnos prolongados, das condições inadequadas de trabalho e do limitado poder de decisão(8).

Além de insalubre o trabalho é árduo e repetitivo, podendo provocar lesões físicas irreversíveis(9); os profissionais são afetados por distúrbios musculoesqueléticos(10), que podem resultar em desgastes relacionados a exposição às cargas fisiológicas, com sintomas álgicos em pernas, pés, mãos, braços, ombros, articulações, lombalgias, hérnias de disco, problemas no joelho, tendinites em braço/ombro e cansaço(11).

Conhecer os aspectos que determinam o aparecimento dos DORT na enfermagem torna-se fundamental para compreensão dos nexos causais desses agravos, possibilitando a implementação de estratégias de prevenção nos locais de trabalho e formas de tratamento e reabilitação dos acometidos(10). Desenvolveu-se, então, o presente estudo com o objetivo de avaliar as evidências científicas sobre o adoecimento dos trabalhadores de enfermagem pelos DORT.

 

MÉTODOS

Por ser uma revisão integrativa da literatura, este estudo percorreu as seguintes etapas: estabelecimento da hipótese e objetivos da revisão; de critérios de inclusão e exclusão de textos (seleção da amostra); definição das informações a serem extraídas daqueles selecionados; análise dos resultados e discussão e apresentação dos resultados(12,13). As perguntas de investigação formuladas foram: trabalhadores da equipe de enfermagem são acometidos pelos DORT? Como e em quais condições os DORTs apresentam-se nesses trabalhadores?

Os critérios de inclusão definidos foram: estudos publicados entre 1990-2010, em português, inglês e espanhol, com resumos disponíveis nas bases de dados selecionadas com objetivo de responderem às perguntas de investigação.

Os Descritores em Ciência da Saúde (DeCS): DORT, transtornos traumáticos cumulativos, enfermagem, trabalhadores, bem como suas respectivas traduções em inglês e espanhol foram usados. A busca foi realizada em julho de 2010 pelo acesso on-line e para a seleção dos estudos foram consultadas: a Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), a Biblioteca Virtual de Saúde em Enfermagem (BVS Enfermagem), a base de dados SCOPUS e o Banco de Teses e Dissertações da Universidade de São Paulo (USP).

Inicialmente, foram encontrados 29 estudos na BVS, 43 na BVS Enfermagem, 10 teses no Banco de Teses USP e 25 textos na base Scopus. Todos foram analisados por meio da leitura dos resumos e selecionados com base no objetivo desta revisão. Do total (107 textos), foram selecionados 45, destes 18 da BVS Saúde, 16 da BVS Enfermagem, 2 da biblioteca de Teses USP e 9 da SCOPUS. Foram excluídos os que se repetiam, os não disponibilizados na íntegra e os não pertinentes ao objetivo da presente investigação. Foram analisados, então, 17 textos, entre artigos e teses que atenderam aos critérios de inclusão.

Para a coleta das informações dos estudos, utilizou-se um instrumento brasileiro, validado, que visa nortear a coleta de dados a partir de artigos científicos para revisões integrativas, sistemáticas e metanálises(12), o qual contempla os seguintes itens: identificação do estudo original e de suas características metodológicas, avaliação do rigor metodológico(14), das intervenções mensuradas e dos resultados encontrados. Para a análise e posterior síntese dos textos incluídos, foram elaborados quadros sinóticos.(13)

Como o estudo não tratou de pesquisa com seres humanos, não foi submetido à aprovação de Comitê de Ética em Pesquisa.

 

RESULTADOS

Na presente revisão integrativa, foram analisados 17 estudos que atenderam aos critérios de inclusão e que serão apresentados a seguir.

Quanto a primeira autoria, 12 eram de enfermeiros, três de fisioterapeutas, um de médico e um não possibilitou a identificação da categoria profissional do autor; 11 estavam publicados em periódicos de enfermagem, três em revistas multidisciplinares e um em periódico de fisioterapia. No banco de teses havia dois estudos selecionados; seis foram publicados em 2010, dois em 2009, três em 2008, igual número em 2007, um em 2005 e dois em 2004. Quanto ao tipo de delineamento de pesquisa, foram evidenciados 11 estudos quantitativos (sete descritivos e transversais, três descritivos e exploratórios, um estudo descritivo retrospectivo), quatro revisões integrativas e dois com abordagem qualitativa. Em relação ao nível de evidência(14) todos possuíam nível 6, demonstrando fraca evidência científica. Nos Quadros 1, 2 e 3 a seguir, são apresentadas a síntese dos artigos incluídos na presente revisão integrativa.

 


Quadro 1 - Clique para ampliar

 

 


Quadro 2 - Clique para ampliar

 

 


Quadro 3 - Clique para ampliar

 

DISCUSSÃO

O trabalho de enfermagem é repetitivo, demanda esforço físico, levantamento de peso e posturas inadequadas, associados aos estressores mentais que são fatores de risco para ocorrência de DORT(8-9,15,16). Estes distúrbios ganham importância na profissão de enfermagem, que se caracteriza, como sendo de alto risco de estresse e adoecimento(8), com período prolongado de trabalho, exigindo grande responsabilidade dos trabalhadores(17,18).

Os profissionais realizam atividades multivariadas, fragmentadas, apresentando sobrecarga e ritmo de trabalho acelerado(19); submetidos à alta exigência no ambiente laboral apresentam chances de desenvolver dor musculoesquelética em algumas regiões do corpo (20). DORT apresenta relação com a forma de organização e intensidade do ritmo do trabalho intensificando o sofrimento dos acometidos e gerando, muitas vezes, subnotificação dos dados(19). Há desinformação sobre o problema, levando as pessoas a esconderem seus sintomas, o que acaba comprometendo o diagnóstico e tratamento corretos(16). Adoecimentos relacionados ao labor são subnotificados(19); constitui-se um desafio reconhecer, diagnosticar e estabelecer o nexo causal entre grande parte das doenças e o trabalho(15). O trabalho, de enfermagem pode provocar lesões físicas, muitas vezes, irreversíveis com afastamentos e incapacidades parciais ou permanentes(9). Consequentemente as DORT são doenças de difícil tratamento e acarretam afastamento do trabalhador(18), representando fator limitante para o trabalho hospitalar(21).

Quanto à prevalência de dor ou desconforto musculoesquelético, estudo constatou que 96,3% de trabalhadores de enfermagem referiram dor nos últimos 12 meses e 73,1% nos últimos 7 dias(20). Uma investigação com cuidadores de idosos, dentre os quais auxiliares de enfermagem, mostrou que, do total de 43 sujeitos, 62,7% relataram dor osteomuscular no último mês(22). Dentre os motivos de adoecimento, 59,68% atribuem a causa a problemas osteomusculares. O maior número de licenças saúde na enfermagem foram as cervicalgias, lombalgia de esforço, tendinites e tenossinovite(21). Um estudo com enfermeiros nigerianos mostrou que estes apresentaram grande proporção de DORT mais frequentes na região lombar(23). Outro estudo apontou que as lesões encontradas em trabalhadores de enfermagem incluem síndrome do túnel do carpo e cervicalgias(24).

DORT entre técnicos e auxiliares de enfermagem são mais frequentes quando comparados aos enfermeiros, já que estes desempenham mais ações de cuidado direto aos pacientes(16). Doenças do sistema osteomuscular apareceram em segundo lugar entre distúrbios dos trabalhadores de enfermagem, que referiram maior frequência de dor lombar (71,5%), no pescoço (68%), ombros (62,3%) e pernas (54,6%)(15). Carga horária de trabalho e outro emprego não foram associados ao relato de dor musculoesquelética(10); a região lombar (62,9%) é a de maior dor/desconforto, seguida da cervical (25,9%) e ombros (18,5%)(22). Sintomas osteomusculares mais frequentes entre trabalhadores de hospital apresentaram-se na região lombar e cervical, respectivamente nos 12 meses e 7 dias precedentes à coleta de dados(21). O trabalho desempenhado por técnicos e auxiliares de enfermagem foi relacionado às principais queixas de problemas em membros superiores(16). Distúrbios musculoesqueléticos em pescoço, ombro ou parte alta do dorso e em região lombar associam-se à demanda física, psicossocial e condicionamento físico precário(25). Entre auxiliares de enfermagem, o cuidado aos pacientes teve o maior efeito na carga cumulativa em razão do tempo gasto ao se realizar essas tarefas(26).

O processo fisiopatológico da lesão de De Quervain foi descrito em uma trabalhadora de enfermagem e desencadeou mudanças de vida caracterizadas por manifestações dolorosas e, especialmente, pelas limitações físicas, gerando, assim, uma multiplicidade de sentimentos(27). DORT alteraram o processo saúde-doença trazendo novas experiências, não apenas relacionadas à dor em decorrência de tais distúrbios, mas também às alterações, como mudanças no padrão de sono e repouso(28). A prevenção e promoção da saúde por parte da empresa é a melhor maneira de cuidar da saúde do trabalhador, com ações capazes de criar ambientes ergonomicamente adequados e saudáveis. Medidas preventivas representam menor custo se comparadas ao tratamento de um trabalhador doente(18) e ainda previnem o absenteísmo.

A prevenção desses distúrbios envolve o entendimento dos fatores psicossociais e do estresse no ambiente laboral e auxilia no desenvolvimento de estratégias de prevenção de agravos e promoção da saúde dos trabalhadores, como o maior aproveitamento de tecnologias para o desenvolvimento de trabalhos que exijam maior força física, pausas esporádicas durante a jornada, administração de conflitos e melhoria do clima organizacional(20).

Nesta perspectiva, a análise ergonômica e sua aplicação e correção visam a prevenção do adoecimento dos trabalhadores e prejuízos para o hospital(21).

Estratégias de intervenção que reúnam aspectos organizacionais do trabalho, adequações no ambiente físico e características das tarefas são importantes(25). O serviço de enfermagem ocupacional deve auxiliar a prevenir e diminuir a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais, em especial, os DORT. A enfermeira do trabalho facilita a interação empregado/empregador e pode auxiliar na diminuição das ocorrências de absenteísmo, na melhora da qualidade de vida do trabalhador e a minimização dos custos para a empresa(18).

 

CONCLUSÕES

Em relação às perguntas formuladas para esta investigação, tornou-se evidente que DORT constitui uma realidade entre os trabalhadores de enfermagem e tais patologias são responsáveis por adoecimentos e afastamentos ao trabalho, gerando muitas vezes incapacidade parcial ou permanente, contribuindo para a ocorrência de prejuízos e encargos por parte dos empregadores. Parte dos problemas relaciona-se às condições laborais inadequadas e aos fatores ligados à organização e estrutura laboral.

Cabe às instituições o estabelecimento de um melhor planejamento da promoção à saúde de seus trabalhadores, em parceria com profissionais de saúde capacitados, que trabalhem identificando problemas, propondo e aplicando mudanças, realizando a notificação de casos, a fim de garantir um trabalhador saudável e produtivo. É necessário investir em programas preventivos, capacitações, educação em saúde, estratégias de intervenção e organização dos serviços existentes. O enfoque preventivo e a educação garantem a melhoria da saúde dos trabalhadores, assim como o aumento da produtividade, e ainda contribui para a redução de custos e encargos causados pelo absenteísmo.

 

REFERÊNCIAS

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Autor Correspondente:
Maria Lucia Robazzi e Cheila Maíra Lelis
Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
Av. Bandeirantes, 3900. Campus da USP
Ribeirão Preto - SP. CEP: 14042-900
E-mail: avrmlccr@eerp.usp.br ou cheilalelis@usp.br

Artigo recebido em 19/09/2011 e aprovado em 28/01/2012

 

 

* O presente estudo foi realizado na Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil.