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Acta Paulista de Enfermagem

On-line version ISSN 1982-0194

Acta paul. enferm. vol.26 no.6 São Paulo Nov./Dec. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002013000600009 

ARTIGO ORIGINAL

 

O ambiente de trabalho em unidades de terapia intensiva privadas e públicas

 

 

Alexandre Pazetto Balsanelli; Isabel Cristina Kowal Olm Cunha

Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Autor correspondente

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar o ambiente de trabalho em Unidades de Terapia Intensiva em hospitais privados e públicos.
MÉTODOS: Estudo transversal realizado em quatro unidades de terapia intensiva do qual participaram 66 enfermeiros. Utilizou-se dois instrumentos de pesquisa, um para caracterização socioeconômica e as subescalas do Nursing Work Index Revised versão brasileira validadas (B-NWI-R).
RESULTADOS: Os enfermeiros consideraram que as unidades de terapia intensivapossuem ambientes de trabalho favoráveis ao exercício da prática profissional em enfermagem (média geral= 1,95 e dp=0,40).Ao comparar as UTI dos hospitais privados e públicos observa-se que o escore geral do B-NWI-R alcançou os valores de 1,91 (dp=0,39) e 1,99 (dp=0,42) respectivamente com p=0,459.
CONCLUSÃO: As quatro UTI analisadas apresentaram ambientes favoráveis à prática profissional em enfermagem. O fato de pertencer a hospitais privados e públicos não foi significativo na análise.

Descritores: Ambiente de trabalho; Pesquisa em administração de enfermagem; Ambiente de instituições de saúde; Unidades de terapia intensiva; Hospitais públicos; Hospitais privados


 

 

Introdução

As instituições de saúde atualmente vivem um duplo desafio. Necessitam proporcionar condições para atrair e reterclientes externos, ou seja, médicos e pacientes e também clientes internos que constituem a força motriz e sustentável da organização.

Para isto, avaliar a qualidade do ambiente de trabalho torna-se um indicador necessário para fundamentar a prática gerencial do enfermeiro. Como líder da equipe, este profissional, precisa conhecer como estão os pilares que sustentam uma prática adequada para garantir a qualidade do serviço oferecido.

As unidades de terapia intensiva - UTIs não se distanciam desta realidade. Fazem parte do complexo hospitalar e constituem setores específicos que atendem doentes em estado grave de saúde e exigem da equipe interdisciplinar muitas competências que, para serem exercidas, necessitam de condições adequadas.

Neste contexto, analisar o Modelo de Prática Profissional em Enfermagem(1) fundamentará o trabalho do líder proporcionando subsídios para construção de um planejamento estratégico para sua unidade de negócio.

Este modelo é definido como um sistema formado por estrutura, processos e valores que apóiam o enfermeiro no controle sobre o cuidado prestado ao paciente e sobre o ambiente no qual esse cuidado é oferecido e possui cinco subsistemas: valores profissionais, relações profissionais, gestão, remuneração e recompensa e sistema de prestação de cuidados ao paciente.(1)

A presença dessas características, no ambiente de trabalho do enfermeiro, contribui com melhores resultados para os profissionais como menor nível de burnout e maior nível de satisfação com o trabalho; para os pacientes em menores taxas de mortalidade e maior nível de satisfação com os cuidados recebidos e para as instituições pode resultar em menor taxa de absenteísmo e rotatividade.(2,3) Caracteriza-se assim os Hospitais Magnets, ou seja, instituições capazes de atrair e reter profissionais e pacientes.

Tendo em vista a especificidade da Unidade de Terapia Intensiva torna-se importante identificar as características que compõem o ambiente de trabalho para preencher lacunas e aprimorar e/ou valorizar o que já está sedimentado. Desta forma, planos de ação podem ser traçados e implementados buscando a melhoria contínua. E, também, comparar se há diferença em pertencer a hospitais públicos e privados possibilitará entender se o contextomacro gerencial influencia no processo de trabalho dos enfermeiros.

Assim questiona-se: como é o ambiente de trabalho nas unidades de terapia intensiva? Existe diferença entre pertencer a hospitais particulares e públicos? As respostas destas indagações permitirão mapear as UTIs, fornecer informações gerenciais para os líderes e contribuir com os estudos nesta área.

Os objetivos deste estudo foram: analisar o ambiente de trabalho das unidades de terapia intensiva e verificar se há diferença entre os ambientes de hospitais privados e públicos.

 

Métodos

Estudo transversal realizado em quatro unidades de terapia intensiva da cidade de São Paulo, região sudeste do Brasil. As unidades pertencem a hospitais de nível terciário, são gerais com atendimento de pacientes adultos com afecções clínicas e cirúrgicas. Possuem respectivamente 42, 26, 32 e 30 leitos. Duas unidades são de instituições privadas e duas são públicas.

A amostra foi constituída por enfermeiros destas unidadesque estivessem presentes na época da coleta dos dados e com, no mínimo, seis meses de atuação profissional nas unidades em estudo.

Foi elaborado um questionário com base nas variáveis socioeconômicas e de trabalho (idade, sexo, formação, tempo de formação, tempo de trabalho na instituição e UTI). Foram utilizadas as subescalas do Nursing Work Index Revised versão para a língua portuguesa validada (B-NWI-R).(4)

O B-NWI-R deriva do Nursing Work Index (NWI) que foi elaborado em 1989 para mensurar satisfação profissional em enfermagem e a percepção da qualidade do cuidado. No entanto é composto por 65 itens. Por isto, com o objetivo de resumí-lo e também de mensurar a presença de determinadas características do ambiente de trabalho que favorecem aprática profissional do enfermeiro, desenvolveu-se o Nursing Work Index Revised (NWI-R).(5)

O NWI-R possui 57 itens sendo que 15 foram distribuídos, de forma conceitual, em três subescalas: autonomia, controle sobre o ambiente e relações entre médicos e enfermeiros. Dentre esses 15 itens, dez foram agrupados para derivar a quarta subescala: suporte organizacional.(5)

Conceitualmente as definições das subescalassão:(5)

- autonomia (cinco itens) e controle (sete itens) representam a liberdade que o enfermeiro possui na resolução de problemas que afetam a qualidade da assistência de enfermagem;

- relações entre médicos e enfermeiros (três itens) envolve o respeito profissional para a construção de uma comunicação efetiva no alcance de um objetivo comum no que se refere ao cuidado ao paciente;

- suporte organizacional (dez itens derivados das três subescalas anteriormente citadas) está relacionada às situações em que a organização fornece suporte para que os enfermeiros desenvolvam a sua prática profissional.

A escala de medida utilizada é a do tipo Likert que varia entre um e quatro pontos e quanto menor a pontuação, maior a presença de atributos favoráveis à prática profissional do enfermeiro. Os escores, para as subescalas, são obtidos pela média dos escores das respostas dos sujeitos, podendo variar entre um e quatro pontos.(5)

O NWI-R foi traduzido e adaptado para a cultura brasileira e as subescalas descritas foram validadas (B-NWI-R).(4,6)

Os 121 enfermeiros que aceitaram participar receberam os instrumentos de pesquisa. A taxa de retorno foi de 54,5%, ou seja, 66 constituíram a amostra.

Os dados de caracterização foram analisados por estatística descritiva. O Alpha de Cronbach para verificar a consistência interna dos itens do B-NWI-R. O teste t de Student com p<0,05 foi utilizado para mostrar se há diferença entre o ambiente de trabalho das UTIs dos hospitais públicos e privados.

O desenvolvimento do estudo atendeu as normas nacionais e internacionais de ética em pesquisa envolvendo seres humanos.

 

Resultados

Dos 66 enfermeiros entrevistados, 48 (72,7%) eram mulheres e trabalhavam nos seguintes turnos: manhã 22,7%, manhã e tarde 7,6%, tarde 16,7% e noite 53%.

As variáveis contínuas: idade, tempo de formação, trabalho na instituição e UTI estão descritas na tabela 1.

Nota-se predomínio de enfermeiros jovens, com pouco tempo de formação e similaridade entre o período de trabalho na instituição e UTI. A característica do ambiente intensivo proporciona que os colaboradores permaneçam nestes setores desde a admissão por talvez existir domínios do B-NWI-R favoráveis.

Do total da amostra, 60 (90,9%) possuem alguma especialização. A maioria em UTI (28,46%). Sendo que desses dez possuem alguma outra especialização.

A consistência interna pelo Alpha de Cronbach para os domínios do B-NWI-R neste estudo atingiu os seguintes valores: B-NWI-R geral=0,819; B-NWI-R autononia=0,645; B-NWI-R controle sobre o ambiente= 0,732; B-NWI-R respeito entre médicos e enfermeiros= 0,702; B-NWI-R suporte organizacional=0,748.

De forma geral, as subescalas do B-NWI-R apresentaram resultados satisfatórios quanto à consistência interna das respostas dos enfermeiros.(7)

As estatísticas descritas do B-NWI-R por UTI são apresentadas na tabela 2.

De uma forma geral, as UTI analisadas possuem ambientes de trabalho favoráveis ao exercício da prática profissional em enfermagem. A UTI B apresenta os maiores valores em todos os domínios do B-NWI-R classificando-se como o local de pior avaliação. A UTI C destaca-se na autonomia, respeito entre médicos e enfermeiros e suporte organizacional. Já a UTI A no controle sobre o ambiente. No entanto, os valores são muito próximos denotando uma homogeneidade entre estas unidades.

Elucida-se que os domínios do B-NWI-R pontuados em ordem crescente são: respeito entre médicos e enfermeiros, autonomia, suporte organizacional e controle sobre o ambiente. Isto corrobora o dia a dia do enfermeiro intensivista, pois a interação interdisciplinar se faz presente para as tomadas de decisões assertivas no cuidado ao paciente. Por sua vez, a autonomia é solidificada. Mas, o suporte organizacional e o controle sobre o ambiente nem sempre são exercidos de forma adequada.

Considerando que o número de enfermeiros participantes entre as UTI é heterogêneo e na perspectiva de verificar se há diferença entre os valores do B-NWI-R das UTI de hospitais públicos (UTI A e B) e privados (UTI C e D), aglutinou-se estas unidades para comparação conforme descrito na tabela 3.

O efeito do tipo de Hospital na média dos escores B-NWI-R não está evidente. A maior diferença entre as médias se dá no domínio Controle sobre o ambiente (p-value=0,105), porém, mesmo nesse caso, não se tem informação suficiente para afirmar que hospitais públicos possuem o escore, em média, superior.

 

Discussão

Os limites dos resultados desde estudo estão relacionados ao uso da parte validade para língua português do NWI-R, enquanto que em outros países este instrumento é utilizado na íntegra e o Practice Environment Scale. Estes instrumentos não estão validados para a realidade brasileira. Este fato dificultou a comparação dos resultados.

A caracterização da amostra não difere de outras pesquisas realizadas.(4,8-10) Com relação ao sexo, a predominância é feminina e os enfermeiros são jovens. Destaca-se apenas uma discrepância num dos estudos no qual se observa uma média de idade de 39,6 anos e tempo de experiência em cuidados intensivos de 8 anos.(10)

Verifica-se que o tempo de trabalho nas instituições e nas UTI estão próximos (mediana de 5 e 4,5 respectivamente). Logo infere-se que estas unidades possuem características que retém profissionais.

A busca por um curso de pós graduação teve sua evidência, ou seja, 90,9% possuía especialização, sendo 46% em unidade de terapia intensiva.

A preocupação em atualizar conhecimentos faz parte do perfil do enfermeiro. No entanto, contribuir com a solidificação da ciência por meio da pesquisa ainda é um desafio a ser implantado no ambiente da prática profissional, ou seja, as questões assistenciais que podem ser respondidas por meio de trabalhos de mestrado e doutorado necessitam ser desenvolvidas pelos profissionais que estão na beira do leito.

A consistência interna do escore geral (0,819) e das subescalas B-NWI-R pelo Alpha de Cronbach (autonomia: 0,645; controle sobre o ambiente: 0,732; respeito entre médicos e enfermeiros: 0,702 e suporte organizacional: 0,748) apresentou similaridade com o estudo de validação deste instrumento e também com outro trabalho que utilizou esta escala.(4,8) Logo o B-NWI-R mede de fato o que se propõe demonstrando confiabilidade.

Os valores totais do B-NWI-R das 4 UTI analisadas são parecidos (média geral= 1,95;dp=0,40). A UTI A obteve 1,88, seguida da UTI C com 1,90, UTI D com 2,10 e a UTI B com 2,29. Infere-se que estas unidades, mesmo pertencendo a hospitais diferentes, apresentam ambientes de trabalho que proporcionam um exercício profissional adequado para o enfermeiro.

Aunidade de terapia intensiva possuicaracterísticas especiais. Estudo desenvolvido no Sul da Coréia examinou a variação da percepção dos enfermeiros sobre o ambiente de trabalho do hospital e das UTI simultaneamente com as subescalas do NWI-R. Participaram 817 enfermeiros de 39 UTI que pertenciam a 15 hospitais. Utilizando-se da análise de regressão múltipla os ambientes de trabalho foram classificados em bom, moderado e ruim.(9)

Nota-se discrepância nas avaliações com maiores destaques positivos para as UTI quando comparadas ao hospital. Isto indica que os intensivistas possuem certo apreço pelo seu local de trabalho e que este difere-se, de certa maneira, do contexto geral da organização.

As subescalas do B-NWI-R neste estudo tiveram as seguintes médias: autonomia 1,92 (dp=0,49); controle sobre o ambiente 2,01 (dp=0,51); respeito entre médicos e enfermeiros 1,85 (dp=0,47) e suporte organizacional 1,96 (dp=0,43).

Ao avaliar 17 unidades de terapia intensiva de cidades do estado de São Paulo obteve-se autonomia 2,2 (dp=0,62), controle sobre o ambiente 2,04 (dp=0,60), respeito entre médicos e enfermeiros 2,1 (dp=0,66) e suporte organizacional 2,2 (dp=0,52).(8)

Estas duas pesquisas confrontadas, embora com médias parecidas, mostram cenários diferentes. As subescalas colocadas em ordem crescente, nesta investigação, são assim apresentadas: respeito entre médicos e enfermeiros, autonomia, suporte organizacional e controle sobre o ambiente. Já nas UTI do interior de São Paulo/Brasil temos: controle sobre o ambiente, respeito entre médicos e enfermeiros e com igual valor autonomia e suporte organizacional.(8)

Mapear estas unidades permite verificar como o processo de trabalho acontece nas entrelinhas tendo como fundamento os subsistemas do PPM.(1) As relações profissionais conduzem que médicos e enfermeiros estabeleçam um diálogo com foco no paciente. Um modelo de prestação de cuidados bem definidos garante autonomia e controle sobre o ambiente. O suporte organizacional origina-se de um modelo de gestão exercido que possibilita o desenvolvimento de pessoas.

Logo as médias das subescalas do B-NWI-R nas quatro unidades de terapia intensiva estudadas mostram a importância de serem adotados modelos de cuidado ao paciente e de gestão para melhorar os resultados alcançados.

Ao comparar as unidades de terapia intensiva dos hospitais privados e públicos observa-se que o escore geral do B-NWI-R alcançou os valores de 1,91 (dp=0,39) e 1,99 (dp=0,42) respectivamente com p=0,459.Nota-se ambientes de trabalho com valores aproximados e não significantes estatisticamente entre si. O Modelo de Prática Profissional em Enfermagem encontra-se presente independente da estrutura organizacional em que estas unidades estão inseridas.

Os estudos em unidades de terapia intensiva sob esta ótica não comparam as organizações de acordo com a fonte mantenedora. Temos o confronto entre hospitais magnets e não magnets, no qual identificou-se p<0,05 apenas no domínio suporte organizacional favorável às instituições primeiramente descritas.(10-13)

Nesta pesquisa somente o controle sobre o ambiente p=0,105 parece ser mais propício nos hospitais privados do que nos públicos. Porém não houve significância estatística.

Suporte organizacional e controle sobre o ambiente são resultados de um modelo de gestão que possibilita que o enfermeiro exerça seu processo de trabalho administrar com critérios bem definidos. Quando a organização encontra-se preparada para favorecer estes domínios aos seus colaboradores, o ambiente de trabalho torna-se propício para o desenvolvimento das competências.(1)

Em outro estudo obteve-se destaque em todas as subescalas: autonomia, controle sobre o ambiente e relações entre médicos e enfermeiros para os hospitais magnets, seguidos pelos não magnets, porém especializados no atendimento ao paciente com AIDS e posteriormente aos não magnets gerais.(5)

Destaca-se, a partir desta análise, a importância de cultivar uma estrutura que favoreça um ambiente de trabalho saudável para proporcionar resultados mais adequados para os clientes internos e externos.

Outros trabalhos em UTI utilizaram o instrumento Practice Environment Scale que é derivado do NWI para avaliar seus ambientes de trabalho e associá-los com outras variáveis.(11-14)

Dentre os resultados temos: 1-) existe uma relação favorável entre ambiente de trabalho e satisfação do paciente em UTI; 2-) Enfermeiros intensivistas dos hospitais magnets apresentaram uma visão positiva das competências em enfermagem nos seus ambientes de trabalho; 3-) A comunicação entre médicos e enfermeiros foi um fator preditor para a ocorrência de erros de medicação em UTI, pneumonia associada à ventilação e úlcera por pressão; 4-) A intenção de deixar o emprego está relacionada com as condições de trabalho.(11-15)

Ao utilizar o B-NWI-R neste estudo, os enfermeiros das UTI dos hospitais privados e públicos que compuseram a amostra, julgam ter autonomia, controle sobre o ambiente, respeito entre médicos e enfermeiros e suporte organizacional adequado independente da instituição que pertencem.

Para contribuir com esta temática, novos estudos precisam ser desenvolvidos considerando a realidade brasileira para avaliar o ambiente de trabalho em UTI e associá-lo com resultados assistenciais e gerenciais.

 

Conclusão

As quatro UTI analisadas apresentaram ambientes favoráveis à prática profissional em enfermagem. O fato de pertencer a hospitais privados e públicos não foi significativo na análise.

Agradecimentos

Pesquisa realizada com o apoio da CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, processo 008898340001-08.

Colaborações

Balsanelli AP e Cunha ICKO declaram que contribuíram com a concepção e projeto; análise e interpretação dos dados; redação do artigo; revisão crítica do conteúdo intelectual e aprovação final da versão a ser publicada.

 

Referências

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Autor correspondente:
Alexandre Pazetto Balsanelli
Rua Napoleão de Barros, 754,
Vila Clementino, São Paulo, SP, Brasil.
CEP: 04024-002
pazetto@terra.com.br

Submetido 16 de Outubro de 2013
Aceito 12 de Novembro de 2013

 

 

Conflitos de interesse: não há conflitos de interesse a declarar.

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