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Acta Paulista de Enfermagem

versão On-line ISSN 1982-0194

Acta paul. enferm. vol.26 no.3 São Paulo  2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002013000300003 

ARTIGO ORIGINAL

 

Doença de Alzheimer: declínio funcional e estágio da demência

 

 

Luana Flávia da Silva TalmelliI; Francisco de Assis Carvalho do ValeII; Aline Cristina Martins GratãoII; Luciana KusumotaI; Rosalina Aparecida Partezani RodriguesI

IEscola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brasil
IIUniversidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP, Brasil

Autor correspondente

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: Verificar como o estágio da doença de Alzheimer se correlaciona com a capacidade funcional do idoso segundo a Medida de Independência Funcional.
MÉTODOS: Trata-se de estudo observacional e transversal envolvendo idosos com diagnóstico de doença de Alzheimer e seus cuidadores. Para coleta de dados utilizou-se a Medida de Independência Funcional e a escala de Avaliação Clínica de Demência.
RESULTADOS: A amostra foi composta por 67 idosos com média de idade de 79 anos. Demência grave foi encontrada em 46,3%, demência moderada em 22,4% e demência leve em 31,3%. As médias da Medida de Independência Funcional encontradas foram 107,9, 84,5 e 39,7 em idosos com demência leve, moderada e grave, respectivamente. Encontrou-se correlação entre o nível de independência funcional e o estágio de demência (p<0,001).
CONCLUSÃO: O estágio de demência é um fator preditivo importante do comprometimento funcional de idosos com doença de Alzheimer.

Descritores: Enfermagem geriátrica; Avaliação em enfermagem; Cuidados de enfermagem; Doença de Alzheimer; Atividades cotidianas


 

 

Introdução

O crescimento do número de idosos observado em todo mundo reflete no aumento de doenças crônicas e degenerativas responsáveis por danos às habilidades físicas, piora da qualidade de vida e sofrimento emocional do idoso e de seus cuidadores.

A capacidade funcional é um dos principais componentes da saúde do idoso e mais recentemente vem emergindo como componente fundamental na avaliação da saúde dessa população, particularmente em relação aos indivíduos com doenças incapacitantes como a doença de Alzheimer (DA).

Esta doença é responsável por aproximadamente 50-70% de todas as demências.(1) É uma doença neurodegenerativa progressiva, com início insidioso que é comumente diagnosticada de acordo com critérios clínicos diferenciais.(2) Muitos esforços de pesquisas visam retardar a evolução dos sintomas e evitar complicações que possam agravar a doença ou causar a morte.(3)

Há uma forte correlação entre o estágio de demência e a capacidade de realizar atividades da vida diária e, mesmo no estágio mais leve da doença, o desempenho nessas atividades está comprometido.(4)

Como parte da avaliação clínica de pacientes com demência, é necessário verificar a capacidade dos indivíduos de manter as atividades cotidianas. Para equipe de saúde a avaliação da capacidade funcional torna-se tão essencial quanto o diagnóstico, pois refere-se ao impacto da doença ou da condição limitante do indivíduo, impedindo ou dificultando a realização das atividades diárias, refletindo em sua qualidade de vida e de seus familiares com repercussão para o sistema de saúde como um todo.(5) Além disso, a atividade de cuidar de idosos com demência pode resultar em sobrecarga ao cuidador.(6,7)

A avaliação da capacidade funcional dos idosos pela enfermagem e equipe multidisciplinar disponibiliza uma visão mais precisa da gravidade da doença, do impacto da demência na família, e do conhecimento em relação ao nível de cuidados que o idoso necessita.

A avaliação funcional do idoso é parte integrante do cuidado de enfermagem com ênfase na pessoa e nos sistemas de apoio com que ele pode contar, para que suas necessidades possam ser supridas. O enfermeiro elabora, executa e avalia o cuidado prestado ao idoso, servindo de suporte para que a família possa executá-lo de forma efetiva e desejável.

Diante do exposto e da vulnerabilidade da população idosa às condições crônicas incapacitantes como na doença de Alzeihmer, o presente estudo foi necessário para avaliar o nível de independência funcional do idoso com esta doença. Dessa forma, profissionais de saúde, sociedade e governantes podem desenvolver uma terapêutica mais adequada, assim como investir em educação e apoio aos familiares na realização das atividades necessárias ao cotidiano do idoso e de sua família, para promover medidas apropriadas a essa população. A avaliação do nível de independência funcional segundo a gravidade da doença de Alzeihmer fornecerá dados que auxiliarão o enfermeiro a planejar a assistência e atuar juntamente com a família na prestação do cuidado domiciliar.

O objetivo deste estudo foi de verificar como o estágio da doença de Alzeihmer se correlaciona com a capacidade funcional do idoso segundo a Medida de Independência Funcional (MIF).

 

Métodos

Trata-se de um estudo transversal no qual a escala de Avaliação Clínica de Demência (CDR) foi aplicada para verificar a correlação entre o estágio de demência e o desempenho funcional dos idosos com doença de Alzeihmer na realização das atividades de vida diária de acordo com a Medida de Independência Funcional.

O estudo incluiu idosos com idade maior ou igual a 60 anos diagnosticados com doença de Alzeihmer e seus cuidadores. Os participantes eram atendidos no Ambulatório de Neurologia Comportamental do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, região sudeste do Brasil, entre janeiro de 2003 e dezembro de 2008. Todos os indivíduos residiam em Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. Os critérios de inclusão foram: diagnóstico médico de doença de Alzeihmer com avaliação clínica de demência 1 (leve), 2 (moderada) ou 3 (grave); idosos residentes na cidade do estudo e com cuidador. Foram excluídos os idosos com demência mista e doença psiquiátrica anterior.

Após aplicação dos critérios de inclusão, 103 idosos foram selecionados, dos quais 36 (34,9%) foram excluídos, sendo 26 devido a óbito, sete por não serem encontrados e três por recusar a participação na pesquisa. Assim, a amostra foi composta por 67 idosos.

Os pesquisadores contataram os responsáveis pelos idosos participantes e seus cuidadores por telefone para explicar o objetivo do estudo. Após a aprovação, uma visita no domicilio era agendada para aplicação dos instrumentos de avaliação.

O estudo foi executado em duas etapas: na primeira etapa, os pesquisadores foram treinados para utilizar os instrumentos de mensuração e na segunda coletou-se os dados.

A escala de avaliação clínica de demência foi validada no Brasil por Chaves et al. (2007).(8) A escala apresenta uma sensibilidade de 91,2% e especificidade de 100%, sendo utilizada em serviços de geriatria e gerontologia e em pesquisas científicas com a função de classificar a gravidade da demência relacionando as perdas cognitivas da habilidade dos idosos em conduzir as Atividades Básicas de Vida Diária e Atividades Instrumentais de Vida Diária.

A medida de independência funcional foi validada e adaptada para a língua portuguesa por Riberto.(9)  Trata-se de escala ordinal com 18 itens, cada um dos quais recebe escore de um a sete, que avaliam o nível de independência na realização das atividades da vida diária. O instrumento também apresenta boa confiabilidade para a escore total (ICC = 0,98 inter-observadores e 0,97 teste/reteste).

A análise de dados foi realizada de forma descritiva, univariada (tabelas de frequência) e bivariada (tabelas de contingência para as variáveis qualitativas). A comparação das medidas de tendência central foi conduzida por meio de variáveis quantitativas (Mann-Whitney). Além disso, o coeficiente de correlação de Spearman foi calculado entre as variáveis ordinais e quantitativas, a regressão linear foi utilizada para determinar a associação independente entre o estágio de demência e a limitação funcional.

Para o desenvolvimento do estudo atendeu-se as normas nacionais e internacionais de ética em pesquisa envolvendo seres humanos.

 

Resultados

Sessenta e sete idosos foram avaliados, 52 (77,6%) eram mulheres. A idade média foi de 79 anos (DP 7,2) e o intervalo foi de 60 a 100 anos. Trinta e três pacientes eram viúvos (49,3%) e a maioria deles eram aposentados (56,7%). Em relação à educação, 38 (56,7%) tinham entre um e quatro anos de escolaridade. A demência grave estava presente em 31 idosos (46,3%), demência leve em 21 (31,3%) e demência moderada em 15 (22,4%). O tempo médio de anos desde o diagnóstico de demência foi 5,01 (DP 2,5), variando entre um e 14 anos.

Na tabela 1 não foi encontrada forte correlação entre a educação e a gravidade da demência e em relação ao gênero.

Quando comparadas as médias da medida de independência funcional (MIF) com a gravidade da demência (Tabela 2), o escore total foi de 107,9, 84,5 e 39,7 para demência leve, moderada e grave, respectivamente. Para a MIF motora, as médias foram 82,5, 65,5 e 31,6 e a MIF cognitiva apresentou médias de 25,4; 19,0 e 8,0 para as demências leve, moderada e grave, respectivamente.

Para os 18 itens da medida de independência funcional, os escores variaram entre cinco e seis (supervisão e independência modificada) para os idosos com demência leve, quatro e cinco (dependência mínima e supervisão) para aqueles com demência moderada e um e dois (dependência total e máxima) para indivíduos com demência grave.

Gênero, idade, escolaridade e estágio da demência foram considerados para a análise de regressão linear múltipla, com escores totais como variável dependente. O estágio da demência foi um importante fator preditivo para o baixo desempenho dos idosos como apresentado na tabela 3.

 

 

Os resultados revelaram que os idosos em estágios mais avançados de demência mostraram pior desempenho na realização das atividades da vida diária.

 

Discussão

A limitação deste estudo foi o fato de tratar-se de uma amostragem por conveniência pequena de idosos atendidos em um serviço terciário especializado, onde geralmente são atendidos idosos com demência grave. Isso pode restringe a comparação dos dados com a população geral.

A sistematização da assistência de enfermagem pode identificar problemas, auxiliar o desenvolvimento de planejamento, priorizar o apoio da família, executar e avaliar o plano assistencial individualizado, respeitando os diferentes estágios de demência e o nível de dependência de cada idoso. Portanto, os enfermeiros devem conhecer o processo de evolução da doença e atuar em parceria com a equipe multiprofissional e a família.

A capacidade funcional dos idosos neste estudo foi comprometida conforme avançou o estágio de demência. A relevância de estudar a capacidade funcional em idosos, principalmente daqueles com demência, é um tema recente entre os profissionais de enfermagem estando mais restrito até então a outros profissionais, porém o conhecimento das necessidades dos idosos na realização das atividades da vida diária é necessária para a sistematização da assistência de enfermagem individualizada no domicílio. Tendo em vista o conhecimento do nível de dependência dos idosos com doença de Alzeihmer, o enfermeiro pode adotar estratégias apropriadas para o cuidado individualizado.

O objetivo da assistência ao idoso com doença de Alzeihmer está relacionado, principalmente, à manutenção da segurança física e a redução da ansiedade e agitação.(10) Na fase inicial da demência, o processo de cuidado envolve principalmente a supervisão visando à prevenção de acidentes pela dificuldade em discernir situações de risco ou perigo.(11)

Para as funções motoras, observou-se que nenhum dos idosos era completamente dependente em caso de demência leve, exceto para o controle de urina. Para as funções cognitivas, um pequeno número deles era completamente independente para resolução de problemas. Mesmo em idosos com demência leve, o comprometimento da memória foi um fator importante e nenhum dos idosos era completamente independente. Idosos portadores de doença de Alzeihmer podem apresentar graves déficits cognitivos, antes de qualquer déficit da capacidade funcional, principalmente para as atividades básicas da vida diária.(12)

Os idosos com demência moderada foram distribuídos entre independência completa/modificada e dependência moderada nos domínios motores, exceto para controle de urina. Para o domínio cognitivo foram categorizados entre dependência moderada e completa.

Idosos com demência grave mostraram dependência completa, ou seja, necessitavam de cuidados máximos ou totais para realizar as atividades investigadas. As principais dificuldades enfrentadas pelos idosos foram: tomar banho e cuidados pessoais, resultado obtido em outros estudos.(12,13) No que diz respeito à transferência e locomoção, uma parcela significativa dos idosos mostrou total independência. A alimentação é uma das atividades finais em que os idosos precisam de assistência.(14)

O progresso da deterioração motora varia muito e cada indivíduo pode apresentar diferente progressão da demência. Por outro lado, a deterioração cognitiva se faz mais consistente e homogênea e o estágio, independente do tipo demência, é baseado na disfunção cognitiva.(13,15)

Em geral, o desempenho funcional é associado significativamente com a gravidade da demência.(14,16) Em caso de dano cognitivo leve, as perdas são detectadas prioritariamente nas atividades instrumentais de vida diária, e a realização das atividades básicas são prejudicadas nos estágios mais avançados da demência.(13,16)

Os resultados deste estudo mostraram que com o avanço da demência há piora no desempenho dos idosos, ou seja, piora no desempenho funcional, como demonstrado por outros autores.(6,13,17)

Até recentemente as estratégias de atenção e o tratamento da doença de Alzeihmer eram voltadas para o estágio inicial da doença, enquanto que as maiores das perdas ocorrem nos estágios mais avançados.(18) A avaliação detalhada de desempenho funcional do idoso com demência é essencial para o cuidado adequado e um plano de cuidado individualizado. As perdas individuais em estágio mais avançado não são homogêneas e diferem consideravelmente nas suas necessidades.(17)

Os resultados desta pesquisa podem auxiliar a prática de enfermagem considerando o relacionamento próximo desses profissionais com a família, o idoso e o cuidador, constituindo uma oportunidade para melhoria das condições de vida tanto do idoso quanto da família que assume a responsabilidade da assistência. Os cuidadores de idosos com doença de Alzeihmer precisam de apoio no desempenho das atividades como banho e cuidados pessoais.(15)

O interesse pela capacidade funcional do idoso com doença de Alzeihmer vem aumentado e é necessário para compreender a evolução da doença e necessidade de diagnóstico precoce, além da identificação do nível de dependência para determinar os cuidados necessários. Cabe, então, destacar que estes cuidados geralmente são prestados em domicílio e em grande parte por familiares que não tem conhecimento da doença e de suas consequências.

Diante do exposto acima, pesquisas e estudos para atualizar os conhecimentos e desenvolver informações sobre o envelhecimento com dependência podem contribuir para a gestão de políticas de saúde.

 

Conclusão

Os resultados mostraram que o estágio de demência foi um importante fator preditivo para o baixo desempenho de idosos com doença de Alzheimer.

Colaborações

Talmelli LFS; Vale FAC; Gratão ACM; Kusumota L e Rodrigues RAP contribuíram para a concepção, análise e interpretação dos dados, revisão crítica do manuscrito e aprovação do conteúdo final. Talmelli LFS e Rodrigues RAP também contribuíram com o desenho da pesquisa.

 

Referências

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Autor correspondente:
Luana Flávia da Silva Talmelli
Avenida dos Bandeirantes, 3900, Monte Alegre, Ribeirão Preto, SP, Brasil. CEP: 14040-902
luanatalm@usp.br

Submetido 25 de Agosto de 2012
Aceito 12 de abril de 2013
Conflitos de interesse: Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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