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Acta Paulista de Enfermagem

versão On-line ISSN 1982-0194

Acta paul. enferm. vol.26 no.2 São Paulo  2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002013000200016 

ARTIGO ORIGINAL

 

Qualidade de vida de pacientes com acidente vascular cerebral em reabilitação

 

 

Edja Solange Souza RangelI; Angélica Gonçalves Silva BelascoII; Solange DicciniII

IUniversidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, Maceió, AL, Brasil
IIEscola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Autor correspondente

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: Avaliar e correlacionar a qualidade de vida e depressão de pacientes após acidente vascular cerebral em reabilitação.
MÉTODOS: Estudo transversal realizado em dois serviços de reabilitação, com pacientes de acidente vascular cerebral. As informações coletadas foram sociodemográficas, o Medical Outcome Study 36 - item short-form health survey, o Stroke Specific Quality of Life Scale, o Índice de Barthel e o Inventário de Depressão de Beck.
RESULTADOS: A amostra foi constituída de 139 pacientes, idade média 59,4 anos e 59% eram homens. Houve comprometimento dos escores da qualidade de vida geral e específica. Segundo o Índice de Barthel 49,6% dos pacientes apresentavam dependência moderada a severa e 49,7% tinham sintomas depressivos, conforme Inventário de Depressão de Beck, não havendo correlação positiva entre estes dados e qualidade de vida geral e específica.
CONCLUSÃO: A qualidade de vida geral e específica dos pacientes com acidente vascular cerebral, em reabilitação, apresentou domínios comprometidos.

Descritores: Qualidade de vida; Acidente vascular cerebral; Enfermagem; Pesquisa em enfermagem; Enfermagem em saúde pública


 

 

Introdução

O acidente vascular cerebral é frequente em adultos e é a segunda causa de morte no mundo e a primeira causa de incapacidade funcional para as atividades de vida diária. Conforme a Organização Mundial de Saúde, 15 milhões de pessoas apresentam acidente vascular cerebral por ano, destas cinco milhões morrem em decorrência do evento e grande parte dos sobreviventes apresenta sequelas físicas e/ou mentais. Alterações discretas são manifestadas por 37% dos pacientes após o acidente vascular cerebral, 16% apresentam moderada incapacidade e 32% demonstram alteração intensa ou grave da capacidade funcional e alguns dependem de cadeira de rodas ou ficam restritos ao leito. As sequelas geram impacto econômico, social e familiar, sendo que 15% dos pacientes não apresentam prejuízo da capacidade funcional.(1,2,3)

Os pacientes com sequelas físicas e/ou mentais necessitam de reabilitação dinâmica, contínua, progressiva e educativa para atingirem a restauração funcional, reintegração familiar, comunitária e social, além da manutenção do nível de recuperação e da qualidade de vida.(4)

O acidente vascular cerebral é um evento súbito e acomete o indivíduo e a família que, em geral, não têm preparo para lidar com as sequelas, responsáveis por grande parte das aposentadorias por invalidez.(5,6)

Estudo de qualidade de vida realizado em pacientes que tiveram acidente vascular cerebral mostrou maior comprometimento imediatamente após o acidente vascular cerebral e durante a reabilitação apontou melhora de alguns domínios. Os domínios da qualidade de vida mais afetados nos pacientes desses estudos foram: função física, papel emocional, papel social, vitalidade, saúde mental e estado geral de saúde. O domínio menos comprometido em outro estudo foi a dor.(7,8)

 

Métodos

Estudo transversal realizado em dois serviços de reabilitação do município de Maceió, estado de Alagoas, região nordeste do Brasil, no Serviço de Medicina Física do Posto Municipal e da Associação de Deficientes Físicos. Os critérios de inclusão foram pacientes com 18 anos ou mais, com tempo de acidente vascular cerebral superior a três meses e em programa de reabilitação. Os critérios de exclusão foram pacientes com afasia, surdez ou diminuição significativa da audição e portadores de distúrbios cognitivos que impedissem a compreensão dos questionários.

O cálculo do tamanho da amostra considerou erro amostral de 0,08% e dados do sistema único de saúde local forneceram números de internações em hospitais públicos e privados de pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico e hemorrágico agudo, em 2007. A partir de 1.231 internações no período, o cálculo do tamanho da amostra definiu 139 pacientes para este estudo.

Os instrumentos de pesquisa contemplaram dados sociodemográficos, econômicos e clínicos dos pacientes; questionário Medical Outcome Study 36-item short-form health survey SF-36,(9) questionário Stroke Specific Quality of Life Scale-SSQOL,(10) Índice de Barthel (11) e Inventário de Depressão de Beck.(12)

O questionário genérico de qualidade de vida Medical Outcome Study 36-item short-form health survey SF-36 (SF-36) foi traduzido e validado no Brasil e é composto por oito dimensões. O escore das dimensões variam entre zero (pior estado) e 100 (melhor estado).(9)

O instrumento específico de qualidade de vida para pacientes com acidente vascular cerebral - Stroke Specific Quality of Life Scale - SSQOL (SSQOL) foi traduzido e validado no Brasil e compreende 49 itens, subdivididos em 12 dimensões. O escore mínimo é de 49 pontos e o máximo de 245 pontos. Quanto maior a pontuação obtida melhor a qualidade de vida. Estudo realizado na Alemanha, sobre esse instrumento definiu como baixa qualidade de vida os escores inferiores a 60% (<147 pontos) e no presente estudo foi utilizado o mesmo critério.(13)

O Índice de Barthel compreende dez itens, e avalia a independência funcional, em pacientes com doença cerebrovascular ou com outras condições neurológicas. O escore varia de zero a 100 e foi considerada dependência severa para realização de atividades de vida diária, escores inferiores a 45; dependência grave entre 45 e 59; dependência moderada entre 60 e 80 e dependência leve entre 81 e 100.(11)

O Inventário de Depressão de Beck foi validado e traduzido no Brasil é composto por 21 ítens que apontam sinais e sintomas disfóricos ou de depressão. Cada questão tem como opção de resposta quatro alternativas que descrevem traços capazes de caracterizar os sinais e sintomas citados. As respostas variam entre zero (ausência de sintomas) a três (sintomas mais acentuados). Para a classificação neste estudo foram considerados os valores de até 15 pontos como sem sinais de depressão; entre 16 e 20 pontos como presença de sintomas disfóricos e mais de 20 pontos, como presença de sintomas depressivos evidentes.(12,14)

Os sujeitos de pesquisa foram randomizados e os dados foram coletados nos serviços de saúde mencionados. As análises descritivas das variáveis qualitativas foram apresentadas em frequências absolutas e relativas e para as variáveis quantitativas foram utilizadas as medidas de posição (média, desvio-padrão, mediana e variação).

O teste t- Student foi utilizado para comparação dos domínios do SSQOl para duas categorias de respostas, considerando um nível de significância de 5%. O teste de ANOVA foi utilizado para comparação do SSQOL com mais de três categorias de respostas. Nos casos de diferenças foram feitos ajustes a partir do teste de Brown Forsythe e do teste de Bonferroni e foi considerado o nível de significância de 0,05.

O coeficiente de correlação de Pearson foi empregado para verificar correlação entre SSQOL, variáveis quantitativas, SSQOL com SF-36, Índice de Barthel e o Inventário de Depressão de Beck. Os critérios para classificação dos coeficientes de correlação foram: grau moderado (0,5 a < 0,7) e alto (>0,7).

A análise de regressão foi feita entre escores do SSQOL e as variáveis sociodemográficas e escores do SF-36, Índice de Barthel e o Inventário de Depressão de Beck. Para as variáveis que apresentaram correlação ao menos moderada utilizaram o teste de Stepwise. O aplicativo utilizado foi o Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 15.0, e o nível de significância para os testes foi de 5% (p<0,05).

O desenvolvimento do estudo atendeu as normas nacionais e internacionais de ética em pesquisa envolvendo seres humanos.

 

Resultados

Do total de 181 pacientes avaliados, foram incluídos 139 e excluídos 42 pacientes, sendo dois por óbito, um por desistência e 39 por limitações na fala, audição e/ou função cognitiva que comprometeriam a comunicação no momento da coleta de dados. Dentre os participantes, 59% eram homens, idade média de 59,4 anos, 59% casados, 59% com ensino fundamental e 67,6% recebiam salário mínimo (Tabela 1).

 

 

As dimensões do SF-36 mais comprometidas foram: capacidade funcional, aspectos físicos, estado geral de saúde, aspectos sociais e emocionais. Nas dimensões do SSQOL os domínios mais comprometidos foram: mobilidade, trabalho, função do membro superior, comportamento, relação familiar, relação social e energia. Grande parte dos pacientes (49,6%) apresentava dependência moderada ou severa para as atividades de vida diária e 49,7% pacientes demonstravam presença de sintomas disfóricos ou depressivos (Tabela 2).

 

 

Inúmeras correlações de grau moderado e alto foram encontradas entre as dimensões dos questionários aplicados aos pacientes com acidente vascular cerebral, em reabilitação, o que demonstrou comprometimento em diversos aspectos de suas vidas e declínio da qualidade de vida (Tabela 3).

O grau de dependência do cuidador, o número de acidentes vascular cerebral, o nível de escolaridade, gênero feminino e maior número de pessoas dependentes da renda foram as variáveis que interferiram negativamente na qualidade de vida específica (Tabela 4).

 

Discussão

A inexistência de pesquisas sobre o tema na região nordeste do país limitou as comparações com os achados deste estudo. O estado de Alagoas apresenta indicadores de saúde ruins e é marcado pela desigualdade social, além de possuir altos índices de incapacidade funcional, principalmente entre idosos.

A avaliação da qualidade de vida de pessoas portadoras das mais diversas patologias, tem sido frequente em estudos na área da saúde, uma vez que, a luta e as conquistas pelo aumento da sobrevida ainda não foram capazes de solucionar, de forma satisfatória, a manutenção da qualidade da mesma.

Um dos eventos que pode comprometer de forma substancial a vida das pessoas e a satisfação de viver é a ocorrência do acidente vascular cerebral, por apresentar potencial limitante tanto nos aspectos físicos quanto nos emocionais.

A ocorrência de acidente vascular cerebral tem mostrado predomínio em pessoas do sexo masculino, como ocorreu também neste estudo, entretanto, as mulheres quando acometidas apresentam qualidade de vida pior, possivelmente devido ao comprometimento funcional que limitam as atividades domésticas.(8,15,16)

Este tipo de patologia acomete, em sua maioria, indivíduos negros com idade média superior a 65 anos. No atual estudo a incidência foi maior em pessoas pardas e com idade média inferior à referida na literatura, 59,4 anos, o que pode refletir as características da população do local do estudo e o acometimento de pessoas mais jovens.(17)

Baixa escolaridade tem sido relacionada à elevada incidência de acidente vascular cerebral principalmente quando combinada aos fatores socioeconômicos e culturais e dificuldade de acesso à informação, além de dificultar a conscientização dos cuidados com a saúde, aderência ao tratamento e manutenção de estilo de vida, enquanto, escolaridade mais elevada aponta para o aumento da sobrevida, melhor controle de fatores de risco das doenças cardiovasculares e maior capacidade de retornar ao trabalho. Neste estudo 86,4% dos pacientes não ultrapassaram o ensino fundamental e 79,1% tinham renda de até um salário mínimo, corroborando as associações feitas anteriormente.(3,5,18,19)

A incidência da doença isquêmica, em questão, varia entre 62,2% e 85,0%, compatível com os achados deste estudo (83,5%), enquanto a taxa de sobrevida relaciona-se com a idade, serviço de saúde utilizado, tipo e recorrência do acidente vascular cerebral, incapacidade resultante e doenças associadas.(18)

Há necessidade de envolvimento familiar no processo do adoecimento, o que pode justificar a elevada prevalência de pacientes que possuíam cuidador, neste estudo, 97%.(16)

A realização de atividades de reabilitação é fundamental para o sucesso do tratamento após o acidente vascular cerebral. No presente estudo a maior parte dos pacientes realizava duas a três terapias de reabilitação, duas vezes por semana. O tipo de reabilitação mais utilizado foi a fisioterapia (86,3%). Outro estudo identificou porcentagem maior de pacientes que realizava fisioterapia, com frequência semanal de até cinco vezes e bons resultados.(20)

A qualidade de vida analisada através de algumas dimensões ou domínios que fazem parte do contexto do ser humano, geralmente é afetada e tende a ficar comprometida na vigência de doenças crônicas, agudas e das sequelas instaladas. Neste estudo os domínios mais prejudicados, segundo o SF-36, foram: capacidade funcional, aspectos físicos, estado geral de saúde, aspectos sociais e aspectos emocionais. Estudos realizados, com o mesmo tipo de pacientes e questionário, revelaram que todos os escores eram inferiores a 50, antes do início das atividades de reabilitação e melhoraram logo após as mesmas. O comprometimento das dimensões gera consequências negativas para a evolução do estado de saúde dos pacientes.(3,8,15,21)

No estudo, os domínios específicos mais prejudicados, que são aqueles que podem ser desencadeados na vigência da doença ou de suas consequências, segundo SSQOL, foram: mobilidade, trabalho, função do membro superior, comportamento, relação familiar e social e energia. Outros autores também encontraram escores abaixo de 40 nos domínios: energia e trabalho, função do membro superior e relação social e escores abaixo de 60 em energia, mobilidade, relação social, função do membro superior e trabalho, e comportamento, mostrando que as consequências relacionadas diretamente ao acidente vascular cerebral são inúmeras e causam impacto de proporções significativas.(8,10, 20,22)

O estado funcional é apontado como um dos domínios determinantes da qualidade de vida dos pacientes, por isso a utilização de estratégias para melhorar a função física é um diferencial útil capaz de incrementar positivamente a vida após o acidente vascular cerebral. Entretanto, as estratégias mencionadas dependem diretamente de suporte social e a sua falta pode explicar, em parte, a baixa qualidade de vida dos pacientes analisados.(20)

O escore do domínio relação familiar mostrou-se baixo, podendo refletir aspectos da doença que geram sobrecarga para os cuidadores e a insatisfação do paciente em relação à atenção recebida da família. Outro estudo mostrou que o bom suporte social e a assistência familiar de qualidade mantiveram e, em alguns casos, até melhoraram a qualidade de vida.(20,23)

A presença de sequelas, após o acidente vascular cerebral, gera dependência por parte dos pacientes para a realização das atividades de vida diária. Nesta pesquisa, 49,6% dos pacientes apresentavam dependência entre moderada e severa, compatível com os achados da literatura que variam entre 31% e 62%.(20)

Transtornos psiquiátricos são apontados como fatores determinantes das incapacidades dos pacientes após o acidente vascular cerebral e a depressão é o mais prevalente e associa-se ao pior prognóstico, por comprometer de forma significativa a reabilitação motora e cognitiva.(24)

Distúrbios funcionais e cognitivos, história anterior de depressão, acidente vascular cerebral prévio e suas características neuroanatômicas, precária rede de suporte social e quadros graves de incapacidade são fatores de riscos associados à ocorrência de depressão. Alguns autores apontaram como consequências da depressão a hospitalização prolongada, maior comprometimento funcional e cognitivo, limitação para realizar atividades diárias, redução de sobrevida e falta de resposta funcional durante a reabilitação.(25,26) No presente estudo, 49,7% dos pacientes apresentaram sintomas disfóricos ou depressivos evidentes. Em outros estudos a porcentagem de pacientes com sintomas depressivos foi de 40% após o evento, 23% no terceiro mês e 18% no sexto mês, e durante a reabilitação a incidência de depressão foi de 16,6%. Quando há presença de depressão e dependência do cuidador para a realização das atividades diárias ocorre significante diminuição de todos os domínios do SF-36.(5,27,28)

Os pacientes deste estudo que dependiam dos cuidadores para as atividades de vida diária apresentaram pior qualidade de vida nos domínios específicos do SSQOL. A correlação linear entre o escore total do SSQOL e o SF-36, Índice de Barthel e Inventário de Depressão de Beck evidenciou grau de correlação entre moderado e forte. Outro estudo encontrou valores de correlação do SSQOL de 0,85, 0,79 e 0,68, respectivamente.(17)

Este estudo evidenciou forte associação, entre o índice de Barthel e dois domínios do SSQOL: cuidados pessoais (0,77) e mobilidade (0,79). A análise de regressão múltipla entre o escore total do SSQOL e as variáveis, grau de dependência do cuidador, número de acidentes vasculares cerebrais, ensino fundamental/médio, gênero feminino e número de pessoas que dependem da renda apontou um r2= 0,362. Já o r2 entre Inventário de Depressão de Beck e as variáveis sociodemográficas, econômicas, clínicas e o SSQOL total foi 0,729.

O grau de dependência do cuidador para realização das atividades de vida diária, o número de acidentes vasculares cerebrais e a presença de sinais de depressão foram as variáveis responsáveis em grande parte pela alteração da qualidade de vida específica.

A presença do cuidador é considerada essencial no tratamento de pacientes que tiveram acidente vascular cerebral, entretanto, sua intervenção precisa ser positiva para poder influenciar na recuperação e reabilitação de pacientes, por meio de incentivos, não subestimando ou superestimando a capacidade dos mesmos.(29)

Variáveis como déficit de função física, presença de depressão ou de seus sintomas, sexo feminino e idade avançada podem influenciar negativamente a qualidade de vida. Mulheres que tiveram acidente vascular cerebral têm baixa qualidade de vida, especialmente, no domínio saúde mental, independente da idade, severidade e etiologia, além da presença de outras comorbidades.(15,30)

 

Conclusão

A qualidade de vida geral e específica dos pacientes com acidente vascular cerebral, em reabilitação, está diminuída e correlacionam-se com limitações para a realização das atividades de vida diária. A presença de sintomas disfóricos ou depressivos, maior grau de dependência do cuidador, maior número de acidentes vascular cerebral, menor nível de escolaridade, gênero feminino e maior número de pessoas dependentes da renda interferiram negativamente na qualidade de vida específica.

Colaborações

Rangel ESS; Belasco AGS e Diccini S declaram que contribuíram com a concepção e projeto, análise e interpretação dos dados; redação do artigo, revisão crítica relevante do conteúdo intelectual e aprovação final da versão a ser publicada.

 

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Autor correspondente
Edja Solange Souza Rangel
Rua Doutor Jorge de Lima 113, Trapiche da Barra
Maceió, AL, Brasil. CEP: 57010-300
edjasrangel@hotmail.com

Submetido 5 de Agosto de 2012
Aceito 21 de Fevereiro de 2013
Conflitos de interesse: não há conflitos de interesse a declarar.

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