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Acta Paulista de Enfermagem

On-line version ISSN 1982-0194

Acta paul. enferm. vol.26 no.3 São Paulo  2013

https://doi.org/10.1590/S0103-21002013000300013 

ARTIGO ORIGINAL

 

Qualidade de vida e autoestima de pacientes com úlcera crônica

 

 

Diba Maria Sebba Tosta de SouzaI; Fernanda Ribeiro BorgesI; Yara JulianoI; Daniela Francescato VeigaI; Lydia Masako FerreiraII

IUniversidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre, MG, Brasil
IIUniversidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Autor correspondente

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar Qualidade de Vida e autoestima de pacientes com úlcera crônica.
MÉTODOS: Estudo analítico e transversal. Avaliaram-se, por seis meses, 150 pacientes, sendo 75 portadores de úlcera crônica. Foram incluídos pacientes dos dois gêneros, com mais de 18 anos, internados e atendidos em ambulatório, e com cognição preservada.
RESULTADOS: Dentre os pacientes com úlcera, predominou o gênero masculino (p<0,002). Nos dois grupos, a mediana de idade foi 62 anos e a hipertensão arterial foi a doença mais prevalente (32%). Observou-se pior escore da Capacidade Funcional no grupo sem úlcera (p=0,003); o grupo com úlcera registrou pior escore para o domínio Vitalidade (p=0,042).
CONCLUSÃO: Pacientes com úlceras crônicas apresentaram pior Qualidade de Vida com relação à atividade, com pouca energia e disposição para realizar as Atividades da Vida Diária. As úlceras, porém, não influenciaram na autoestima desses pacientes.

Descritores: Qualidade de vida; Úlcera; Avaliação em enfermagem; Pesquisa em enfermagem clínica; Enfermagem


 

 

Introdução

Úlceras crônicas são aquelas que não respondem ao tratamento inicial ou, que persistem apesar de cuidados adequados. Estima-se que as úlceras crônicas afetem mais de seis milhões de pessoas nos Estados Unidos e sua incidência deve aumentar à medida que a população envelhecer e conforme o aumento do número de portadores de diabetes mellitus.(1)

A úlcera e outros prognósticos de saúde são associados à mortalidade. No entanto, no que concerne aos casos de úlcera, não há relação com a área, mas com o número de úlceras crônicas, que é um importante preditor de mortalidade em seis meses.(2)

As úlceras venosas crônicas são prevalentes em pacientes de baixa renda, do gênero feminino, de etnia negra ou parda e na quinta década da vida, sendo significativamente recorrentes naqueles com úlceras de etiologia secundária. Úlceras venosas crônica são, muitas vezes, difíceis de cicatrizar, e apenas 40 a 70% apresentam cura após seis meses de tratamento. Os procedimentos cirúrgicos para reduzir a hipertensão venosa não aceleram a cicatrização, mas estudos sugerem diminuição na taxa de recorrência após a cirurgia.(3,4)

A incidência da úlcera por pressão varia de 13,3%, em hospitais, a 39,4%, em indivíduos que residem em instituições de longa permanência para idosos. A úlcera por pressão produz dor incessante e restrição das atividades de vida diária, exigindo uma aprendizagem para conviver e lidar com tal afecção. Há evidências de que pacientes com úlcera, quando comparados àqueles sem úlcera, sentem impacto significante da doença nos âmbitos físico, social e psicológico, além de terem que conviver com sintomas da afecção e problemas de saúde geral, como intervenções do cuidado, alta taxa de depressão e baixa Qualidade de Vida.(5-8)

Úlceras especialmente atribuídas a diabetes mellitus, doenças vasculares, venosa e arterial, por pressão e por traumas correspondem a uma proporção substancial de úlceras crônicas.

A qualidade de vida é negativamente afetada na presença de úlcera em pé de diabéticos. Mais de 50% das amputações não traumáticas em membros inferiores são atribuídas ao diabetes. Frequentemente, úlceras nos membros inferiores precedem às amputações. Anualmente, 2 a 3% dos pacientes desenvolvem úlceras nos pés, e esse risco aumenta para 15% no decorrer de sua vida. Entre os casos graves hospitalizados, 85% deles foram causados por úlceras superficiais acompanhadas da diminuição de sensibilidade, decorrente de neuropatia diabética.(9,10)

Com relação aos traumas externos, os de acidentes de trânsito no Brasil acarretam um grande número de lesões traumáticas. Quanto à gravidade das lesões, predominam as vítimas de trauma leve (73,1%), sendo a maioria (59,7%) com lesões nos membros inferiores, seguida por membros superiores (58,2%) e cabeça (31,3%).(11,12)

A ulceração crônica nas pernas é um ciclo contínuo de lesões na pele durante décadas, sendo associada à Qualidade de Vida prejudicada. Esse tipo de úlcera afeta negativamente a Qualidade de Vida e a produtividade do paciente, representando um encargo financeiro substancial para o sistema de saúde. Efeitos psicológicos e sociais complexos no paciente são esquecidos, mas é importante uma abordagem holística para o atendimento de úlceras venosas, para melhorar os resultados e a Qualidade de Vida.(13)

A Organização Mundial da Saúde define Qualidade de Vida como a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto de sua cultura e dos sistemas de valores da sociedade em que vive, e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações.(14)

Autoestima é o sentimento, o apreço e a consideração que uma pessoa sente por si própria, ou seja, o quanto ela gosta de si, como ela se vê e o que pensa sobre ela mesma.(15)

O objetivo deste estudo foi avaliar a Qualidade de Vida e a autoestima de pacientes portadores de úlceras crônicas.

 

Métodos

Estudo analítico e transversal realizado em um hospital universitário da região sudeste do Brasil. A amostragem, ou seja, a seleção dos pacientes foi realizada nas unidades de internação e no ambulatório de Estomaterapia, Núcleo de Assistência e Ensino em Enfermagem do Hospital Universitário Samuel Libânio em Pouso Alegre (MG), e o método foi probabilístico ou aleatório simples.

Os critérios de inclusão foram: portador de úlcera de etiologia diversa, pressão, venosa, arterial, diabética ou traumática, com a cognição preservada e estar internado ou em tratamento ambulatorial, com mais de 18 anos. Foram avaliados 150 pacientes, sendo que 75 formaram o grupo sem úlcera, tendo sido internados por patologias clínica ou cirúrgica diversa, e 75 pacientes compuseram o grupo com úlcera crônica, tendo sido atendidos no Ambulatório de Estomaterapia. Os pacientes incluídos foram entrevistados nas unidades em que estavam internados ou no ambulatório. Para avaliar a cognição, foi aplicado o Miniexame do Estado Mental (MEEM), instrumento utilizado por outros autores em estudos de pacientes com úlceras. O escore do MEEM pode variar de um mínimo de zero até um máximo de 30 pontos, com uma nota de corte de 24 para alfabetizados e 19 para analfabetos. Utilizou-se 19 como nota de corte.(16,17)

Para a avaliação da Qualidade de Vida, foi aplicada a versão brasileira do Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey (SF-36). Trata-se de um instrumento genérico constituído de uma questão comparativa entre saúde atual e de um1 ano atrás e mais 35 itens, distribuídos em 10 questões, que enfatizam a percepção do indivíduo sobre sua saúde nas últimas 4 semanas e abrangem 8 domínios: Capacidade Funcional, Aspectos Físicos, Dor, Estado Geral de Saúde, Vitalidade, Aspectos Sociais, Aspecto Emocional e Saúde Mental.(18)

Para avaliação da autoestima, utilizou-se a Escala de Autoestima de Rosenberg-UNIFESP/EPM, instrumento composto por dez questões de múltipla escolha. A pontuação do questionário varia de zero a 30, sendo que zero corresponde ao melhor estado de autoestima e 30 ao pior estado.(15) Para a análise dos resultados, foi aplicado o teste do qui-quadrado ou o exato de Fischer. O teste de Mann-Whitney foi aplicado com a finalidade de comparar ambos os grupos em relação às variáveis estudadas.

A análise foi realizada por meio do programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 18.0. O risco de rejeição da hipótese de nulidade foi fixado em 0,05 ou 5% (α≤0,05).

O desenvolvimento do estudo atendeu as normas nacionais e internacionais de ética em pesquisa envolvendo seres humanos.

 

Resultados

A mediana de idade das pessoas em ambos os grupos foi de 62 anos (p=0,838). Quanto ao gênero, no grupo sem úlcera, houve predomínio do feminino (n=49; 65,3%) e, no grupo com úlcera, os homens foram a maioria (n=45; 60%), com p=0,0019. Com relação à escolaridade, Ensino Fundamental incompleto ou analfabetismo foram os níveis prevalentes em ambos os grupos, correspondendo juntos a 76% e 70,6% nos grupos sem e com úlcera, respectivamente (p=0,8871). Dentre as doenças, destacou-se a hipertensão arterial (32%), seguida de diabetes mellitus (17,3%).

Teve destaque também a úlcera venosa (30,7%), seguida do pé diabético (24%), úlceras traumáticas (22,7%), úlcera por pressão (8,0%) e outras (9,3%). Quanto à localização, destacaram-se as pernas e os pés; em extensão, houve predomínio de úlceras entre 4 e 7cm e, de acordo com os sinais clínicos, 80% não apresentavam exsudato (Tabela 1).

 

 

Os dados da tabela 2 mostram que não houve associação significante entre os grupos quanto aos escores do MEEM e da Escala de Autoestima de Rosenberg-UNIFESP/EPM.

 

 

A tabela 3 apresenta a comparação entre os dois grupos quanto aos escores dos oito domínios do SF-36.

 

 

Discussão

Os limites dos resultados deste estudo referem-se ao delineamento transversal que não permite estabelecer relações de causas e efeito, mas apontam associações importantes.

A aplicabilidade prática dos resultados deste estudo são os subsídios para a retomada de estratégias com relação ao paciente portador de úlcera, principalmente no que se refere à diminuição da Vitalidade e energia, um alerta para a abordagem preventiva, com o preparo dos profissionais para o enfretamento desse processo, promovendo a manutenção e a melhoria da Qualidade de Vida.

Na caracterização da clientela, em relação à faixa etária, observou-se, no grupo de pacientes com úlcera, a idade maior que 62 anos. Esse dado confirma que o fato de que, com o aumento da expectativa de vida da população, o predomínio das doenças crônico-degenerativas e suas complicações, como a perda da autonomia e independência funcional com consequentes ulcerações, são desafios para a sociedade e o sistema de saúde.(19)

O predomínio do gênero masculino entre os pacientes com úlceras foi semelhante ao observado por outros autores em estudo com pacientes oncológicos recebendo Cuidados Paliativos.(20) Esse fato poderia estar associado à limitação de movimentos do gênero masculino devido à estrutura física, ou ao fato de os homens não admitirem a necessidade de serem cuidados.

O nível de escolaridade é, certamente, um fator importante com relação ao autocuidado, sendo, por vezes, impedimento para o tratamento adequado. No presente estudo, a maioria tinha Ensino Fundamental incompleto, o que interfere, muitas vezes, na aplicabilidade dos cuidados, principalmente entre pacientes idosos com doenças crônicas, que precisam lidar com medicamentos, curativos e dietas.

Entre os pacientes entrevistados, a úlcera venosa foi predominante, semelhante ao que foi observado em outro estudo, no qual se destacou que a maioria das úlceras de pernas obedece a causas vasculares, fundamentalmente a insuficiência venosa.(21)

Os escores da Escala de Autoestima de Rosenberg-UNIFESP/EPM evidenciam a capacidade do indivíduo de lidar com a situação. Neste estudo ambos os grupos apresentaram escore semelhante para a autoestima. Em estudo realizado com clientes portadores de queimadura, verificou-se que os mesmos não apresentavam a autoestima baixa, destacando que o tipo de acompanhamento feito após o incidente e o apoio recebido minimizaram o problema. Isso remete ao fato de que portadores de feridas têm conseguido fazer um bom autorretrato de si mesmos, não permitindo que esse revés dificulte sua vida, principalmente nas questões sociais.(22) Entretanto, outros autores encontraram sintomas depressivos e baixa Qualidade de Vida em idosos com úlcera por pressão que viviam em seus lares.(7)

Autores nacionais, ao avaliarem a intensidade de sintomas de depressão em pacientes diabéticos com úlceras no pé, encontraram graus variados de sintomas depressivos.(23) Ao avaliar a qualidade de vida e a autoestima de pessoas paraplégicas assistidas em ambulatório na cidade de São Paulo (SP), também aplicando o SF-36, os autores encontraram baixo escore nos domínios Capacidade Funcional, Aspectos Físico e Emocional.(24)

Em outros estudos, as úlceras podem não ser apenas um dano físico, pois, para seu portador, podem ter diversos significados: algo que dói sem necessariamente ter estímulos sensoriais, uma marca, uma perda irreparável ou, até mesmo, uma doença incurável. Os fatores significantes para a satisfação de viver em relação aos problemas de saúde são o relacionamento social, o recurso financeiro e a autoestima.(25,26)

Os domínios do SF-36, neste estudo, apresentaram menores escores para o domínio Vitalidade, no grupo com úlcera, e Capacidade Funcional no grupo sem úlcera.

É interessante complementar que esses achados foram semelhantes aos resultados de outros pesquisadores, que encontraram pacientes portadores de diabetes mellitus com pé ulcerado também com alterações da Capacidade Funcional.(27,28)

Os escores do domínio Vitalidade foram menores, com comprometimento da energia e disposição das pessoas ao realizarem suas atividades de vida diária, significantes para as pessoas portadoras de feridas. Estudo com paciente vivendo com úlcera por pressão detectou duas categorias importantes: primeiro, a física, em que se destacaram a dor, o nível de exsudato e a perda da independência; e, segundo, a psicológica, que evidenciou problemas emocionais, como a preocupação com a cicatrização, relacionamentos sociais, imagem corporal e, ainda, o isolamento social.(29)

Em revisão de literatura, estudiosos evidenciaram impactos significantes nos Aspectos Físico, Social, Psicológico, e Problemas de Saúde em Geral em pacientes portadores de úlcera por pressão.(8)

Em recente estudo prospectivo em pacientes portadores de úlceras traumáticas, com a aplicação do SF-36, detectaram-se comprometimentos em Aspectos Físicos, Atividade e Saúde Mental.(30)

Viver com a condição de ter uma úlcera traz uma série de mudanças na vida das pessoas e, por consequência, na de seus familiares. Muitas vezes, surgem dificuldades com as quais o portador, a família e a equipe de saúde não estão preparados para lidar e nem compreender todos os aspectos que envolvem o problema.(25)

 

Conclusão

Pacientes portadores de úlceras apresentam pouca energia e disposição para realizar suas atividades de vida diária (domínio Vitalidade). A presença de úlceras não interfere na autoestima dos pacientes estudados.

Colaborações

Souza DMST; Borges FR; Juliano Y; Veiga DF e Ferreira LM participaram da concepção do projeto, análise e interpretação dos dados, redação do artigo, revisão crítica relevante do conteúdo intelectual e aprovação final da versão a ser publicada.

 

Referências

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Autor correspondente:
Diba Maria Sebba Tosta de Souza
Av. Coronel Alfredo Custódio de Paula, 320, Pouso Alegre, MG, Brasil. CEP: 37550-000
dibasouz@uai.com.br

Submetido 5 de Junho de 2013
Aceito 28 de Junho de 2013
Conflitos de interesse: não há conflitos de interesse a declarar

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